Sucesso em "Avatar", Canonical mira o mercado corporativo

February 8, 2010, by Miguel Matiolla - No comments yet

Imagem-do-filme-avatar-de-james-cameron-1261158961644_533x306Nos bastidores de Hollywood, o Ubuntu já é um sucesso. Em "Avatar", filme do diretor James Cameron que já bateu todos os recordes de bilheteria, é ele o sistema operacional que dá apoio aos demais programas de efeitos especiais usados na ficção científica.

Sobre o Ubuntu, a empresa americana Weta Digital, responsável pelos efeitos do filme, despejou a infinidade de recursos que resultaram em uma produção em que cada minuto ocupa a surpreendente carga de 17,3 gigabytes de dados. Agora que conquistou o mundo imaginário criado por Cameron, o Ubuntu quer garantir seu espaço na "computação em nuvem", conceito segundo o qual os recursos de tecnologia da informação (TI) são acessados via internet, sem a necessidade de estar instalados nas máquinas dos usuários.

O Ubuntu - termo em banto-africano que significa "eu sou o que sou pelo que todos nós somos" - é um dos sistemas da família Linux, software gratuito e de código aberto, o que significa que pode ser usado e modificado por qualquer pessoa ou empresa. Por trás de sua criação está a inglesa Canonical, companhia criada em 2006 e que, em pouco tempo, se tornou uma das principais empresas de software livre do mundo, ao lado de Mandriva, Novell e Red Hat.

"A cada seis meses, nós lançamos uma nova versão do Ubuntu. A próxima versão, que chega em abril, vai trazer uma série de novidades para aprimorar o uso do sistema em ambientes de computação em nuvem", diz Maria Boneffon, diretora mundial da Canonical. A executiva, que visitou o país na semana passada, falou com exclusividade ao Valor.

Mais do que a própria Canonical, diz Maria, o que ajuda a transformar o Ubuntu em um sistema de porte é a comunidade de colaboradores que o software detém mundo afora. O Brasil, em particular, é protagonista no desenvolvimento do sistema. Com uma comunidade de desenvolvedores de 15,7 mil pessoas, o país é hoje responsável por 30% do total das comunidades que colaboram com o Ubuntu. Para a Canonical, uma empresa de capital fechado e que conta com apenas 300 funcionários no mundo, fica o papel de consolidar as atualizações e entregar as novas versões do software.

Com a escalada para a computação em nuvem, comenta Maria, a Canonical planeja se aproximar mais das empresas que pretendem adotar seu sistema ou já fizeram isso. "Hoje, em todo o mundo, há mais de 12 milhões de usuários do Ubuntu", diz ela. "A maioria desses usuários são pessoas físicas, mas temos expandido muito nossa presença entre as empresas e isso é uma tendência."

Na última sexta-feira, a Canical anunciou que seu fundador da Canonical, Mark Shuttleworth, vai ser substituído em março pela atual diretora de operações da companhia, Jane Silber. Em seu lugar ficará Matt Asay, um especialista em software livre que já passou pela Novell. Com a mudança, Shuttleworth pretende centrar-se mais na concepção do produto.

O interesse da Canonical em promover o Ubuntu entre usuários empresariais está atrelado aos contratos de serviços que esse tipo de cliente pode proporcionar. O acesso ao Ubuntu, seja uma versão para uso residencial ou uma edição destinada a rodar em um servidor - computador que gerencia os recursos de uma rede nas empresas -, é gratuito. O faturamento da companhia é gerado pelos serviços de suporte e manutenção.

"A maneira como as pessoas lidam com software está mudando radicalmente", comenta a executiva. "Empresas como Salesforce e Google estão acelerando esse processo e nós também fazemos parte desse caminho."

Em sua visita ao Brasil, Maria deu palestras fechadas para executivos e visitou clientes. Ela não revela nomes, mas afirma que a Canonical já fechou contrato com sete companhias de grande porte no país. A Canonical também tem se esforçado para embarcar o software nos equipamentos dos fabricantes de PCs e servidores. Em portáteis como os netbooks, a executiva afirma que o Ubuntu pode resultar em um produto até 40% mais barato que outro baseado no sistema Windows, da Microsoft.

