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PythonRio: como renasce uma comunidade

julio 14, 2016 14:49 , by Vagner Benites da Silva - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Texto: Márcia Schuler
 
Um grupo de pessoas unidas não apenas por uma linguagem, mas por valores. Foi essa a trajetória que Bernardo Fontes narrou na manhã desta quinta-feira (14) na palestra "O renascer de uma comunidade: história da PythonRio no último ano". A narrativa começa em 2007, quando três ou quatro pessoas, reunidas apenas por uma lista, se encontraram na mesa de um bar. O encontro, ainda que despretensioso, foi o primeiro passo para levar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, a PyConBrasil. O evento reuniu 350 pessoas, teve palestras com Bruce Eckel e Alexander Limi e inaugurou o formato de keynotes e os open spaces. Aquela também foi a primeira edição a contar com uma palestra sobre uma linguagem convidada, na ocasião, a Lua.
 
Esse foi o embrião de diversos eventos. Entre eles, a DojoRio, que perdura até hoje. São sessões semanais de Coding Dojo (método de programação conjunta), que começaram a se expandir, até chegar ao ambiente acadêmico e reunir pessoas de diferentes áreas.
 
“Em 2009, começamos o Dojo na UFF (Universidade Federal Fluminense), e isso foi o geminador de muitos encontros da comunidade. Trouxe um sentimento de inclusão, porque não interessava se o participante sabia qualquer coisa de tecnologia”, conta Fontes.
 
A partir daí, foram muitos os eventos - PythOnCampus, ForkInRio, ArduinRio, RubyOnRio. 
 
Em 2012, aconteceu a PythonRioDay, uma espécie de preparo para a edição daquele ano da PyConBrasil, que aconteceria novamente no Rio. A conferência nacional, que também contou com cerca de 350 participantes, rendeu mais um fruto: a Python Nordeste, que, por sua vez, teria um papel fundamental no renascimento da comunidade Python no Rio. 
 
Queda e ascensão 
 
Depois de 2012, a comunidade carioca foi desacelerando, e os encontros ficando mais espaçados. Foi só em 2015, quando Fontes foi ao evento no Nordeste e se impressionou com a quantidade de jovens motivados e envolvidos com tema, que a dúvida gritou: por que não estamos mais fazendo isso no Rio? Voltou decidido a mudar esse cenário. Articulou uma, duas, três edições, com o objetivo principal de juntar pessoas - não importava o local, nem o formato. Depois da terceira, novamente, tudo parou.
 
 “Pensei que se aquilo era só uma necessidade minha, não precisava forçar um encontro.”
 
E foi assim até surgirem as PyLadies, em junho de 2015, com o evento Django Girls em Niterói (RJ), um tutorial de um dia voltado apenas para mulheres que queriam ter contato com programação. Logo, a iniciativa se estendeu para o Rio. Isso deu novo fôlego à comunidade, e foram surgindo cada vez mais pessoas interessadas em participar e mais locais disponíveis para abrigar o evento. 
 
Fontes resume da seguinte forma o aprendizado no processo de renascimento:
 
  1)  É preciso descentralizar. É bom ter alguém que dê o pontapé inicial, mas para que os encontros ganhem corpo, é preciso que a ideia se espalhe e que todos se apropriem.
 
  2)  O ideal é criar um espaço para pessoas engajadas surgirem, não importa a área de conhecimento a que pertençam. 
 
 3)   Respeitar o tempo das coisas. Não se pode forçar um encontro. Se houver interesse, a articulação surgirá naturalmente, e você estará lá para apoiá-la. 
 
4)   Busque novas ideias e novas pessoas. Não se feche em uma tecnologia específica. O que mais importa para a comunidade são os valores. “É preciso interação social, para além da técnica”, sintetiza Fontes.

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