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Presidência da República adota plataforma livre Noosfero para construção da Política Nacional de Participação Social

20 de Julho de 2013, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Evento na Presidência da República

A Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) promoveu, nesta quinta-feira (18/07), no Salão Leste do Palácio do Planalto, o evento “Diálogos Governo e Sociedade: Novas Formas de Participação Social na Política”, no qual representantes de diferentes segmentos da sociedade debateram as recentes manifestações populares e sua relação com as demandas por novos mecanismos de exercício da democracia.

O evento serviu também para o lançamento de duas Consultas Públicas sobre os textos-base da "Política Nacional de Participação Social" e do "Compromisso Nacional pela Participação Social". O processo de  construção desses dois textos está aberto a toda sociedade e poderão ser feito por qualquer cidadão, via internet, por meio de uma ambiente digital de participação social, desenvolvido por meio da plataforma livre Noosfero: http://psocial.sg.gov.br


Oficialmente, o desenvolvimento desse projeto da Presidência se deu por meio do SERPRO, contudo a Colivre (Cooperativa de Teconologias Livres da Bahia), criadora dessa plataforma livre, ofereceu todo apoio técnico para que essa implantação acontecesse. Para isso, além de consultoria técnica, foram incluídas e lançadas novas funcionalidades na versão 0.44.0 do Noosfero que possibilitarão a construção colaborativa dos decretos que visam o fortalecimento do diálogo entre o Estado e a Sociedade Civil.

Segundo o site da Presidência da República, o diálogo com os atores sociais para a construção dos dois documentos será o primeiro teste para a nova ferramenta utilizada pelo Governo Federal e aponta para a importância do papel das novas mídias no aprofundamento da participação social.

Representante da Rede Social Livre Blogoosfero, Fred Vasquez defendeu ainda no evento que o uso de tecnologia nacional por todo o governo federal e que os vídeos institucionais sejam hospedados no Serpro e nos sites das universidades brasileiras. O professor da PUC, Ladislau Dowbor, autor do livro Democracia Econômica: Alternativas de Gestão Social, disse que “é importante que a gente se una para que as coisas tenham prosseguimento”.

O ministro Gilberto Carvalho ressaltou que o encontro e plataforma foram elaborados para o governo “mais ouvir as considerações do que falar”. Carvalho considerou o encontro extremamente saudável e afirmou que “ é momento de abrir novos caminhos para o diálogo e a participação”. Pedro Abramovay, da Avaaz (maior comunidade de campanhas e petições online para a mudança social) defendeu que as manifestações de junho de 2013 apontaram um novo caminho para o Brasil.

Fonte: Site da Presidência da República.



Participando do projeto Debian - como começar

18 de Junho de 2013, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

O objetivo deste post é informar pessoas interessadas em contribuir com o Debian sobre por onde começar. Existem várias formas de contribuir com o Debian: você pode contribuir com empacotamento/desenvolvimento, artwork, triagem de bugs, tradução, documentação, divulgação, suporte a outros usuários, atividades administrativas, organização da presença do Debian em eventos, e por aí vai.

Este post é uma tentativa de dar a minha visão sobre como começar a contribuir com o Debian. É possível que o conteúdo seja um pouco enviesado para contribuição com desenvolvimento/empacotamento, porque é isso que eu faço, mas eu fiz um esforcinho pra ser genérico.

Talvez faltem informações, ao algumas coisas estejam confusas. Fique a vontade pra postar um comentário lá no final.

Coisas pra se ter em mente, antes de qualquer coisa

Quem pode colaborar com o Debian

No Debian, a contribuição de todos é bem-vinda. Qualquer pessoa que tenha o conhecimento e habilidade necessários para uma determinada tarefa pode começar a contribuir com o projeto agora.

A maioria das atividades no Debian não requer nenhum tipo de permissão especial. A forma exata como a contribuição é feita depende muito da atividade específica, por isso não vou entrar em detalhes aqui.

Uma das poucas atividade que não pode ser feitas por qualquer pessoa é o upload de pacotes. Qualquer pessoa pode manter um pacote no Debian, mas o upload do pacote para os servidores do projeto precisa ser feito por um desenvolvedor oficial (mais detalhes abaixo).

Comunicação

Praticamente toda comunicação do projeto se dá em listas de discussão e canais no IRC. Você provavelmente vai querer se inscrever nas listas de discussão do seu interesse, e frequentar um ou mais canais no IRC.

O idioma utilizado no projeto Debian é o inglês

Lembra quando te diziam na época da escola que inglês é importante? Pois é. Para participar do Debian não é necessário ser 100% fluente, mas conseguir ler é fundamental, e conseguir escrever, ainda que só o básico, ajuda muito.

Mas não se deixe impedir por deficiências no inglês: participar de um projeto internacional vai melhorar muito o seu inglês (experiência própria), então com o tempo você vai se sentir cada vez mais à vontade.

