Escolhas, escolhas...

25 de Outubro de 2014, por Sady Jacques - 0sem comentários ainda

Nasci em 1963, um ano antes do golpe militar, tendo sido adotado aos dois anos por uma professora e um oficial da reserva que desejaram que eu fosse alguém na vida.

Até os 16, não sabia o que seria, e comecei um caminho que segue até hoje, tempo em que tento concluir minha formação acadêmica em administração, após estudar engenharia civil, arquitetura, psicologia, filosofia, ciência da computação e psicanálise.

Cresci sob o manto abafado da ditadura. Pouco ou nada sabia até meus 16, idade em que passei a frequentar cinemas, teatros e colóquios e comecei a entender a história. Após completar meus 21, soube-me pai. E busquei dar o melhor de mim para garantir sustento e amor ao meu primeiro filho, Tiago. Aprovado em três concursos diferentes, escolhi em 1987 o que me pareceu melhor e ao qual permaneço vinculado até hoje, a PROCERGS.

Em 1989 percorri todas as seis regionais no Estado, integrando um grupo orientado a falar de uma proposta de plano de cargos e salários. Em 1990, fui convidado a fazer parte da comissão de trabalhadores e em 1992, fui eleito diretor sindical, atuando no movimento até 1998, quando – mesmo bem antes de saber os resultados das urnas – decidi que retornaria para a empresa. Antes disso, perderia o direito de acesso por enfrentamento direto à direção, ao questionar em auditório, os procedimentos informados para iniciar a operação do famoso “printcenter” de São Leopoldo.

Ao retornar, fui convidado pelo novo presidente Marcos Mazoni, indicado pelo Governador Olívio Dutra, a colaborar com um projeto político transformador, que priorizava as pessoas, as instituições públicas e a ética. Fui gerente da maior divisão da empresa, com mais de 200 colegas sob minha gestão, revertendo a migração do printcenter, criando o serviço de avisos a advogados, a equipe de baixa plataforma, a primeira sala de gestão do Estado; depois fui coordenador da área operacional inteira, que representava um terço dos cerca de 990 funcionários à época e, por último, gerente de recursos humanos, criando em 2002, pela primeira vez em 30 anos de empresa, um espaço formal para a comissão de trabalhadores, que até então nunca havia sido disponibilizado.

Saí por dois anos em 2003, após o nascimento de meu segundo filho, Lucas, para auxiliar o Secretário da SMIC, Adeli Sell, a gerenciar a Supervisão de Desenvolvimento Tecnológico, área responsável pelas politicas de inovação e gestão de polos e parques tecnológicos, de cadeias produtivas e regiões de potencial tecnológico (REPOT’s). Fui o titular da SMIC no Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia e na Coordenação dos Telecentros de Porto Alegre, quando criei os telecentros temáticos do Mercado Público e da Associação Comercial da Azenha, para geração de trabalho e renda. Ainda naquele ano, passei a integrar a coordenação da Associação Software Livre. Org, entidade responsável pela realização de um dos cinco maiores eventos mundiais de tecnologia, neste segmento, na qual permaneço militando e colaborando até hoje.

Em 2008, por outros dois anos, fui convidado a assessorar a presidência nacional do SERPRO, nas questões relativas às comunidades de software livre. Quando iniciou o governo Tarso, em 2011, assumi uma vaga no Conselho de Administração da PROCERGS e a assessoria da presidência, até ser indicado Diretor de TI&Telecom, da Secretaria Geral de Governo, respondendo cumulativamente pelas funções de presidente do CGTIC e do CETIC, comitês responsáveis pela definição e controle das políticas de TIC em toda a administração direta, além de balizador da indireta.

Destas funções fui destituído à revelia, ao final de 2012, quase ao tempo em que recebia a adoção de meu terceiro filho, Andriele. No início de 2013, reassumi a assessoria no SERPRO, novamente a convite do Diretor-presidente, Marcos Mazoni e onde permaneço até hoje.

Durante todo o tempo que estive na PROCERGS, exerci as funções de estagiário, programador treinee, programador júnior, programador sênior, programalista, analista de sistemas e consultor, sempre com zelo e dedicação, com profundo respeito aos meus colegas e com o senso do dever próprio de todo servidor público sério e bem intencionado.

Isto, é apenas um depoimento. Falo isto, para que seja possível entender a experiencia de vida que acumulei até aqui e as razoes pelas quais posso afirmar, sem sombra de dúvidas: não há outro caminho a não ser continuar apostando em um projeto de transformação social como o de Lula, Dilma e Tarso!

Atrás de todo o discurso, não há concessões para a maior parte da população, por aqueles que acumulam riquezas e poder a gerações e gerações, porque é da nossa exploração que vem a abundancia que eles exibem.

O projeto de Lula , Dilma e Tarso não é perfeito. Para melhorá-lo, é preciso participação e engajamento. Engajamento às oportunidades que uma administração popular oferece o tempo todo, generosamente. E participação permanente na reivindicação e no controle social sobre o Estado.

Não haverá isso com Aécio, Sartori, Ana Amélia, Lazie, Rigotto ou Yeda. Porque eles representam a ideia de Estado mínimo, de custo Brasil mínimo, portanto de direitos mínimos. Sim, estes direitos que já são poucos e que devem diminuir ainda mais, na visão deles, porque “tornam caros os negócios”.

Neste domingo, consulte seu coração, mas vote com a razão. O Coração não trabalha, não paga contas, não vai ao supermercado. O coração é emoção, mas a vida é realidade, e realidade depende sempre de boas escolhas.

Aqui no Rio Grande do Sul, dia 26 de outubro de 2014, vote 13 – Tarso, 13 – Dilma, e confirme que você entendeu o que eu disse.



