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O mito da neutralidade tecnológica

28 de Julho de 2012, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Tecnologias são sempre as melhores possíveis? Nós de fato temos o que precisamos? Ou precisamos dos dispositivos e funcionalidades que nossos aparelhos têm?

A relação conflituosa entre a tecnologia, política, economia e sociedade foi o tema da palestra "O mito da neutralidade tecnológica", do Palestrante Deivi Lopes Kuhn, servidor do Serpro, e atualmente dedicado ao setor de TI no Governo do Distrito Federal.
Deivi questionou a adequação das tecnologias existentes às nossas necessidades. Porém, de uma forma ampla, onde são consideradas as necessidades sociais, e não somente individuais, e também interesses políticos e econômicos na aquisição de soluções. Segundo ele, a tecnologia a ser adotada em uma determinada situação não é necessariamente a melhor disponível. Na verdade, o que determina a adoção de uma soluções é um conjunto de fatores, onde - sem dúvida - está incluído o lobby e a pressão política que as empresas por trás destas soluções são capazes de exercer. Tecnologias não são diferentes de outros aspectos da vida social, no sentido em que vão sendo apropriadas pelas pessoas e organizações, tornando-se parte da cultura e da tradição local.

Software Livre no Governo Federal

O Software Livre, ao propor um modelo diferente do software proprietário no desenvolvimento e apropriação de soluções tecnológicas, aparece como uma quebra de paradigma, que para muitos atores na sociedade pode ser indesejável. Deivi exemplifica citando o conceito de monopólios artificiais, produzidos pelo direito autoral e pelas patentes. Empresas de software proprietário buscam, através destes meios, obter o monopólio de um certo nicho para fornecê-lo com exclusividade, eliminando a concorrência.

Deivi defende que o Governo Federal possua um papel estratégico na adoção de Software Livre e no pleno aproveitamento desta solução pelo conjunto da sociedade brasileira. Porque com o papel de protagonismo do Governo e sua capacidade de compra, o Governo tem poder suficiente para determinar o deslocamento dos atores envolvidos, em uma direção que seja mais justa socialmente, capaz de redistribuir riqueza e conhecimento.

Infelizmente, nos últimos anos, Deivi relata que o avanço do Software Livre tem encontrado muitas dificuldades na administração pública. "Hoje vejo o Governo Federal e lamento. Houve um grande retrocesso na adoção de soluções livres".

Quando questionado sobre a situação no Governo do Distrito Federal, Deivi lembrou aos participantes que o setor de TI do GDF foi exatamente o local onde, alguns anos atrás, aconteceu a operação Caixa de Pandora, que desbaratou esquemas de desvios de recursos. Portanto, o cenário no momento é de reconstrução. No entanto, alguns aspectos positivos podem ser mencionados, como a adoção de LibreOffice em 4500 computadores a serem instalados no Governo do Distrito Federal.

Deivi concluiu destacando a importância da constante mobilização e vigilância da comunidade do movimento software livre e cobrança dos órgãos de controle da administração federal. É preciso estar atento e mobilizado, pois a pressão e o lobby das empresas de software proprietário atua constantemente, e tem grande interesse no poder de compra do Governo Federal.


Tags deste artigo: software livre no governo federal gdf mito da neutralidade tecnológica