Depoimento de usuário BrOffice.org surpreende a comunidade
29 de Julho de 2010, por Vitorio Furusho - Sem comentários ainda
A gratidão de um usuário por algo tão natural para quem se envolve com software livre – compartilhar conhecimento – surpreendeu a comunidade BrOffice.org durante o fisl11. Entre tantas pessoas que visitaram o estande, chamou atenção o entusiasmo de Leandro Padilha Ferreira. Usuário do aplicativo, Leandro encontrou no grupo explicações para esclarecer dúvidas e seu agradecimento veio em forma de artigo publicado no seu blog.
O Conselheiro e sócio fundador da OSCIP BrOffice.org Gustavo Pacheco, que foi quem ajudou Leandro a esclarecer uma dúvida no Calc, declara: “auxiliar os usuários que nos visitam, em especial num evento da dimensão do fisl, sempre foi nosso compromisso. Os comentários positivos do Leandro são mérito de toda a comunidade BrOffice.org".
O autor destaca e se sensibiliza com a postura colaborativa que encontrou na comunidade. Para ler o texto “Software Livre não é só código – compartilhar é uma postura” na íntegra, acesse: http://androle.wordpress.com/2010/07/22/softwarelivre-nao-e-so-codigo
* fonte: BrOffice.org
Sistema de e-ISS livre lançado no Portal do Software Público
29 de Julho de 2010, por Vitorio Furusho - Sem comentários ainda
A empresa Portal Público desenvolvedora de software para prefeituras, lançou nesta última sexta-feira, 23 de julho, a primeira versão do sistema e-ISS totalmente desenvolvida com software livre, no XI Fórum Internacional de Software Livre (FISL), na cidade de Porto Alegre. O lançamento ocorreu em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, que disponibilizou a solução no Portal do Software Público Brasileiro [www.softwarepublico.gov.br].
A solução é um sistema de declarações mensais de serviços, via Internet, para gestão de processos e atividades envolvendo o ISS/ISSQN, cujo objetivo é a melhora do controle, atividade e agilidade fiscal da Prefeitura sobre o imposto mencionado, além do fato da modernização com a informatização do processo. Com isso, a empresa Portal Público é pioneira em disponibilizar um software livre que atenda as Prefeituras do Brasil nesta modalidade fiscal.
Para os cadastrados no Portal SPB para aderir à comunidade basta acessar o endereço:
www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=22297303
A empresa Portal Público, diante da tendência mundial que são os softwares livres, percebe que este modelo de licença deve ser cada vez mais aplicado em toda a esfera das administrações públicas, tendo como um dos objetivos, diminuir custos e agilizar o processo de tecnologia. "Dentro deste enfoque a Portal Público, desenvolvedora de sistemas dedicados no auxilio aos órgãos públicos, vem aliar-se à iniciativa pioneira do governo brasileiro, através do software público? Comenta Joel de Oliveira Nunes, diretor Presidente da empresa.
Caso queira divulgar para sua rede passe o link da matéria
www.softwarepublico.gov.br/news-item12
Governo longe de ser 100% open source
27 de Julho de 2010, por Luis Henrique Silveira - Sem comentários aindaSete anós após seu inicio, a estratégia de adoção do Software Livre nos órgãos federais ainda engatinha. Uma pesquisa feita com os 233 órgãos, das quais 129 responderam, aponta que a adesão aos sistemas de código aberto está entre inexistente e iniciante.
Apresentada no 11° Fórum Internacional do Software Livre, a pesquisa aponta ainda que o código aberto faz sucesso nestes órgãos principalmente no back end.
Para servidores, 50% já utilizam o software livre ante 8% dos usuários de programas proprietários. Outros 19% estão na fase inicial de adoção e 23% em fase de andamento. Já os sistemas de informação são de código aberto para 57%, estão em estágio inicial para 17% e em andamento para 15% dos órgãos. Apenas 11% ainda usam a versão paga.
Por outro lado, o contato com o usuário ainda é majoritariamente feito através de software proprietário. Para sistemas operacionais, o software livre está em apenas 5% dos órgãos ante 47% de concorrentes pagos. Mas a migração já representa 43%, ainda que em estágios iniciais.
Já as suítes de aplicativos para escritório de código aberto representam 15% do total enquanto os proprietários estão em 45%. Além disso, 12% dos órgãos estão com a migração em andamento e 28% estão na fase inicial de adoção.
No entanto, quando o assunto é sistema de e-mails, há um empate técnico. A adesão é de 55% contra 43% para os usuários de software proprietário.