O próximo passo: Desenvolvimento Econômico Nacional com Software Livre

2 de Julho de 2014, por Sady Jacques - 0sem comentários ainda

A primeira década: promovendo o uso, o desenvolvimento e a difusão do software livre

Desde a organização do núcleo PSL-RS (Projeto Software Livre RS), em 1999, o qual viria a estimular a formação de núcleos PSL por praticamente todos os estados brasileiros e vertebraria o que conhecemos hoje por Projeto Software Livre Brasil, muito se fez. Criou-se a Associação Software Livre.Org, realizadora do fisl – Fórum Internacional Software Livre, um evento de referência mundial (é considerado o maior evento de comunidades de software livre do mundo); criou-se o Latinoware; criou-se o CONSEGI – Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico e mais uma grande lista de excelentes eventos de software livre pelo país (Criou-se também um Portal de Rede Social, veja a lista aqui: link dos eventos!!!). Todo este esforço de milhares de pessoas, com o objetivo principal de promover o uso, o desenvolvimento e a difusão desta idéia na sociedade, entre governantes, empresários, acadêmicos, estudantes e população em geral, integrando um imenso ecossistema. Estamos em 2013 e após 14 anos, com numerosas corporações fazendo uso massivo de softwares livres, com a internet (construída graças aos softwares e padrões livres) sendo notícia mundial e com milhões de celulares funcionando a base de um sistema operacional baseado em software livre, queremos crer que esta etapa foi alcançada, o ecossistema sobreviveu (e cresceu) e nos cabe dar agora, um próximo passo.

Transição: do computador de mesa, para o celular e para a nuvem.

Ainda neste período, algumas transformações mudaram radicalmente nossos conceitos: a mobilidade e a nuvem reorientaram ferramentas e serviços, de modo que “smartphones” e “tablets”, turbinados por “APP’s”, permitem comunicação, produtividade e interação em tempo real. E vem mais por aí: óculos e pulseiras “espertas” já não são novidade, mesas e murais digitalizados estão se tornando comuns. Neste mundo complexo, heterogeneo e de muita velocidade, é preciso cada vez mais padrões, colaboração, compartilhamento… e este é o ambiente por natureza do software livre.

A próxima década: do ecossistema para os arranjos produtivos nacionais.

Na verdade, desde 2009 há preocupações manifestas no sentido de dar um passo adiante neste processo. No primeiro CONSEGI, conversas internacionais com os membros de organizações do terceiro setor de países como Cuba, Equador, Argentina e Índia, já apontavam a necessidade de novos graus de organização. Em 2009, durante o fisl10, foi assinado acordo de cooperação com Moçambique, África do Sul. Em 2010, a primeira rodada de negócios com software livre, ocorre com quarenta participantes no CONSEGI em Brasília. Também em 2010, assinado o Tratado Atlânticocom entidades de Portugal e Galicia e Catalunha, Espanha. Em 2011, criada a Rede Internacional do Software Livre – RISoL e em 2013, realizado o I Parlamento das Américas, promovido pela Rede. Em todos os fóruns, locais ou internacionais, a preocupação crescente é a mesma: é preciso dar um passo adiante na articulação do mercado para o software livre, pois o nível de maturidade de produtos, serviços e redes já foi alcançado. Deste momento em diante, a tarefa fundamental consiste em elaborar uma estratégia com a envergadura necessária para viabilizar o nascimento institucional do software livre como uma possibilidade concreta para a geração de trabalho, conhecimento, renda e riqueza, numa contribuição efetiva ao desenvolvimento da nação.

Elementos fundamentais da cadeia produtiva do Software Livre: demandas, soluções, comunidades, clientes, serviços e mão de obra, articulados em um modelo de negócios específico.

Demandas

O mundo moderno é indissociável das tecnologias da computação em rede. Todos os processos podem ser agilizados, gerando economia e resultados surpreendentes, quando são suportados por sistemas inteligentes e integrados. Cada vez mais o empreendedor, o cliente e o cidadão reivindicam agilidade, precisão e confiança no trato da informação. Somos 7 bilhões de pessoas no mundo, mais de 200 milhões no Brasil. A maior parte desta população começa a ter acesso à internet e, portanto, a potenciais serviços por toda a parte. São XXX mil empresas de micro, pequeno e médio porte, as PME’s, que representam um mercado imenso de serviços informáticos, de redes, a sistemas locais e serviços em nuvem.

Soluções

Já existem softwares livres de boa qualidade para a maior parte das demandas usuais. Além deles, há uma infinidade de ótimas soluções em código aberto que podem servir de base para um conjunto maior ainda de respostas eficientes em tecnologia para a sociedade, em todas as áreas de atuação humana. Além disso, pela possibilidade de modificação do código dos programas, aplicações e sistemas livres, é possível qualificá-los ainda mais, corrigindo e complementando suas funcionalidades, de maneira coletiva para o compartilhamento de todos. Bancas de revistas, chaveiros, padarias, cafés, confeitarias, farmácias, bares, restaurantes, livrarias, escolas, petshops, lojas, salões de beleza, estéticas, cabeleireiros, miscelâneas em geral, são potenciais usuários de soluções livres, com custos competitivos de serviços e mão de obra potencialmente abundante.

Comunidades

São elas as responsáveis pelas principais soluções livres disponíveis. Muitas vezes, programadores habilidosos mantém aplicações em pequenos grupos, os quais podem ser ampliados. Esperam, via de regra, pelo interesse de outros programadores, mas também as comunidades maiores precisam e desejam parceiros voluntários que as ajudem a traduzir, testar, desenvolver, documentar, integrar, publicar e comunicar as melhorias evolutivas que acontecem de maneira dinâmica o tempo todo. Serão estes mesmos parceiros que irão se utilizar de todas estas soluções aperfeiçoadas para a prestação de serviços a quem quer que precise deles, remunerando desta forma, o esforço coletivo.

