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Blog da Ka Menezes

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Licenciado sob CC (by)
Vamos lá minha gente. Se é pra viver, tem que ser de verdade, e não no arremedo. Então, vou começar o exercício de viver o Noosfero, migrando meu blog para a Comunidade Software livre.

Acho que depois foi melhorando…

13 de Maio de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

primeiro_desenho

Mexendo em meus antigos alfarrábios (se é que essa palavra existe mesmo) encontrei o meu primeiro desenho feito com o mouse, em paint brush, usando windows 3.11, num 386, com tela 13″ amarela e preta. Uma obra de arte como está só poderia ser impressa em uma impressão matricial, versão anterior à tão procurada LX 300.

E o mais engraçado (ou medonho) disso tudo não é a imagem em si, nem o que ela mostra ou representa. O mais engraçado é a descrição que eu fiz desse momento na minha dissertação de mestrado:

Tenho viva em minha memória a lembrança do primeiro computador que entrou em minha casa, no escritório da minha mãe. Tinha uma tela de 13” na qual as imagens se formavam em preto e amarelo. Ao colocar minha mão no mouse, fui clicando aqui e ali, até encontrar um programa de desenho chamado Paint Brush. Pronto! Meu primeiro desenho feito no computador representou um mundo de coisas que eu poderia fazer com aquele equipamento (e na época nem tínhamos internet). Sempre que minha mãe encerrava suas atividades profissionais, eu começava as minhas curtindo cada clique do mouse. O que para ela significava trabalho, eu vivia como diversão. E com o passar do tempo essa diversão foi tomando novas feições relacionadas também aos estudos e ao trabalho. Fui seduzida pelo potencial criativo que aquele artefato tecnológico representava para mim.” (p.12)

MENEZES, Karina Moreira. Sentidos produzidos sobre as TIC em discursos do Proinfantil. (Bahia, Brasil) 125p. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.

A descrição me parece bem poética, mas tenho dúvidas sobre o desenhos. Bem, olhando para essa “obra de arte” vejo que ainda sou fã de filmes de vampiros, mas melhorei bastante na estética e nos motivos visuais… ufa.

 




Fri, 10 May 2013 17:06:21 +0000

10 de Maio de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

São várias as oportunidades em que ouvimos a seguinte frase:

“os professores resistem às tecnologias na escola”

O tempo de convivência com o GEC me fez questionar isso, e é interessante perceber quando situações da vida cotidiana nos mostram que realmente, essa afirmação precisa ser questionada.

Ao ser convidada a participar de um encontro na semana pedagógica do Município de Baixa Grande, Bahia, fui informada de que haveria cerca de 10 participantes na minha oficina cuja foco era discutir Educação e Tecnologias.

Qual não foi minha surpresa quando, ao chegar no laboratório da escola onde ocorreria o encontro, havia 10 computadores e 28 participantes.

Vários professores relataram que os laboratórios em suas escolas de origem estavam desativados, ou simplesmente, não existiam. Mesmo assim, eles estavam lá, interessados naquela discussão que, a principio, parecia tão longe do contexto imediato.

Contudo, com um pouco mais de conversa, comecei a perceber que havia sim, muita curiosidade sobre o tema pois há computadores, celulares e smartfones nas mãos dos alunos, filhos e sobrinhos de cada um daqueles professores.

Isso me fez despertar para um lado da vida docente que geralmente deixamos de lado: ali temos mães, pais, tios e tias, preocupados com o suas famílias e não apenas focados em seus alunos ou suas escolas.  Creio que isso explique um pouco o boom de participantes na minha oficina. Se há um discurso hegemônico que afirma que os professores resistem às TIC, atualmente, há a formação de uma situação social, para além da escola, que empurra esses profissionais a tentar compreendê-las.

Baixa Grande fica localizada a 252 KM de Salvador e a internet é uma curiosidade e ao mesmo uma preocupação.  Como diria Lèvy, a cibercultura é o veneno e o remédio de nossos tempos. Portanto, me deparei com um grupo de pessoas interessadas em compreender esse universo, suas possibilidades e principalmente seus riscos.

Isso me fez pensar que, como formadores de professores, precisamos trabalhar essas dimensões, sem deixar que o medo seja o tônus de interesse dos professores.  E como fazer isso?

Tento construir essa resposta a cada encontro com professores, a cada evento, a cada conversa. Mas penso que é fundamental centrar esforços na compreensão de que as tecnologias em rede tem um forte potencial colaborativo que pode e deve ser usado para se produzir o bem.

O Wiki que produzimos na oficina pode ser encontrada aqui.




Por que eu choro, mesmo sabendo que o final vai ser feliz?

1 de Maio de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

As pessoas que convivem comigo sabem o quanto eu invisto meus sentimentos até nas pequenas coisas. Uma conversa, um livro, um filme… eu não leio ou assisto simplesmente. Eu vivo, eu sinto. Eu torço para que tudo dê certo. Eu penso sobre aquilo por dias e dias.

Não sei se é um defeito ou uma virtude, mas eu sinto intensamente os conflitos, os dilemas e os dramas de cada situação e de cada personagem. Talvez por isso eu não goste de novelas televisivas. Elas me parecem muito encenadas, artificiais, fajutas e o mais profundo dos dramas fica assim, superficialmente arrastado. Obviamente há uma ou outra exceção, como a cena em que Carolina Dieckmann tem os cabelos raspados na novela “Laços de Família”. Cena forte, intensa, triste e belíssima. Mas, via de regra, não gosto de novelas, prefiro a linguagem dos filmes e, mais atualmente, a dos desenhos animados.

E é de uma cena de desenho que quero falar. Prometi que nunca mais assistiria a Toy Story 3 porque, da primeira vez em que vi essa cena, eu chorei. Da segunda vez, eu chorei. E apesar da promessa, mais uma vez assisti e mais uma vez eu chorei.

Se comparado aos outros dois, esse é, de longe, o mais dramático. Ele aborda sentimentos controversos, dentre eles, amizade e separação, lealdade e abandono, mágoa e ressentimento. A cena que me causa essa reação coloca tudo isso em questão.

Por uma série de fatores, Wood se separa dos seu amigos, depois luta para resgatá-los. O desafio é permanecer juntos. Todos sabemos que tudo vai dar certo, que todos serão felizes, afinal é um desenho animado para crianças! Mas quando, rumo à fornalha, Jessy olha para o Buzz e pergunta “o que vamos fazer agora?” o olhar do Buzz já diz tudo. E o sentimento que ali é mostrado me desmantela completamente.

E o que fazer nessa hora?

Aqueles amigos inseparáveis simplesmente dão as mãos.

Eu simplesmente choro…