Governo admite negociar, mas quer celular com Ginga em 2010
June 3, 2009, by PSL-Brasil - No comments yetOs fabricantes de celulares temem que a cota obrigatória de 5% de terminais produzidos no país com o middleware Ginga NCL embutido - medida que entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2010, em função da portaria interministerial 237, aprovada em 30 de dezembro do ano passado - possa vir a prejudicar o mercado. Eles já foram ao governo para afirmar que este percentual é elevado. No ano passado, segundo um executivo do setor que preferiu não se identificar, a quantidade de celulares com recepção de Tv Digital não passou de 0,1% do total vendido no país. O secretário da SEPIN, Augusto Gadelha, disse que o governo admite negociar, mas que mantém a estratégia de ter celular com Ginga no ano que vem.
"Não queremos prejudicar a indústria e se, de fato, ficar comprovado que este percentual é impossível de ser alcançado, vamos sentar à mesa e negociar", disse Gadelha, que participou da solenidade de abertura do ABINEE TEC, evento do setor eletroeletrônico, que acontece ao longo desta semana na capital paulista.
"Mas que fique claro: podemos rever, baixar, mas não vamos deixar de ter a TV digital como estratégia. A norma será mantida. Queremos Ginga no celular no ano que vem", completou o secretário, que representou o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, no evento.
No final do ano passado, o governo publicou uma Portaria Interministerial 237, alterando as normas dos Processos Produtivos Básicos (PPBs) definidos para fabricação de celulares no Brasil.
No Artigo 4°, o governo passou a exigir dos fabricantes que a partir de 1° de janeiro de 2010, pelo menos 5% da produção nacional dos terminais, que recebem incentivos fiscais da Lei de Informática ou do Pólo Industrial de Manaus deverão conter o middleware GINGA-NCL.
Prodeb lança o Mangaba no Free Software Bahia 2009
June 3, 2009, by PSL-Brasil - No comments yetO sistema operacional desenvolvido pela Prodeb, sob plataforma Linux, trará autonomia, rapidez e segurança para a gestão pública.
Mangaba. Este é o nome de uma fruta nativa do Brasil muito utilizada na fabricação de sucos, sorvetes e doce. A palavra é de origem tupi guarani e significa "coisa boa de comer". Pois é com este espírito que a Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), desenvolveu um Sistema Operacional a ser disponibilizado para secretarias, órgãos e instituições de interesse público: o Mangaba.
Criado a partir do Sistema Operacional Linux/Ubuntu, patrocinado pela empresa Canonical, o Mangaba vai permitir a independência tecnológica, a melhoria organizacional e a padronização de softwares na Gestão Pública, facilitando também a criação de políticas de segurança mais eficazes.
Criado para estar perfeitamente adaptado às diretrizes do Governo do Estado da Bahia quanto ao desenvolvimento e a adoção de software livre, o Mangaba tem ainda as vantagens de ser um sistema operacional muito rápido e estável. As diretrizes de segurança do Linux o tornam enormemente seguro, desincentivando o desenvolvimento de vírus para este ambiente. Outra grande vantagem é que o Mangaba já vem com suporte a virtualização de outros sistemas Operacionais, para o caso de aplicativos que não tenham um funcionamento adequado em Linux.
O Mangaba contém os aplicativos básicos que o gestor público necessita: navegador web, aplicativos de escritório BrOffice (editor de texto, planilha eletrônica, apresentação de slides, banco de dados e editor de imagem), programa de gravação de CD/DVD, reprodutor de som e vídeo, suporte a quase todos os plugins de áudio e vídeo, manipulador de imagens, além do virtualizador. Para os órgãos do Estado, a atualização do Sistema Operacional e seus componentes é feita nos Servidores da Prodeb, que são renovados a cada 4 horas do repositório da empresa Canonical. Nele estão mais de 26.870 pacotes de produtos para administração do sistema operacional, gestão de redes, serviços de Internet, comunicação, desenvolvimento de sistemas, editores de texto/imagem/vídeo/som e utilitários diversos, dentre outros.
Na Administração Estadual a adoção do Mangaba se dará por adesão. As secretarias e órgãos públicos poderão aderir ao novo sistema operacional a partir do lançamento oficial, no Free Software Bahia 2009, que acontece nos dias 28 e 29 na Universidade do Estado da Bahia. O Mangaba foi criado à partir do Ubuntu, Sistema Operacional da empresa Canonical que já conquistou mais de 100 milhões de usuários no mundo, é também usado no Serpro e na Dataprev, dentre outras empresas federais.
Em fase de testes na Prodeb desde novembro de 2008, o Sistema Operacional Mangaba será lançado em sua terceira versão, tendo inclusive a vantagem de reconhecer a grande maioria dos drives de computadores, sendo perfeito para Notebooks e Desktops.
Fórum pretende tornar Ginga-Java reconhecido internacionalmente
June 3, 2009, by PSL-Brasil - No comments yetLinguagem para software de interatividade na TV Digital desenvolvido no Brasil pode virar padrão para sistemas de outros países.
O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (FSBTVD) pretende fazer com que o Padrão Ginga-J, ou Ginga-Java, se torne o padrão internacional para interatividade na TV Digital. Na última reunião do fórum, realizada na segunda-feira (25/05), os integrantes decidiram que vão trabalhar com o propósito de obter o reconhecimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT, órgão regulador de telecomunicações da ONU) do Ginga J como uma linguagem compatível com middlewares de interatividade de todo o mundo.
Middlewares são programas que conectam equipamentos e serviços, como o aparelho de TV, e o sinal de TV digital e seus aplicativos de interatividade.
O padrão JavaDTV - que usa a linguagem Java - foi escolhido pelo fórum no início de maio para compor o padrão nacional de middleware Ginga junto com o sistema NCL (Nested Context Language - desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio).