Clientes

Toda e qualquer pessoa física ou jurídica é potencial usuária de serviços de informática livre, mesmo que já faça uso de produtos proprietários. As soluções livres são estáveis, escaláveis, seguras e adaptáveis. Toda a eventual dificuldade conhecida no uso delas, decorre da multiplicidade de padrões existentes em um mundo hegemonizado por soluções proprietárias. Quando a maior parte da população estiver utilizando soluções livres, a integração ocorrerá de modo muito natural, pois o respeito a padrões e a natureza aberta do código, permitirão isso. Este processo pode iniciar por grandes clientes como o movimento sindical, movimentos sociais e esferas de governo, desde que esclarecidos da importância do uso de softwares livres para a ampliação da base de conhecimento da sociedade. O uso intensivo na educação, saúde e no trabalho, certamente impactará de modo decisivo na formação de um novo mercado.

Serviços

Lançar mão de ferramentas de software pode ser trivial, como quando instalamos com alguns cliques, alguma aplicação em nosso celular. Pode exigir pontualmente algum conhecimento, para substituir o sistema operacional proprietário de nossas máquinas por sistemas livres. E pode precisar de conhecimento técnico avançado, para a instalação, configuração ou parametrização de sistemas mais complexos. Além disso, este mesmo nível de conhecimento será necessário para ofertar manutenção e suporte por longo período ou de modo permanente a novos clientes. Estes serviços já existem, mas ainda sem a articulação empresarial necessária, sem a divulgação adequada, portanto sem constituir-se como um portfólio ou menu disponível, que facilite e promova sua contratação imediata.

Mão de Obra

Segundo o IBGE, estima-se meio milhão de PME’s no Brasil, atuando com TIC, com 1,5 milhões de profissionais com média e alta capacidade para a execução deste conjunto de serviços. A esmagadora maioria deste conjunto, ocupa-se hoje apenas com a venda de licenças (ou produtos), representados por “caixinhas” cujo conteúdoé, via de regra, uma mídia (um DVD, uma pendrive ou um cartão de memória). Jovens, em sua maioria, com formação técnica ou superior (no mínimo em curso), desempenham quase sempre o papel de vendedores, e raramente o de analistas ou programadores para os quais foram vocacionados… e instruídos. A opção pelosoftware livre permitiria animar um novo e inovador mercado nacional e projetar o Brasil no mercado internacional, em uma década, como o maior país desenvolvedor de softwares no mundo. Mesmo que todo esse código fosse livre, teríamos a inteligência sobre milhares de processos, sistemas e ferramentas, o que nos permitiria inclusive prestar serviços a outros países, modificando nossa participação na balança de exportação deste segmento, sem a obrigatoriedade de perdermos nossos profissionais para o mercado exterior, de modo similar ao que a Índia utiliza para atender boa parte dos “call centers” do mundo.

Modelo de Negócios

Um modelo baseado na prestação de serviços com softwares livres nas áreas de sistemas, banco de dados, aplicativos e redes, dentro do mercado nacional, pode ser organizado em médio prazo através de algumas iniciativas estratégicas:

1. diálogo com as instituições de classe (FENAINFO e sindicatos filiados; ASSESPRO e regionais; FENADADOS e sindicatos filiados; SOFTEX e afiliadas), mostrando a importância de constituição de um Arranjo Produtivo Nacional, com apoio do Governo Federal, para fortalecimento da “indústria de software local”, com base em softwares livres. A participação de centenas de empresas filiadas a estas instituições de classe permitirá ativar rapidamente o APN do Software Livre, com vantagem para todos: empreendedores, cidadãos e governos.

2. envolvimento das instituições de negócio (ASL.Org, Propus, Solis, Colivre, 4Linux, etc.), com o mesmo propósito anterior, convocando a todas e às comunidades desenvolvedoras, a um processo de inserção produtiva formal, através de: filiação às entidades de classe; estabelecimento de articulações empresariais; definição de padrões de qualidade na prestação dos serviços; elaboração de mecanismos de certificação; constituição de redes de qualificação técnica e de redes de qualificação para o empreendedorismo.

3. diálogo com SEBRAE, SENAC e SOFTEX nacionais, para estruturar os aspectos formacionais necessários à visão empreendedora e à ação técnica, primeiramente com foco no mercado nacional e posteriormente vislumbrando o mercado externo.

4. diálogo com MCTI, MIC e MDS, apresentando números iniciais que corroboram a existência latente das condições de possibilidade deste Arranjo Produtivo Nacional, para o qual é preciso constituir uma estratégia e uma política específica, capazes de serem agregadas ao Programa TI MAIOR. É preciso também apresentar o cenário econômico futuro, projetando investimentos moderados, receitas expressivas, aumento quantitativo e qualitativo da empregabilidade e recolhimentos de impostos potencializados, com natureza distributiva altamente favorável à microeconomia.

5. criação de uma empresa âncora capaz de concentrar profissionais e PME’s em torno de um portfólio de aplicações e serviços relacionados, articulados de modo colaborativo para oferecer este menu em qualquer estado da federação. Isto permitirá a rápida popularização e atendimento dos serviços e também o atendimento imediato de demandas governamentais, através de editais que se aplicam a um conjunto de municípios, a Estados inteiros, a vários Estados ou a toda a extensão doterritório nacional.

6. diálogo com grandes comunidades internacionais (Canonical, Mozilla, Suse, CloudStack, Pentaho, PostgreSQL, Linux, KDE, Gnome, etc.) e estabelecimento de parcerias de negócios, cujo braço nacional será impulsionado por esta empresa.

7. diálogo com BNDES, Bancos regionais e estaduais de desenvolvimento, bem como com fundos de pensão e de participações, buscando investidores parceiros, públicos e privados, para a viabilização de uma rede nacional de serviços em softwares livres.

