Intel trabalha com o Google em apoio ao Chrome OS

July 10, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

A Intel, fabricante de chips, está trabalhando com o Google em apoio ao sistema operacional Chrome, anunciado esta semana pelo gigante de buscas, informou um porta-voz da empresa nesta sexta-feira (10/7).

Os processadores da Intel estão na maioria dos computadores do mundo e, por isso, seu apoio ao Chrome OS é importante, já que o mercado de sistemas operacionais é dominado pelo Windows , da Microsoft.

Trabalhamos com o Google em vários projetos, incluindo elementos do Chrome, e nos mantivemos em segredo por algum tempo, diz o porta-voz da Intel para a Ásia-Pacífico, Nick Jacobs, que negou mais detalhes sobre o relacionamento entre as empresas.

A Intel tem buscado mais apoio no mercado de dispositivos móveis para expandir a presença do chip Atom, o processador mais popular utilizado em netbooks. O Google prometeu anunciar novidades sobre o Chrome em pequenos notebooks ainda este ano.

Ao falar sobre os parceiros que estão fabricando equipamentos para rodar o Chrome OS, o Google não mencionou a Intel. A lista inclui HP, Acer e Lenovo , além de fabricantes de chips para celulares Qualcomm,  Texas Instruments e Freescale Semiconductor.

A maioria dos fabricantes apontados pelo Google, contudo, afirmam que ainda estão avaliando o software, mas não se comprometem a criar dispositivos com ele.Estamos estudando o Chrome OS, diz a responsável por relações com a mídia da HP, Marlene Somsak. Queremos avaliar a capacidade que o sistema tem para as indústrias da computação e telecomunicações.

A chinesa Lenovo também diz estudar o desenvolvimento do sistema operacional Chrome, e avaliando o software com base nos valores de seus clientes. Queremos oferecer mais escolhas de produtos e capacidade em termos de tecnologia e recursos, diz a empresa.

A pioneira na fabricação de netbooks Asustek Computer também não confirma que lançará produtos com o Chrome OS. Trabalhamos com muitas empresas e atualmente estamos avaliando o sistema operacional. Não temos nada a anunciar e não há certeza de que algum de nossos produtos será lançado com o Chrome, disse um representante da Asus, Alvin Chen.

Fonte: Yahoo



Richard Stallman confirma presença no Consegi 2009

July 10, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

O criador do conceito de Copyleft e fundador da Free Software Foundation, Richard Stallman, vai participar do II Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico - Consegi 2009.

Stallman, que desde a metade dos anos 1990 tem se dedicado ao ativismo político, defendendo software livre e lutando contra a patente de softwares e a expansão da lei de copyright, vai comandar o debate "Ecossistema do Software Livre: Comunidades", no dia 27 de agosto, das 10h45 às 12h15. Acesse o sítio do Congresso, confira a programação completa do evento e faça sua inscrição.

Homenagem
Devido a sua riquíssima contribuição e importância para o universo do software livre, o Consegi 2009 homenageia Richard Stallman, batizando uma das salas de palestras com seu nome.



Chrome pode ser rival verdadeiro para Windows

July 10, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

Se há momentos em que você se sente frustrado com o seu computador pessoal - e quem nunca passou por um momento como esse? -, o Google afirma que está trabalhando em uma solução.

Muita gente perde a paciência facilmente com computadores que demoram demais para ser acionados e são propensos a quedas, vulneráveis a ataques por vírus e vivem em constante necessidade de atualizações complicadas. Na esperança de transformar essa irritação em uma forma de ganhar vantagem sobre os concorrentes, o Google decidiu desenvolver seu próprio sistema operacional - o software básico que aciona as mais básicas funções de um computador.

Ao se dedicar a produzir esse tipo de software, o Google está apresentando um desafio aberto ao domínio do mercado pela Microsoft, cujo sistema operacional Windows está em uso em cerca de 95% dos computadores pessoais do planeta. O Google promete que o seu sistema operacional Chrome, que estará disponível como parte de alguns computadores já no segundo semestre do ano que vem, enfatizará a velocidade, a simplicidade e a segurança.

Para isso, a empresa terá de superar imensos obstáculos. Gigantes da computação como a IBM e a Sun Microsystems passaram anos batalhando para derrubar a Microsoft de sua posição de mercado dominante, e não têm muitos resultados a apresentar por todo esse esforço.

Mas caso o projeto venha a ganhar ímpeto, o plano do Google poderia não só solapar a posição do Windows como a o do outro pilar de mercado multibilionário da Microsoft, o pacote de aplicativos Office. O Google está tentando fazer do navegador de internet a peça central na vida digital dos usuários de computadores, e isso relegaria sistemas operacionais de alta complexidade, como o Windows, a um papel secundário.

"Não estou dizendo que os acionistas da empresa deveriam tirar seu dinheiro de lá correndo, mas esse é o começo do fim para a Microsoft, pelo menos na forma em que costumávamos conhecê-la", disse Jean-Louis Gasseee, um executivo de capital para empreendimentos que já combateu a Microsoft dos cargos que exerceu na Apple e em uma empresa de computação que ele mesmo fundou, a Be.

