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Governo do Estado do RS volta atrás no Programa Professor Digital

20 de Abril de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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AslO governo do Rio Grande do Sul voltou atrás na disputa em torno do Professor Digital e publicou um novo edital para compra de 200 mil notebooks a serem vendidos com preços subsidiados aos docentes da rede de ensino estadual.

Um novo edital publicado na quinta-feira, 15, estabelece para a quarta, 28, dois pregões eletrônicos separados, um para adquirir 100 mil notes equipados com Windows 7 e Office 2007 a um valor máximo de R$ 1,6 mil e outros 100 mil com Linux Opensuse 11.2 e BrOffice 3.2.0 por um valor máximo de R$ 1,4 mil.

A configuração de hardware para as duas máquinas é a mesma: processador de núcleo duplo arquitetura x86, disco rígido de 320 GB, 2GB de RAM, placa de acesso a rede sem fio, entre outras especificações.

A reviravolta na posição do governo começou na segunda, 12, quando a procuradoria geral do estado revogou a primeira licitação, na qual haviam sido adquiridos 80 mil notes Itautec, Positivo e Lenovo equipados com Windows 7.

A legalidade da licitação, executada antes da regulamentação da Assembléia Legislativa que previa a compatibilidade das máquinas com software livres era contestada pela Associação do Software Livre, que curiosamente foi considerada “parte ilegítima” pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul na sexta, 16.

“É uma evolução frente ao edital anterior, já que os professores terão alternativas. Conseguimos chamar atenção para a falta de lisura no processo”, comemora Sady Jacques, embaixador da Associação Software Livre, destacando que vai esperar o posicionamento do departamento jurídico da entidade antes de dar uma opinião final.

Independente da validade jurídica do novo posicionamento do governo, Jacques acredita que a execução do Professor Digital está longe do ideal. “Não vou ser a favor da venda casada só porque nos favorece nesse caso”, analisa o embaixador da ASL.org, enfatizando ainda a existência de outras opções livres além do Opensuse 11.2.

Para Jacques, o ideal seria que o governo definisse um projeto pedagógico em torno dos notebooks que levasse a especificação dos softwares necessários para então ser licitado o hardware: “Está sendo feito justamente o contrário. Ninguém no governo sabe para que serão usadas essas máquinas”, critica.

O militante do software livre reconhece, no entanto, que a qualidade da política pedagógica do governo está fora da alçada da entidade e que existem a expectativa dos 32 mil professores que já mostraram interesse em adquirir as máquinas em 36 vezes sem juros.

“Os representantes dos professores poderiam criticar porque os docentes precisam pagar pelas suas ferramentas de trabalho ou a Apple poderia exigir a inclusão do MAC OS entre as opções. Mas isso é com eles”, finaliza Jacques.

Por Maurício Renner

Baguete


Tags deste artigo: broffice professor rs governo do estado lei 8666 digital asl

55 comentários

  • Otto falls mini minorOtto
    21 de Abril de 2010, 14:25

    Mais um ponto pra ASL !

    Parabenizo a boa atuação da ASL no presente caso.
    Pois se não fosse a sua atuação aguerrida , mais uma licitação viciada seria lançada.
    Lembro ainda que a vigilância tem que ser constante, pois só assim a sociedade civil organizada pode fazer pressão e mudar o rumo das decisões politicas.

    Vida longa ao Software Livre!


  • 140259f01ae2a67dadf1493a43881ad9?only path=false&size=50&d=404José Francisco Nunes Fernandez(usuário não autenticado)
    21 de Abril de 2010, 17:24

    Procontribuir.fessor Digital, como podemos

    Tmos que ver uma forma de ajudar aos professores que comprarem máquinas com linux, eu sugiro colocarmos material, descrição e instalação de pacotes voltados a educação e gestão de projetos. Isso não quer dizer quw eu concorde com o modêlo do governo, que eu acho que não há.


  • 81203746f6d1e83fca3f466e3e6d3608?only path=false&size=50&d=404Erik ch(usuário não autenticado)
    24 de Abril de 2010, 14:50

    Resolveram o problema da venda de distribuições linux sem suporte ?

    Existe uma enxurrada de distribuições sem suporte no mercado rolando no mercado nacional.

    O governo deveria se focar mais nas mais usadas e deixar de lado essas inspire, e distribuições genericas que só prejudicam o suporte tecnico no país.

    E essas maquinas com opensuse, são bem vindas pois suse é uma distribuição famosa.

    gostaria de saber se existe algum plano referente a distribuição do ubuntu no território nacional...

    Ubuntu vem se mostrando eficaz quando o assunto é linux no desktop


  • D3bf73c4ffe4685ad0edf0af4125620a?only path=false&size=50&d=404Josué(usuário não autenticado)
    28 de Abril de 2010, 19:42

    Otto ou Ogro

    Softwaer livre,100 mil para ficar estocado.Só alguns radicais vão comprar linux e depois trocar de softwaer para windows.


  • 0b874b800fa23dff7e52ab3d88d217a8?only path=false&size=50&d=404DANIELA(usuário não autenticado)
    30 de Abril de 2010, 13:40

    ASL Burra

    Agora vocês da ASL verão quantos professores vão optar por software proprietário. Antes vocês teriam em todas as máquinas.. 100%.. agora terão no máximo 10%. Tiro no pé.


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