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O que fazer com o Lixo Eletrônico? foi tema do ciclo de Tecnologia as Seis e Meia, na Facin/PUC

7 de Junho de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Dscf0394Na quinta palestra do Ciclo Tecnologia Seis e Meia, que ocorreu na última sexta-feira (4/6), na Faculdade de Informática da PUC, o engenheiro eletricista e professor, Carlson Aquistapasse falou sobre o problema do lixo eletrônico. "Os limites do capital são os limites da Terra. O problema é estrutural, se não tomarmos medidas mais drásticas a tendência é piorar", alertou.

Com um conjunto de dados e informações atuais, Aquistapasse relatou aspectos presentes na legislação que está há 10 anos para ser aprovada sobre a produção, distribuição, descarte e destinação final dos produtos eletrônicos. Ele destacou que todas as leis envolvem produtor, importadores, comerciantes, distribuidores, consumidores e poder público. "Não tem mais o que determinar ou disciplinar o problema é fazer cumprir. Na Europa os produtos para entrar tem que ser reciclável. No entanto, aqui não se exige o mesmo doDscf0385s importadores e fabricantes dos mesmos produtos", observou.

Conforme Aquistapasse os impactos ambientais dos resíduos dos produtos eletônicos vão desde a contaminação tóxica, passando pelos recursos hidrícos, atmosféricos e do solo. Em cada produto são usados plásticos, metais, dispositivos eletrônicos e borrachas. "Imaginem o tamanho do problema: 160 milhões de brasileiros possuem no minimo um celular, 60 milhões estão em uso. Para 2012 está previsto 100 milhões de computadores. No mundo são gerados 50 milhões de toneladas de lixo tecnológico e só 10% é reciclado. No Brasil este índice cai para 1%".

Carlson destacou que 94% destes produtos podem ser reciclados e sai mais barato que fabricar um novo, ou obter os componentes na natureza novamente. No entanto, são poucas as empresas que recolhem o lixo e fazem a separação aqui no Brasil. "Somente na Ásia e Escandinávia tem indústria de beneficamento deste material".

Carlson observou que existem muitos e grandes problemas para resolver nesta área, no entanto, os consumidorespodem ajudar  a solucionar os problemas mais rapidamente. A partir de pressões e atitudes como não colocar na calçada, aquele aparelho eletrônico que não serve mais. Perguntar aos fabricantes se eles têm preocupações ambientais, se tem a necessidade de trocar um celular todos os anos, ou se pode doar para alguém.

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Ele também falou do Centro de Recondicionamento de Computadores do Cesmar, que a cada quatro computadores forma um que pode ser usado para inclusão digital. "No ano passado o Cesmar tinha 250 toneladas de lixo eletrônico, 100 pessoas trabalhando, 80 delas são aprendizes. A dificuldade passa até por ter um lugar adequado para acumular este lixo", relatou.

Apesar destas dificuldades, Carlson avalia que a indústria da coleta e reciclagem tem que ser organizada, tem que se formar uma cadeia, porque senão isto não ocorrer gastaremos mais energia, mas matérias primas, para fazer mais computadores. "Por isto temos que reprocessar e ser mais racional neste uso. Tem que ter lei e todos os envolvidos responsabilizados. As mesmas empresas que estão no Brasil, têm que cumprir aquilo que elas fazem para os produtos delas entrarem na Europa e nos EUA. Aqui no Brasil não temos uma cultura de consumo crítico. O papel do consumidor é pressionar para mudar tudo isto", concluiu.

Palestras importantes
O Ciclo de debates, que ocorre das 18h30 às 19h30 tem reunido professores, alunos e profissionais da área de TI e Comunicação. Numa palestra rápida de 30 a 45 minutos com debates aberto ao público da Faculdade de Informática e externo.

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Para Giancarlos Andreoli Peccin,  aluno da Facin, que participou dos outros encontros, as palestras são muito interessantes. "Não são diretamente relacionada com os conteúdos da faculdade, mas são importantes para a nossa vida". Explicou.

Dscf0397Ewerton Queiroz, também aluno da Facin, assistiu pela primeira vez e achou bom poder participar do evento. "Aqui não temos muitos eventos, por isto o que o pessoal traz nos ajuda a solucionar algumas dúvidas, além do contato com outros professores", destacou.

Organização
A organização é da Faculdade de Informática (Facin/PUC-RS) em parceria com a Associação do Software Livre.Org (ASL), Associação Gaúcha dos Profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação (APTIC/RS) e PET-Inf.


Próximos eventos

Data:  11/06/2010.
Título:  O que é blog Esfera?
Palestrante: Marco Weissheimer
Instituição:  CGI - Comitê Gestor da Internet

Data:  18/06/2010.
Título:  O que é Inclusão Digital?
Palestrantes:  Alexandre Mesquita e Ilton Freitas
Instituição: Rede Social Maristas

Data:  25/06/2010.
Título:  Painel de Encerramento: "Os Rumos da Regulamentação da Profissão".
Palestrantes:  Representante da Fenadados
Representante da Assespro
Representante do Diretório Acadêmico Informática da PUCRS



As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site

Texto e fotos Luis Henrique Silveira


Tags deste artigo: puc facin ciclo tecnologia asl aptic inclusão digital

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