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Dropes de Software Livre 03

25 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - 22 comentários | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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“Ou nós usamos o dinheiro pra capacitar professores, capacitar jovens e dar mais condições para obterem capacidade tecnológica, ou  vamos pagar licença de propriedade para uma empresa lá longe, no norte gelado, frio, ali naquele pedaço do mundo, do mundo rico. Ou vamos usar software livre, porque software livre, além de ser mais econômico, mesmo tendo que montar uma rede de suporte,  não gera o fluxo de royalties, o envio de dinheiro do nosso país para o exterior. O software livre tem uma outra característica: ele tem o código aberto e ao usar software de código aberto você desperta o talento de milhares e milhares de jovens que vão poder ter acesso às rotinas, aos algoritmos, às linhas de código em que cada software foi escrito, o que permite, portanto, que a gente assimile, domine o conteúdo daquilo que está sendo utilizado.

É óbvio que vai ser uma batalha campal. Porque se a gente capacitar 100 mil jovens no país pra dar suporte em software livre, e esse conhecimento que vai se transformar num saber, na verdade, que eles adquiriram, imagine o que irá acontecer dali por diante? Você terá 100 mil jovens capacitados nessas tecnologias avançadas, abertas e não-proprietárias. É óbvio que o monopólio de software proprietário vai fazer de tudo pra poder impedir que seja feito! Claro que não interessa as grandes corporações programas de inclusão educacional e digital com o uso de tecnologias abertas, porque o que está em jogo, sabe o que é? É o controle do monopólio do conhecimento.”


Trecho da palestra do sociólogo Prof. Sérgio Amadeu, proferida no dia 7 de abril de 2006, na Teia da Cultura, Educação, Cidadania e Economia Solidária, em São Paulo.


Tags deste artigo: monopólio do conhecimento sérgio amadeu software livre

22 comentários

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  • 1bd544e4b32a83f37bb81f895c298c3d?only path=false&size=50&d=404Erik sandro Alves de Oliveira(usuário não autenticado)
    25 de Maio de 2009, 16:26

    industria criativa

    Sendo assim poderemos ter uma forma diversificada de material em exibição, ao mesmo tempo em que universidades trabalhem junto com setores de ciência e tecnologia para o desenvolvimento de jogos eletrônicos com fins educativos, programas interativos de educação e desenvolvimento de softwares. Na outra ponta, as gravadoras públicas (centrais públicas de multimidia), estarão produzindo e comercializando por internet ou nos camelódromos, ou em venda direta os cd"s/dvd's dos artistas quem não tem acesso ao mainstream. Para que se viabilize esse modelo, precisamos de uma discussão que inclua a flexibilização e a ética na área de direitos autorais, pois a alavancagem dessa indústria criativa que incorpora o novo conceito de capitalismo cognitivo, ampliará o conceito de troca de conhecimento, arquivos de música ou video ou métodos de alfabetização.


  • Person minor(usuário removido)
    2 de Junho de 2009, 17:17

    Oi erik

    Pelo jeito vc é um apaixonado pelo assunto novas tecnologias!


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