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Aos 12 anos, Larissa Garcia ensina Python tranquilo e programável

16 de Julho de 2016, 12:48 , por Vagner Benites da Silva - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Licenciado sob CC (by)
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Texto: Márcia Schuler
 
Larissa Garcia tem 12 anos e já pode ser considerada palestrante veterana. No FISL17, ela apresentou para uma sala lotada, na tarde desta sexta-feira (15), a palestra Python: é tranquilo, é programável #BoraFazerJogo, provando que não existe idade para começar a programar. Com Python, programa desde os oito anos. Antes disso, contava com a didática tartaruga do KLogo. Os pais sempre a motivaram, mas foi a vontade de jogar com as amigas que deu o empurrão final. Um dia, se reuniram e decidiram fazer o próprio jogo, em software livre - sempre acreditou no potencial educacional e colaborativo da ferramenta. 
 
Com uma didática eficiente, Larissa apresentou na palestra códigos básicos de programação em Python, como par ou ímpar e adivinhação de números, contando com a participação do público. “Montei essa palestra para um curso em Santa Catarina, que acabou não acontecendo. As professoras gostam de assistir pelo aspecto pedagógico. Elas querem aprender como ensinar de uma maneira fácil, assim como eu aprendi. ”
 
Ela também apresentou motivos convincentes para estimular a plateia a programar - você só sabe se o computador não está roubando se olhar o código; computadores nunca cansam de repetir blocos e blocos de texto (e você sim); e, o principal: programe para não ser programado. 
 
Mesmo tendo começado cedo na programação, ainda não sabe se vai pensar nisso como uma carreira - o sonho dela é trabalhar com música, ou artes cênicas. “Gosto muito de programar e vou continuar programando, mas ainda não sei se como trabalho”, diz a menina, que estuda sétimo ano fundamental do Colégio Rio Branco, em Campinas (SP). 
 
Ela se identifica como uma hacker, o que lhe rende alguns mal entendidos escola. “Uma vez, meus colegas pediram para eu hackear uma senha. Tive que explicar a diferença entre hacker e cracker. O hacker, na verdade, quer saber como as coisas funcionam, entender e compartilhar o conhecimento. O cracker usa o seu conhecimento para atacar e obter dinheiro com isso. Então, no final das contas, ser hacker é muito bom!"

 


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