Latinoware 2012: a sua caravana vai também?

5 de Setembro de 2012, por Desconhecido

A organização da Latinoware 2012 tem o prazer de informar as caravanas sorteadas para esta edição.

Caro congressista, caso  queira utilizar o recurso, realize a sua inscrição e/ou entre em contato com o Coordenador de Caravana mais próximo de sua cidade.

Coordenação Latinoware.

1 – Cidade: GOIÂNIA (GO)

Coordenador: Gabriel Lino de Sousa Netto
Entidade: Universidade Salgado de Oliveira
email: gabriel@semprecs.com.br
site: www.semprecs.com.br/latinoware
Telefone para Contato: (62) 8406-7727

2 – Cidade: PIRAÍ DO SUL (PR)

Coordenador: Diego Moreirai
Entidade: Rota do Tropeiro Livre – prefeitura
Contato:  diego@soulivre.net
Telefones para Contato: (42) 9921.5518 ou (42) 3237.8500

3 –  Cidade: DOURADOS (MS)

Coordenador: Horácio Pereira dos Santos
Entidade: UEMS-Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
E-mail: horaciuss@gmail.com
Telefones para Contato: (67) 3452-9760 das 11h às 13h30, ou (67) 9921.5353-Vivo  das 7h às 18h

4 – Cidade: JANAÚBA (MG)

Coordenador: Thalis Antunes de Souza
Entidade: Associação dos Estudantes Universitários de Janaúba
E-mail: thalis@thalisantunes.com.br
Telefones para Contato: (38) 9968-4811 ou (38) 9108-4811 – Melhor horário para contato: das 9h às 16h

5 –  Cidade: TEÓFILO OTONI (MG)

Coordenador da Caravana: Diego Frederico Marques Neves
Entidade: Mucuri Livre – Comunidade de Software Livre dos Vales do Mucuri, Jequitinhonha e Sul da Bahia.
E-mail particular: diego@mucurilivre.org

6 –  Cidade : LAVRAS (MG)

Coordenador: Mário Henrique Torquete
Contato: mhtorquete@hotmail.com
Universidade Federal de Lavras
Telefones para Contato: (35) 9934.6104 ou (35) 8829.2338

7 – Cidade: BRASÍLIA (DF)

Coordenador: Luiz Guilherme Nunes Fernandes
Entidade: PSL-DF
E-mail: luiz.guilherme@latinoware.org e narutospinal@hotmail.com

8 – Cidade: PORTO ALEGRE (RS)

Coordenador: Eloir José Rockenbach
Local: Guaíba - RS (30km de Porto Alegre)
Entidade: Cidade: Rede Marista
E-mail particular: eloirjr@gmail.com
Telefones para Contato: (51) 9932.2252 / (45) 9759.9214

9 – Cidade: São Mateus – ES

Coordenador: Professor Temistocles Alves Roça
Faculdade: Empresa Norte Capixaba de Ensino, Pesquisa e Ext. LTDA – UNISAM
Site: www.unisam.edu.br
Telefone: (27) 3313.9700
Local de saída: Rod. Othovarino Duarte Santos S/n, Bairro: Residencial Park Washinton

10 – Cidade: ORLEANS-SC

Coordenador: Prof. Elcio Willmann
Coordenador Adjunto: Rogério Degasperi
Entidade: UNIBAVE
Curso: Sistemas de Informação
E-mail:si@unibave.net
E-mail: rogerio@unibave.net
Telefones para Contato: (48)3466.5645 ou (48) 3466.5631

11 – Cidade: Belo Horizonte – MG

Coordenador: Leonardo José da Rocha
Entidades: PSL-MG / GRUBrO-MG
e-mail: leopadawanvrb@gmail.com
Telefones para Contato: (32) 9116.5463 ou (32) 8825.2092

12 – Cidades: RIO GRANDE (RS) E PELOTAS (RS)

Coordenador: Júlio César Medina Madruga
Entidade: Universidade Federal de Rio Grande (FURG) - Centro de Ciências Computacionais
Bacharelado em Sistemas de Informação
e-mail: cesargr@gmail.com
Telefones para Contato: (53) 8122.2369 / (53) 8425.9345

