Aneel aprova distribuição de internet e TV por assinatura pela rede de energia

August 25, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (25) as regras para o uso da tecnologia conhecida como "Power Line Communications" (PLC) no país - sistema que utiliza a rede de energia elétrica como meio de transporte de sinais de internet, vídeo e voz.

Entenda como funciona a internet rápida via rede elétrica

Na prática, o sistema permitirá, assim que implementado, o acesso à internet, ou à TV por assinatura, por meio da rede elétrica - já presente na maior parte das residências do Brasil. "Assim, um ponto de energia pode ser uma tomada para ligar o eletrodoméstico e, simultaneamente, um ponto de rede de dados para a provedora de internet ou TV por assinatura", explicou a Aneel, em nota.

Segundo a Agência, os consumidores de telecomunicações serão beneficiados, uma vez que o uso de redes existentes "evita custos com implantação de novas infra-estruturas ou necessita de poucos investimentos". Outro benefício, informou a Aneel, é a utilização da rede elétrica para a inclusão digital, pois a penetração do serviço de energia elétrica é maior que o de telecomunicação.

O serviço não estará disponível, porém, de imediato. O início das operações em cada região depende das distribuidoras. Segundo as regras do setor elétrico, as concessionárias só podem prestar serviços de distribuição de energia. Deste modo, não podem operar diretamente os serviços de internet. Se optarem por entrar no negócio, terão de criar uma subsidiária com esta finalidade, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica.

De acordo com a Aneel, a medida representará redução de custos aos consumidores, pois estes poderão contar com a "apropriação" de parte dos "lucros adicionais" obtidos por meio da cessão das instalações de distribuição, em benefício do estabelecimento de tarifas mais baixas.

Fonte: G1



Brasil 'exporta' portal de software público

August 25, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

Um projeto do PNUD em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão brasileiro vai selecionar de dois a cinco países da América Latina e Caribe para os quais serão criados portais de compartilhamento de softwares semelhantes ao Portal Software Público Brasileiro <http://www.softwarepublico.gov.br/>.

No site, 29 programas desenvolvidos por órgãos do governo do Brasil estão disponíveis para o uso de outras esferas do poder público e da sociedade em geral. Cada um dos softwares tem uma comunidade de usuários que trocam informações sobre o programa e podem fazer modificações nos códigos, aperfeiçoando-os de acordo com suas necessidades. Os países candidatos a receber um portal semelhante até agora são Paraguai, Uruguai, Chile, Equador, Costa Rica e Trindad e Tobago.

O Portal do Software Público Brasileiro já é foco de outro projeto com apoio do PNUD, em que um dos softwares brasileiros disponíveis no site será traduzido para o espanhol e disponibilizado numa página própria, voltada aos latino-americanos.

A criação de portais semelhantes em outros países será um primeiro passo para que, além de softwares brasileiros, programas de outros países possam ser compartilhados por mais nações, explica o coordenador do portal nacional, Corinto Meffe. Além disso, Meffe conta que aqui o Portal de Software Público ajudou "no desenvolvimento econômico e social. Já existe um mercado estruturado nestes softwares". A idéia é criar este desenvolvimento também em outros países. O coordenador no portal brasileiro ainda conclui: "O Brasil está criando um modelo de ecossistema de produção de softwares."

Os países candidatos a receber o seu próprio portal de software público conhecerão melhor o projeto durante a próxima Conferência Latino-americana de software livre (Latinoware), que acontece em outubro, em Foz do Iguaçu. A partir daí, todos os interessados devem apresentar suas propostas à organização da iniciativa, que deve escolher os países contemplados até o fim deste ano. A seleção levará em conta, principalmente, o grau de articulação de cada país em torno do projeto. "Se tiver governo, ONG's e empresas envolvidas, por exemplo", explica Meffe. Após a seleção, os portais internacionais têm previsão de estarem prontos até o fim de 2011

Fonte: Software Publico Brasil



Hungria deve criar um centro de competência de código aberto

August 18, 2009, by Daniela Fraga da Costa - No comments yet

HungriaO Governo húngaro deverá criar um centro de competência de código aberto, afirmou a Hungarian Information Society (ITTK), um grupo de pressão, no seu relatório anual, publicado em maio.
 
O grupo convida o governo a aumentar a sua sensibilização para este tipo de software. "O governo deveria fazer com que o ODF fosse o padrão em todas as áreas do governo”.

Para alinhar-se com outros membros da União Européia, é vital que a Hungria disponibilize softwares utilizando a EUPL (European Union Public Licence), afirma o grupo.

Segundo a IITK, as políticas governamentais da Hungria sobre padrões abertos e código aberto estão cerca de cinco a seis anos atrás de outros países da UE. No entanto, consideraram 2008  como "O ano do Open Source".
 
No ano passado, o governo ficou sob pressão para fazer alterações na sua política de aquisição de software. O Gabinete de Concorrência, no início de 2008, levou ao governo mais de uma proposta solicitando software proprietário. Mesmo que tenha negado os pedidos, em 2009 o governo anunciou que iria dividir igualmente o seu orçamento anual de TI em software proprietário e de código aberto.
 
