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Fundadora da Ada Initiative defende participação das mulheres nos eventos de tecnologia

4 de Julho de 2013, 0:00 , por Leonardo Foletto - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A diretora executiva e co-fundadora da Ada Initiative - fundação que reúne mulheres da computação e cultura -, Valérie Aurora, abriu o segundo dia do fisl14 falando sobre a importância feminina nas conferências de Software Livre. “Participo de muitos congressos e posso garantir que a presença das mulheres é quase nula, cerca de 2%, e esta ausência tem um motivo sério: o assédio”.

Segundo Aurora, o FISL está fazendo um papel muito importante no combate a esse problema. “No site do evento podemos encontrar uma política anti-assédio que informa aos participantes os tipos de posturas aceitas, o que não é permitido e quais as punições para quem não cumprir as regras”, diz.

A política, segundo Gabriel Galli, que faz parte da assessoria de comunicação do Fórum, visa a proporcionar uma experiência livre de assédio para todos e todas as participantes, independente de gênero, necessidades especiais, orientação sexual, aparência física, raça, etnicidade, religião e condição econômica. “Nós, membros da organização do FISL e da comunidade Software Livre, não podemos permitir nenhuma forma de desrespeito aos participantes. Aqui todos sempre serão recebidos de braços abertos”, diz Galli.

Aurora apresentou dados sobre a participação das mulheres nas conferências de Software Livre e citou o Brasil como um país promissor. “45% dos participantes nos eventos que acontecem na Malásia são mulheres. Nos EUA o número é de 40%. E no Brasil a participação feminina cai para 10%”, enumera. Porém, para a ativista, o país pode subir no ranking com facilidade. “O FISL é um exemplo para todos nós. Metade das pessoas que estão ministrando palestras é mulher. Além disso, todas estão protegidas com a política anti-assédio. Isso chama a participação delas”.

As manifestações no Brasil também foram mencionadas pela palestrante, que destacou a vasta presença feminina nas ruas. “Imagina se todas essas mulheres ficassem em suas casas ao invés de protestar?”. Aurora afirma que a inteligência e delicadeza feminina faz diferença na luta de toda a comunidade de Software Livre.

Ao destacar o futuro das conferências, Aurora deixa seu recado. “Não tolere, permita ou fomente o assédio sexual. Tenha cuidado ao interpretar uma mulher”, completou sobre as conclusões precipitadas dos homens quanto à simpatia do público feminino. “Precisamos falar olhando nos olhos e isso não quer dizer que estamos flertando”.

Foto: Tárlis Schneider/Indicefoto


Tags deste artigo: ada initiative fisl14 mulheres software livre política anti-assédio