Conclusão

Todas as condições de possibilidade estão dadas. Todos os atores são conhecidos. E todos os interesses legítimos da sociedade brasileira são contemplados e beneficiados nesta ambiciosa e necessária iniciativa. Necessária, porque o desenvolvimento econômico alavancado nesta última década já dá sinais de esgotamento… O mercado de massas interno ganhou vigor, reduziu a pobreza extrema e estabilizou a economia no pior cenário mundial do século. Mas é preciso crescer mais e mais rápido. O Brasil continental talvez nunca venha a perder sua condição de país agrícola, produtor de alimentos. No entanto, é preciso agregar valor muitas vezes a cada real que temos, e a única forma de conseguirmos isso, é trabalhando com inteligência, nos dois sentidos da palavra. Para cada real de investimento em softwares, outros 7 ou 8 retornam, sendo que a relação custo-benefício deste setor é baixa e o retorno, alto. Desenvolvimento de código é uma arte que requer conhecimento, mas que pode alcançar padrões impensáveis com colaboração e compartilhamento. E é essa capacidade técnica que pode tornar o desenvolvedor brasileiro, a indústria de software nacional e o Brasil, uma referência mundial, ao custo de algumas boas políticas, um pouco de coragem e doses decisivas de inovação e ousadia.



Latinoware 2012: a sua caravana vai também?

5 de Setembro de 2012, por Desconhecido

A organização da Latinoware 2012 tem o prazer de informar as caravanas sorteadas para esta edição.

Caro congressista, caso  queira utilizar o recurso, realize a sua inscrição e/ou entre em contato com o Coordenador de Caravana mais próximo de sua cidade.

Coordenação Latinoware.

1 – Cidade: GOIÂNIA (GO)

Coordenador: Gabriel Lino de Sousa Netto
Entidade: Universidade Salgado de Oliveira
email: gabriel@semprecs.com.br
site: www.semprecs.com.br/latinoware
Telefone para Contato: (62) 8406-7727

2 – Cidade: PIRAÍ DO SUL (PR)

Coordenador: Diego Moreirai
Entidade: Rota do Tropeiro Livre – prefeitura
Contato:  diego@soulivre.net
Telefones para Contato: (42) 9921.5518 ou (42) 3237.8500

3 –  Cidade: DOURADOS (MS)

Coordenador: Horácio Pereira dos Santos
Entidade: UEMS-Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
E-mail: horaciuss@gmail.com
Telefones para Contato: (67) 3452-9760 das 11h às 13h30, ou (67) 9921.5353-Vivo  das 7h às 18h

4 – Cidade: JANAÚBA (MG)

Coordenador: Thalis Antunes de Souza
Entidade: Associação dos Estudantes Universitários de Janaúba
E-mail: thalis@thalisantunes.com.br
Telefones para Contato: (38) 9968-4811 ou (38) 9108-4811 – Melhor horário para contato: das 9h às 16h

5 –  Cidade: TEÓFILO OTONI (MG)

Coordenador da Caravana: Diego Frederico Marques Neves
Entidade: Mucuri Livre – Comunidade de Software Livre dos Vales do Mucuri, Jequitinhonha e Sul da Bahia.
E-mail particular: diego@mucurilivre.org

6 –  Cidade : LAVRAS (MG)

Coordenador: Mário Henrique Torquete
Contato: mhtorquete@hotmail.com
Universidade Federal de Lavras
Telefones para Contato: (35) 9934.6104 ou (35) 8829.2338

7 – Cidade: BRASÍLIA (DF)

Coordenador: Luiz Guilherme Nunes Fernandes
Entidade: PSL-DF
E-mail: luiz.guilherme@latinoware.org e narutospinal@hotmail.com

8 – Cidade: PORTO ALEGRE (RS)

Coordenador: Eloir José Rockenbach
Local: Guaíba - RS (30km de Porto Alegre)
Entidade: Cidade: Rede Marista
E-mail particular: eloirjr@gmail.com
Telefones para Contato: (51) 9932.2252 / (45) 9759.9214

9 – Cidade: São Mateus – ES

Coordenador: Professor Temistocles Alves Roça
Faculdade: Empresa Norte Capixaba de Ensino, Pesquisa e Ext. LTDA – UNISAM
Site: www.unisam.edu.br
Telefone: (27) 3313.9700
Local de saída: Rod. Othovarino Duarte Santos S/n, Bairro: Residencial Park Washinton

10 – Cidade: ORLEANS-SC

Coordenador: Prof. Elcio Willmann
Coordenador Adjunto: Rogério Degasperi
Entidade: UNIBAVE
Curso: Sistemas de Informação
E-mail:si@unibave.net
E-mail: rogerio@unibave.net
Telefones para Contato: (48)3466.5645 ou (48) 3466.5631

11 – Cidade: Belo Horizonte – MG

Coordenador: Leonardo José da Rocha
Entidades: PSL-MG / GRUBrO-MG
e-mail: leopadawanvrb@gmail.com
Telefones para Contato: (32) 9116.5463 ou (32) 8825.2092

12 – Cidades: RIO GRANDE (RS) E PELOTAS (RS)

Coordenador: Júlio César Medina Madruga
Entidade: Universidade Federal de Rio Grande (FURG) - Centro de Ciências Computacionais
Bacharelado em Sistemas de Informação
e-mail: cesargr@gmail.com
Telefones para Contato: (53) 8122.2369 / (53) 8425.9345

13 – Cidade: São Bento do Sul – SC – Autopatrocinado
Coordenador: Tiago Hillebrandt
Entidade: UDESC
E-mail: tiagohillebrandt@ubuntu.com
Telefone: 
(47) 9937-1069

14 – Cidade: LONDRINA (PR)

Coordenador: Weigle Luiz Gonçalves Corrêa
Entidade: Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Departamento de Computação
E-mail particular : weigle@latinoware.org
Telefones para Contato: Comercial: (43) 3371.4839 e Celular: (43) 8403.5417

15 – Cidade: Bandeirantes – Paraná

Coordenador: Prof. Me. Carlos Eduardo Ribeiro (Biluka)
Entidade: Universidade Estadual do Norte do Paraná – Campus Luiz Meneghel
Telefones para Contato: (43) 3542.8014 | Fax: (43) 3542.8008 | Skype: profbiluka
16 – Cidade: Curitiba – PR
Paulo Henrique de Lima Santana
Associação dos Professores da UFPR
Email: phls@latinoware.org
Telefone: (41) 9638.1897

17 – Cidade: CUIABÁ (MT)

