Senado aprova Política Nacional dos Resíduos Sólidos

July 9, 2010, by Luis Henrique Silveira - 17 comments

LixoeletronicoDepois de tramitar na câmara por mais de duas décadas, o projeto que prevê que as empresas recolham embalagens usadas segue agora para sanção do Presidente da República.

Foi aprovado pelo plenário do Senado, nesta quarta-feira (7/7), o projeto de lei (PLS 354/89), que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Basicamente, a nova lei regula a reciclagem e disciplina o manejo dos resíduos. O projeto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Agência Senado, o principal alvo do projeto é “um dos mais sérios problemas do país, que é a ausência de regras para tratamento das 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras”.


De acordo com dados que embasaram o projeto, do lixo produzido no Brasil, 59% vão para os "lixões". Apenas 13% do lixo têm destinação correta, em aterros sanitários. Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas 405 tinham serviço de coleta seletiva em 2008.

O projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados em 1989 e só começou a ser analisado em 1991. Só neste ano, foi aprovado e enviado ao Senado, onde passou pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), antes da aprovação em plenário.

“Estamos vivendo um momento histórico. Este projeto mostra a importância do meio ambiente e procura resolver o maior problema ambiental do país hoje que é esta questão dos resíduos sólidos”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que acompanhou a votação.

Para o senador César Borges (PR-BA), relator do projeto no Senado, o objetivo da proposta é reduzir a geração de resíduos, incentivar a reciclagem e determinar o que fazer com o lixo remanescente.

“Hoje você tem legislações diversas nos estados e nos municípios. Agora, teremos diretrizes gerais para disciplinar o manejo”, afirmou.

André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), declarou que a proposta é um ganho para o país, pois, está de acordo com os anseios da população brasileira.

O executivo se mostrou otimista em relação à implementação da lei. “Boa parte das medidas já se verificam no Brasil. Existem, por exemplo, empresas proativas que já fazem a logística reversa. A tendência agora é vermos uma massificação dessa tendência”.


O que muda com a nova lei
Em geral, o projeto estabelece a “responsabilidade compartilhada” entre governo, indústria, comércio e consumidor final no gerenciamento e na gestão dos resíduos sólidos.

As normas e sanções previstas em caso do descumprimento da lei aplicam-se às pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos.


Consumidores
- Pela lógica da “responsabilidade compartilhada”, os consumidores finais estão também responsabilizados e terão de acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação onde houver coleta seletiva;

- Os consumidores são proibidos de descartar resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e em lagos.


Poder público
- Depois de sancionada a lei pelo Presidente da República, os municípios terão um prazo de quatro anos para fazer um plano de manejo dos resíduos sólidos em conformidade com as novas diretrizes;

- Todas as entidades estão proibidas de manter ou criar lixões. As prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem;

- A União, os Estados e os municípios são obrigados a elaborar planos para tratar de resíduos sólidos, estabelecendo metas e programas de reciclagem;

- Os municípios só receberão dinheiro do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão;

- Os consórcios intermunicipais para a área de lixo terão prioridade no financiamento federal;

- O texto trata também da possibilidade de incineração de lixo para evitar o acúmulo de resíduos.


Indústria e comércio
A nova lei cria a “logística reversa”, que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a criar mecanismos para recolher as embalagens após o uso. A medida valeria para o setor de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, eletroeletrônicos e para todos os tipos de lâmpadas.

- Depois de usados pelo consumidor final, os itens acima mencionados, além dos produtos eletroeletrônicos e seus componentes, deverão retornar para as empresas, que darão a destinação ambiental adequada.

Cooperativas e associações de catadores e de reciclagem

- O projeto prevê que o poder público incentive as atividades de cooperativas e associações de catadores de resíduos recicláveis e entidades de reciclagem, por meio de linhas de financiamento;

- As embalagens de produtos fabricados em território nacional deverão ser confeccionadas a partir de materiais que propiciem sua reutilização ou reciclagem para viabilizar ainda mais os profissionais de coleta seletiva e reciclagem;


Proibições gerais e sanções
A lei proíbe:

- Importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos;

- Lançamento de resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e lagos;

- Lançamento de resíduos in natura a céu aberto;

- A queima de lixo a céu aberto ou em instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade.

O infrator que desrespeitar a lei cometerá crime federal, que prevê pena máxima de cinco anos de reclusão e multa, de acordo com as sanções previstas para crimes ambientais relacionados à poluição. A pena, no entanto, não se aplica no caso do lixo doméstico.

Fonte Instituto Akatu



Marco Civil estabelece um diálogo entre o Direito e a internet

July 9, 2010, by Luis Henrique Silveira - No comments yet

Em processo de análise e processamento das contribuições recebidas por diversos representantes da sociedade brasileira, o Marco Civil da Internet é uma iniciativa de construção coletiva que reúne propostas de regras para garantir direitos, apontar responsabilidades e orientar a atuação do Estado na web.