13 – Cidade: São Bento do Sul – SC – Autopatrocinado
Coordenador: Tiago Hillebrandt
Entidade: UDESC
E-mail: tiagohillebrandt@ubuntu.com
Telefone: 
(47) 9937-1069

14 – Cidade: LONDRINA (PR)

Coordenador: Weigle Luiz Gonçalves Corrêa
Entidade: Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Departamento de Computação
E-mail particular : weigle@latinoware.org
Telefones para Contato: Comercial: (43) 3371.4839 e Celular: (43) 8403.5417

15 – Cidade: Bandeirantes – Paraná

Coordenador: Prof. Me. Carlos Eduardo Ribeiro (Biluka)
Entidade: Universidade Estadual do Norte do Paraná – Campus Luiz Meneghel
Telefones para Contato: (43) 3542.8014 | Fax: (43) 3542.8008 | Skype: profbiluka
16 – Cidade: Curitiba – PR
Paulo Henrique de Lima Santana
Associação dos Professores da UFPR
Email: phls@latinoware.org
Telefone: (41) 9638.1897

17 – Cidade: CUIABÁ (MT)

Coordenador: Raissa Paiva
Entidade: Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e demais instituições
E-mail: raissaizecson@gmail.com / raissaizecson@latinoware.org
Telefone para Contato: (65) 8134.1666

18 – Cidade: Timóteo- MG

Coordenador: Bruno Ferreira Araújo.
Instituição: CEFET – MG – Campus Timóteo
E-mail:  brunaofaraujo2005@hotmail.com
Telefone para Contato: (31) 8707.9002

19 – Cidade: Apucarana – PR
Coordenador: Lincoln Sergio Sorpilli
Email: lincolns@apucarana.pr.gov.br
Prefeitura do Município de Apucarana
(43 ) 3422.4000 ou (43) 3162.4244

20 – Cidade: Campo Mourão (PR)

Coordenador : Rodrigo Hübner
Entidade: Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Campo Mourão
email: rhubner@gmail.com / rodrigohubner@utfpr.edu.br
site: http://www.utfpr.edu.br/campomourao
Telefone para Contato: (44) 9931 6040

21 – Cidade: Goiana (GO) – II

Coordenador: Christiane Borges Santos
Entidade: Instituto Federal de Educação, Ciencia e Tecnologia de Goiás/
Faculdade Estácio de Sá Goiás
Telefone de Contato: 62 81407468 / 62 99836509
e-mail de Contato: angel.chris@gmail.com

22 – Cidade: Votuporanga (SP)

Coordenador: Ubiratan Zakaib do Nascimento
E-Mail: birazn@ifsp.edu.br
Entidade: IFSP Campus Votuporanga
Fone: 17 3426-6990 (Campus IFSP)
Celular: 17 9134-5920

23 -Cidade: ALEGRETE (RS)

Coordenador : Maicon Venes Pereira
Entidade: Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
E-mail particular : mvenes@gmail.com
Telefones para Contato: Celular: (55) 8147.9485 e Fixo: (55) 3422.7623

24 – Cidade: SANTA ROSA (RS)

Coordenador : Nilo Franco
e-mail: <franco.rs@hotmail.com
Telefone: (55) 8128.8120

25 – Cidade : SERRA (ES)

Coordenador: Thalison Jânio Pelegrini
e-mail: thalison.jp@gmail.com
Telefone: (27) 8878-7914 / (27) 88787924

26 – Cidade: Panambi – (RS) – Caravana Autopatrocinado

Coordenador: Prof. Christian Puhlmann Brackmann
Coordenador do Núcleo de Educação a Distância (NEAD)
Instituto Federal Farroupilha – Campuns Panambi
Telefone: (55) 33768800 | 8100 – 1819
brackmann@iffpb.edu.br

27 – Cidade: Florianópolis – SC

Coordenador: Klaibson Natal Ribeiro Borges
Entidade: Solisc (Software Livre SC)
Email: klaibson@solisc.org.br
Telefone: (48) 9625-8273.