A Canonical tem parceria com vários fabricantes fora do Brasil, entre eles Acer, Hewlett-Packard (HP), Dell e Toshiba. No país, por enquanto, o único parceiro local é a Meoo PC. "Estamos muito empolgados com as possibilidades de negócios no Brasil", diz a executiva. "A aventura só começou."

Trocando em miúdos

A principal característica dos programas baseados no modelo de software livre é permitir que o usuário manipule o código básico do sistema e faça adaptações conforme as suas necessidades. Uma vez que o usuário baixa um software desse tipo em seu computador, ele pode modificá-lo e distribuí-lo gratuitamente. As diferentes versões do sistema operacional Linux - que é o mais famoso no mundo do software de código aberto - concorrem principalmente com o Windows, da Microsoft. Pacotes de sistemas de produtividade, como OpenOffice, EasyOffice e StarOffice, também rivalizam com o pacote MS Office, da companhia de Bill Gates.

Boa parte da gratuidade do software livre, no entanto, está atrelada ao uso residencial desses sistemas. Nas empresas, onde o software livre também pode ser usado em servidores, sua adoção costuma ser acompanhada de um contrato de serviços de suporte e manutenção. A diferença é que, enquanto a Microsoft vende seus sistemas apoiada no tradicional modelo de licença por usuário, companhias como Canonical, Novell e Red Hat oferecem diferentes contratos de serviços. Para competir entre si, cada uma dessas empresas desenvolve seu próprio sistema Linux. A Canonical vende o Ubuntu, enquanto a Novell oferece o Suse e a Red Hat coloca nas prateleiras um sistema que leva seu nome.

Valor Econômico - SP, André Borges, 8 de fevereiro de 2010

Fonte: Serpro



Pai do Linux se abre para o super celular do Google

February 8, 2010, by Miguel Matiolla - 3 comments

Linus_torvaldsDepois de Steve Wozniack, o novo astro nerd a referendar o superphone do Google, Nexus One, é Linus Torvalds. Criador do kernel (núcleo) do Linux, o finlandês elogiou o smartphone lançado em janeiro. Auto-declarado descrente com relação aos celulares inteligentes, Torvalds pode mudar de ideia, graças ao Nexus.
            
“Eu geralmente odeio telefones – esses são irritantes e incomodam quando se está trabalhando, lendo ou fazendo qualquer outra coisa – e um celular, para mim, é apenas uma oportunidade para você se irritar em qualquer lugar. Mas tenho que admitir que o Nexus One é um campeão”, escreve Torvalds.
            
Apesar do encanto, o Nexus não converteu Torvalds totalmente ao culto à mobilidade. Na verdade, o que mais atraiu o programador foi a unidade de GPS presente no aparelho.
            
“Eu não tenho mais a sensação de estar levando um celular comigo só para o caso de ter que falar com alguém. Agora eu tenho um dispositivo útil na mão. O telefone é secundário”.
         
        
Na entranhas, o Nexus One carrega o DNA do Linux com a plataforma Android, apesar de não rodarem, segundo o site Cnet, sobre o Linux, mas sim tendo como base uma camada parecida com Java, o Dalvik.

Fonte: ClicRBS



Congresso Internacional de Software Livre 2009

December 3, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

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O Grupo de Usuários de Software Livre de São Paulo convida a todos profissionais de TIC ( Tecnologia da Informação e Comunicação), académicos, desenvolvedores, entusiastas, artistas culturais com propostas livres e envolvidos com cultura digital livre para participarem do 7º. Congresso Internacional de Software Livre.

O Conisli 2009 terá a presença do especialista Jon Maddog Hall, reconhecido mundialmente como embaixador e líder de Linux no mundo. Jon Hall Maddog será o responsável por aplicar a prova de LPI. 

Dentro das atrações do Festival de Cultura Digital Livre, será lançado o  Portal do Núcleo Musical Coletivo Digital, repositório que busca dar razão e publicidade a iniciativas artísticas e culturais que possam  circular livremente pela rede mundial de computadores, com foco na música independente.

