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fisl 13
25 a 28 de julho
de 2012
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Noticias do #fisl13

7 de Dezembro de 2009, 0:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Recondicionamento de computadores para a inclusão da juventude rural

31 de Julho de 2012, 0:00, por Sheila Uberti - 1Um comentário

Criado em 2004 na Universidade Federal da Bahia o programa Onda Digital visa incluir digitalmente jovens ociosos, aumentando as chances de absorção desse público no mercado de trabalho. A primeira comunidade a receber as atividades dos projetos foi Pasto-de-fora, a 46km de Salvador. Com aproximadamente 600 habitantes, a localidade é de difícil acesso, principalmente em dias de chuva: "A distância da capital é ao mesmo tempo curta mas longa. Curta na distância e longa no desenvolvimento", diz a professora Amaleide Lima, uma das responsáveis pelo programa.

O Onda Digital surgiu a partir do diagnóstico da UFBA de que ainda há muitos pontos do interior do nordeste nos quais a informática é uma raridade ou inexiste. Outro dado relevante para a idealização do projeto foi levantado pela Agência de Produção Ambiental dos EUA: 2% de todo lixo descartado no planeta é considerado E-lixo. Peças de eletrônicos que não funcionam mais ou que estão defasados, e quando jogados na natureza podem liberar componentes químicos danosos à saúde humana, animal e vegetal. Muito desse material pode ser reaproveitado, desde que tenha o direcionamento correto.

O programa tem suas ações executadas em forma de aulas e oficinas, ensinando a montagem e manutenção de computadores. As atividades acontecem na sede da Associação de Moradores de Pasto-de-fora, onde alunos voluntários se revezam para ensinar os jovens. Entre os conteúdos estão noções de hardware, software e cuidados no contato com eletricidade. Para os próximos anos o objetivo é de chegar a mais comunidades e capacitar mais multiplicadores de conhecimento, atraindo até mesmo alunos de fora da UFBA.

Para Igor Vasconcelos, aluno de Ciências da Computação na UFBA e participante do Programa, os resultados das ações são apresentados em forma de crescimento para a comunidade e para todos os alunos envolvidos.



Quando as palestras estarão disponíveis em vídeo? E os certificados?

31 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido

Eis as respostas para as perguntas frequentes da vez.:

CERTIFICADOS

  • Os certificados de participantes já estão disponíveis. Você mesmo pode emitir o seu, após responder uma pequena pesquisa, entrando com login e senha neste link, gerando a versão eletrônica em PDF, que pode ser impressa em casa, se você preferir.
  • Os certificados de palestrantes estarão disponível a partir do dia 15 de agosto.
  • Voluntários devem contatar os coordenadores de seus grupos para receberem seus certificados eletrônicos personalizados de acordo com sua função.

 

VÍDEOS DAS PALESTRAS

Dentro de um mês os vídeos das palestras serão disponibilizados aqui no site. Fique atento à divulgação nos nossos canais.

 

VÍDEOS DAS ENTREVISTAS

As entrevistas e enquetes realizadas pela TVSL durante o evento já estão disponíveis aqui.



Uma homenagem a todas as novas amizades nascidas no #fisl13

31 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido



Carta a Dilma

30 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido

 

Na foto acima, o então presidente Lula visita o fisl10 acompanhado da chefe da Casa Civil Dilma, em 2009.

 

Em nome da comunidade SL, ASL.org finalizou o fisl13 com a leitura de uma Carta enviada a presidenta Dilma Roussef. Confira abaixo o texto na íntegra.

 

Porto Alegre, 28 de julho de 2012

 

 

Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff



Nós, participantes do 13º Fórum Internacional Software Livre, realizado em Porto Alegre entre 25 e 28 de julho de 2012, tomamos a liberdade de escrever esta carta pública endereçada a Excelentíssima Presidenta da República Dilma Rousseff, em nome da comunidade software livre brasileira, com o objetivo de manifestar nossa posição diante das políticas públicas na área de tecnologia da informação e internet implementadas por vosso governo.