28 – Cidade: DOURADOS (MS) ônibus Autopatrocinado
Coordenador: Horácio Pereira dos Santos
Entidade: UEMS-Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
E-mail: horaciuss@latinoware.org
(67) 9921-5353 Vivo das 07:00 as 18:00 h
Coordenador Adjunto: James Gotardi Castilho
E-mail: jamesgotardi@hotmail.com
(67) 9958-4780 Vivo das 9:00 as 11:00 h e das 13:00 as 17:00 h

29 - Cidade:  Posadas provincia de Misiones República Argentina – Autopatrocinado
Coordenadora: Professora Silvia Natalia Martíne
Entidade: Escuela de Educación Técnica N° 1 (EPET N° 1) “UNESCO
Contato: smartinez@epet1.edu.ar

30 – Cidade : Foz do Iguaçu – PR – Autopatrocinado
Coordenadora: Professora ALESSANDRA B G HOFFMANN
Entidade: Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu, CESUFOZ
Contato: alefoz2003@hotmail.com

 31 – Cidade: Foz do Iguaçu – PR – Autopatrocinado
Coordenadora: Profª. Alessandra Bussador
Entidade:Faculdade Anglo-Americano – FAA
Entrar em contato direto coma coordenadora na Faculdade.

32 – Cidade: Medianeira – PR – Autopatrocinado
Coordenador: Jaqueline Nitsche
Entidade: Colégio Estadual João Manoel Mondrone
e-mail para contato: jaqueunipar@hotmail.com
Telefone: (45) 9918 – 4144

33 – Cidade: Dois Vizinhos – PR – Autopatrocinado
Coordenador: Daniela Tremea
Entidade: Sudotec – Associação para o Desenvolvimento Tecnológico e Industrial do Sudoeste do Paraná
e-mail para contato:sudotec@sudotec.org.br
Telefone: 46 3536 6281

34 – Cidade: Ijuí – RS

Coordenador: Robson Schutz
Entidade: Unijuí – Universidade Regional
e-mail: Robson.s@unijui.edu.br
Telefone 55 3332-0370 ou 55 99456615

35 – Colatina – ES – Autopatrocinado

Nome do Coordenador: Renan Osório Rios
IFES – Campus Colatina – Coordenadoria de Informática
Contato do Coordenador – e-mail renan@ifes.edu.br
Telefone. (27)9608-1415  

36 – UNE CDE

Nome do Coordenador: Juan A. Paredes
Universidad Nacional del Este – Facultad Politécnica
Contato do Coordenador – e-mail jparedesgon@gmail.com
Telefone. (595)615996781  

* fonte: Latinoware 2012



Simon Phipps: Opinião: Como a Microsoft foi forçada a abrir o Office

21 de Agosto de 2012, por Desconhecido

Com o código aberto, mesmo que não use o ODF, você se beneficia de um mercado mais competitivo e revigorado.

Em um texto publicado em um dos blogs da Microsoft esta semana, Jim Thatcher, executivo da empresa responsável pelo suporte a padrões no Microsoft Office, descreveu algumas das mudanças na próxima versão do produto:

"Na próxima versão do Office adicionamos dois novos formatos de arquivo que podem ser usados: Open XML estrito e Open Document Format (ODF) 1.2. Também adicionamos suporte à abertura de arquivos PDF, que podem ser editados dentro do Word e salvos em qualquer um dos formatos suportados. Ao adicionar suporte a estes formatos de arquivo padronizados, o Microsoft Office 2013 dá aos usuários mais escolhas na interoperabilidade de documentos."

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Nestas poucas palavras encontramos ecos de uma lição de história que demonstra o poder do código aberto no valioso estímulo à competição e inovação no mercado de sofware. Formatos de arquivo podem não ser o assunto mais interessante, mas o anúncio destaca dois fatos importantes sobre o código aberto. Primeiro, software de código aberto pode perfeitamente definir o ritmo do mercado de forma competitiva. Segundo, a inovação do código aberto fornece os “ombros dos gigantes” nos quais outros podem se apoiar.