Para o diretor-presidente do Serpro e coordenador do Comitê Técnico de Implementação de Software Livre Marcos Mazoni, a adoção acontece com mais facilidade em servidores e sistemas de informação. Já o uso em desktops é menor uma vez que há resistência dos funcionários, declara. Também está em jogo a complexidade do negócio. O uso é muito maior em universidades, por exemplo, do que em áreas de segurança nacional, afirma Mazoni.
“Cerca de 25% de todos os gastos de TI são feitos através do Serpro. Mas existem outras áreas como segurança, Exército, Aeronáutica, Petrobrás, entre outros que tem suas próprias estruturas”, declara.
Questionado se as políticas de apoio ao software livre estarão ameaçadas caso haja mudança nos governantes, Mazoni deixa a questão no ar. “Sou extremamente democrático. Estamos implementando porque houve mudança no governo. Se houver nova mudança, eles têm todo direito de voltar para o proprietário”, declara. O coordenador afirmou ainda que não falaria mais por estar no período eleitoral. “Não posso dizer tudo que penso sobre o assunto. Mas se outro projeto for eleito, poderá fazer mudanças. É uma democracia”, finaliza.
BB mostra que é possível
O Banco do Brasil serve como um argumento forte para a adoção do software livre. Maior instituição financeira da América Latina, o banco que atua em 23 países já economizou R$ 110 milhões de reais em cinco anos de uso da tecnologia de código aberto. Segundo Lidia Bueno Chamelete, da diretoria de tecnologia do banco, além de economia, a novidade trouxe melhorias nos aspectos de negócio, serviço e método de trabalho.
“Nosso case ajuda as empresas a se espelharem. Recebemos várias visitas de corporações interessadas na migração e muitas vezes ouvimos CIOs dizendo que, se funciona com uma instituição financeira deste porte, porque não daria certo com eles?”, declara.
A diretora afirma ainda que a novidade trouxe inovação na área de desenvolvimento, construção na base de conhecimento para a Universidade Corporativa baseado em MediaWiki e Wordpress, melhoria nas funcionalidades e na interface de transações financeiras, entre outros.
Para atender a 30 milhões de correntistas, a empresa precisa de um ambiente robusto. No âmbito de automação de agências, são 5.500 servidores, 75 mil estações de trabalho, 42 mil ATMs e 2.700 estações de central de atendimento com controles restritos e zero possibilidade de instalar quaisquer aplicativos.
Já no ambiente de automação de escritório, são 660 servidores, 35 mil estações e uma grande diversidade de aplicativos e soluções instalados.
O complexo central de tecnologia, por sua vez, dá conta de 17 mainframes, 29 high ends, 40 servidores de contingência e armazenamento de 1.400TB.
O GNU/Linux está em 75 mil estações do banco, o que equivale a dois terços do parque. Também roda em 5.500 servidores de agência, mais de 19 mil terminais de auto atendimento, 2.700 estações da central de atendimento e em 3.800 estações do Banco Popular.
Já a suíte de aplicativos para escritório BrOffice está disponível em mais de 100 mil máquinas, assim como o Mozilla Firefox. O software não substitui os concorrentes proprietários mas está disponível como alternativa para os funcionários.
“Não adianta ser totalmente radical. Disponibilizamos e o uso acontece onde é possível e viável. Esta foi nossa estratégia de implementação“, declara Lídia.
Para Wilson Carlos Pastro, também da diretoria de TI, o software livre está no core do banco. “Se usamos até hoje é porque temos certeza que não vamos ter nenhum problema com o sistema. Seria um prejuízo incalculável. Mas o sistema nos atendeu tão bem que vamos continuar usando“, declara.
Por Márcia Lima
Fonte Baguete
MinC anuncia, no FISL 2010, edital de apoio ao desenvolvimento do software livre
27 de Julho de 2010, por Luis Henrique Silveira - Sem comentários ainda
A julgar pelos números finais da 11ª edição do Fórum Internacional de Software de Livre (fisl), o espaço para o crescimento e esenvolvimento do software livre no Brasil parece, ainda, não ter limites.
O encontro, que aconteceu de 21 a 24 de julho, em Porto Alegre, registrou mais de 7.500 inscritos entre participantes, expositores e palestrantes, e 79 caravanas vindas de vários estados brasileiros e também do Uruguai e Argentina. Pela rede, até as 18 horas de sábado (24/07, quando o evento se encerrou) foram registrados mais de dois milhões de page-views à página oficial do fisl.