O UIT aprovou no início do mês o padrão Ginga-NCL como regulamentação válida dentro do sistema japonês de TV Digital que o órgão reconhece, juntamente com o padrão norte-americano e o europeu.
Ana Eliza, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD, explica que o fato de a UIT aprovar o Ginga-NCL mostra que o mundo inteiro poderá confiar no padrão para desenvolver seus middlewares. Agora, queremos levar também o Ginga-J para reconhecimento no órgão e provar que ele é compatível e se inter-relaciona com qualquer middleware do mundo. Cada governo é livre para usar o padrão que quiser, mas obter o reconhecimento da UIT eleva o status e a confiança de outros países a adotarem o sistema, explicou Ana.
Ana Eliza explica ainda que é objetivo do UIT harmonizar os middlewares de todo o mundo, para que os aplicativos sejam compatíveis em qualquer país. Com a harmonização, um conteúdo interativo desenvolvido para os EUA poderia ser reaproveitado em qualquer outro país, explicou a especialista.
ODF Alliance alerta governos sobre o 'suporte' ODF do Office 2007 SP2
June 3, 2009, by PSL-Brasil - No comments yetODF Alliance alerta governos sobre o 'suporte' ODF do Office 2007 SP2 A ODF Alliance preparou um folheto informativo para os governos e outros interessados no qual explica como o Microsoft Office 2007 SP2 gerencia ODF. O informe fala de graves deficiências, elementos não tratados e a quebra de interoperabilidade baseada em padrões abertos que o mercado, sobretudo o Governo, demanda.
* fonte: http://barrapunto.com/articles/09/05/20/2048218.shtml * ODF Alliance: http://www.odfalliance.org/resources/fact-sheet-Microsoft-ODF-support.pdf * ODF Alliance Blog: http://www.odfalliance.org/blog/index.php/site/microsofts_odf_support_falls_short/
Governo lançará em junho edital para seleção de projetos de criação de novos telecentros
June 3, 2009, by PSL-Brasil - No comments yetO governo federal planeja criar até 3 mil novos telecentros até o final deste ano e investir na melhoria de boa parte dos já existentes. Para isso, reservou cerca de R$ 120 milhões que serão distribuídos entre as propostas que forem selecionadas pelo Projeto Nacional de Apoio aos Telecentros, coordenado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e em consulta pública desde o início do mês.
A iniciativa é parte de um conjunto de ações de fortalecimento e qualificação dos espaços públicos de acesso à internet, explicou à Agência Brasil o coordenador de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez. Para ele, muito mais que simples espaços onde a população carente consegue ter acesso à internet, os telecentros servem de complemento a outros programas de desenvolvimento regional, de assistência social, de cidadania e de lazer, podendo inclusive servir de qualificação da educação formal e de alfabetização.
Segundo Alvarez, deverão ser criados entre 2 mil e 3 mil novos equipamentos. No entanto, o número de telecentros que serão beneficiados pela iniciativa só será conhecido durante a seleção dos projetos inscritos. Isso porque os custos de implementação de um desses novos espaços varia caso a caso, e só então o governo saberá de quanto dinheiro irá dispor para cada ação.
O custo de cada novo telecentro deverá variar entre R$ 22 mil e R$ 27 mil. No interior do Amazonas, uma conexão por satélite vai custar R$ 300, já [em um local] na beira [saída] de um cabo de fibra ótica, ela pode custar R$ 90. Por enquanto, o que temos é a definição de que uma parte do dinheiro será destinada a melhorar os equipamentos de pelo menos mil telecentros antigos, disse Alvarez.
Os novos telecentros vão receber dez terminais de computador, servidor de acesso à internet, mobiliário e conexão. Além disso, a novidade é que haverá um monitor, um jovem de baixa renda, morador da própria comunidade em que o telecentro for criado, que receberá auxílio de até R$ 480 para trabalhar. Auxiliaremos no processo de seleção desses jovens e daremos qualificação permanente para eles, mas caberá aos conselhos gestores de cada novo telecentro indicá-los, acrescentou.
Também cabe aos conselhos gestores desenvolver os programas de uso de cada telecentro. Não temos retensão de que a forma de funcionamento será ditada daqui de Brasília", disse Alvarez. Ele lembrou que há regras mínimas a serem seguidas, como a gratuidade e o tempo mínimo de funcionamento, mas ressaltou que uma coisa é um telecentro numa favela, outra em um assentamento ou em uma comunidade indígena.
Quanto à qualificação dos telecentros já existentes, Alvarez explicou que a prioridade é proporcionar a troca de micros usados por novos e melhorar a conexão de alguns dos cerca de 12 mil espaços cadastrados pelo governo federal e garantir a qualificação das equipes, se possível, dotando alguns dos antigos espaços de monitores.
Pelo cronograma inicial, a consulta pública sobre o projeto segue até o próximo dia 29. Em junho deve ser lançado o edital de seleção. As entidades interessadas (governos municipais e estaduais e entidades civis) terão entre julho e agosto para inscrever seus projetos. Em setembro ocorrerá a seleção dos inscritos. Em outubro e novembro os equipamentos serão distribuídos, instalados e conectados à rede. E, em dezembro, os novos telecentros deverão estar prontos para funcionar.
Não queremos atender individualmente, mas sim a entidades que têm programas desse tipo. Então, para fazer a primeira proposta, é preciso que sejam no mínimo dez telecentros, destacou Alvarez. Assim, cada entidade terá que se articular com outras. Queremos trabalhar com entidades médias, porque não temos capacidade de selecionar e conhecer 2 mil, 3 mil projetos. Queremos pegar 100, 200 propostas que reúnam tudo.