Não poderíamos deixar de relembrar aqui a histórica visita que Vossa Excelência, e o então Presidente Lula, fizeram a este mesmo fórum, em sua décima edição, em 2009. Esta visita, que muito nos orgulhou, foi uma verdadeira celebração das liberdades digitais, e um reconhecimento dos esforços da comunidade software livre internacional, e, especialmente brasileira, na luta pela manutenção do conhecimento como bem comum. Os avanços e conquistas invejáveis produzidos pelas políticas públicas do governo federal do Brasil em direção às liberdades e à soberania tecnológicas foram reconhecidos e reafirmado o compromisso com esses valores.

Além do encontro do então Presidente Lula com os principais expoentes da comunidade software livre internacional, o momento foi marcado por seu discurso memorável, no qual o Presidente afirmou que em seu governo era “proibido proibir”, que “Lei Azeredo é censura”, além de determinar publicamente ao então Ministro da Justiça, Tarso Genro, a construção de um marco civil da internet.

Na oportunidade, Lula também reafirmou a defesa do software livre no seu governo, e foi ovacionado pelo público presente ao afirmar, em nome de todos os brasileiros:

"Nós tínhamos que escolher: ou nós iríamos para a cozinha preparar o prato que a gente queria comer, com os temperos que nós queríamos colocar e dar um gosto brasileiro para a comida, ou nós iríamos comer o prato que a Microsoft preparou para a gente. E, graças a Deus, prevaleceu, no nosso país, a questão e a decisão pelo software livre".


Além do compromisso assumido e cumprido durante o Governo Lula, e reafirmado pelo então Presidente durante o fisl10, em 19 de janeiro de 2010, no primeiro mês do vosso governo, foi publicada a Instrução Normativa nº 1, que dispôs sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela Administração Pública Federal. Dentre as diretrizes, destacam-se as determinações que proíbem o uso de componentes, ferramentas, códigos fontes e utilitários proprietários, e também a dependência de um único fornecedor, dando preferência ao uso de software livre - mais uma mostra de que o governo federal tinha ciência dos benefícios do tratamento dos bens imateriais como bens de domínio público, e da importância da manutenção do livre acesso ao conhecimento e seu compartilhamento como ferramenta de incentivo à democracia.

No entanto, hoje algumas questões pontuais têm deixado a todos nós, militantes do software e do conhecimento livre, apreensivos:

  • A retirada da licença livre Creative Commons do site do Ministério da Cultura e sua mudança de posicionamento em relação à reforma dos direitos autorais e às liberdades civis na internet;

  • A introdução, no acordo do Ministério das Comunicações com as Teles em relação ao plano nacional de banda larga (PNBL), de um grave precedente de limitação e tarifação do volume de dados que trafegam pela conexões das operadoras - como uma espécie de pedágio ou taxímetro cobrado por conteúdos de terceiros;

  • A iniciativa no INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial - de abrir uma consulta pública indicando o patenteamento do software no Brasil, na contramão de uma das maiores lutas do movimento software livre internacional;

  • O Pregão Eletrônico (N. 116/7066-2012 – GILOG/BR) da Caixa Econômica Federal, na ordem de 112 milhões de reais, que contraria um histórico de investimento em desenvolvimento e adoção de softwares livres produzidos especificamente para a instituição.


Algumas décadas depois de os softwares e a internet terem se tornado elementos indissociáveis de nossas rotinas, já podemos afirmar com sólidos argumentos econômicos, científicos e sociais que:

  • o incentivo e a manutenção da luta pelo Software Livre,

  • a ausência de patentes de software, e a proteção da criação dos mesmos pela lei dos direitos autorais,

  • a manutenção de uma internet livre, neutra e inimputável,



são estratégias não só viáveis como indispensáveis para o despontar do Brasil como um país internacionalmente competitivo no que diz respeito à manutenção da inovação tecnológica, bem como para a manutenção das estratégias de democratização do conhecimento através da Inclusão Digital.

Por fim, confiantes de que podemos restabelecer a interlocução do governo federal com a comunidade software livre, da cultura digital e ativistas por direitos civis na internet, pedimos, publicamente, uma audiência de nossos representantes com Vossa Excelência para que possamos retomar o diálogo construtivo que sempre tivemos com o governo federal nestes últimos anos.