O triunfo do ODF

No início da década passada o Microsoft Office havia eliminado quase toda a competição no mercado de software de produtividade. Diante desde quase-monopólio a Sun Microsystems lançou em 2000 um projeto de código aberto baseado em um pacote Office de nicho chamado StarOffice. Batizado de OpenOffice.org, ele gradualmente ganhou notoriedade como a alternativa aberta ao Microsoft Office.

Embora alguns possam ser rápidos ao acusar o OpenOffice.org de ser um “derivado” do Office, seu desenvolvimento na verdade é paralelo à primeira versão do Microsoft Word (em 1983, para o sistema operacional Xenix), tendo sido criado em 1984 para os computadores domésticos populares da época: o Commodore 64 e o Amstrad CPC rodando o CP/M. Mais tarde ele evoluiu para um pacote office para o DOS, OS/2 Warp (da IBM) e Microsoft Windows.  Quando a Sun Microsystems adquiriu o StarOffice, em 1999, ele já era um aplicativo multifunção completo e capaz, disponível em versões para todas as plataformas populares da época.

Chegando à Sun, os desenvolvedores do StarOffice/OpenOffice.org aceleraram um projeto para criar um formato de arquivo moderno, baseado em XML, para seu software. O uso de um formato baseado em XML tornaria muito mais fácil promover a interoperabilidade com outras ferramentas de escritório, bem como manter a compatibilidade entre versões.

O segundo benefício era justamente o maior problema de todos os usuários de aplicativos de escritório, então a Sun tomou a iniciativa de ir à OASIS (Organization for the Advancement of Structured Information Standards - Organização para o Avanço de Padrões em Informação Estruturada) e propor uma solução: um formato de arquivo padronizado para softwares de produtividade. Estive envolvido no processo e sei que a Sun abordou outros membros da OASIS para colaborar no projeto. Entretanto a Microsoft rejeitou a iniciativa, declarando-a “redundante”. Afinal, a empresa ganhava muito dinheiro com os “upgrades” resultantes da pressão social aplicada por outros usuários do Word a cada vez que o formato de arquivo mudava.

A OASIS concordou com a proposta e o resultado foi o padrão OpenDocument, ou ODF. Apesar de um início tímido, a adoção do ODF cresceu como uma bola de neve, e hoje ele é reconhecido pela ISO (International Standards Organization - Organização Internacional para Padronização) e um padrão nacional aprovado em vários países no mundo. A pressão resultante sobre a Microsoft se tornou enorme, e a empresa respondeu manipulando organizações internacionais para criar um formato de arquivo XML baseado fortemente nos formatos usados pelo Microsoft Office. Este padrão foi ratificado pela ISO em 2008.

Demorou cerca de sete anos, mas a Microsoft finalmente cedeu. Em Abril a empresa anunciou que irá implementar totalmente no Office 2013 (Office 15) o suporte ao padrão que forçou à ISO (ISO/IEC 29500, chamado de OOXML pela maioria das pessoas) e o padrão aberto que ela emulou, desenvolvido pela comunidade (ISO/IEC 26300, chamado de ODF pela maioria das pessoas).

O código aberto mudou o mercado, forçando a Microsoft a responder e adotar tanto a compatibilidade de arquivos entre versões quanto o conceito de interoperabilidade. Sem o código aberto, nada disto teria acontecido. Com o código aberto, mesmo que não use o ODF, você se beneficia de um mercado mais competitivo e revigorado.

O PDF recebe o que merece. Ou quase

O segundo ponto no post no blog da Microsoft destaca o poder da inovação aberta. A comunidade de desenvolvedores do OpenOffice.org em sua maior parte migrou em 2010 - junto com o código-fonte - para um novo projeto Open Source chamado LibreOffice. Tanto o OpenOffice.org quanto o LibreOffice há muito suportam a criação de arquivos PDF. O Microsoft Office eventualmente copiou o mesmo recurso, inicialmente como um add-on para o Office 2007 e mais tarde como um recurso padrão. Mas o LibreOffice também inclui a valiosa capacidade de criar PDFs Híbridos, que podem mais tarde ser abertos e editados com o LibreOffice. O vídeo abaixo explica como utilizar este recurso. 