Data: 04/12/2009 e 05/12/2009 
Local: MIS - Museu da Imagem e do Som [
http://www.mis-sp.org.br
Endereço: Av. Europa, 158. 
Bairro: Jardim Europa 
Cidade: São Paulo - SP
Código promocional 25% de desconto: e4ta72 (Comunidade CentOS-BR.org)


Mais informações: http://www.conisli.org.br

Fonte: Bestlinux



Vitória e recorde

December 3, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

Cientistas do Núcleo de Computação Científica (NCC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em associação com grupos de pesquisa de instituições de outros países, bateram o recorde de transmissão de dados entre os hemisférios Sul e Norte. Registrado no último dia 19 de novembro, o feito, que reuniu físicos, cientistas da computação e engenheiros de rede, utilizou um dos dois links de 10 gigabytes por segundo (Gbps) que ligam São Paulo a Miami financiados pela FAPESP e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

O recorde se deu logo após os mesmos pesquisadores, associados a outras nove instituições de diversos países, terem vencido o Bandwidth Challenge Award (BWC), competição realizada em Portland durante o SuperComputing 2009, principal evento mundial da área de supercomputação.


O BWC teve como objetivo transferir simultaneamente a maior quantidade de dados possível entre unidades de armazenamento distribuídas ao redor do mundo e as unidades instaladas no Oregon Convention Center, local da conferência.

 
O time multinacional, coordenado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), conseguiu obter um pico de transferência bidirecional de 119 Gbps e um fluxo de dados sustentado de mais de 110 Gbps entre os clusters (conjunto de servidores) localizados em Los Angeles, Ann Arbor, San Diego, Gainesville, Miami, Chicago e Nova York (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Daegu (Coréia do Sul), Tallinn (Estônia), Islamabad (Paquistão), São Paulo e Rio de Janeiro.

 
Após o término da execução oficial do desafio, que levou o time a obter o prêmio do BWC na categoria "Classic", a equipe do NCC, liderada por Rogério Luiz Iope, engenheiro de sistemas do núcleo e doutorando em engenharia de computação pela Universidade de São Paulo (USP), em associação com pesquisadores de Caltech e do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), bateu o recorde de transmissão de dados entre os hemisférios Norte e Sul, sustentando por mais de uma hora uma taxa de transmissão de 8,26 + 8,26 Gbps (nos dois sentidos) entre São Paulo e Miami.


Durante todo o SuperComputing 2009 essa conexão foi estendida até Portland pela CiscoWave, um canal óptico dedicado de 10 Gbps mantido pela Cisco. Os links de 10 Gbps entre São Paulo e Miami atendem aos grupos de pesquisa brasileiros que necessitam de alta taxa de transferência de dados, como o Programa de Integração da Capacidade Computacional da Unesp (GridUnesp) e o Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace).


Uma inovação da equipe paulista na competição foi a utilização do sistema operacional aberto Linux para realizar a leitura e gravação em disco em servidores de dados que usualmente usam o sistema Solaris. Sérgio Ferraz Novaes, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp e coordenador geral do GridUnesp, explica que essa foi uma escolha importante, uma vez que não são apenas os equipamentos e a infraestrutura física que limitam a velocidade dos dados, mas também a parte de software, como os protocolos de transmissão e os ajustes finos para a escrita em disco.

 
"Não é simplesmente iluminar uma fibra óptica, é muito mais complexo", disse Novaes, que também é coordenador do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace), instalado em 2003 com apoio da FAPESP.


Novaes ressalta que a importância desse tipo de competição é estimular o avanço das tecnologias de transmissão de dados. "Várias áreas de pesquisa acabam se beneficiando desses avanços, como a genômica, a astronomia, as ciências climáticas e outras que lidam com quantidades enormes de dados", disse, ao salientar que o transporte de dados compõe o conceito de e-science, ou a ciência apoiada pela computação. 

 
Sinal de qualidade


Segundo Novaes, a obtenção da vitória no BWC pelo time multinacional liderado pela Caltech foi possível somente graças à utilização de 15 links de 10 Gbps até Portland, onde se realizou a conferência SuperComputing 2009, disponibilizados por diversos provedores norte-americanos.

 
No caso do Brasil foi essencial a associação entre o International Exchange Point in Miami (Ampath), a RNP e a Academic Network at São Paulo (Rede ANSP), da FAPESP, que proveram os links de 10 Gbps utilizados pela Unesp e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que também integrou o grupo vencedor.