Aproveitamos também para manifestar nosso apoio e parabenizá-la pela condução da política econômica, dos programas sociais, em especial de combate à fome e à pobreza, e na firme postura contra a corrupção em nosso país.



Sem mais, subscrevemo-nos.



Ricardo Fritsch

Coordenador geral da Associação Software Livre.org, em nome dos participantes do 13º Fórum Internacional Software Livre



O fisl também muda histórias de vida!

29 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido

O blog da Vanessa Nunes publicou o relato emocionante da Paula Siqueira, que resolveu mudar de planos depois de conhecer o fisl e todo o universo do software livre.

Confira o post por lá, e se o fisl e o software livre também mudaram seus rumos, conte pra gente. É só clicar em "Sugerir um artigo" aí em cima.



fisl13: “Brasil somente poderá inovar, ter liberdade de expressão e criar oportunidades com soluções livres

28 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido

A frase é da professora Fátima Conti, que defende o fim dos monopólios e o uso do software livre para o desenvolvimento do País

 
“Somos, ainda, analfabetos digitais”, explanou a mestre e doutora, Fátima Conti, na palestra Liberdade na internet, software livre e educação, durante o 13º Fórum Internacional Software Livre, em Porto Alegre. A professora da Universidade Federal de Pará (UFPA) salientou que os usuários de computadores em geral não possuem conhecimento de configurações e utilização básico, permitindo que as grandes empresas  dominem e controlem as ações de mercado, favorecendo monopólios. “Temos que seguir leis, mas a lei de Direito Autoral não está a favor da distribuição de conhecimento”, afirmou.
Fátima falou sobre as licenças proprietárias que travam o conhecimento. Um exemplo citado por ela é quando um software proprietário atualiza um programa e, com isso, o próprio usuário não pode abrir ou alterar sua obra, sendo obrigado a comprar uma nova licença do produto. “Uma empresa pode fazer isso com a gente? As pessoas não sabem o quanto os seus direitos são tripudiados. Com o software livre isso não acontece, todos nós podemos criar, contribuir, mexer e distribuir conhecimentos”, disse.  

A palestrante também falou sobre as leis de copyright (direito autoral) e seus entraves no desenvolvimento social e cultural do mundo. De acordo com a professora, um dos principais problemas dessa lei é a validade. No Brasil, para que uma pessoa possa modificar, contribuir ou aperfeiçoar algum material com direito autoral, é preciso que o autor morra e ainda contabilize mais 70 anos. “Isso representa conhecimento parado”, salienta Fátima. O direito, seguindo a lei, deve ser do autor, mas, segundo ela, nem sempre isso acontece na prática. “Muitas vezes o autor é uma pessoa simples que vende seu conhecimento materializado em produto a um preço mínimo e as grandes empresas ganham lucros enormes e passam a ser atravessadoras (distribuidoras) de conhecimento”, destacou.

Em relação ao desenvolvimento do País, Fátima frisou que o Brasil somente poderá crescer, inovar, ter liberdade de expressão e criar oportunidades diferentes com soluções livres. “Precisamos levar  o software livre no peito, no coração, em tudo o que fazemos. O que não precisamos é viver em um mundo consumista, de monopólio e controlado por grandes empresas”, finalizou.


Sobre o Fórum Internacional Software Livre (fisl)

O Fórum Internacional de Software Livre (fisl) acontece desde o ano 2000 - chegando em sua 13ª edição. É considerado o mais consolidado evento da área na América Latina e um dos maiores do mundo. Fundado nos ideais construídos inicialmente pelo físico e programador Richard Stallman e, posteriormente, pela comunidade de  hackers  e  desenvolvedores  do  sistema  operacional  GNU/Linux, o fisl surgiu de uma mobilização em prol da luta pela liberdade e autonomia tecnológica do país. O  evento  é  o momento  de  encontro  físico  de  muitas  pessoas do de diversas partes do mundo que  se  conhecem  e  trabalham  apenas  pela internet em projetos das mais variadas temáticas. A comunidade de usuários é o coração do fisl e interage com diversos outros setores da sociedade, como a academia, profissionais, empresas, investidores, governos e sociedade civil.