Paulo Rená da Silva Santarém é o gestor desse projeto que abriu um amplo diálogo entre o Direito e a internet. Para Rená, que trabalha na Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, o documento não é a panaceia do mundo da internet no Brasil, mas oferece um grande avanço. "Não conseguiremos resolver todos os problemas da internet, mas vamos certamente estabelecer os parâmetros em que o debate possa se desenvolver de forma a viabilizar esse diálogo", acredita.

Até o final dessa semana será apresentado o relatório final da 2ª fase do debate aberto, e até o final de junho, a minuta será encaminhada ao Congresso Nacional. A expectativa é que o texto seja votado ainda esse ano.

***

Em que fase da discussão está hoje o Marco Civil da Internet e quais são os próximos passos?

Paulo Rená – Estamos em processo de análise detalhada e estruturada das contribuições e mantemos o compromisso de, até o final do semestre, encaminhar um dos projetos de lei ao Congresso Nacional. Nós, da Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL), temos duas atribuições: acompanhamento dos projetos que são de interesse do Executivo no Congresso e elaboração de normas a serem encaminhadas ao Executivo. No Ministério da Justiça, coordenamos o processo de captação e elaboração, mas ele ainda vai circular no âmbito do Governo. Somos uma espécie de antena para a sociedade e agora vamos decodificar essas informações para a proposta do Governo, conversar internamente e apresentar ao Congresso.

De que forma a sociedade brasileira participou da elaboração do marco civil? Quais canais foram utilizados?

P.R.
– O número mais expressivo é o em relação às novas contribuições na parte de comentários: foram 1.168 sugestões nessa parte aberta da minuta, registradas entre 8 de abril e 30 de maio. Além dessas contribuições que chegaram via site do Marco Civil da Internet, monitoramos mensagens no Twitter e na rede Identica e tudo que saiu na web como artigos, posts e reportagens. Até o final da semana vamos apresentar o Relatório Final da 2ª fase do debate aberto e, até o final de junho, fecharemos internamente a minuta que vai para o Congresso. Nossa expectativa é que possa ser votado ainda esse ano.

Dois dos temas mais polêmicos dizem respeito à remoção de conteúdo e identificação de internautas. Qual a sua visão sobre esses pontos do texto?

P.R.
– Além desses dois pontos, teve muita importância também a questão que diz respeito à responsabilidade dos provedores. Esses três temas tiveram mais destaque, apesar de nossa dedicação em fazer que outros temas, igualmente importantes, fossem mais debatidos. Um exemplo é a questão da educação para o uso na internet e da internet como ferramenta na educação. Considero que não houve debate suficiente nem bastantes contribuições vindas de pessoas e entidades envolvidas com educação a distância, por exemplo.

A proposta do Ministério era encontrar uma redação, não consensual, porque há interesses diversos, mas que possa agradar a todos os interesses, que permita a confluência das pretensões. Não adianta tomarmos uma decisão 100% contra qualquer registro, com total proibição, porque nem recebemos informações a respeito de como isso funcionaria. A ausência total de registro é inviável. A internet precisa de algum registro nem que seja para que site ao qual eu faça um questionamento me encaminhe uma resposta. Na comunicação entre meu computador e o site do Marco Civil, por exemplo, tem o registro do IP que está pedindo a informação para que a página seja aberta em minha tela. Isso, portanto, exige algum registro, mesmo que apenas durante a comunicação.

Na outra mão, o registro total, permanente, como uma obrigação que gere pena de prisão, também é irreal. Essa hiper-responsabilização com atribuições pesadíssimas em cima de quem está prestando um serviço inviabilizaria a internet. Entre uma coisa e outra há diversos tons de cinza. Estamos agora analisando as contribuições da sociedade, vendo as realidades que nos foram colocadas e vamos tomar decisão de governo. O momento de bater o martelo ainda não chegou e nosso maior interesse é divulgar o quanto antes essa decisão final, para que ela possa tramitar institucionalmente pelo Poder Legislativo.

Como o Ministério da Justiça recebeu as críticas feitas pelo Ministério Público e por delegados da polícia em relação aos prazos de guarda de logs de acesso pelos provedores e a obrigatoriedade de mandado judicial para obtenção dos dados do internauta?

P.R.
– A ideia é não prejudicar uma investigação nem tratar todo mundo como culpado. A intenção é chegar a um texto que permita uma coisa e não incorra no abuso da outra. A participação da polícia federal traz exemplos práticos de dificuldades. O desafio sempre foi buscar um ponto comum que sirva a ambos os interesses, sem tentar resolver todos os problemas, porque o Marco Civil não é a panaceia do mundo da internet no Brasil, mas permite um diálogo.

