Chile adere ao padrão nipo-brasileiro de TV digital
September 15, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
Enquanto assinava o acordo de cooperação técnica com o colega peruano Enrique Cornejo, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, comemorou o anúncio de que o Chile é o mais novo país sulamericano a adotar o padrão japonês, com adaptações brasileiras, de TV digital. O Equador deve ser o próximo da lista de adesões.
"Já temos quatro países, caminhando para um quinto. Há um entendimento avançado com o Equador e mês que vem vamos também assinar com a Venezuela, além de termos um compromisso de Cuba. Estamos caminhando para um sistema sulamericano de TV digital", festejou Hélio Costa.
O ministro também está confiante nos efeitos do ganho de escala sobre o valor dos equipamentos. "Embora o Brasil represente metade da demanda, o mercado sulamericano como um todo é fundamental para reduzir o preço de conversores e televisores", avalia.
Ao menos teoricamente faz sentido. Com o Brasil e as adesões já confirmadas de Peru, Argentina e Chile somadas com as do Equador e Venezula, o padrão será o mesmo para uma população superior a 300 milhões. Colômbia, Uruguai, Panamá e Guiana Francesa também já anunciaram suas escolhas - eles optaram pelo modelo europeu.
O ministro de Transportes e Comunicações do Peru, Enrique Cornejo, calcula que o setor privado do país precise investir cerca de US$ 80 milhões para colocar a TV digital no ar nas oito principais cidades do país - que representam um pouco mais da metade da população - até 2015.
"Até março de 2010, o canal do Estado já estará fazendo testes e pelo menos uma das quatro ou cinco principais emissoras privadas deve transmitir a Copa do Mundo da África do Sul", diz Cornejo. O Peru vai sediar, no próximo dia 21, o primeiro fórum internacional do padrão japonês/brasileiro, agora também com as adesões confirmadas da Argentina e do Chile.
Costa reportou ainda que cerca de 65% do território brasileiro já possui cobertura de sinal do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTV). Segundo o ministro, apenas cinco ou seis capitais ainda não efetivaram sua infraestrutura para o recebimento do sinal digital. Mas estão programadas para iniciar as transmissões até dezembro.
Fonte: Convergência Digital
Fabricantes criticam proposta de PPB para celular com TV Digital
September 15, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
Por intermédio da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica), os fabricantes de celulares contestaram o texto da Consulta Pública , elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, no qual o governo altera o Processo Produtivo Básico e obriga a indústria a inserir TV Digital em parte dos aparelhos celulares que serão fabricados.
No último dia 11 de setembro, a Abinee teria encaminhado uma contribuição à Consulta Pública nº 46/2009, pela qual, além de criticar o texto original, mantém a posição dos fabricantes em favor de novos incentivos fiscais em sintonia com um eventual aumento de produção e venda desses terminais.
O documento não teve até o momento nenhuma publicidade da parte da Abinee e teria chegado ao ministério no dia seguinte (10) em que o portal Convergência Digital publicou matéria, com base em informações da Assessoria de Imprensa, de que não havia contribuição alguma do mercado ao texto elaborado pelo governo.
Fontes do governo que tiveram acesso à carta garantem que a Abinee apenas ratificou o seu posicionamento inicial de requerer a dispensa do cumprimento de PPB para as placas de circuito impresso montadas, além de outros componentes como, carregadores, proporcionalmente à quantidade que for fabricada.
O governo reduziu o percentual de dispensa de placas de 15% para 10%. As empresas que produzirem aparelhos com TV Digital terão um adicional de dispensa proporcional a produção, mas somente até o limite de 5%.
Entretanto, fontes da indústria garantem que a carta encaminhada na última sexta-feira, 11, para o Ministério do Desenvolvimento foi além desta questão. Os fabricantes ressaltaram aquilo que já tinha dito pessoalmente aos técnicos do MDIC em reuniões preparatórias à Consulta Pública.
Os fabricantes, segundo essas fontes, questionaram as razões para no Processo Produtivo Básico dos celulares, o governo obrigar a indústria a inserir a recepção de sinais de TV Digital nos celulares, quando pelo menos metade já decidiu por conta própria adotar tal tecnologia. E quem ainda não fez deverá adotá-la até o próximo ano.
Os fabricantes teriam criticado o Ministério do Desenvolvimento porque ao fixar regras de produção e quantitativos, não teria levado em conta as peculiaridades de cada fabricante. E essa medida poderá vir a interferir nas suas estratégias de mercado e na modelagem de preço dos equipamentos, tornando-os mais caros e difíceis de vender. Isso poderá trazer prejuízos para a indústria e, por tabela, para os consumidores.
O documento já está nas mãos dos técnicos responsáveis pela Consulta Pública, mas até agora o Ministério do Desenvolvimento não emitiu sinais de que pretende recuar na sua proposta de alteração do PPB dos celulares e atender ao pedido dos fabricantes.