Coordenador: Raissa Paiva
Entidade: Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e demais instituições
E-mail: raissaizecson@gmail.com / raissaizecson@latinoware.org
Telefone para Contato: (65) 8134.1666

18 – Cidade: Timóteo- MG

Coordenador: Bruno Ferreira Araújo.
Instituição: CEFET – MG – Campus Timóteo
E-mail:  brunaofaraujo2005@hotmail.com
Telefone para Contato: (31) 8707.9002

19 – Cidade: Apucarana – PR
Coordenador: Lincoln Sergio Sorpilli
Email: lincolns@apucarana.pr.gov.br
Prefeitura do Município de Apucarana
(43 ) 3422.4000 ou (43) 3162.4244

20 – Cidade: Campo Mourão (PR)

Coordenador : Rodrigo Hübner
Entidade: Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Campo Mourão
email: rhubner@gmail.com / rodrigohubner@utfpr.edu.br
site: http://www.utfpr.edu.br/campomourao
Telefone para Contato: (44) 9931 6040

21 – Cidade: Goiana (GO) – II

Coordenador: Christiane Borges Santos
Entidade: Instituto Federal de Educação, Ciencia e Tecnologia de Goiás/
Faculdade Estácio de Sá Goiás
Telefone de Contato: 62 81407468 / 62 99836509
e-mail de Contato: angel.chris@gmail.com

22 – Cidade: Votuporanga (SP)

Coordenador: Ubiratan Zakaib do Nascimento
E-Mail: birazn@ifsp.edu.br
Entidade: IFSP Campus Votuporanga
Fone: 17 3426-6990 (Campus IFSP)
Celular: 17 9134-5920

23 -Cidade: ALEGRETE (RS)

Coordenador : Maicon Venes Pereira
Entidade: Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
E-mail particular : mvenes@gmail.com
Telefones para Contato: Celular: (55) 8147.9485 e Fixo: (55) 3422.7623

24 – Cidade: SANTA ROSA (RS)

Coordenador : Nilo Franco
e-mail: <franco.rs@hotmail.com
Telefone: (55) 8128.8120

25 – Cidade : SERRA (ES)

Coordenador: Thalison Jânio Pelegrini
e-mail: thalison.jp@gmail.com
Telefone: (27) 8878-7914 / (27) 88787924

26 – Cidade: Panambi – (RS) – Caravana Autopatrocinado

Coordenador: Prof. Christian Puhlmann Brackmann
Coordenador do Núcleo de Educação a Distância (NEAD)
Instituto Federal Farroupilha – Campuns Panambi
Telefone: (55) 33768800 | 8100 – 1819
brackmann@iffpb.edu.br

27 – Cidade: Florianópolis – SC

Coordenador: Klaibson Natal Ribeiro Borges
Entidade: Solisc (Software Livre SC)
Email: klaibson@solisc.org.br
Telefone: (48) 9625-8273.

28 – Cidade: DOURADOS (MS) ônibus Autopatrocinado
Coordenador: Horácio Pereira dos Santos
Entidade: UEMS-Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
E-mail: horaciuss@latinoware.org
(67) 9921-5353 Vivo das 07:00 as 18:00 h
Coordenador Adjunto: James Gotardi Castilho
E-mail: jamesgotardi@hotmail.com
(67) 9958-4780 Vivo das 9:00 as 11:00 h e das 13:00 as 17:00 h

29 - Cidade:  Posadas provincia de Misiones República Argentina – Autopatrocinado
Coordenadora: Professora Silvia Natalia Martíne
Entidade: Escuela de Educación Técnica N° 1 (EPET N° 1) “UNESCO
Contato: smartinez@epet1.edu.ar

30 – Cidade : Foz do Iguaçu – PR – Autopatrocinado
Coordenadora: Professora ALESSANDRA B G HOFFMANN
Entidade: Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu, CESUFOZ
Contato: alefoz2003@hotmail.com

 31 – Cidade: Foz do Iguaçu – PR – Autopatrocinado
Coordenadora: Profª. Alessandra Bussador
Entidade:Faculdade Anglo-Americano – FAA
Entrar em contato direto coma coordenadora na Faculdade.

32 – Cidade: Medianeira – PR – Autopatrocinado
Coordenador: Jaqueline Nitsche
Entidade: Colégio Estadual João Manoel Mondrone
e-mail para contato: jaqueunipar@hotmail.com
Telefone: (45) 9918 – 4144

33 – Cidade: Dois Vizinhos – PR – Autopatrocinado
Coordenador: Daniela Tremea
Entidade: Sudotec – Associação para o Desenvolvimento Tecnológico e Industrial do Sudoeste do Paraná
e-mail para contato:sudotec@sudotec.org.br
Telefone: 46 3536 6281

34 – Cidade: Ijuí – RS

Coordenador: Robson Schutz
Entidade: Unijuí – Universidade Regional
e-mail: Robson.s@unijui.edu.br
Telefone 55 3332-0370 ou 55 99456615

35 – Colatina – ES – Autopatrocinado

Nome do Coordenador: Renan Osório Rios
IFES – Campus Colatina – Coordenadoria de Informática
Contato do Coordenador – e-mail renan@ifes.edu.br
Telefone. (27)9608-1415  

36 – UNE CDE

Nome do Coordenador: Juan A. Paredes
Universidad Nacional del Este – Facultad Politécnica
Contato do Coordenador – e-mail jparedesgon@gmail.com
Telefone. (595)615996781  

* fonte: Latinoware 2012



Simon Phipps: Opinião: Como a Microsoft foi forçada a abrir o Office

21 de Agosto de 2012, por Desconhecido

Com o código aberto, mesmo que não use o ODF, você se beneficia de um mercado mais competitivo e revigorado.

