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Comunidade Metareciclagem

17 de Junho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

MetaReciclagem é uma rede auto-organizada que propõe a desconstrução da tecnologia para a transformação social.


Uma data

28 de Junho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

28 de junho outra vez. Hoje fazem exatos nove anos que, em uma noite de resfriado & frustração, trocando conversas com um subcomandante, jogamos no mundo uma semente que se chamava projeto Metá:Fora. A semente brotou, viveu, apodreceu & virou adubo. Mas essa história já foi contada mil vezes.

Hoje estou quietinho, mas quero propor uma festa para daqui a um ano. A década de metá:fora vai ser comemorada com brincadeiras, homenagens e invenções. Todxs estão convidadxs.



Stalker, onde leio alguma coisa tua?

22 de Junho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

>Stalker, onde leio alguma coisa tua?

Na revista Doc On-line http://www.doc.ubi.pt/08/artigo_braulio_neves.pdf Na Semeiosis http://www.semeiosis.com.br/imagens-camera/ E no Estúdio Livre, quando o site voltar on-line, o texto "ciberbarricadas", (que também foi aceito no último congresso da ABCiber, <http://www.abciber2010.pontaodaeco.org/trabalhos> e na I Jornada de Pesquisa sobre Documentário na Unicamp. >

>Aquele "diálogos na casinha" é uma boa referência?

É boa referência para os assuntos e pra dar uma visão geral da abordagem. Mas, como tudo que rolou na Casinha da Luminárias, está ainda meio confuso.

> Como você vê a tua fala ali e naquele período?

Eu estava começando a usar a abordagem etnometodológica da tecnociência do Bruno Latour, então estava ainda meio deslumbrado com as idéias gerais da "antropologia simétrica" que ele inventou. Depois, eu vi que apesar de muito pertinente e sedutora, a idéia de "atores rede" não podia depender tanto dos operadores analísticos que vem da tradição da teoria da narrativa estruturalista, como são os "grafos sociotécnicos" e depois o método de análise de controvérsias. Afinal, a narratologia estruturalista é completamente cartesiana. Ainda estou para inventar os recursos de traçagem das "trajetórias" dos "atores-rede" a partir do pragmaticismo. Ou seja, sem nenhum pressuposto de descontinuidade entre sujeito/mente cognoscente e objeto/mundo cognoscível. O caminho para isso é um método bem exotérico de notação inventado pelo Ch.S. Peirce, chamado "grafos existenciais".

> Acho que gosto dessas coisas que você anda lendo, hehe!

Pode ser muito legal você ler "A esperança de Pandora" (Latour) e, em seguida, "From Cause to Causation" (Hulswit). Por caminhos diferentes, eles chegam à conclusões bem parecidas sobre as mazelas da epistemologia moderna. Isto é especialmente importante para quem tá envolvido com tecnopoeses politicas/tecnopolíticas poéticas. 

http://thread.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/41745/focus=41858

 

 



TecnoMagia: Códigos

20 de Junho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Há um desejo, um anseio, uma pretensão de demiurgo em todo escritor – como, de resto, em todo artista. Deixemos de lado (se é que é possível) a arrogância e o ego superinflado; há, no entanto, alguns que legitimamente têm o direito de se aventar a, com toda a propriedade, se dizerem Criadores. Em primeiro lugar, são aqueles que têm o domínio e o poder totais sobre a matéria-prima com que trabalham: se fazer do ofício a língua, o código, conhecer a ferramenta e saber operá-la – a pá e a lavra, ou a palavra, com todas suas nuances e sutilezas, explorando toda a potencialidade de cada combinação de letras e símbolos, dando forma e sentido harmônicos a o que, em suma, é a mesma fonte do caos. Este, o Caos, talvez o pai de toda criação.

