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Banda Larga: Prioridade pública, não partidária

16 de Agosto de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Brasileiro que teve papel central na formulação do Plano Nacional de Banda Larga dos EUA, o consultor Carlos Kirjner, enfatizou que no projeto norte-americano houve uma grande preocupação em escrever uma política, capaz de enfrentar a alternância de poder. Ele citou o fato da Austrália, onde a oposição já planeja mudar o plano construído pelo atual governo- baseado na construção de uma rede pública para interligar o país.Tema é relevante, uma vez que o Brasil está às vésperas de uma eleição presidencial.

Kirjner, que participou do debate "A explosão da Banda Larga", realizado na ABTA 2010, evento do setor de TV por Assinatura e que termina nesta quinta-feira, 12/08, reconheceu que para um projeto nacional de banda larga some resultados é preciso que governo e indústria caminhem juntos, mas admitiu que 'essa é uma sintonia complexa de se arranjar, uma vez que há conflito de interesses'. Também deixou claro que a banda larga isoladamente, não é um produto de alta vendagem. Segundo ele, os 'pacotes' ou combos, como chamamos no Brasil, são cada vez mais procurados pelo consumidor.

No Plano Nacional de Banda Larga dos EUA, desenhado para levar conexão para 30% da população do país sem acesso por falta de condições financeiras, há pontos distintos do desenhado pelo governo Lula, mas também há similaridades, principalmente, na parte de alocação e redistribuição de espectro.

Sem querer tecer comentários sobre a iniciativa brasileira, o consultor observou que nos EUA, o backbone não é uma prioridade e representa apenas 5% dos custos. No plano norte-americano, os maiores custos ficaram na rede de acesso e na aquisição de serviços.

No Brasil, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, observou que o cenário é diferente com o backbone representando 10% e o backhaul, 40%. Mas o mais importante, acrescentou o executivo, é que o negócio da banda larga é dominado por quem detém a rede de transporte.

"Aqui 95% da rede está nas mãos das concessionárias, se contarmos as redes da GVT e da CTBC, junto com a Telefónica/Vivo, Embratel/Net e Oi", afirmou. "Por isso, temos que criar, sim, um backbone neutro que possa vir a ser usado por quem quer que seja. Existe essa demanda. Somos muito diferentes dos EUA", detalhou.

Brasil e EUA, no entanto, sentem a dificuldade global de reestruturação de espectro. No plano norte-americano, 300 MHz serão distribuídos para fomentar a iniciativa de inclusão digital em massa. Mas muito desse espectro está sendo renegociado - e há uma dura batalha - com a radiodifusão. Aqui, também há uma disputa por frequência- 2,5GHz e 700Mhz, também na mão dos radiodifusores.

Do ponto de vista político, Kirjner se preocupou em enfatizar a necessidade de se pensar a banda larga num cenário de longo prazo. "Não haverá resultado imediato contabilizado. Essa é uma iniciativa que levará cinco, 10 anos para ser consolidada. Ela precisa e deve ficar imune as alternâncias de poder", sentenciou.

Nos EUA, por exemplo, haverá eleição em novembro e pontos polêmicos do projeto, como o leilão de espectro e o uso de fundos de universalização estão no centro da atenção. No Brasil, lembrou Rogério Santanna, até o momento, o período eleitoral ainda não impactou o PNBL.

"Não houve manifestação sobre o tema pelos candidatos, mas acredito que o Brasil já está maduro para perceber que há projetos que independam de partidos. A banda larga é um desses", completou. Mas concordou com Kirjner que o projeto é de curto, médio e longo prazo. "Estamos criando um projeto que possa vir ampliar a oferta de última milha. Infraestrutura é crucial para novos negócios".

Entre as diferenças dos planos dos EUA e do Brasil está o fato de o plano brasileiro apoiar a presença de pequenos provedores, como competidores potenciais no cenário. Nos EUA, os pequenos provedores ficaram alijados. "O mercado está concentrado nos grandes players porque telecomunicações depende de escala e de escopo. Os pequenos ficam à margem", disse.

O plano norte-americano também coloca à mesa a possibilidade de surgir um serviço - que pode vir, mais a frente, ser debatido no Brasil - a banda larga aberta, semelhante à estratégia de Televisão aberta, onde os provedores privados recebem frequência, fazem seus negócios e são sustentados pela publicidade. "É uma proposta diferente para o setor de Telecom, mas que está sendo discutida e debatida. É uma proposta desafiadora", atestou Kirjner.

:: Ana Paula Lobo
:: Convergência Digital


Tags deste artigo: celepar paraná banda larga inclusão social furusho copel internet pnbl

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