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Telebrás x Teles: O impacto da decisão do Governo Lula

5 de Maio de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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O item nº 4 do Fato relevante da Telebrás encaminhado nesta terça-feira,04/05, à Comissão de Valores Mobiliários, deixa claro a intenção do governo em estimular as empresas de telefonia a prestarem um "serviço adequado" de conexão à Internet, sob pena de a estatal passar a concorrer diretamente com elas.

 

Ao se valer da frase:"em localidades onde inexista oferta adequada daqueles serviços", o governo sinaliza que fará a última milha seja aonde for. Basta que em determinado local fique constatado que o serviço oferecido pelas teles é ruim ou considerado caro.

O governo explica que a sua rede, que terá a Telebrás como gestora, prioritariamente atenderá universidades, centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento, telecentros comunitários e outros pontos de interesse público.

Mas deixou explicitado que fará o uso social da sua rede para levar a banda larga, por exemplo, para uma uma favela ou para um bairro, onde a renda dos moradores seja baixa e não permita a compra dos serviços das empresas de telefonia.

No plano governamental, as empresas de telefonia também sofreram um duro golpe. O governo indicou que a Telebrás estará apta para prover "infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, Estados, Distrito Federal, Municípios e entidades sem fins lucrativos". Tudo o que elas não queriam.

Para se ter uma idéia do impacto de tal medida, as grandes concessionárias de telefonia fixa estão entre as 18 empresas que mais faturaram no governo ( acima de R$ 100 milhões), no período entre janeiro de 2004 e janeiro deste ano. Sem a conta do governo as teles poderão, num médio e longo prazos, deixar de registrar faturamentos como os listados no Portal da Transparência Pública dos Recursos Federais:

EMBRATEL = R$ 1.317.161.331,47
OI (TELEMAR + BRASIL TELECOM) = R$ 1.077.542.324,68
BRASIL TELECOM (Antes da fusão com a Oi) = R$ 661.473.997,83
TELEFÔNICA = R$ 110.965.986,51


Por Luiz Queiroz

Convergência Digital


Tags deste artigo: pnbl banda larga governo inclusão digital telebrás embratel oi brasil telecom telefônica

33 comentários

  • 5a2252a054ad7c1880e1dd315aeac66a?only path=false&size=50&d=404Jair Quesada(usuário não autenticado)
    6 de Maio de 2010, 10:01

    Reativação da Telebrás

    Porque as Teles são contra a re-ativação da Telebrás? Claro que não seria por um motivo nobre, e sim porque deixarão de “mamar” R$ 3 bi por ano das tetas do governo. Uma grande economia, certo? Mesmo que o governo estime em despesas anuais com a Telebrás algo em torno de R$ 1 bi, ainda conseguirá economizar R$ 2 bi. As Teles “acham” que essa medida (re-ativação da Telebrás” é ilegal; será que é ilegal você economizar e ainda gerar empregos? Ou será ilegal o que as Teles fizeram desde 98 até hoje, colocando milhares de trabalhadores qualificados literalmente na rua. Alguem se lembra quanto custava a asinatura básica de um telefone residencial (que já era para ter sido suspensa) antes da privatização pelo governo FHC? Era R$ 0,61, e ainda com FHC pasou para R$ 12,00 (2000%) para em seguida privatizar, pimeiro ele (FHC e Motta) viabilizou e depois deu. Hoje já passa de R$ 40. A tarifa telefonica e de energia no Brasil está entre as cinco mais caras do mundo. Se é por impostos ou não, isto é outro problema que vivemos a muitos anos e deve sim ser revista a carga tributária.


  • 54d6bb4b9f882379062feea611a8b17c?only path=false&size=50&d=404José Ricardo(usuário não autenticado)
    10 de Maio de 2010, 9:19

    Preço de Banda larga acessível

    Também não entendo esse temor das Teles com retorno do Governo ao setor. Deve-se lembrar que algo semelhante já acontece no setor de Energia Elétrica, onde o Governo, através da Eletrobŕas, atua no atacado, ou seja, vende energia elétrica para as empresas privadas desse setor. O Governo nunca deveria ter saído das telecomunicações totalmente, isso por uma questão de segurança nacional (me refiro a privatização da Embratel, que na minha opinião pelo menos esta deveria ter continuado sob controle da União). Com o retorno do Governo a esse setor, com certeza as Teles irão baratear os pacotes de banda larga e fazer valer a concorrência beneficiando aqueles que necessitam desse serviço.


  • B39c05ec440599cda2aa819673a481cf?only path=false&size=50&d=404Humberto(usuário não autenticado)
    20 de Agosto de 2011, 16:36

    Vai voltar?

    O problema é que os gastos do governo vão aumentar, a roubalheira vai aumentar e a empresa vai ser usada para cabide de emprego político. Além do mais, assinatura básica era um direito contratual no início das teles, já que a infraestrutura de telefonia brasileira era muito arcaica e as despesas de arrumar ficariam por conta das teles. O que acontece é que a Anatel não age como deveria agir, cobrando serviço melhor, como por exemplo telefones publicos que estão estragados, internet de qualidade baixa e cara, culpa da Anatel.

    Agora voltar uma companhia como a telebrás com o país devendo mais e 2 trilhões de reais? Novamente o PT vai ser visto como salvador da patria enquanto por baixo dos panos está ocorrendo outra coisa.


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