É com foco nesse universo de estudantes, pesquisadores, desenvolvedores, usuários e interessados em software livre que a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC MinC) pretende lançar, ainda este ano, um edital "experimental" com objetivo de instituir um programa de apoio ao desenvolvimento aberto e distribuído de software livre no país.
O tema foi debatido na roda de prosa "Programa de Apoio ao desenvolvimento de Softwares Livres", que aconteceu na quinta-feira (22/07), no Stand Xamelê, um espaço do MinC na área de exposições do FISL 2010. Ficou clara a disposição do Ministério da Cultura em entender como deve ser a atuação do Governo no sentido de não apenas apoiar, mas também legitimar essas iniciativas.
De acordo com José Murilo Junior, Gerente de Cultura Digital do MinC, a intenção do Ministério é fomentar o desenvolvimento dessas aplicações, compartilhando idéias e proposições com a comunidade. Nesse sentido, a participação efetiva do MinC na edição 2010 do FISL foi, de certa forma, um primeiro passo nessa direção. "É uma primeira conversa, e nós queremos inaugurar um processo de colaboração, de reflexão conjunta, colaborativa e participativa, para então construirmos esse primeiro edital", explicou.
De acordo com José Murilo, já havia no MinC a intenção de conceder apoio ao desenvolvimento do software livre, e para isso o Ministério buscou focar suas ações em duas dimensões: a necessidade do desenvolvimento propriamente dito e a busca de uma forma adequada para que ele aconteceça.
A necessidade foi percebida, por exemplo, a partir de diferenças pontuais verificadas em softwares de edição em áudio e vídeo. "São programas muito utilizados por Pontos de Cultura, e percebemos que existe um grande desnível entre os aplicativos proprietários e os livres", explicou José Murilo. A partir da percepção da demanda existente, o passo seguinte seria identificar a melhor maneira de se conduzir esse processo, e para isso o FISL se apresentou como a opção ideal.
"O nosso objetivo ao promover essa primeira conversa aqui, no Fórum, foi trazer um pouco das idéias que temos, apresentar para a comunidade e receber dela novos insumos. A ideia é, também, apresentar os instrumentos que temos disponíveis: os editais" seja no formato de bolsas, prêmios, ou propriamente a contratação através de um processo de desenvolvimento", complementou o Gerente de Cultura Digital do MinC, para quem os resultados do encontro foram extremamente positivos, considerando-se que já está em discussão uma proposta do modelo do edital.
Para José Murilo, é muito importante que o MinC lance esse edital ainda em 2010, deixando uma "provocação" para o próximo governo. "Não queremos que toda essa reflexão se perca. Vamos levantar a bola e deixar o caminho aberto para a continuidade do processo", finalizou.
Foto: Cristiano Sant´Anna/indicefoto.com
Fonte: Pontão Ganesha
fisl11 recebeu mais de 7.500 pessoas do Brasil e do exterior
26 de Julho de 2010, por Luis Henrique Silveira - Sem comentários ainda
Porto Alegre confirma mais uma vez que é um dos principais centros mundiais de discussão e expansão do software livre. O 11º Fórum Internacional Software Livre, o maior da América Latina, se encerrou neste sábado, no Centro de Eventos da PUCRS, com grande participação de público e empresas e muita troca de informação em tecnologias livres.
Na cerimônia de encerramento, o Embaixador da Associação Software Livre.Org, Sady Jacques, salientou o novo cliclo iniciado com a realização do 11º Fórum Internacional Software Livre. "Após uma década do evento, iniciamos uma nova fase, mais madura. Esperamos desenvolver o trabalho ainda com mais qualidade nas próximas edições e, para isso, contamos com todos vocês".
Neste ano, 7.511 pessoas participaram do fisl, distribuídos entre profissionais, empresários e estudantes vindos de vários estados do Brasil. O evento também teve uma grande participação de caravanas.
Confira a seguir os números do fisl11.
A distância não impediu os defensores do software livre de comparecerem ao evento. Participantes de estados distantes, como é o caso da caravana de Roraima, ou representantes dos 16 países que marcaram presença, contribuíram para o intercâmbio de conhecimento e cultura que é o fisl.
Números do fisl11
- 7.511 participantes, vindos de 16 países.
- A maioria homens: 67% homens. Mulheres foram 13%. Outros 20% não informaram.
- 30% de estudantes
- 70% de profissionais e empresários
- Caravanas: 79. A mais distante veio de Roraima e a maior da Universidade Federal de Santa Maria
- O fisl 11 teve 500 atividades, 250 expositores e 376 pessoas envolvidas na organização, entre integrantes da ASL, voluntários, assessorias contratadas e serviços.
Fonte Fisl11