Na imprevisibilidade que não podemos afastar vão acontecer casos que nem nós, o Secretário, a Fundação Getulio Vargas, delegados ou advogados da OAB pensamos. Esse tipo de situação vai aparecer diante de um juiz ou expressa em um contrato. A ideia é firmar um pacto social, um compromisso prevendo como vamos tratar essas situações no futuro.

Como não é possível, com esse marco regulatório, sanar todas as incertezas jurídicas, podemos dizer que o documento representa apenas uma das facetas no diálogo entre Direito e internet?

P.R.
– Não vamos resolver todos os problemas desses temas, mas vamos certamente estabelecer os parâmetros em que o debate possa se desenvolver de forma a viabilizar esse diálogo entre Direito e internet. Queremos nos afastar, porém, da ideia de marco regulatório, um termo que surgiu com a preocupação sobre a questão da responsabilidade dos provedores, os intermediários na conexão à internet. Nesse sentido há mesmo uma visão regulatória, mas o marco civil foi além. Temos antes dessa perspectiva, uma visão de direitos fundamentais. Além disso, há as atribuições do Estado. Ou seja, qual o papel do Estado no desenvolvimento da internet como ferramenta social? Em que o marco civil pode colaborar?

Hoje, há uma pluralidade de decisões possíveis no contexto da Constituição que não foi pensada para a internet e não tem previsões minimamente concretas nesse mérito. A internet é viva e muito dinâmica, e tem um diferencial na forma como a informação circula. O Marco Civil pode atuar para fazer com que o Direito compreenda a internet e que a web possa se desenvolver em conformidade com as premissas do Direito, que, por sua vez, não diz respeito só à repressão. Pelo contrário, o Direito vem para garantir a liberdade. A ideia é que a internet possa contar com o apoio jurídico para garantir essas liberdades fundamentais.

O que o Marco Civil pode fazer, na prática, no caso de um contrato, por exemplo? Se for abusivo, na visão de um consumidor, o documento estabelecerá os parâmetros para o consumidor argumentar que um conteúdo é abusivo. Ou no caso de uma legislação futura, que venha a extrapolar limites das responsabilidades, possa ser readequada para uma forma que a sociedade considere justa. Ou ainda em uma decisão judicial, na qual um juiz, que não tem a obrigação de conhecer toda a amplitude da internet, possa tomar uma decisão com alguma tranquilidade, pois poderá se amparar no marco civil – que deverá ser usado também para cobrar, caso alguma decisão seja equivocada. Resumindo, o marco civil servirá como uma camada de interpretação, comum a todos, entre o Direito e a internet. 


Por Christina Lima em 1/7/2010
Reproduzido do Nós da Comunicação, 23/6/2010; título original "Paulo Rená: ‘o Marco Civil estabelece um diálogo entre o Direito e a internet’"



Política de restrição às lan houses divide especialistas

May 12, 2010, by Luis Henrique Silveira - No comments yet

Não existe consenso sobre mecanismos de segurança na internet. Tampouco para as lan houses. Tanto que argumentos pró e contra a uma política mais rigorosa de controle dominaram a audiência desta terça-feira, 11/5, na comissão especial da Câmara que analisa projetos de lei referentes às lan houses.

Naturalmente, a principal defesa do uso de mecanismos como registros de acesso, identificação de clientes, etc, parte da polícia. O foco, aí, é como materializar investigações de crimes cometidos com ajuda do computador e da rede mundial.

"A regulamentação das lan houses passa pelo cadastro dos usuários. Há uma nova geração de infratores, os delinqüentes digitais, estimulados pelo anonimato", sustenta a delegada Helen Sardenberg, da delegacia de combate a crimes digitais do Rio de Janeiro.

Segundo ela, é grande a variedade de crimes cometidos com a internet como ferramenta, desde furtos, estelionatos e pedofilia, com destaque aos crimes contra honra, de calúnia, injúria e difamação. E a maior dificuldade da polícia é ter acesso rápido a dados que precisam ser autorizados pela Justiça. “As empresas [de telecomunicações] se negam a dar informações”, diz ela.

A proposta foi rechaçada pelo Professor da Universidade Federal do ABC e Integrante da Casa da Cultura Digital, Sérgio Amadeu da Silveira. Segundo ele, a idéia de se criar cadastros e guardar registros de navegação de usuários na Internet só atende aos interesses da indústria de copyright que precisa desses dados para pressionar internautas que compartilham arquivos. Para Amadeu, bandido não usa lan house para cometer crimes na Internet. A CDTV acompanhou e publica trecho desse debate entre a delegada Helen Sardenberg e o profesor Sérgio Amadeu.

