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Iguais e diferentes: filosofia do conhecimento livre une hackerspaces

13 de Julho de 2016, 17:33 , por Vagner Benites da Silva - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Licenciado sob CC (by)
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Texto: Márcia Schuler

Na tela, em uma imagem do Raul Hacker Club, lê-se escritas na parede as palavras “lutar, criar, tecnologia popular”. O hackerspace sediado em Salvador (BA) é um exemplo de que esses espaços podem até ter objetivos diferentes, mas estão unidos em uma mesma filosofia: o conhecimento livre e compartilhado. Integrante do hacker club baiano e professora da Universidade Federal da Bahia, Karina Moreira Menezes falou na manhã desta quarta-feira (13) na palestra Iguais e diferentes: um pouco dos harckerspaces brasileiros, fruto de suas pesquisas pelo País.

O surgimento dos hackerspaces cresceu nos últimos 10 anos, reunindo pessoas interessadas em arte, cultura, educação e tecnologia. Além da filosofia hacker, entre as principais características comuns dos coletivos é a horizontalidade, o posicionamento contrário à cultura hegemônica e o fortalecimento da produção local de tecnologia, processo de desconstrução que acontece em garagens, espaços públicos ou em salas alugadas.

“Usamos software livre porque assumimos um compromisso político com o desenvolvimento social e científico do nosso país”, diz Karina.

A pesquisadora apresentou alguns princípios da ética hacker, como aqueles defendidos pelo intelectual filandês Pekka Himanen: paixão, liberdade, valor social (que não vem da formação, mas da contribuição à comunidade de que se faz parte), abertura, atividade (não existe hack sem ativismo), criatividade e cuidado.

Karina citou ainda alguns dos principais espaços brasileiros, como o Garoa Hacker Clube, o primeiro conhecido no âmbito urbano, com seis anos de atividade, e o baiano BaiLux, mais voltado à prática do campo, com cerca de 10 anos. A pesquisadora citou ainda o CDC Minas Up, de Janaúba (MG), que reuniu 800 pessoas em um Arduino Day; o Barco Hacker, de Bélem (PA), que hackeia canais não navegáveis na região e leva discussões a comunidades que não contam com internet e, às vezes, sequer têm luz elétrica, falando sobre dados abertos a que elas têm acesso e sobre programação desplugada; e Garagem Hacker, de Curitiba (PR), formada por amigos de áreas distintas que precisavam de um lugar para trabalhar e criaram um espaço que recebe encontros abertos para estudos hacker.

No Raul Hacker Club, são realizadas diferentes atividades sobre tecnologia com crianças pequenas, um dos focos do grupo. “Aprendemos que adultos e crianças estão juntos no processo. Não adianta eu saber que tenho que usar software livre sem conseguir passar isso para as crianças com quem eu convivo", afirma Karina.

Para conferir os slides apresentados na palestra e ter acesso à programação do FISL deste ano, você pode baixar o app Makadu em http://makadu.net/.





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