Em um texto publicado em um dos blogs da Microsoft esta semana, Jim Thatcher, executivo da empresa responsável pelo suporte a padrões no Microsoft Office, descreveu algumas das mudanças na próxima versão do produto:

"Na próxima versão do Office adicionamos dois novos formatos de arquivo que podem ser usados: Open XML estrito e Open Document Format (ODF) 1.2. Também adicionamos suporte à abertura de arquivos PDF, que podem ser editados dentro do Word e salvos em qualquer um dos formatos suportados. Ao adicionar suporte a estes formatos de arquivo padronizados, o Microsoft Office 2013 dá aos usuários mais escolhas na interoperabilidade de documentos."

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Nestas poucas palavras encontramos ecos de uma lição de história que demonstra o poder do código aberto no valioso estímulo à competição e inovação no mercado de sofware. Formatos de arquivo podem não ser o assunto mais interessante, mas o anúncio destaca dois fatos importantes sobre o código aberto. Primeiro, software de código aberto pode perfeitamente definir o ritmo do mercado de forma competitiva. Segundo, a inovação do código aberto fornece os “ombros dos gigantes” nos quais outros podem se apoiar.

O triunfo do ODF

No início da década passada o Microsoft Office havia eliminado quase toda a competição no mercado de software de produtividade. Diante desde quase-monopólio a Sun Microsystems lançou em 2000 um projeto de código aberto baseado em um pacote Office de nicho chamado StarOffice. Batizado de OpenOffice.org, ele gradualmente ganhou notoriedade como a alternativa aberta ao Microsoft Office.

Embora alguns possam ser rápidos ao acusar o OpenOffice.org de ser um “derivado” do Office, seu desenvolvimento na verdade é paralelo à primeira versão do Microsoft Word (em 1983, para o sistema operacional Xenix), tendo sido criado em 1984 para os computadores domésticos populares da época: o Commodore 64 e o Amstrad CPC rodando o CP/M. Mais tarde ele evoluiu para um pacote office para o DOS, OS/2 Warp (da IBM) e Microsoft Windows.  Quando a Sun Microsystems adquiriu o StarOffice, em 1999, ele já era um aplicativo multifunção completo e capaz, disponível em versões para todas as plataformas populares da época.

Chegando à Sun, os desenvolvedores do StarOffice/OpenOffice.org aceleraram um projeto para criar um formato de arquivo moderno, baseado em XML, para seu software. O uso de um formato baseado em XML tornaria muito mais fácil promover a interoperabilidade com outras ferramentas de escritório, bem como manter a compatibilidade entre versões.

O segundo benefício era justamente o maior problema de todos os usuários de aplicativos de escritório, então a Sun tomou a iniciativa de ir à OASIS (Organization for the Advancement of Structured Information Standards - Organização para o Avanço de Padrões em Informação Estruturada) e propor uma solução: um formato de arquivo padronizado para softwares de produtividade. Estive envolvido no processo e sei que a Sun abordou outros membros da OASIS para colaborar no projeto. Entretanto a Microsoft rejeitou a iniciativa, declarando-a “redundante”. Afinal, a empresa ganhava muito dinheiro com os “upgrades” resultantes da pressão social aplicada por outros usuários do Word a cada vez que o formato de arquivo mudava.

A OASIS concordou com a proposta e o resultado foi o padrão OpenDocument, ou ODF. Apesar de um início tímido, a adoção do ODF cresceu como uma bola de neve, e hoje ele é reconhecido pela ISO (International Standards Organization - Organização Internacional para Padronização) e um padrão nacional aprovado em vários países no mundo. A pressão resultante sobre a Microsoft se tornou enorme, e a empresa respondeu manipulando organizações internacionais para criar um formato de arquivo XML baseado fortemente nos formatos usados pelo Microsoft Office. Este padrão foi ratificado pela ISO em 2008.

Demorou cerca de sete anos, mas a Microsoft finalmente cedeu. Em Abril a empresa anunciou que irá implementar totalmente no Office 2013 (Office 15) o suporte ao padrão que forçou à ISO (ISO/IEC 29500, chamado de OOXML pela maioria das pessoas) e o padrão aberto que ela emulou, desenvolvido pela comunidade (ISO/IEC 26300, chamado de ODF pela maioria das pessoas).

O código aberto mudou o mercado, forçando a Microsoft a responder e adotar tanto a compatibilidade de arquivos entre versões quanto o conceito de interoperabilidade. Sem o código aberto, nada disto teria acontecido. Com o código aberto, mesmo que não use o ODF, você se beneficia de um mercado mais competitivo e revigorado.

O PDF recebe o que merece. Ou quase

O segundo ponto no post no blog da Microsoft destaca o poder da inovação aberta. A comunidade de desenvolvedores do OpenOffice.org em sua maior parte migrou em 2010 - junto com o código-fonte - para um novo projeto Open Source chamado LibreOffice. Tanto o OpenOffice.org quanto o LibreOffice há muito suportam a criação de arquivos PDF. O Microsoft Office eventualmente copiou o mesmo recurso, inicialmente como um add-on para o Office 2007 e mais tarde como um recurso padrão. Mas o LibreOffice também inclui a valiosa capacidade de criar PDFs Híbridos, que podem mais tarde ser abertos e editados com o LibreOffice. O vídeo abaixo explica como utilizar este recurso. 

 

E parece que ele também irá aparecer no Microsoft Office:

"Nesta versão a Microsoft adiciona uma opção que chamamos de PDF Reflow, que permite abrir arquivos PDF como documentos Office editáveis. Tristan Davis, gerente de programa do Word na Microsoft, explica: “Com este recurso você pode transformar um PDF de volta em um documento do Word completamente editável. Nós “rehidratamos” cabeçalhos, listas numeradas, tabelas, notas de rodapé e outros elementos, analisando o conteúdo do arquivo PDF."

O problema aqui é que a Microsoft está limitando a interoperabilidade e a compatibilidade tanto do suporte ao ODF quando de sua versão dos PDFs Híbridos. Por motivos ainda não explicados, a empresa não irá oferecer a capacidade de salvar documentos num formato ODF compatível com versões anteriores (a versão atualmente suportada no Office 2010 é a 1.1), então será difícil usar o ODF em um ambiente de trabalho híbrido. Da mesma forma, apesar de suportar a abertura de arquivos PDF para edição, a Microsoft não irá suportar a abertura dos PDFs Híbridos do LibreOffice. Talvez a ameaça competitiva do software de código aberto ainda seja grande demais.