Um porta-voz da Microsoft, Frank Shaw, se recusou a comentar sobre o anúncio feito pelo Google ou sobre a ameaça que isso poderia representar em termos de competição.

A missão primordial do novo sistema operacional será acionar o navegador Google Chrome, que servirá como plataforma de lançamento rápida para acessos a sites e aplicativos online como o Gmail e o Facebook.

"Estamos projetando um sistema operacional cujo objetivo será a leveza e a rapidez, para permitir acesso à web em questão de segundos", afirmaram Sundar Pinchai, vice-presidente de administração de produtos, e Linus Upson, diretor de engenharia, em um post no blog do Google no qual anunciavam o novo projeto, na terça-feira. "Nós conversamos bastante com os nossos usuários, e a mensagem que recebemos deles é bastante clara: os computadores precisam melhorar muito".

O plano é parte da aposta do Google em que uma imensa virada na computação já está em curso. Na opinião do Google, as conexões com a internet se tornarão tão rápidas e os navegadores tão poderosos que a maioria dos programas hoje executados nos computadores poderão ser substituídos por aplicativos disponíveis online. Isso eliminaria a necessidade de instalar, atualizar e de realizar backups de software em cada máquina.

Os analistas afirmam que os avanços na tecnologia tornam essa visão de mercado muito mais realista hoje do que costumava ser o caso quando a Netscape, a pioneira nos navegadores comerciais para a internet, propôs cenário semelhante, uma década atrás.

Mas a Microsoft continua a desfrutar de muitas vantagens. A empresa conseguiu convencer seus parceiros no ramo do software a continuar produzindo jogos, programas de mídia, software para declaração de impostos e outros aplicativos que funcionam exclusivamente com o Windows. E dedica seu tempo e dinheiro a garantir que uma ampla variedade de dispositivos, tais como câmeras e impressoras, funcionem bem com o seu software.

Embora o novo software do Google deva ser oferecido gratuitamente aos usuários, outros programas gratuitos já tentaram desafiar o domínio da Microsoft, sem grande êxito. Algumas poucas companhias oferecem o sistema operacional de fonte aberta Linux como alternativa ao Windows, mas o Linux não conseguiu conquistar mercado suficiente para enfraquecer a Microsoft. (O sistema operacional Chrome terá o Linux como parte de seu núcleo, e, como o Linux, será um software de fonte aberta, o que significa que programadores externos terão a capacidade de modificá-lo como preferirem.)

Além disso, o sistema operacional do Google por enquanto está apenas em estágio inicial de desenvolvimento, e não existe garantia alguma de que a empresa seja capaz de cumprir as promessas que está fazendo. Outros projetos de software do Google, como o do sistema operacional Android para celulares, até o momento obtiveram sucesso apenas limitado no mercado.

No entanto, no caso do mais recente esforço do Google há quem argumente que a empresa certa enfim desenvolveu a ideia certa no momento certo.

"O Google tem uma oportunidade razoável de redefinir o paradigma para os computadores", disse Mark Shuttleworth, presidente-executivo da Canonical, produtora de uma versão do Linux chamada Ubuntu.

Em lugar de comprar computadores de mesa grandes e dispendiosos, nos últimos meses os consumidores têm se voltado cada vez mais a pequenos laptops de baixo custo conhecidos como netbooks, que servem essencialmente como ferramentas de acesso à web. O Google diz que seu sistema operacional será dirigido inicialmente aos netbooks, os quais em geral não têm potência suficiente para operar com a mais recente versão do Windows.

O modelo de negócios fundamental do Google também funciona de maneira que beneficia o novo projeto. A empresa afirma acreditar que oferecer o Chrome de maneira gratuita aos fabricantes de computadores valerá a pena porque isso levará mais usuários a dedicar mais tempo à internet, e com isso ao uso do serviço de busca do Google e aos seus demais aplicativos disponíveis via web, tais como o Google Docs, que serve como rival online para o Microsoft Office. Isso, por sua vez, ajudaria o Google a faturar mais com publicidade, a fonte que responde por praticamente toda a sua receita anual de US$ 22 bilhões.

Essa abordagem praticamente coloca de cabeça para baixo a dinâmica que a Microsoft explorou para esmagar a Netscape. Na época, a Netscape vendia o seu navegador para por US$ 50, e a Microsoft solapou a liderança da companhia no mercado ao oferecer gratuitamente o seu navegador de internet, o Internet Explorer. Agora, é a Microsoft que precisa enfrentar novos rivais gratuitos ao domínio do Windows e do Office, suas duas maiores fontes de receita.

Sob o modelo proposto, o Google poderia até mesmo pagar os fabricantes de computadores para que instalem seu software nas máquinas que vendem, essencialmente subsidiando os custos das companhias.

"Caso o hardware seja gratuito e o software seja gratuito, a única maneira de ganhar dinheiro seria com os serviços, e é isso que oferece o Google", disse Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation.

A Microsoft, embora tenha reagido com lentidão, não está imobilizada. A empresa está desenvolvendo muitos aplicativos semelhantes aos oferecidos pelo Google, embora até o momento venha relutando em oferecê-los gratuitamente.

