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CARNAVAL EXCLUSIVO DE SALVADOR!

14 de Fevereiro de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Por Prof. Lúcio Dias

A cada ano fico mais decepcionado com o poder subjetivo das mídias audiovisuais da Bahia em segmentar, segregar e tendenciar a conduta discriminatória do carnaval de Salvador. Já é necessário dar um basta nos programas apelativos locais que ditam como a RONDESP funciona e como deve proceder na segurança do turista que financia, investe e aumenta a renda da capital baiana e, dita como a RONDESP deve tratar a população, a classe trabalhadora que são as menos favorecidas nesse comércio explorativo onde muitos são as verdadeiras cordas humanas que sustenta e protege a massa que enchem os cofres do governo e da burguesia, ou até mesmo aqueles que limpam as sujeiras orgânicas/ inorgânicas e recicláveis produzidas pelos grandes blocos/ indústrias, patrocinadores e o governo que oferecem apenas essa condição separatista de participação e trabalho exploratório ao folião baiano que pagam altos impostos.

Hoje pela manhã, ao assistir um jornal local de referência baiana, me deparei com diversas entrevistas sobre o primeiro dia do carnaval onde a repórter e seus apresentadores conduziam as perguntas de forma persuasiva e em uma delas o tema foi alimentação durante o carnaval. O entrevistado que pertence a órgão ligado ao Estado respondeu: “Não consuma alimentos de vendedores ambulantes, procure restaurantes que já atuam no comércio”, ou seja, aqueles licenciados pela prefeitura, ainda que o ambulante também esteja registrado em condição extremamente inferior pela prefeitura para comercializarem seus produtos sem nenhum suporte ou ajuda. Mas, há alguns dias vi também, reportagem onde os mesmos ambulantes estavam se cadastrando nos pontos disponíveis pela prefeitura e pagaram pra ter a “tal” licença e estarem regularizados, sem ter prejuízo de apreensão da mercadoria, na condição da prefeitura autorizar, fiscalizar e penalizar a exploração do cidadão que se compara à exploração existente na mais-valia. No entanto essa classe trabalhadora é alvo de discriminação pelos órgãos competentes e empresas contratadas para serviço temporário, dentre elas os blocos e principalmente os meios de comunicação baiano.

Analisando essa perspectiva separatista que é clara e evidente na denúncia que o carnaval baiano é formado para a elite soteropolitana que continua a oprimir os menos favorecidos, condicionando-os a atenderem a própria classe trabalhadora que se apertam em menos de 1mt entre a corda e o limite da avenida delimitando como espaço para o folião baiano da classe trabalhadora.

Ainda neste mesmo programa local de destaque baiano, em entrevista, o atual técnico do Esporte Clube Bahia responde a repórter que o carnaval está mais estruturado para os atletas do clube: “os camarotes climatizados oferecem estruturas como serviço de massagem e outros requintes que proporcionam menos desgastes ao atleta”, e ainda que: “não é aconselhável para o atleta pular o circuito Barra – Ondina por ser apertado e longo, não que o atleta esteja despreparado, mas devido à desidratação”. Esqueceu de fazer ênfase ao desgaste e aperto da classe trabalhadora que financia e sustenta o time que há tempos não proporciona alegria ao torcedor baiano e, que os mesmos encontram-se em condições extremas fazendo parte da massa formada pela classe trabalhadora.

É um verdadeiro absurdo como os meios de comunicação audiovisuais segrega de forma sútil e subjetiva a grande população baiana que sustenta essa máquina milionária que é o carnaval. Sendo explorada e, ainda é obrigada a ouvir as propagandas do governo, dos blocos e das emissoras que dizem “Nosso carnaval é o mais participativo do mundo” e, ou “O que motiva a alegria é o nosso calor humano”. Onde fazemos parte desses contextos históricos das publicidades baianas? E devemos de fato fazer parte dessa massa?

Lúcio Dias

Professor Universitário e Relações Públicas

e-mail: luciodiasrrpp@hotmail.com

71 8746-6007


Tags deste artigo: salvador bahia carnava

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