 

E parece que ele também irá aparecer no Microsoft Office:

"Nesta versão a Microsoft adiciona uma opção que chamamos de PDF Reflow, que permite abrir arquivos PDF como documentos Office editáveis. Tristan Davis, gerente de programa do Word na Microsoft, explica: “Com este recurso você pode transformar um PDF de volta em um documento do Word completamente editável. Nós “rehidratamos” cabeçalhos, listas numeradas, tabelas, notas de rodapé e outros elementos, analisando o conteúdo do arquivo PDF."

O problema aqui é que a Microsoft está limitando a interoperabilidade e a compatibilidade tanto do suporte ao ODF quando de sua versão dos PDFs Híbridos. Por motivos ainda não explicados, a empresa não irá oferecer a capacidade de salvar documentos num formato ODF compatível com versões anteriores (a versão atualmente suportada no Office 2010 é a 1.1), então será difícil usar o ODF em um ambiente de trabalho híbrido. Da mesma forma, apesar de suportar a abertura de arquivos PDF para edição, a Microsoft não irá suportar a abertura dos PDFs Híbridos do LibreOffice. Talvez a ameaça competitiva do software de código aberto ainda seja grande demais.

Assim como a adição da capacidade de gerar arquivos PDF, a decisão de incluir a possibilidade de editar estes arquivos é uma bem-vinda adoção do que já foi testado e experimentado com código aberto. Esta é a dinâmica da inovação. Ideias geram ideias, e a inovação é resultado da inspiração.

A diferença aqui é que as comunidades de código aberto tornam suas ideias livremente disponíveis para outros, então não haverá ameaças de processos e acordos de licenciamento coercivos (e confidenciais). É assim que as coisas devem ser se quisermos que a inovação continue a brotar como resultado de um mercado vigorosamente competitivo.

por Simon Phipps, InfoWorld EUA

* fonte: IDG Now



Compartilhamento não é o que mata a indústria

15 de Agosto de 2012, por Mariel Zasso - 0sem comentários ainda


O especialista em segurança Alberto J. Azevedo proferiu na tarde do sábado (28/07) durante o fisl13, a palestra “piratas do copyright! A matemática perversa!”. Nela, contestou números da indústria fonográfica a respeito do dano que a pirataria causaria, sobretudo à economia americana, e afirmou que “o compartilhamento de arquivos não é o que está matando a indústria”.

Para sustentar sua afirmação, apresentou alguns números de casos judiciais com base em dados fornecidos pela própria indústria americana. Segundo esta, 58 bilhões de dólares ao ano seriam perdidos por causa da pirataria nos Estados Unidos. Para dar a dimensão do que é tal número, Azevedo afirmou que “poderia traçar uma linha, daqui do auditório, até o shopping (próximo à PUCRS, onde ocorre o fisl13) e depois ir para Marte usando moedinhas”.

De acordo com ele, em 2000, a indústria da música ganhava 15 bilhões de dólares naquele país, quantia que caiu pela metade durante a década. Só que, conforme o palestrante, outros segmentos, como a TV por assinatura, dobraram de tamanho no período, faltando, em sua visão, cerca de 50 bilhões de dólares para fechar a conta do prejuízo estipulado.

Azevedo criticou a ideia de que cada música pirateada seria comprada. Contou ainda um caso que parou na justiça envolvendo a Recording Industry Association of America (RIAA) contra o compartilhador de arquivos Limewire em um caso de 72 trilhões de dólares. “O PIB (produto interno bruto) do planeta é de 60 trilhões de dólares”, exclamou Azevedo, que prosseguiu: “não há dinheiro na Terra suficiente para isso”, e o juiz destacado para o assunto reduziu o valor posteriormente.

A respeito de processos movidos contra internautas que obtiveram produtos protegidos por direitos autorais sem pagar, o palestrante disse que o objetivo da indústria é ganhar jurisprudência para novos casos, tanto que citou que a RIAA recupera apenas 2,3% do que investe em ações judiciais. “Se a indústria não se atualizar, vai ser engolida pela pirataria”, ponderou.