Assim como a adição da capacidade de gerar arquivos PDF, a decisão de incluir a possibilidade de editar estes arquivos é uma bem-vinda adoção do que já foi testado e experimentado com código aberto. Esta é a dinâmica da inovação. Ideias geram ideias, e a inovação é resultado da inspiração.

A diferença aqui é que as comunidades de código aberto tornam suas ideias livremente disponíveis para outros, então não haverá ameaças de processos e acordos de licenciamento coercivos (e confidenciais). É assim que as coisas devem ser se quisermos que a inovação continue a brotar como resultado de um mercado vigorosamente competitivo.

por Simon Phipps, InfoWorld EUA

* fonte: IDG Now



Compartilhamento não é o que mata a indústria

15 de Agosto de 2012, por Pedro Faustini - 0sem comentários ainda


O especialista em segurança Alberto J. Azevedo proferiu na tarde do sábado (28/07) durante o fisl13, a palestra “piratas do copyright! A matemática perversa!”. Nela, contestou números da indústria fonográfica a respeito do dano que a pirataria causaria, sobretudo à economia americana, e afirmou que “o compartilhamento de arquivos não é o que está matando a indústria”.

Para sustentar sua afirmação, apresentou alguns números de casos judiciais com base em dados fornecidos pela própria indústria americana. Segundo esta, 58 bilhões de dólares ao ano seriam perdidos por causa da pirataria nos Estados Unidos. Para dar a dimensão do que é tal número, Azevedo afirmou que “poderia traçar uma linha, daqui do auditório, até o shopping (próximo à PUCRS, onde ocorre o fisl13) e depois ir para Marte usando moedinhas”.

De acordo com ele, em 2000, a indústria da música ganhava 15 bilhões de dólares naquele país, quantia que caiu pela metade durante a década. Só que, conforme o palestrante, outros segmentos, como a TV por assinatura, dobraram de tamanho no período, faltando, em sua visão, cerca de 50 bilhões de dólares para fechar a conta do prejuízo estipulado.

Azevedo criticou a ideia de que cada música pirateada seria comprada. Contou ainda um caso que parou na justiça envolvendo a Recording Industry Association of America (RIAA) contra o compartilhador de arquivos Limewire em um caso de 72 trilhões de dólares. “O PIB (produto interno bruto) do planeta é de 60 trilhões de dólares”, exclamou Azevedo, que prosseguiu: “não há dinheiro na Terra suficiente para isso”, e o juiz destacado para o assunto reduziu o valor posteriormente.

A respeito de processos movidos contra internautas que obtiveram produtos protegidos por direitos autorais sem pagar, o palestrante disse que o objetivo da indústria é ganhar jurisprudência para novos casos, tanto que citou que a RIAA recupera apenas 2,3% do que investe em ações judiciais. “Se a indústria não se atualizar, vai ser engolida pela pirataria”, ponderou.



Alunos do CRC-Recife apresentam seus projetos na mostra de tecnologia livre.

15 de Agosto de 2012, por Rafaela Melo - 0sem comentários ainda

 

Um dos grandes destaques dessa edição do fisl13, foram as exposições no espaço “Mostra de Tecnologia Livre” de participantes de projetos de inclusão digital, vindos de vários estados do país. Em novembro de 2009, a Província Marista do Brasil Centro-Norte e o Governo Federal lançaram em Recife-PE, um Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC), um espaço que recebe, trata e recicla materiais eletrônicos e que além de processar o lixo eletrônico e também tem como elemento de sustentabilidade a necessidade social da população de baixa renda da sua área de atuação.

Segundo os idealizadores do projeto, a necessidade de formação continuada para jovens (de 18 a 29 anos) da periferia em situação de risco também é um elemento fundamental para o funcionamento do CRC, que abrange hoje 80 comunidades da Região Metropolitana do Recife e chegando na Zona da Mata e já formou mais 1.000 jovens.

Durante o fisl13, cinco participantes do CRC – Recife (coordenadores, alunos e monitores) apresentam os trabalhos de conclusão de cursos de Robótica Livre. O jovem Pernambucano Michel de Souza, ex-aluno do curso e hoje monitor voluntário de inclusão digital, fala que o curso abrange a informática básica, programação em shell linux e robótica livre. Segundo ele, o fisl é um importante espaço para a divulgação das ações do CRC e das produção dos alunos e também para firmar novas parcerias.

 

Saiba mais sobre o CRC-Recife em: http://www.crcrecife.marista.edu.br



Programa Telecentros.br entrevistou Rodrigo Troian

9 de Agosto de 2012, por Desconhecido

Durante o fisl, o pessoal do eixo sudeste do Telecentros.br entrevistou Rodrigo Troian, que coordenou a agenda de programação do evento. Confira!



Software livre: militantes se dizem 'apreensivos' e cobram ação do governo Dilma

6 de Agosto de 2012, por Desconhecido

O Fórum Internacional Software Livre, realizado em Porto Alegre-RS entre 25 e 28/7, divulgou uma Carta Aberta à Presidente Dilma Rousseff na qual cobra promessas feitas pelo governo Lula, com exemplos do que são apontados como recuos da atual administração em pontos caros à comunidade do código aberto.

Casos como a retirada da licença livre Creative Commons do site do Ministério da Cultura – episódio que marcou o início da gestão da ministra Ana de Hollanda – ou o acordo do Ministério das Comunicações com as operadoras de telefonia que eliminou obrigações de banda larga das metas de universalização, são citados como “apreensivos”.

Tampouco escapam fatos mais recentes, como a discussão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) sobre patentes de softwares e os pregões da Caixa Econômica Federal para aquisição, por cerca de R$ 112 milhões, de programas de computador proprietários.