Já o procurador da República em São Paulo, Luis Fernando Costa, defende cautela na sanha regulatória. Em especial, porque a criação de restrições específicas para as lan houses representam um desequilíbrio entre usuários da internet. “Se não há restrições a quem acessa em casa, como posso fazer exigências diferenciadas para quem acessa em locais públicos?”, provoca o procurador.

Nesse ponto, os argumentos se casam com uma ponderação do chefe de gabinete da secretaria de assuntos legislativos do Ministério da Justiça, Guilherme de Almeida. Ele lembra que as lan houses são o principal canal de acesso à internet dos brasileiros mais pobres - sendo o único meio para 64% deles, segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet.

“Ao regular na forma de incentivos negativos, o que se opera é uma discriminação social. Ou seja, aqueles com menos renda ou os que promovem a inclusão digital, visto que as lan houses são grandes responsáveis pela inclusão, passariam por ônus maiores que aqueles que fornecem acesso às camadas mais abastadas da população”, sustenta.

Ainda de acordo com o procurador Luis Fernando Costa, eventuais restrições devem ser tratadas como exceção, seja na guarda de registros, seja no fornecimento de dados a terceiros, que necessariamente exigem autorização judicial. “Ainda que defenda a atuação do Ministério Público Federal nas investigações, isso não pode ser uma decisão pessoal minha”, diz.

Segundo ele, a legislação não deveria permitir que sejam associados dados que identifiquem um determinado usuário aos conteúdos visitados na internet. “Não pode haver ligação entre dados de conexão e dados de identificação civil. Não posso, sem ordem judicial, cruzar uma base com a outra. Porque isso significa que a vida da pessoa é devassável, acabou a privacidade para quem está em lan houses“, afirma. Política de restrição às lan houses divide especialistas

Luís Osvaldo Grossmann
Convergência Digital



Câmara Federal: CCTCI debaterá futuro da internet no Brasil

June 3, 2009, by PSL-Brasil - No comments yet

A crescente demanda de diversos setores e entidades para que seja implementada algum tipo de regulação da Internet e dos serviços online fez com que a Câmara dos Deputados decidisse promover uma audiência pública sobre o assunto. A iniciativa assinada pelo deputado Paulo Teixeira (PT/SP) foi aprovada nesta quarta-feira, 27, pelos demais parlamentares da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI). O encontro já foi agendado pela comissão e deverá ocorrer na terça-feira, 2 de junho.

A data foi escolhida para que haja compatibilidade com a agenda do vice-presidente mundial do Google, Vint Cerf, que estará no Brasil na próxima semana. A presença de Cerf no debate, no entanto, não está confirmada ainda. O deputado pediu à comissão que também sejam convidados o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko; e o engenheiro e cientista da computação Sílvio Meira.

Segundo Teixeira, o crescente debate sobre a regulação da internet, especialmente no Congresso Nacional, demonstra que o assunto precisa ser encarado no Brasil. "Não há dúvida que a internet oferece inúmeras oportunidades sociais, culturais e econômicas para o desenvolvimento do Brasil, mas é preciso compreender quais são os desafios que o país deve enfrentar e como fazê-lo para aproveitar ao máximo aquelas oportunidades", afirmou o parlamentar em seu requerimento.

A iniciativa parlamentar mais recente sobre o tema foi a ampliação do escopo do PL 29/2007, que trata dos serviços de TV por assinatura e do audiovisual, para que a oferta de conteúdos pela internet também siga as regras de comercialização de produtos aplicadas à TV paga. A possibilidade de implantação de um controle de capital das detentoras de portais que comercializam conteúdos tem o apoio da Abert, manifestado durante a realização de seu congresso anual na semana passada. Mariana Mazza



BH também vai dizer não ao projeto do senador Azeredo!

June 3, 2009, by PSL-Brasil - No comments yet

A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação. A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de conhecimento.

No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas, reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos internautas e, se aprovado, elevará o já elevado custo de comunicação no Brasil.

Nós, que somos mineiros, temos uma responsabilidade a mais em combater este projeto, por ser de autoria de um senador do nosso estado. Gostaríamos assim de convidá-lo a participar do Ato Público que será realizado no dia 1o de junho, às 19h30, e contará com um debate entre:

Sérgio Amadeu

Professor da pós -graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero em São Paulo.

Militante do Software Livre e do Movimento Mídia Livre.

www.samadeu.blogspot.com

Idelber Avelar

Professor na Tulane University, em Nova Orleans – EUA

Mantém o blog Biscoito Fino e a Massa

www.idelberavelar.com

Local: Teatro da Cidade

Rua da Bahia, 1341

Centro - Belo Horizonte