Porto Alegre, 28 de julho de 2012
Núcleo de Atendimento 13° Fórum Internacional de Software Livre
Coordenação: Nicole Carvalho – nicole@enfato.com.br – 51 8118.1501
Direção:Mariana Turkenicz– mariana@enfato.com.br – 51 8121.7062
Atendimento: Bruna Brinques – bruna@enfato.com.br
Enfato Comunicação Empresarial
51 30.261.261
www.enfato.com.br

 


Software para crianças é apresentado no fisl13

28 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido

 O programa é uma ferramenta elaborada para professores ensinarem e aprenderem com alunos.

 

Foi apresentada hoje, dia 28, a Oficina Pandorga Linux e Crianças Livres no Projeto UCA (Um Computador por Aluno) no espaço de educação colaborativa Paulo Freire do 13º Fórum Internacional Software Livre (fisl13). A iniciativa tem como objetivo apresentar ao público a utilização do software livre como ferramenta para ensino.

O Programa Pandorga, idealizado por Rainer Otto Krüger, formado em ciência da computação, é uma distribuição GNU/Linux com o propósito de ser utilizada em escolas. As atividades são definidas conforme a idade da criança. “O ambiente para as crianças é intuitivo, com ícones espalhados na tela do computador. Para os maiores, a divisão é feita por abas, semelhante aos programas Linux”, afirmou o professor Marcos Silva Vieira.

Crianças portadoras de necessidades especiais também contam com um espaço específico, conhecido como Ambiente Acessível. Há um software que auxilia no aprendizado de deficientes visuais, imitando sons do que está escrito na tela, além de jogos que estimulam a coordenação motora.

O Projeto UCA tem como ideia principal a inclusão digital para estudantes. No projeto pré-piloto, que iniciou em 2007, foram distribuídos notebooks para seis cidades brasileiras.

 

Sobre o Fórum Internacional Software Livre (fisl)

O Fórum Internacional de Software Livre (fisl) acontece desde o ano 2000 - chegando em sua 13ª edição. É considerado o mais consolidado evento da área na América Latina e um dos maiores do mundo. Fundado nos ideais construídos inicialmente pelo físico e programador Richard Stallman e, posteriormente, pela comunidade de  hackers  e  desenvolvedores  do  sistema  operacional  GNU/Linux, o fisl surgiu de uma mobilização em prol da luta pela liberdade e autonomia tecnológica do país. O  evento  é  o momento  de  encontro  físico  de  muitas  pessoas do de diversas partes do mundo que  se  conhecem  e  trabalham  apenas  pela internet em projetos das mais variadas temáticas. A comunidade de usuários é o coração do fisl e interage com diversos outros setores da sociedade, como a academia, profissionais, empresas, investidores, governos e sociedade civil.

Porto Alegre, 28 de julho de 2012

Núcleo de Atendimento 13° Fórum Internacional de Software Livre
Coordenação: Nicole Carvalho – nicole@enfato.com.br – 51 8118.1501
Direção:Mariana Turkenicz– mariana@enfato.com.br – 51 8121.7062

Atendimento: Bruna Brinques – bruna@enfato.com.br
Enfato Comunicação Empresarial
51 30.261.261
www.enfato.com.br

 

 

 



fisl13 debate o uso de softwares livres na educação das crianças

28 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido

No último dia de fisl13 o GT Educação proporcionou um diálogo com professores e profissionais de T.I. que compartilharam experiências educativas a cerca do uso de Software Livre. A mesa composta pelas professoras cearenses, Glenilce Maria de Sousa Forte e Liduína Vidal de Almeida e pelo o professor gaúcho e ganhador da Prêmio Ação Coletiva 2010 pela distribuição Pandorga Linux, Marcos Silva Vieira, compartilharam experiências e soluções criativas utilizando o Software Livre em escolas públicas.

O professor Marcos Silva Vieira, destacou em sua fala que o futuro já existe, pois as crianças hoje se apropriam com total autonomia de técnicas que ainda não sabem lidar. Ele apresenta um vídeo para os participantes da palestra, de um aluno que embora sem ter noção de teoria musical, consegue criar melodias utilizando pela primeira vez um software de educação musical.