Alunos do CRC-Recife apresentam seus projetos na mostra de tecnologia livre.

15 de Agosto de 2012, por Rafaela Melo - 0sem comentários ainda

 

Um dos grandes destaques dessa edição do fisl13, foram as exposições no espaço “Mostra de Tecnologia Livre” de participantes de projetos de inclusão digital, vindos de vários estados do país. Em novembro de 2009, a Província Marista do Brasil Centro-Norte e o Governo Federal lançaram em Recife-PE, um Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC), um espaço que recebe, trata e recicla materiais eletrônicos e que além de processar o lixo eletrônico e também tem como elemento de sustentabilidade a necessidade social da população de baixa renda da sua área de atuação.

Segundo os idealizadores do projeto, a necessidade de formação continuada para jovens (de 18 a 29 anos) da periferia em situação de risco também é um elemento fundamental para o funcionamento do CRC, que abrange hoje 80 comunidades da Região Metropolitana do Recife e chegando na Zona da Mata e já formou mais 1.000 jovens.

Durante o fisl13, cinco participantes do CRC – Recife (coordenadores, alunos e monitores) apresentam os trabalhos de conclusão de cursos de Robótica Livre. O jovem Pernambucano Michel de Souza, ex-aluno do curso e hoje monitor voluntário de inclusão digital, fala que o curso abrange a informática básica, programação em shell linux e robótica livre. Segundo ele, o fisl é um importante espaço para a divulgação das ações do CRC e das produção dos alunos e também para firmar novas parcerias.

 

Saiba mais sobre o CRC-Recife em: http://www.crcrecife.marista.edu.br



Programa Telecentros.br entrevistou Rodrigo Troian

9 de Agosto de 2012, por Mariel Zasso

Durante o fisl, o pessoal do eixo sudeste do Telecentros.br entrevistou Rodrigo Troian, que coordenou a agenda de programação do evento. Confira!



Software livre: militantes se dizem 'apreensivos' e cobram ação do governo Dilma

6 de Agosto de 2012, por Mariel Zasso

O Fórum Internacional Software Livre, realizado em Porto Alegre-RS entre 25 e 28/7, divulgou uma Carta Aberta à Presidente Dilma Rousseff na qual cobra promessas feitas pelo governo Lula, com exemplos do que são apontados como recuos da atual administração em pontos caros à comunidade do código aberto.

Casos como a retirada da licença livre Creative Commons do site do Ministério da Cultura – episódio que marcou o início da gestão da ministra Ana de Hollanda – ou o acordo do Ministério das Comunicações com as operadoras de telefonia que eliminou obrigações de banda larga das metas de universalização, são citados como “apreensivos”.

Tampouco escapam fatos mais recentes, como a discussão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) sobre patentes de softwares e os pregões da Caixa Econômica Federal para aquisição, por cerca de R$ 112 milhões, de programas de computador proprietários.

“O governo federal tinha ciência dos benefícios do tratamento dos bens imateriais como bens de domínio público, e da importância da manutenção do livre acesso ao conhecimento e seu compartilhamento como ferramenta de incentivo à democracia. No entanto, hoje algumas questões pontuais têm deixado a todos nós, militantes do software e do conhecimento livre, apreensivos”, diz a carta.

Para a comunidade, o incentivo ao software livre, a ausência de patentes de software e a proteção da criação pela lei dos direitos autorais, bem como a neutralidade de rede na Internet são considerados “indispensáveis para o despontar do Brasil como um país internacionalmente competitivo no que diz respeito à manutenção da inovação tecnológica, bem como para a manutenção das estratégias de democratização do conhecimento através da Inclusão Digital”.

http://www.prontofalei.blog.br/wp-content/uploads/2012/07/lula-290x290.jpg

(Leia a íntegra do documento no post abaixo.)