Fonte: Convergência Digital
TV Digital: IBM e HXD trabalham na adapção do Media Hub para o SBTVD
September 9, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yetPor Cristina De Luca
Depois de ter sido uma das empresas selecionadas pela IBM para ser apresentada no primeiro fórum de capital de risco para inovação que a gigante de tecnologia realiza no Brasil, a HXD Interactive TV, braço da Hirix para TV Digital, conquistou a confiança da Big Blue para uma empreitada de peso. Juntas, as duas trabalharão na adaptação da plataforma Media Hub, desenvolvida inicialmente pela IBM para a Disney, para uso no padrão nipo-brasileiro de TV Digital, bão só no Brasil como em toda a américa latina.
"O Media Hub é uma espécie de uma espécie de framework SOA para atender a toda a cadeia envolvida com produção de conteúdo para mídia digital", explica Salustiano Fagundes, presidente da HXD e da Hirix.
Em todo o mundo, a IBM já vem adaptando o Media Hub para o mercado de TV. Empresas como a MTV e a TNT já usam a plataforma. Na Europa, a BBC. Na última NAB, realizada no fim de abril nos Estados Unidos, a IBM apresentou alguns parceiros do ecossistema formato em torno da plaraforma. Na época, já eram mais de 25 desenvolvedores de software de mídia, bem como dezenas de provedores de aplicativos de back-office, aos quais a HXD se une agora.
"Para gerar aplicativos na TV Digital com qualidade será preciso cuidar de todo o processo de enganharia por trás. São mudanças importante na cadeia de valor", explicou Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM, em palestra durante a SET 2009.
Pois um dos objetivos do Media Hub é justamente esse: permitir que as empresas de mídia automatizem e otimizem processos, de modo a se ajustarem mais rapidamente às mudanças nas prioridades de negócio, do mercado e de recursos disponíveis.
Fonte: Convergência Digital
TV Digital: integração com a TV por assinatura já começou
September 2, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
Os radiodifusores sabem: a integração com a TV paga, por cabo ou satélite, para que ela possa oferecer em seu ambiente tudo aquilo que a TV Digital aberta oferecerá, precisa acontecer. E rápido. Na outra ponta, o discurso é o mesmo. "Precisamos trabalhar juntos na definição dos melhores caminhos para tirarmos proveito da convergência", afirmou na cerimônia de abertura da SET 2009 o presidente da ABTA, Alexandre Anhemberg, mostrando que o diálogo já começou.
Mas, como o próprio Anhemberg reconhece que, embora a TV por assinatura se considere um segmento co-irmão da TV digital aberta e tenha mantido com ele uma relação fraternal ao longo do tempo, como todas as relações familiares e fraternais essa também teve e continuará a ter seus momentos de compreensão e convivência e também os seus momentos de rusgas e fortes divergências. E, nesse cenário convergente, não será diferente, os esforços, dos dois lados, parece ser o de reduzir atritos.
Provas inequíovocas disso já puderam ser sentidas na própria SET. Tudo vai bem quando o assunto é a transmissão do conteúdo em alta definição. Os novos conversores da Sky, que misturam o conteúdo da TV por assinatura com o sinal de TV aberta em uma única caixa capaz de captar o sinal multiplexado recebido no alto do telhado pelas duas antenas, a parabólica e UFH, já sejam talvez o melhor exemplo desse caminho conjunto.
Mas quando o assunto passa a ser a interatividade... "Estamos defronte de uma dificuldade", disse Roberto Franco, diretor de tecnologia do SBT e representante do segmento de radiodifusão no Conselho Deliberativo do Fórum SBTVD.
"A conversa mundo assinatura mundo TV aberta já se iniciou. A conversa de portar mídia em alta definição para a TV a cabo já se iniciou. A questão da interatividade é uma questão de tempo. Qual será a solução? Dois middlewares? É possível. A capacidade de processamento e memória dos set-top-box está evoluindo de tal forma que esse poderia ser um caminho. Qual a alternativa? Aotar um novo middleware em plataformas novas? Também é possível. Não sei a resposta. É questão de conversa. É questão de diálogo. Aí a gente a gente dissipa o medo, dissipa o ódio e tem as parcerias", contemporiza Franco, em alusão à célebre frase do mestre Yoda, de Guerra nas Estrelas, "O medo leva à raiva e a raiva leva ao ódio", e à qual ele acrescentou, no início, o trecho "o desconhecido leva ao medo".
Em alguns painéis e conversas de corredor, algo ficou muito claro. O grande argumento da TV paga para inclusão do middleware Ginga em seus conversores é econômico. "Esse trabalho conjunto de porte do Ginga para os conversores da TV por assinatura ainda não começou. Primeiro, porque ainda não havia a especificação do middleware. mas o problema não é só esse. O problema é o quanto isso pode encarecer aquele que é uma princiapl barreira de entrada da TV Digital e as TVs por assinatura: o coversor", afirmou Alexandre Anhemberg.
