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Tecnologia e Inovação no FISL na Escola

5 de Julho de 2013, 0:00 , por Rafaela Melo - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Escrito por André F. Machado e Rafaela Melo.

Talvez você não saiba, mas quando ouve a previsão do tempo para sua cidade no rádio ou na televisão, a temperatura que lhe é informada não é a mesma da sua rua ou do seu bairro. Isso ocorre porque essa informação é obtida através de uma estação meteorológica instalada, geralmente, em um aeroporto e desconsidera, desta forma, todas as diferenças entre os vários microclimas existentes nas várias regiões de uma cidade.

Esse foi um dos estímulos que levou o professor Rafael Pezzi, do Instituto de Física da UFRGS, a iniciar um projeto educacional inédito no Colégio de Aplicação, com o apoio do professor Rafael Brandão: a construção de estações meteorológicas pelos alunos do Ensino Médio e a posterior análise das informações obtidas. O projeto foi apresentado no FISL na Escola, no Espaço Paulo Freire.

A palestra foi iniciada com um vídeo, onde o professor Rafael, os alunos e vários professores, introduziram vários conceitos fundamentais para o entendimento do projeto, como os recursos educacionais abertos, termo cunhado pela UNESCO em 2001 que designa materiais e ferramentas educacionais que podem ser usados, estudados, modificados e distribuídos livremente.

Pezzi cita tais características como vantagens em relação aos materiais didáticos tradicionais, como os livros que, em geral, não podem ser modificados e distribuídos ou alguns aparelhos eletrônicos, cujos fabricantes propositalmente obscurecem o nome de algumas peças, impedindo seu estudo e modificação. Durante a palestra, foi citado o site  que é uma parada obrigatória para quem quer saber mais sobre o assunto.

Os recursos educacionais abertos são o ponto chave para a construção do que Rafael chama de Ciência Cidadã, que consiste na participação dos cidadãos no processo de descoberta científica, e de Ciência Aberta, que se refere à disponibilização imediata dos métodos e dos resultados das pesquisas, o que resgataria os valores originais da Ciência.

Através do Centro de Tecnologia Acadêmica , o Instituto de Física desenvolve vários recursos educacionais abertos, como o LabFis, uma distribuição GNU/Linux baseada em Debian com várias ferramentas essenciais para o ensino de Física que pode ser utilizada a partir de um pendrive, e o projeto de construção das estações meteorológicas modulares.

O projeto das estações é ambicioso: Pezzi quer colocar uma estação em cada escola pública da capital gaúcha o que, segundo ele, poderia contribuir para a confecção de um mapa mais elaborado dos microclimas de Porto Alegre.

Cada estação é composta de duas partes: um arduíno e um circuito auxiliar com sensores. Os dados coletados são armazenados em um mini-pc com Linux, que possui um servidor web, o qual permite visualizar as informações de maneira gráfica. O custo da estação, que varia em torno de R$ 500,00, é muito inferior ao de uma profissional, que pode seguramente passar dos R$ 10.000 e, mesmo assim, o projeto fornece dados relativamente precisos.

Outro ponto forte é que, como todo o sistema roda com software livre, ele está acessível a todas as escolas interessadas, que além de não precisarem investir pequenas fortunas em softwares proprietários especializados, podem modificar e adaptar os planos originais às suas necessidades.

A maior vantagem do projeto foi a capacidade de despertar o interesse dos alunos que, em geral, ficam desmotivados para as aulas de Física que, muitas vezes, se resumem a fórmulas. Com o projeto, os alunos exercitam, na prática, conceitos de eletrônica e de programação e buscam, de acordo com suas necessidades, as tão temidas expressões matemáticas necessárias para se resolver algum problema.

O projeto possui um grande potencial podendo, futuramente, servir até de indicativo para a qualidade do ar e de nossa saúde.

 


Tags deste artigo: fisl na escola ciência inovação tecnologia