O professor ressalta que o uso do Software Livre na Educação é importante por duas razões: pela questão econômica e pelas múltiplas possibilidades criação e modificação que oferece. Destaca ainda, que o SL contribui para se alcançar os 4 pilares da Educação para o Século XXI segundo a UNESCO e que para ele, também são os pilares do Software Livre: Aprender a conhecer; Aprender a viver junto e colaborar; Aprender a ser e Aprender a fazer.

As professoras da Rede Municipal de Fortaleza-CE Glenilce e Liduína, compartilham experiências do uso do Software Livre em suas escolas e as modificações criativas feitas com programas já existentes. Elas afirmam que o Software Livre proporciona a autonomia, colaboração e a criatividade dos alunos e ressaltaram a importância de espaços como o fisl, para a troca de experiência com professores de outras regiões do Brasil.

A professora Glenilce cita exemplos dessas “soluções criativas”. Ela utiliza osfamosos programas do LibreOffice Impress e Calc para atender outras necessidades educativas, dando novas funções para esses programas, como a criação de jogos de múltipla escolha, ortografia, cruzadinhas, “contação” histórias, elaboração de aventuras de geografia (Você é um astronauta) e outras novas funções. A professora cita uma famosa frase do filósofo grego Aristóteles: “A autêntica riqueza se encontra no uso mais que na propriedade” e conclui sua apresentação ressaltando que o Software Livre deve ser utilizado para proporcionar atividades lúdicas e prazerosas.

A professora Liduína, chamada carinhosamente de “vovó do Software Livre”, fala da necessidade de superação da “tecnofobia”, termo que diz respeito à resistência dos professores ao uso das tecnologias na educação e afirma: “gosto de ser professora e gosto de ser livre”. Para ela, imposições e cerceamento não favorecem a aprendizagem e o Software Livre proporciona a liberdade de criação e transformação, autonomia e colaboração. A professora finaliza sua apresentação, ressaltando a necessidade de ampliação do diálogo entre os professores e os profissionais de T.I, tão importante para a solução dos problemas, capacitação dos professores, desenvolvimento de programas que atendam às necessidades dos educadores e elaboração de novos projetos.

Para finalizar, a professora e pesquisadora da UFMG, Ana Cristina Fricke Matte, elogia a abertura do evento para os debates e troca de experiências com o Software Livre na Educação e fala sobre a necessidade de consolidação de diálogos entre educadores e profissionais de T.I para a consolidação do Software Livre para uma educação de melhor qualidade.

Escrito por Rafaela Melo



O mito da neutralidade tecnológica

28 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido




 

Tecnologias são sempre as melhores possíveis? Nós de fato temos o que precisamos? Ou precisamos dos dispositivos e funcionalidades que nossos aparelhos têm?

A relação conflituosa entre a tecnologia, política, economia e sociedade foi o tema da palestra "O mito da neutralidade tecnológica", do Palestrante Deivi Lopes Kuhn, servidor do Serpro, e atualmente dedicado ao setor de TI no Governo do Distrito Federal.
Deivi questionou a adequação das tecnologias existentes às nossas necessidades. Porém, de uma forma ampla, onde são consideradas as necessidades sociais, e não somente individuais, e também interesses políticos e econômicos na aquisição de soluções. Segundo ele, a tecnologia a ser adotada em uma determinada situação não é necessariamente a melhor disponível. Na verdade, o que determina a adoção de uma soluções é um conjunto de fatores, onde - sem dúvida - está incluído o lobby e a pressão política que as empresas por trás destas soluções são capazes de exercer. Tecnologias não são diferentes de outros aspectos da vida social, no sentido em que vão sendo apropriadas pelas pessoas e organizações, tornando-se parte da cultura e da tradição local.

Software Livre no Governo Federal

O Software Livre, ao propor um modelo diferente do software proprietário no desenvolvimento e apropriação de soluções tecnológicas, aparece como uma quebra de paradigma, que para muitos atores na sociedade pode ser indesejável. Deivi exemplifica citando o conceito de monopólios artificiais, produzidos pelo direito autoral e pelas patentes. Empresas de software proprietário buscam, através destes meios, obter o monopólio de um certo nicho para fornecê-lo com exclusividade, eliminando a concorrência.