Além disso, a Microsoft agiu de maneira a conter o ganho de popularidade do Linux no mercado de netbooks. Quando primeiro surgiram, dois anos atrás, a vasta maioria dos netbooks chegou ao mercado equipada com o Linux. Hoje, o Windows XP, um sistema operacional mais antigo da Microsoft, equipa mais de 90% dos netbooks dos Estados Unidos, de acordo com o grupo de pesquisa de mercado NPD.

Mas nenhum desses esforços será capaz de propiciar o nível de lucro de que a Microsoft desfrutou enquanto o dominava o mundo da computação, ao longo das duas últimas décadas.

"Existem respostas para a Microsoft, mas todas elas envolvem um modelo de negócios significativamente menos lucrativo", disse David Yoffie, professor da escola de administração de empresas da Universidade Harvard.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times


 Fonte: Terra



Software livre ganha força com sistema operacional do Google

July 9, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

Chrome OS abre espaço para comunidade open source e legalização de software em empresas, afirmam executivos do setor.
O anúncio do sistema operacional Google Chrome OS, baseado no kernel do Linux - sistema de código aberto que já serviu como base do navegador Chrome - vai impulsionar a adoção do software livre entre empresas e usuários, avaliam executivos do mercado de sistemas de código aberto.

"O código aberto provou ser um modelo melhor de desenvolvimento e a plataforma do futuro", comentou uma porta-voz da Red Hat, uma das maiores distribuidoras de Linux do mundo, por e-mail, ao IDG Now!. "O momento e o interesse de fornecedores líderes de tecnologia continua a crescer. Estamos ansiosos para ver como este projeto vai progredir".

Fábio Filho, gerente da Canonical, distribuidora do sistema operacional Ubuntu, na América Latina, concorda com a Red Hat, mas acredita que o Chrome OS não será uma plataforma completa para desktop. "O Chrome OS segue o objetivo de endereçar a computação em nuvem - na qual os dados estão descentralizados em servidores web - oferecendo acesso a informações mais rápido, na tentativa de melhorar a conectividade das aplicações online do Google", analisa. "Mas acho que pouca gente sabe o que é manter um sistema operacional e não sei se esse é o ramo do Google", observa.

Uma das vantagens do sistema operacional do Google será a legalização, aponta o diretor de estratégias das empresas de consultoria e treinamento em software livre, 4Linux e HackerTeen, Marcelo Marques. "Enxergo uma migração dentro das empresas que não querem mais usar softwares piradas, bem como uma melhor integração entre servidores Linux e o sistema do Google no desktop", avalia.

Trilha do Android
A oferta de um sistema operacional baseado em Linux não é novidade para o mercado, nota Alexandre Campos, gerente de consultoria da IDC Brasil. "Eles sempre foram a favor da causa (...). Acho que o Google já tem um time grande de engenheiros e vai ganhar a contribuição de muito mais pessoas da comunidade de software livre".

Para o analista, o lançamento do Chrome OS começando pelos netbooks - laptops portáteis com funções simplificadas e foco em acesso à internet - dá continuidade à estratégia iniciada pelo Android, sistema operacional para celulares e smartphones do Google, acompanhando dispositivos conectados à internet.

No entanto, Campos aponta que mesmo com um bom sistema, o Google terá de organizar muito bem suas parcerias com fabricantes para conquistar espaço. "Os sistemas para netbooks vão ganhar um concorrente de respeito, mas há várias etapas do negócio de distribuição de software que os concorrentes dominam", analisa.

Perigo antitruste
Se entregar um sistema operacional leve, que suporte o uso de aplicações online por diferentes browsers e plataformas, como promete com o Chrome OS, o Google está no caminho certo, aponta Filho, da Canonical. No entanto, segundo o executivo, o gigante de buscas deve tomar cuidado para não seguir o caminho da Microsoft ao gerar processos antitruste por ter embutido o navegador Internet Explorer no sistema operacional Windows.


 Fonte: IDG NOW



HP, Asus e Acer já fabricam equipamentos para rodar Chrome OS

July 9, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

O Google está trabalhando com um grande número de companhias para desenvolver dispositivos que usem o seu novo sistema operacional, o Chrome OS. Entre os parceiros estão as fabricantes de computadores HP, Lenovo, Asus e Acer. A ausência mais notável é a da Dell.Chrome

Em um post publicado na noite de quarta-feira (8/7), o Google listou  ainda três fabricantes de chips de celulares: Qualcomm, Texas Instruments e Freescale Semiconductor. A maior companhia de chips do mundo, Intel, não está na lista.

"A equipe do Google Chrome OS está trabalhando atualmente com muitas empresas para desenvolver e construir dispositivos que ofereçam uma extraordinária experiência ao usuário final", afirma o Google.

O Chrome OS competirá com o Windows da Microsoft em netbooks, laptops e desktops. O Google desenvolve um sistema operacional baseado em Linux voltado a usuários de internet mais frequentes. O sistema começará a aparecer em netbooks na segunda metade de 2010.


 Fonte: IDG Now