Existe uma lista de desenvolvimento em português, que pode ser usada pra tirar dúvidas, mas na minha experiência o trabalho de verdade acontece em inglês.

Fazendo a lição de casa

Todos temos dúvidas, e como o Debian tem um escopo imenso, é normal que você não saiba alguma coisa. Ninguém sabe tudo. Mas é importante que você pesquise antes de perguntar. Primeiro porque existe a probabilidade de alguém já ter tido aquela dúvida antes, e a resposta pra ela pode já existir e estar arquivada. Segundo, porquê as pessoas que estão no projeto a mais tempo acham bem chato responder às mesmas perguntas de novo e de novo.

É possível que você não encontre a resposta para a sua dúvida. Nesse caso, não hesite em perguntar. Uma leitura interessante relacionada é o How To Ask Questions The Smart Way, que dá várias dicas de como fazer perguntas da forma mais eficiente possível. Especialmente numa discussão por email, uma pergunta feitas com todas as informações necessárias para que te seja dada uma resposta pode te economizar vários dias!

Pra contribuições nas áreas de desenvolvimento e empacotamento, você vai querer ler:

Note que os items acima representam bastante documentação. Não precisa ler tudo de uma vez só antes de fazer uma contribuição, mas saiba que cedo ou tarde as respostas pra dúvidas que você tem podem estar neles.

Formas de começar

Eu diria que existem 2 formas de começar: a primeira é fazer parte de um time existente; a segunda, específica para contribuição com desenvolvimento/empacotamento, é escolher um pacote pra contribuir. Começar se juntando a um time na minha opinião é mais fácil.

Fazendo parte de uma equipe

Hoje em dia, uma grande parte das atividades do Debian acontecem no contexto de times específicos. No Wiki do projeto há uma lista de times existentes que hoje lista mais de 130 times. Existem times de empacotamento de software em linguagens específicas (como a equipe de Ruby, do qual eu faço parte) ;existem times focados em um conjunto de pacotes relacionados, como os times de empacotamento do GNOME, do KDE, do Xfce; existem times transversais, como o time de segurança, o time de publicidade, o time de controle de qualidade, etc. Dá uma olhada lá na lista de times.

Na minha opinião a melhor forma de começar é fazer parte de um time. A chave aqui é escolher uma equipe com a qual você se identifique, o que ajuda a manter a sua motivação. Se você desenvolve em Perl, dê uma olhada no time de Perl. Se você se interessa por tipografia, dê uma olhada no time de fontes. Se você usa KDE e se interessa pelo KDE mais do que alguém normalmente se interessaria pelo seu desktop, confira o time KDE. Se você não é um(a) desenvolvedor(a), procure um dos vários times que lidam com outros tipos de atividades que podem te interessar.

Escolhido o time, você provavelmente vai querer assinar a(s) lista(s) de discussão do time, frequentar o canal do time do IRC, e começar a entender o que o time faz e como ele funciona. Se o time tiver uma lista de tarefas, tente atacar um item da lista. Se você tiver sorte os itens podem até estar classificados em níveis de dificuldade.

Se a equipe for relacionada a empacotamento, você vai querer aprender empacotamento. Acho que uma boa forma de começar a aprender é instalar o pacote packaging-tutorial e abrir /usr/share/doc/packaging-tutorial/packaging-tutorial.pdf no seu leitor de PDF favorito. Verifique se existem bugs nos pacotes do time; escolha um bug, tente reproduzí-lo no seu sistema local. Se você conseguir reproduzir, tente consertar.

Uma vez que você tenha uma contribuição a um pacote, você vai precisar que essa contribuição seja revisada por alguma outra pessoa do time, e de um desenvolvedor oficial pra fazer o upload do pacote corrigido. Normalmente em times encontrar um desenvolvedor para fazer uploads não deve ser difícil.

Escolhendo um pacote

Se você não está interessado(a) em contribuir com desenvolvimento ou empacotamento, pule essa sessão. :-)

Outra forma de começar é escolher um pacote pra contribuir. Assim como no caso das equipes, escolha um pacote que seja do seu interesse, ou seja, um pacote que você usa. Pode ser uma aplicação que você usa sempre, uma biblioteca que está instalada no seu sistema como dependência de algum outro pacote. Tente começar com um pacote simples/pequeno.

O Debian tem uma base de dados de pacotes que precisam de ajuda, seja porque o mantenedor atual está sem tempo pra manutenção e quer que alguém passe a ser o mantenedor, seja porque o pacote já está órfão a um tempo, ou seja porque o mantenedor atual queira compartilhar a manutenção com outra(s) pessoa(s). Essa base de dados se chama WNPP, e existe um interface pra pesquisar por esses pacotes em wnpp.debian.net.