por Luís Osvaldo Grossmann

* fonte: Convergência Digital



fisl 13: Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff

3 de Agosto de 2012, por Desconhecido

Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff


Nós, participantes do 13º Fórum Internacional Software Livre, realizado em Porto Alegre entre 25 e 28 de julho de 2012, tomamos a liberdade de escrever esta carta pública endereçada a Excelentíssima Presidenta da República Dilma Rousseff, em nome da comunidade software livre brasileira, com o objetivo de manifestar nossa posição diante das políticas públicas na área de tecnologia da informação e internet implementadas por vosso governo.

photo

fisl 10 - Dilma e Presidente Lula

Não poderíamos deixar de relembrar aqui a histórica visita que Vossa Excelência, e o então Presidente Lula, fizeram a este mesmo fórum, em sua décima edição, em 2009. Esta visita, que muito nos orgulhou, foi uma verdadeira celebração das liberdades digitais, e um reconhecimento dos esforços da comunidade software livre internacional, e, especialmente brasileira, na luta pela manutenção do conhecimento como bem comum. Os avanços e conquistas invejáveis produzidos pelas políticas públicas do governo federal do Brasil em direção às liberdades e à soberania tecnológicas foram reconhecidos e reafirmado o compromisso com esses valores.

Além do encontro do então Presidente Lula com os principais expoentes da comunidade software livre internacional, o momento foi marcado por seu discurso memorável, no qual o Presidente afirmou que em seu governo era “proibido proibir”, que “Lei Azeredo é censura”, além de determinar publicamente ao então Ministro da Justiça, Tarso Genro, a construção de um marco civil da internet.

Na oportunidade, Lula também reafirmou a defesa do software livre no seu governo, e foi ovacionado pelo público presente ao afirmar, em nome de todos os brasileiros:

"Nós tínhamos que escolher: ou nós iríamos para a cozinha preparar o prato que a gente queria comer, com os temperos que nós queríamos colocar e dar um gosto brasileiro para a comida, ou nós iríamos comer o prato que a Microsoft preparou para a gente. E, graças a Deus, prevaleceu, no nosso país, a questão e a decisão pelo software livre".

Além do compromisso assumido e cumprido durante o Governo Lula, e reafirmado pelo então Presidente durante o fisl10, em 19 de janeiro de 2010, no primeiro mês do vosso governo, foi publicada a Instrução Normativa nº 1, que dispôs sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela Administração Pública Federal. Dentre as diretrizes, destacam-se as determinações que proíbem o uso de componentes, ferramentas, códigos fontes e utilitários proprietários, e também a dependência de um único fornecedor, dando preferência ao uso de software livre - mais uma mostra de que o governo federal tinha ciência dos benefícios do tratamento dos bens imateriais como bens de domínio público, e da importância da manutenção do livre acesso ao conhecimento e seu compartilhamento como ferramenta de incentivo à democracia.

No entanto, hoje algumas questões pontuais têm deixado a todos nós, militantes do software e do conhecimento livre, apreensivos:

  • A retirada da licença livre Creative Commons do site do Ministério da Cultura e sua mudança de posicionamento em relação à reforma dos direitos autorais e às liberdades civis na internet;

  • A introdução, no acordo do Ministério das Comunicações com as Teles em relação ao plano nacional de banda larga (PNBL), de um grave precedente de limitação e tarifação do volume de dados que trafegam pela conexões das operadoras - como uma espécie de pedágio ou taxímetro cobrado por conteúdos de terceiros;

  • A iniciativa no INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial - de abrir uma consulta pública indicando o patenteamento do software no Brasil, na contramão de uma das maiores lutas do movimento software livre internacional;

  • O Pregão Eletrônico (N. 116/7066-2012 – GILOG/BR) da Caixa Econômica Federal, na ordem de 112 milhões de reais, que contraria um histórico de investimento em desenvolvimento e adoção de softwares livres produzidos especificamente para a instituição.

