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Palestra: A revolução do compartilhamento

15 de Julho de 2016, 12:33 , por Vagner Benites da Silva - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Texto: Glória Rückert Jungkenn
 
A doutora em Ciências em Epidemiologia Genética Fátima Conti participou do FISL17 na tarde de quinta-feira (14) para falar sobre o que, de fato, é compartilhamento.  Para iniciar, a palestrante fez o exercício contrário: apontou o que não é compartilhar.
 
“Compartilhar não é simplesmente clicar em uma opção programada em uma rede social e enviar um texto, figura, vídeo, para alguém. Isso é enviar”, explica. 
 
De acordo com a especialista, a palavra compartilhar é usada nas redes sociais com o intuito de parecer algo extraordinário. Dessa forma, as pessoas ficam com a sensação de ter amigos, mas Fátima contraria essa ideia.
 
“Não há amigos nas redes sociais, mas contatos”.
 
Compartilhar é maior do que isso: é querer dar para alguém algo que se gosta muito, que faz bem, faz aprender algo, e, talvez, até fazer mudar a visão do outro.
 
 
Para muitas pessoas, o compartilhamento remete à gentileza, bondade, caridade, tolerância. Porém, quando se pensa em software livre, essa ideia é equivocada, porque devemos pensar para o compartilhamento em solidariedade, algo que vai além dos valores citados. A solidariedade corresponde à cooperação mútua entre duas pessoas, em que há um retorno: é a interdependência entre pessoas e propagação de ideias, onde existe possibilidade de diálogo.
 
“A ideia de solidariedade só fica clara quando se considera questões como poder e direitos” e utiliza a citação de Eduardo Galeano: “Eu não acredito em caridade, eu acredito em solidariedade”.
 
A Caridade é vertical, vem de cima para baixo e ocorre quando se dá alguma coisa para alguém, normalmente algo que não ser quer mais, mas se sabe que ainda pode ser útil. Diferentemente disso, na solidariedade a pessoa está ao seu lado e se dá alguma coisa para ela porque se quer e isso é muito interessante e relevante, abrangendo amplo respeito entre os envolvidos. Em função disso, quem é solidário reconhece a dignidade humana do outro e que esse tem direitos, logo não se exerce poder sobre ele.
 
Perigos
 
O Compartilhamento, de acordo com Fátima, também é entendido como algo perigoso, principalmente por empresas, pois dá acesso livre ao conhecimento. Ela questiona:
 
“As empresas querem que tenhamos acesso livre ao conhecimento? Se tivermos esse acesso, ele custará bem caro”. 
 
As empresas querem ter lucro e como o compartilhamento é entre pessoas, não há lucro, prejuízo, ou seja, não é pago, nem se espera que alguém pague para isso quando se é solidário. Além disso, leva à liberdade de expressão, pois esse diálogo solidário leva as pessoas a falarem sobre o que acreditam, um problema para políticos e governos que não queiram que seu poder seja questionado. Portanto, o compartilhamento traz algo imperdoável para o sistema econômico-financeiro: dar algo de graça, visto que as empresas querem vender e obter lucro. 
 
“Eu quero que vocês sejam sejam criadores, que tenham ideias que possam realmente mudar o mundo.”
 
 
Por fim, ela questionou o público e fez refletir com a seguinte pergunta:
 
“Existe algo mais revolucionário do que isso? Vivendo num sistema capitalista, onde as empresas só olham o lucro, existe algo mais revolucionário do que ser solidário?”.
 
 Fátima defende que devemos levar o software livre adiante, falar sobre ele, viver ele, já que é uma ideia profundamente revolucionária, na qual se reconhece a dignidade das pessoas.

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