E, no processo de (re)criação, sempre, remeter-se ao Caos: só quem pode e tem o direito de subverter a ordem, em princípio, é quem a domina e pode tratá-la intimamente. Só quem faz da sintaxe o sentir natural, a respiração, o fluir imanente do tudo arrisca-se, em algum momento, a quebrá-la ou subvertê-la – humildemente, é ciente da heresia potencial que comete, mas assume o risco lúdico de, mais e mais, (re)criar. É esse (ar)riscar que justifica nossa existência – que sejam poucos os que o fazem; são os que nos redimem a todos.

É para quem o “código”, com tudo o que tem de secreto, divino, misterioso, torna-se familiar, cotidiano, expressando-se e sendo expresso em cada detalhe. O poder alquímico de transmutar sintaxes, baldear parágrafos intransponíveis em busca de veredas redentoras, desvendar os intrincados labirintos espelhados dos símbolos primordiais, extrapola o consciente – mas, em algum momento, a lucidez embaça a própria consciência: momento mágico que se desvela no conjunto de signos, significados e significantes, como que numa revelação absurda daquilo que ofusca por ser tão claro.


http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3356



Yupana Kernel #Wiqua: Diz aí Wander Selva

18 de Junho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Na lista metareciclagem: http://thread.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/44821 metareciclagem

 

Fiquei curioso pra saber os porquês das escolhas em torno dessa mitologia Inca!  
E se outro calendário renascido das cinzas gerar os mesmos problemas: inserirmos a natura em algum processo histórico até cozir cultura novamente sufocando natura? De onde emitir um mantra sobre a subjetividade da coletividade?

yupana é também o nome de um ábaco inca, que segundo o último hoax utilizava sistemas de numeração binários e de outras bases diferentes da decimal, como o numero 144, cuja a raiz quadrada é 12. Quantas tautologias precisamos?

yupana é também nome de um supercomputador selvagem que só existe como método númerico, como alfabeto, mas não como industria. Turing quer ser psicografado pra reencarnar como traço solto num garrancho iletrado.

O manifesto antropofágico vacilou quando dizia "Tupi or not Tupi" pois esquecia-se do Tapuia, do Quechua, do Inuit, do Celta, do Visigodo, do Marciano, do Pária e sobretudo de que Nheengatu era uma construção de escribas... Não basta devorar o estrangeiro, é preciso ser devorado pelo nativo da fronteira perdida que está prestes a redescobrir sozinho o fogo, a escrita, a roda, os espelhos. É preciso perder-se para sempre.

Estaremos mais além dos tropicalistas, qualquer-coisa-modernistas, ufanistas messiânicos, positivistas, alternâncias de poder e suas negociações. Não queremos redenção, queremos O Banquete completo.
O grito da década milagrosa já foi dado pra além dos dados e seus administradores de sistemas, não queremos mapas, nem equadores nem meridianos, queremos ainda mais que os oceanos da lua de Júpiter e navegar sem rumo reinventando cosmologias - virgens Tietês, Xingus, Tigres, Eufrates, Ganges... o nome que seja do mesmo fluxo, todos com água potável. 
Não interessa qual a bandeira, bandeirante, termo-parente a ser lido em MMXI ou XII XIII XIV IV... XX... seremos indigestos para os que nos devoram sem comungar-nos, estejam estes com coroas, capacetes ou cocares, chutaremos suas barrigas por dentro até nascermos de novo, sem nome, sem mapa, sem culpa, sem data, sem limites.
 
Ps. ahhh, e se alguém falasse um pouco mais desses códigos pros leigos geral tb não seria mal. Ou como a galera das antigas daqui inventou,  "xemelizar"!  


O código utiliza algumas bibliotecas python e pythonismos para remixar links da wikipedia, e é só um primeiro experimento pra quem quiser brincar com algoritmos e computabilidade da vertigem (ou um último experimento para quem quiser exorcizá-los). Liturgia laica? Inutensílio.

acredito que tem mais gente por aqui que pode comentar este código idiossincrático e ajudar a pensá-lo como o cerne de alguma coisa nova pra nascer...

o que seria? O que viria?

>reboot