Algumas décadas depois de os softwares e a internet terem se tornado elementos indissociáveis de nossas rotinas, já podemos afirmar com sólidos argumentos econômicos, científicos e sociais que:

  • o incentivo e a manutenção da luta pelo Software Livre,

  • a ausência de patentes de software, e a proteção da criação dos mesmos pela lei dos direitos autorais,

  • a manutenção de uma internet livre, neutra e inimputável,

são estratégias não só viáveis como indispensáveis para o despontar do Brasil como um país internacionalmente competitivo no que diz respeito à manutenção da inovação tecnológica, bem como para a manutenção das estratégias de democratização do conhecimento através da Inclusão Digital.

Por fim, confiantes de que podemos restabelecer a interlocução do governo federal com a comunidade software livre, da cultura digital e ativistas por direitos civis na internet, pedimos, publicamente, uma audiência de nossos representantes com Vossa Excelência para que possamos retomar o diálogo construtivo que sempre tivemos com o governo federal nestes últimos anos.

Aproveitamos também para manifestar nosso apoio e parabenizá-la pela condução da política econômica, dos programas sociais, em especial de combate à fome e à pobreza, e na firme postura contra a corrupção em nosso país.

Sem mais, subscrevemo-nos.

Ricardo Fritsch
Coordenador geral da Associação Software Livre.org, em nome dos participantes do 13º Fórum Internacional Software Livre

* fonte: Software Livre



Recondicionamento de computadores para a inclusão da juventude rural

31 de Julho de 2012, por Sheila Uberti - 1Um comentário

Criado em 2004 na Universidade Federal da Bahia o programa Onda Digital visa incluir digitalmente jovens ociosos, aumentando as chances de absorção desse público no mercado de trabalho. A primeira comunidade a receber as atividades dos projetos foi Pasto-de-fora, a 46km de Salvador. Com aproximadamente 600 habitantes, a localidade é de difícil acesso, principalmente em dias de chuva: "A distância da capital é ao mesmo tempo curta mas longa. Curta na distância e longa no desenvolvimento", diz a professora Amaleide Lima, uma das responsáveis pelo programa.

O Onda Digital surgiu a partir do diagnóstico da UFBA de que ainda há muitos pontos do interior do nordeste nos quais a informática é uma raridade ou inexiste. Outro dado relevante para a idealização do projeto foi levantado pela Agência de Produção Ambiental dos EUA: 2% de todo lixo descartado no planeta é considerado E-lixo. Peças de eletrônicos que não funcionam mais ou que estão defasados, e quando jogados na natureza podem liberar componentes químicos danosos à saúde humana, animal e vegetal. Muito desse material pode ser reaproveitado, desde que tenha o direcionamento correto.

O programa tem suas ações executadas em forma de aulas e oficinas, ensinando a montagem e manutenção de computadores. As atividades acontecem na sede da Associação de Moradores de Pasto-de-fora, onde alunos voluntários se revezam para ensinar os jovens. Entre os conteúdos estão noções de hardware, software e cuidados no contato com eletricidade. Para os próximos anos o objetivo é de chegar a mais comunidades e capacitar mais multiplicadores de conhecimento, atraindo até mesmo alunos de fora da UFBA.

Para Igor Vasconcelos, aluno de Ciências da Computação na UFBA e participante do Programa, os resultados das ações são apresentados em forma de crescimento para a comunidade e para todos os alunos envolvidos.



Quando as palestras estarão disponíveis em vídeo? E os certificados?

31 de Julho de 2012, por Mariel Zasso

Eis as respostas para as perguntas frequentes da vez.:

CERTIFICADOS

  • Os certificados de participantes já estão disponíveis. Você mesmo pode emitir o seu, após responder uma pequena pesquisa, entrando com login e senha neste link, gerando a versão eletrônica em PDF, que pode ser impressa em casa, se você preferir.
  • Os certificados de palestrantes estarão disponível a partir do dia 15 de agosto.
  • Voluntários devem contatar os coordenadores de seus grupos para receberem seus certificados eletrônicos personalizados de acordo com sua função.

 

VÍDEOS DAS PALESTRAS

Dentro de um mês os vídeos das palestras serão disponibilizados aqui no site. Fique atento à divulgação nos nossos canais.

 

VÍDEOS DAS ENTREVISTAS

As entrevistas e enquetes realizadas pela TVSL durante o evento já estão disponíveis aqui.