Deivi defende que o Governo Federal possua um papel estratégico na adoção de Software Livre e no pleno aproveitamento desta solução pelo conjunto da sociedade brasileira. Porque com o papel de protagonismo do Governo e sua capacidade de compra, o Governo tem poder suficiente para determinar o deslocamento dos atores envolvidos, em uma direção que seja mais justa socialmente, capaz de redistribuir riqueza e conhecimento.

Infelizmente, nos últimos anos, Deivi relata que o avanço do Software Livre tem encontrado muitas dificuldades na administração pública. "Hoje vejo o Governo Federal e lamento. Houve um grande retrocesso na adoção de soluções livres".

Quando questionado sobre a situação no Governo do Distrito Federal, Deivi lembrou aos participantes que o setor de TI do GDF foi exatamente o local onde, alguns anos atrás, aconteceu a operação Caixa de Pandora, que desbaratou esquemas de desvios de recursos. Portanto, o cenário no momento é de reconstrução. No entanto, alguns aspectos positivos podem ser mencionados, como a adoção de LibreOffice em 4500 computadores a serem instalados no Governo do Distrito Federal.

Deivi concluiu destacando a importância da constante mobilização e vigilância da comunidade do movimento software livre e cobrança dos órgãos de controle da administração federal. É preciso estar atento e mobilizado, pois a pressão e o lobby das empresas de software proprietário atua constantemente, e tem grande interesse no poder de compra do Governo Federal.



Tecnologias livres e as plataformas de colaboração como estratégia nacional

28 de Julho de 2012, 0:00, por Desconhecido

"The Future of Brazil", e não somente do Software Livre no Brasil. Assim que Jon Maddog Hall, Diretor Executivo Internacional da Linux, fez a abertura do debate sobre tecnologias livres e as plataformas de colaboração como estratégia nacional. Para Maddog o Brasil é referência no debate sobre o SL, apresentando os maiores e melhores eventos sobre o tema. Segundo o diretor da Linux, o incentivo à cultura do SL no país é benéfico em váriás frentes, principalmente na economia e na educação. Programadores locais que têm seu trabalho valorizado consomem bem e fazem girar a roda do comércio e indústria. O reconhecimento também evita algo que Maddog chama de "fuga cerebral", quando estudantes visam melhores oportunidades fora do país· Tendo bons programadores aqui, são as empresas que se sentem atraídas pelo Brasil, criando mais oportunidades locais.

Também participando do debate, o professor Márcio Pochamn aprofundou o discurso sobre a relação entre o capitalismo e as novas tecnologias. Segundo Pochamn cerca de 500 empresas transnacionais são responsáveis pela movimentação financeira de 47% do capital mundial. Nos últimos anos o estado está enfraquecendo, enquanto o poder privado está aumentando: "Os países não têm empresas, as empresas é que têm países. Elas interferem cada vez mais na política, e o governo as salva mais do que salva o povo". Para o professor é necessária uma reorganização do capitalismo em uma espécie de socialismo, através da criação de políticas públicas mais próximas do cidadão.

Representando o governo, Ricardo Poppi também destaca o papel do Brasil como ícone internacional do uso de SL na administração pública. Poppi ainda defende o investimento de grandes organizações na cultura do SL, apontando que o uso ainda é maior do que o retorno. Já Antônio Terceiro, presidente da Colivre, lembra da transformação das mídias sociais na forma da população se informar: "Eu fiquei sabendo, por exemplo, da captura do Bin Laden pelo twitter, quando um morador da região onde aconteceu a operação publicou sobre o barulho na madrugada. Mal sabia ele que estava relatando um dos maiores acontecimentos dos últimos anos". Para Antônio é preciso cuidado para que não aconteça com as redes sociais livres o mesmo que aconteceu na mídia tradicional: o controle na mão de poucos.

Também debatendo o tema, Valessio Brito defende a estratégia do SL focada na educação, no investimento em pesquisas e startups, como exemplos. Sérgio Luis Bertoli, representando a Blogosfera, falou sobre o empenho do ambiente em proteger os blogueiros da censura vinda do governo e da inciativa privada, favorecendo o crescimento de ideias através da colaboração efetiva em prol do bem coletivo.

Por Sheila Uberti