IITK disse que este novo passo trará as políticas de TI da Hungria para mais próximo dos outros países da UE.
 
"É provável que a atual crise financeira possibilite um avanço do código aberto, sendo mais barato e mais confiável, aumentando a interoperabilidade e tornando a Hungria mais competitiva", afirma a IITK. "Estas vantagens são comprovadas, e não coincidência que o Estado esteja aumentando a pressão para a utilização deste tipo de software."
 
"Com políticas adequadas, dentro de dois a três anos de envolvimento ativo e consciente com o código aberto, o governo pode acabar com o atraso de quatro a seis anos."
 
Alguns exemplos de implementações de código aberto e padrões abertos são extremamente importantes, destaca o grupo. "Por aqui não só os modelos de procedimentos e soluções podem ser adotados, mas também as próprias ferramentas."


Tradução: Daniela Costa
Fonte: OSOR.eu - Open Source Observatory and Repository



Comunidade PloneGov-BR promove palestra técnica

August 17, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

A palestra técnica Zope/Plone acontece no dia 17 de agosto, às 14h30, no auditório do Anexo I do Palácio do Planalto.

A Palestra terá foco na infraestrutura, boas práticas e experiências bem-sucedidas da ferramenta. Giuseppe Romagnoli, do Serpro, e Lincoln de Sousa, da Empresa Brasil de Comunicação - EBC, serão os palestrantes do evento que é destinado aos interessados em TI, governo eletrônico, software livre, portais e sítios.

Cintia Cinquini, da Presidência da República, acredita que esse será o momento de apresentar a nova Comunidade PloneGov-BR a um número maior de profissionais e instituições. "A realização do evento é um ótimo exemplo de trabalho em compartilhado", defendeu Cinquini, ao explicar que o trabalho colaborativo permitiu, em pouco tempo, articular os parceiros e "criar essa oportunidade de compartilhar conhecimento com profissionais de diversos órgãos e entidades, dentro e fora do governo", concluiu.

A participação na Palestra Técnica Zope/Plone é aberta, ou seja, não há necessidade de inscrição prévia. O evento também será transmitido pela Internet. Para acompanhar, acesse

http://streaming.serpro.gov.br/cisl.

Fonte: Sepro



Catarinenses adotam tecnologia gaúcha

August 17, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

20090814175352-20090811_ass_conv_ciascO Governo do Estado do Rio Grande do Sul está transferindo para Santa Catarina a tecnologia adotada para a construção do Portal Tudo Fácil Eletrônico, solução gaúcha desenvolvida pela Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (PROCERGS). A partir da assinatura de um termo de cessão firmado nesta terça-feira(11/08) no Palácio Piratini, envolvendo os dois estados, os catarinenses poderão desenvolver o seu próprio portal, a fim de disponbilizar serviços públicos à população pela Internet.

De acordo com o diretor de Tecnologia do Centro de Informática e Automação de Santa Catarina(Ciasc), Eduardo Sguario dos Reis, o portal de serviços do Rio Grande do Sul é o que mais se adequa ao seu estado. "Analisamos diversos portais de serviços existentes no país, e no nosso entendimento, o do Rio Grande do Sul é o mais amigável e aderente ao que desejamos implementar," afirma.

Segundo Reis, nos próximos meses o governo de Santa Catarina deverá estar lançando o portal "Perto de Você", uma solução similar ao Tudo Fácil Eletrônico e contemplando em torno de 220 serviços públicos disponíveis na Internet. "Teremos em torno de 30 dias para preparar tecnicamente o portal", diz.

Para o diretor-presidente da PROCERGS, Ademir Milton Piccoli, a transferência tecnológica ao estado de Santa Catarina é uma mostra do que o espírito colaborativo pode fazer em prol do desenvolvimento tecnológico dos Estados. "Esse intercâmbio de soluções na área tecnológica só vem a fortalecer o governo eletrônico entre os governos, a partir da iniciativa das companhias de processamento de dados de todo o país", destaca Piccoli.

Lançado em novembro de 2005, o Tudo Fácil Eletrônico é o maior portal de serviços públicos do sul do país, disponibilizando mais de 700 serviços pela Internet. Ele já registra mais de 5 milhões de acessos e 30% do seu conteúdo são de caráter finalístico, ou seja, o cidadão realiza toda a operação pela internet, sem a necessidade de se deslocar à repartição pública.

Participaram do ato de assinatura o chefe da Casa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, José Alberto Wenzel, o secretário da Fazenda do RS, Ricardo Englert, o diretor-presidente da PROCERGS, Ademir Milton Piccoli, acompanhado do diretor Administrativo, Financeiro e de Relacionamento com os Clientes, Antonio Ramos, diretor de Tecnologia do CIASC, Eduardo Sguario dos Reis, o diretor-geral da Casa Civil de SC, José Ari Vequi, entre outras autoridades.

Fonte: PROCERGS