Outras questões relevantes são a convivência da interatividade com outros recursos relavantes dos middlewares proprietários para os sistemas DVB-C dotados pelas TVs por assinatura, como o OpenTV. O middleware proprietário cuida, por exemplo, da liberação de canais em função do tipo de pacote adquirido pelo assinante. O Ginga seria capaz de fazer isso? Por enquanto, não. Portanto, uma mera substituição de middlewares, hoje, seria inviável.
Tem mais: os dois middleware poderiam conviver, sem que comandos enviados por controle remoto para um e para outro não interferissem um no outro? O que é mais simples? Portar uma aplicação Ginga para o Open TV ou outros middlewares proprietários ou o inverso? Os radiodifusores parecem convencidos de que é muito mais fácil pegar uma aplicação feita em Open TV ou qualquer outro sistema DVB-C, botar um simples tradutor e trazê-la para o Ginga, do que pegar uma aplicação feita em uma ferramenta muito mais rica como o middleware do sistema brasileiro, e que dá muito mais liberdade de criação, e poryá-la para a TV a cabo. Convencerão seus irmãos?
Os próprios produtores de implementações do Ginga reconhecem que o porte do middleware para os conversores DVB-C e sua harmonização com os middlewares proprietários é um trabalho caro. E economicamente delicado. Especialmente diante do tamanho do mercado de TV paga, comparado ao mercado de TV aberta.
A boa notícia é que alguns deles estão dispostos a arcar com esses custos e desenvolverem uma solução consensual, só para não correrem o risco dos middlewares proprietários serem uma força concorrente ao Ginga em 2010, principalmente nos grande centros urbanos, entre as classes A e B, no momento em que a interatividade da TV aberta começar a mostrar ao que veio.
Correndo por fora, um componente externo a toda essa discussão pode ser o ponto de equilíbrio para os diversos interesses: a possibilidade de uso do WiMax como canal de retorno, em frequências abaixo de 1GHz. A WiMobilis, de Campinas, é uma das empresas que poderia rapidamente fornecer soluções integradas nesse sentido, uma vez que trabalha hoje com duas linhas de produtos: middleware para Tv Digital, sistemas WiMax para levar banda larga a áreas rurais.
Fonte: Convergência Digital
Governo flexibiliza inserção de subsistemas do GINGA em celulares
September 2, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior cedeu pela metade às pressões do MCT e da Casa Civil, em favor da obrigatoriedade de incorporação do middleware GINGA-NCL nos aparelhos celulares que terão TV embutida. Mas o órgão parece ter jogado com racionalidade nessa disputa interna no governo.
Não criou por Decreto algo que acabe inviabilizando a produção dos aparelhos, tornando-os mais caros e, por consequência, deixando o próprio governo sem discurso sobre a futura e sonhada interatividade.
O MDIC saiu de uma postura radical na semana passada, em defesa apenas do fabricante, quando simplesmente retirou do texto de uma consulta pública a obrigatoriedade de se incorporar o GINGA-NCL nos aparelhos celulares que serão produzidos com TV Digital embutida. Agora os fabricantes terão, sim, de incorporar o middleware. Mas ao não especificar o Ginga-NCL e apenas fazer menção à norma, abre a possibilidade de os fabricantes negociarem subsets da norma nos celulares, como queriam, para não terem que incluir mais processamento e memória nos aparelhos, encarecendo o preço.
Hoje foi publicada a Proposta nº 46/09, que permanecerá em consulta pública, na qual retifica essa questão. Seu texto é claro quanto a dirimir dúvidas que ficaram da semana passada, que provocaram um impasse interno no governo: "A partir de 1º de julho de 2011, pelo menos, 5% da produção total de aparelhos celulares incentivados, por empresa, deverão ter capacidade de recepção de sinais de TV digital compatíveis com as especificações e normas do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre - SBTVD, inclusive com o middleware GINGA, de acordo com norma técnica nacional (NBR) aplicável".
Com isso, o Ministério do Desenvolvimento atende às pressões de outras áreas do governo que defendem a interatividade através do GINGA nos celulares.
Mas não cria para o fabricante um projeto inviável de implantação da TV no celular. A indústria vinha se queixando de que terá dificuldades de vender no mercado brasileiro 1% dos aparelhos com TV Digital embutida. E seus custos de produção cresceriam muito mais, com impacto nos preços finais destes equipamentos, se ainda tivessem de expandir a memória dos celulares para incorporar a versão completa do middleware.
Em meio ao tiroteio o MDIC procura atender aos dois lados, mas dentro de uma certa racionalidade. O governo terá alguma interatividade, sem que necessariamente quebre o fabricante com custos elevados sobre a produção de algo que ainda é incerto para o mercado de telefonia móvel. A conferir.
Fonte: Convergência Digital





