por Tamires Carvalho | Ag. Mandacaru | Foto: Mário César
Uma caravana articulada pelo projeto Os Sertões chegou à cidade de Queimadas na manhã desta quarta-feira composta por estudantes de escolas públicas e da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campos XXII de Euclides da Cunha. Os jovens vieram em busca de conhecer a estação ferroviária que foi palco de desembarque de mais de dez mil soldados durante a Guerra de Canudos (1896-1897), e por onde passaram importantes nomes da história a exemplo dos escritores Euclides da Cunha e Rui Barbosa.
O que os alunos não esperavam era encontrar em tamanha destruição um monumento que traz marcas da história nordestina. Parte da sede da Estação da Leste como é conhecida veio às ruínas no último dia 14 de outubro e nesta terça-feira (17) outra parte do teto foi retirada por operários alegando que destroços estavam caindo sobre a linha férrea e poderia provocar acidentes já que o trem ainda faz carregamentos por esta via.
“Nós nos deparamos aqui com um monumento totalmente depredado. É doloroso, estarmos tentando resgatar nossos patrimônios e de repente nos deparamos com uma situação dessas aqui em Queimadas”, lamenta emocionado o jornalista e produtor cultural Antenor Júnior, articulador do projeto Os Sertões.
Estudantes dos colégios Estadual (CESAQ) e Municipal (CMQ) de Queimadas juntaram-se ao grupo e fizeram um momento de silêncio, todos de mãos dadas abraçaram o casarão em um ato de protesto e em prol do tombamento do patrimônio. A mobilização foi registrada pela Rede Bahia de televisão, trazendo esperança para a população. “Esperamos que a partir de hoje, com a presença da imprensa local e regional e com ajuda desse movimento possamos sensibilizar as autoridades competentes a tomarem providências”, diz o professor de História Mário César.
O projeto – O projeto Os Sertões foi criado em 1997 pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), com objetivo de cuidar da parte historiográfica da região, fazer um trabalho social com as famílias do semiárido e um trabalho turístico, onde se tem ainda uma grande demanda a ser trabalhada, afirma o articulador Antenor Jr. Por este ano ser um marco do centenário sem o escritor Euclides da Cunha, o projeto vem desenvolvendo atividades como á feira cultural que ocorrerá a partir desta quinta-feira (19), na cidade de Euclides da Cunha e seis viagens com cerca de 200 congressistas de escolas de ensino médio e universidades passando por vários municípios que marcaram a Guerra de Canudos a exemplo de Quijingue, Uauá e Queimadas.















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eu estive nessa corrente de ajuda
Prêmio Patrimônio Histórico – Jornalista Theo Dutra
agosto 25th, 2010 | Author: Otavio Demasi - Mtb 32.548
Em 20 de agosto de 1971, sexta-feira, o Jornal “Folha de São Paulo” publica a seguinte matéria: pedido o tombamento do “Pio XII”. A matéria começava: “Uma representação solicitando o tombamento do Palácio Pio XII, no bairro do Paraiso, foi entregue ontem ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado, assinada por três técnicos de planejamento e desenvolvimento turístico. Na representação assinada pelos srs OTAVIO DEMASI, Antonio Nunes e José Caparrós Garcia, os técnicos apresentam motivos paisagísticos, arquitetônicos e históricos para o tombamento, sugerindo inclusive a possibilidade de o palácio “se preservado, poder ser transformar num novo museu sacro, reunindo peças e mobiliário que pertenceram aos ilustres sacerdotes da Igreja católica neste século”. Segue a matéria, com quase meia página. Otavio Demasi e colegas entregam documento no CONDEPHAAT A demolição do Palácio Pio XII, para construção de dois blocos de apartamentos. Mexeu com o jovem jornalista e Théo Dutra, chegou até mim e aos colegas para nos entrevistar, pois tínhamos a intenção de pedir o tombamento do Palácio, respaldados pelo livro “Os Papas falam de Turismo”, que exorta a conservação do patrimônio religioso de forma geral. O projeto-de-lei a ser apresentado, visa ampliar a homenagem à Théo Dutra, que tem seu nome em uma escola municipal na zona norte de São Paulo-Capital e em rua nesta cidade, por sua visão de preservação do patrimônio histórico e artístico. A premiação enquadra-se na redistribuição dos impostos arrecadados no Estado, visando ampliar as oportunidades e sua normatização, terá a mais ampla representatividade de Associações, Entidades, Universidades e representantes do CONDEPHAAT entre outros. Theo Dutra: “O Repórter da Cidade” Nascido em São Paulo, em 1948, José Theodoreto Souto e Dutra, filho de Evelyn Bleim Souto e Renato Hoeppner Dutra, nasce em 22 de setembro de 1948, em São Paulo. Aluno interno no Colégio São Paulo. Aos 12 anos freqüenta o Colégio São Luiz em regime de semi-internato, até o final do curso colegial (clássico). Em janeiro de 1967, entrou na Faculdade de Direito. Em julho, passa a integrar o quadro de repórteres da Folha de São Paulo. Fez do teclado da máquina de escrever uma canção. Vibrou com seu nome impresso, assinando suas matérias. Sua esposa Gildete, a Gil, batizou-lhe Theo Dutra, nascendo assim o “Repórter da Cidade”. Os temas ligados a São Paulo eram os mais variados: música, cinema, pesquisa, ciências, causas jurídicas, carnaval, crianças, flores. Em 1972, nasce seu filho Renato Hoeppner Dutra Neto. Profissionalmente, Théo via sua imagem crescer. Ocupava a chefia da reportagem nos fins de semana. Isto era muito importante. Em 1º de abril de 1973, Théo foi ao encontro da Barragem de Ilha Solteira, no interior paulista. Mas o Théo que segue viagem está um pouco mais feliz, mais dinâmico; está à caminho o segundo filho. Entrevista trabalhadores, engenheiros, as famílias dos barreiros. Em matéria de tal vulto, queria na certa, como sempre, ser a primeira página, a manchete. Faleceu à meia-noite e meia do dia 3 de abril de 1973, em acidente automobilístico, quando o veículo em que viajava capotou várias vezes na Rodovia Washington Luís, próximo a Pereira Barreto, no trajeto de São José do Rio Preto para Ilha Solteira. Em Rio Preto, Théo Dutra produziu uma reportagem sobre o fechamento das comportas da Ilha. No dia 4 de abril de 1973, no seu terceiro aniversário de casamento, Théo Dutra, o “Repórter da Cidade”, virou manchete. Seu rosto era a foto principal. O corpo de Théo foi velado no velório da Maternidade São Paulo e enterrado no Cemitério São Paulo, no respectivo jazigo da família. Destacaria outra ótima definição sobre ele: “Theo Dutra, repórter que faleceu tão jovem e que surgia com uma linguagem solta e despojada”. Nildo Carlos Oliveira Por isso afirmo: “preservar a história é nosso maior patrimônio”. DEMASI 40963 DEPUTADO ESTADUAL e SKF 40 GOVERNADOR
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