Uma boa forma de descobrir um pacote que precisa de um pouco de carinho pra você começar é instalar o pacote devscripts e executar o comando wnpp-alert. Ele vai listar todos os pacotes que estão instalados no seu sistema e estão órfãos, ou precisam de co-mantenedores.

Você vai querer aprender sobre empacotamento. Uma boa forma de começar a aprender é instalar o pacote packaging-tutorial e abrir /usr/share/doc/packaging-tutorial/packaging-tutorial.pdf no seu leitor de PDF favorito.

Não consigo pensar numa boa forma de escolher um pacote. Eu diria o seguinte:

  1. escolha uns 2 ou 3 pacotes
  2. dê uma olhada na lista de bugs de cada pacotes
  3. escolha um bug de um dos pacotes, tente reproduzí-lo no seu sistema local.
  4. Se você conseguir reproduzir, tente consertar. A forma exata de como consertar vai depender muito do bug, então não posso ser mais específico.
  5. se você não entender o bug, ou não conseguir reproduzir, talvez você queira relatar isso no bug report. Talvez você queira voltar para o passo 3.

Se você escolheu um pacote, leia a documentação sobre o WNPP, e faça o procedimento pra dizer que você quer adotar o pacote. Verifique se existem novas versões do pacotes lançadas pelo desenvolvedor original (que a gente chama no Debian de upstream). Tente atualizar pra essa versão.

Quando você tiver o pacote pronto, você vai precisar encontrar um desenvolvedor oficial pra revisar o pacote. Essa pessoa vai revisar o seu trabalho, eventualmente pedir pra você fazer algumas (ou muitas) correções ou melhorias no pacote, e por fim vai fazer o upload.

Caso você queira começar por um pacote, o grupo de orientação (‘mentors’) é um bom lugar pra começar, tanto em termos de orientação como em termos de achar um desenvolvedor pra revisar o seu pacote fazer o upload pra você.



De volta…

20 de Abril de 2013, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

No início do ano, prometi a mim mesmo que postaria pelo menos duas vezes por mês. Não tô conseguindo cumprir, mas vou tentar melhorar. Por enquanto, algumas anotações de coisas que fiz esse ano.

Nos primeiros dias de janeiro foi lançada a Edição #29 da Advir, uma revista científica da Associação de Docentes da UERJ. Nesta revista, foi publicado um artigo que escrevi com meu amigo e colega de trabalho César Velame. O título do nosso artigo é “O uso de Software Livre na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia”.

Semana passada conheci Brasília e participei da Reunião de Planejamento 2013-2014 do Comitê de Implementação de Software Livre do Governo Federal, representando a UFRB. Surgiram muitas boas propostas na reunião, espero que o governo Dilma tenha uma postura mais firme em defesa do Software Livre nessa segunda metade do mandato…

Tenho estudado Leaflet, uma biblioteca javascript para mapas interativos. Em breve vou publicar uns projetos utilizando essa biblioteca…

Volta e meia um pôr-do-sol me surpreende em Feira de Santana…

Pôr-do-Sol em Abril em Feira de Santana



Ruby 2.0 released, with multiarch support^W^W^W^W

24 de Fevereiro de 2013, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Ruby 2.0 was released today. This new version of the language brings some very interesting features, and according to the core team, an effort has been made to keep source level compartibility with Ruby 1.9.

Debian packaging is under way and should hit NEW soon. During the last few days I gave more attention to getting the new multiarch support fixed upstream than to the packaging bits, but the remaining packaging work should be pretty much about housekeeping.

Next steps from a Debian point of view (after Wheezy is out) include:

  • add Ruby 2.0 support in gem2deb (should be trivial).
  • check what packages need fixing to support Ruby 2.0, and which are broken beyond repair.
  • figure out how to better exploit a multiarch-enabled Ruby.

Now let’s get back to fixing RC bugs and getting Wheezy released. :-)

UPDATE 2013-03-06: actually the multiarch support is broken in 2.0.0, and the bugs I reported were only fixed in trunk. I will probably backport those fixes in the Debian package.



Ruby 2.0 released, with multiarch support

24 de Fevereiro de 2013, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Ruby 2.0 was released today. This new version of the language brings some very interesting features, and according to the core team, an effort has been made to keep source level compartibility with Ruby 1.9.

Debian packaging is under way and should hit NEW soon. During the last few days I gave more attention to getting the new multiarch support fixed upstream than to the packaging bits, but the remaining packaging work should be pretty much about housekeeping.

Next steps from a Debian point of view (after Wheezy is out) include:

  • add Ruby 2.0 support in gem2deb (should be trivial).
  • check what packages need fixing to support Ruby 2.0, and which are broken beyond repair.
  • figure out how to better exploit a multiarch-enabled Ruby.

Now let’s get back to fixing RC bugs and getting Wheezy released. :-)