 
Além da velocidade, a qualidade do sinal transmitido do Brasil superou as expectativas do grupo multinacional. "Nosso sinal apresentou uma estabilidade superior ao do transmitido pelo Fermilab [Laboratório Nacional Fermi] e tão bom quanto o da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), considerado um dos principais centros de computação de alto desempenho dos EUA", disse Novaes.


O campus Barra Funda da Unesp está conectado à rede de alta velocidade KyaTera do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) da FAPESP, plataforma utilizada tanto na competição como no registro do recorde entre hemisférios. Também o novo datacenter do NCC da Unesp teve apoio da FAPESP.


Além da Unesp, Caltech, Cern e Uerj, integraram a equipe vencedora do Bandwidth Challenge Award pesquisadores das seguintes instituições: Universidade de Michigan, Fermilab, Laboratório Nacional Brookhaven, UCSD, Universidade da Flórida, Universidade Internacional da Flórida, nos Estados Unidos; Universidade Nacional Kyungpook, na Coreia do Sul; Instituto Nacional de Física e Biofísica Química da Estônia; e Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia do Paquistão.

Fonte: Planeta Universitário



Esforço pela inclusão digital é destacado em homenagem aos 45 anos do Serpro

December 3, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

VerimagemAvançar no processo de inclusão digital, principalmente pelo desenvolvimento de software livre (programa de computador que pode ser usado, copiado e modificado sem nenhuma restrição), foi uma das maiores conquistas colecionadas pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) ao longo de seus 45 anos de existência. Esse reconhecimento partiu dos senadores presentes à sessão especial do Senado, realizada nesta quinta-feira (3), em homenagem à maior empresa de tecnologia de informação da América Latina, presente em todas as capitais brasileiras e que reúne um corpo técnico com cerca de 10 mil funcionários.

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) foi autora do requerimento da sessão de homenagem ao Serpro. Como não pode comparecer à solenidade, foi representada pela senadora Fátima Cleide (PT-RO), que apontou o Serpro como "uma das principais empresas fomentadoras da política de implantação do software livre, importante para a independência tecnológica e para a soberania nacional". Segundo acrescentou, a atuação da empresa no campo da inclusão digital busca viabilizar o uso e a apropriação de novas tecnologias por comunidades carentes.

Essa missão social vem sendo concretizada pelo Serpro, ressaltou Fátima Cleide, com a montagem de telecentros comunitários, espaços de uso público organizados com a doação de microcomputadores para entidades públicas e da sociedade civil. Dentre os serviços oferecidos à população, estão acesso à internet, cursos de informática e de educação à distância, reforço escolar e estímulo à produção audiovisual comunitária. A parlamentar informou que, no momento, existem 321 telecentros instalados no Brasil e nove no exterior.

Contribuições

Ex-presidente da Frente Parlamentar Mista do Software Livre, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) ressaltou a contribuição do Serpro para a modernização e a melhoria da qualidade da administração pública brasileira. Como exemplo de serviços tecnológicos de ponta, que trouxeram facilidades à vida do cidadão, citou o programa Receitanet (para envio da declaração anual do Imposto de Renda); os sistemas de emissão dos novos modelos de passaporte e da carteira nacional de habilitação; e o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), "ferramenta fundamental para fiscalização do gasto público".

A preocupação do Serpro de investir na capacitação de seu corpo técnico e na renovação de seu parque tecnológico também foi enaltecida pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor de substitutivo ao projeto (PLC 89/03) que tipifica os crimes cometidos na internet e em outras redes. Ele destacou a criação, em 2003, da Universidade Corporativa do Serpro (UniSerpro), direcionada ao aperfeiçoamento de mão-de-obra, a custos mais reduzidos. Já a aquisição de novos equipamentos, acrescentou o parlamentar, deverá possibilitar melhoria de desempenho e economia de tempo no processamento dos cerca de dois mil serviços prestados atualmente pela empresa.

Por fim, o diretor-presidente do Serpro, Marcos Vinícius Ferreira Mazoni, comemorou a nova fase vivida pela empresa, voltada a disponibilizar o uso da tecnologia da informação para promover a inclusão digital. Essa seria a contribuição direta da empresa para melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro. 

Fonte: Senado Federal