“O governo federal tinha ciência dos benefícios do tratamento dos bens imateriais como bens de domínio público, e da importância da manutenção do livre acesso ao conhecimento e seu compartilhamento como ferramenta de incentivo à democracia. No entanto, hoje algumas questões pontuais têm deixado a todos nós, militantes do software e do conhecimento livre, apreensivos”, diz a carta.

Para a comunidade, o incentivo ao software livre, a ausência de patentes de software e a proteção da criação pela lei dos direitos autorais, bem como a neutralidade de rede na Internet são considerados “indispensáveis para o despontar do Brasil como um país internacionalmente competitivo no que diz respeito à manutenção da inovação tecnológica, bem como para a manutenção das estratégias de democratização do conhecimento através da Inclusão Digital”.

http://www.prontofalei.blog.br/wp-content/uploads/2012/07/lula-290x290.jpg

(Leia a íntegra do documento no post abaixo.)

por Luís Osvaldo Grossmann

* fonte: Convergência Digital



fisl 13: Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff

3 de Agosto de 2012, por Desconhecido

Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff


Nós, participantes do 13º Fórum Internacional Software Livre, realizado em Porto Alegre entre 25 e 28 de julho de 2012, tomamos a liberdade de escrever esta carta pública endereçada a Excelentíssima Presidenta da República Dilma Rousseff, em nome da comunidade software livre brasileira, com o objetivo de manifestar nossa posição diante das políticas públicas na área de tecnologia da informação e internet implementadas por vosso governo.

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fisl 10 - Dilma e Presidente Lula

Não poderíamos deixar de relembrar aqui a histórica visita que Vossa Excelência, e o então Presidente Lula, fizeram a este mesmo fórum, em sua décima edição, em 2009. Esta visita, que muito nos orgulhou, foi uma verdadeira celebração das liberdades digitais, e um reconhecimento dos esforços da comunidade software livre internacional, e, especialmente brasileira, na luta pela manutenção do conhecimento como bem comum. Os avanços e conquistas invejáveis produzidos pelas políticas públicas do governo federal do Brasil em direção às liberdades e à soberania tecnológicas foram reconhecidos e reafirmado o compromisso com esses valores.

Além do encontro do então Presidente Lula com os principais expoentes da comunidade software livre internacional, o momento foi marcado por seu discurso memorável, no qual o Presidente afirmou que em seu governo era “proibido proibir”, que “Lei Azeredo é censura”, além de determinar publicamente ao então Ministro da Justiça, Tarso Genro, a construção de um marco civil da internet.

Na oportunidade, Lula também reafirmou a defesa do software livre no seu governo, e foi ovacionado pelo público presente ao afirmar, em nome de todos os brasileiros:

"Nós tínhamos que escolher: ou nós iríamos para a cozinha preparar o prato que a gente queria comer, com os temperos que nós queríamos colocar e dar um gosto brasileiro para a comida, ou nós iríamos comer o prato que a Microsoft preparou para a gente. E, graças a Deus, prevaleceu, no nosso país, a questão e a decisão pelo software livre".

Além do compromisso assumido e cumprido durante o Governo Lula, e reafirmado pelo então Presidente durante o fisl10, em 19 de janeiro de 2010, no primeiro mês do vosso governo, foi publicada a Instrução Normativa nº 1, que dispôs sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela Administração Pública Federal. Dentre as diretrizes, destacam-se as determinações que proíbem o uso de componentes, ferramentas, códigos fontes e utilitários proprietários, e também a dependência de um único fornecedor, dando preferência ao uso de software livre - mais uma mostra de que o governo federal tinha ciência dos benefícios do tratamento dos bens imateriais como bens de domínio público, e da importância da manutenção do livre acesso ao conhecimento e seu compartilhamento como ferramenta de incentivo à democracia.

No entanto, hoje algumas questões pontuais têm deixado a todos nós, militantes do software e do conhecimento livre, apreensivos:

  • A retirada da licença livre Creative Commons do site do Ministério da Cultura e sua mudança de posicionamento em relação à reforma dos direitos autorais e às liberdades civis na internet;

  • A introdução, no acordo do Ministério das Comunicações com as Teles em relação ao plano nacional de banda larga (PNBL), de um grave precedente de limitação e tarifação do volume de dados que trafegam pela conexões das operadoras - como uma espécie de pedágio ou taxímetro cobrado por conteúdos de terceiros;

  • A iniciativa no INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial - de abrir uma consulta pública indicando o patenteamento do software no Brasil, na contramão de uma das maiores lutas do movimento software livre internacional;

  • O Pregão Eletrônico (N. 116/7066-2012 – GILOG/BR) da Caixa Econômica Federal, na ordem de 112 milhões de reais, que contraria um histórico de investimento em desenvolvimento e adoção de softwares livres produzidos especificamente para a instituição.

Algumas décadas depois de os softwares e a internet terem se tornado elementos indissociáveis de nossas rotinas, já podemos afirmar com sólidos argumentos econômicos, científicos e sociais que:

  • o incentivo e a manutenção da luta pelo Software Livre,

  • a ausência de patentes de software, e a proteção da criação dos mesmos pela lei dos direitos autorais,

  • a manutenção de uma internet livre, neutra e inimputável,

são estratégias não só viáveis como indispensáveis para o despontar do Brasil como um país internacionalmente competitivo no que diz respeito à manutenção da inovação tecnológica, bem como para a manutenção das estratégias de democratização do conhecimento através da Inclusão Digital.

Por fim, confiantes de que podemos restabelecer a interlocução do governo federal com a comunidade software livre, da cultura digital e ativistas por direitos civis na internet, pedimos, publicamente, uma audiência de nossos representantes com Vossa Excelência para que possamos retomar o diálogo construtivo que sempre tivemos com o governo federal nestes últimos anos.

Aproveitamos também para manifestar nosso apoio e parabenizá-la pela condução da política econômica, dos programas sociais, em especial de combate à fome e à pobreza, e na firme postura contra a corrupção em nosso país.

Sem mais, subscrevemo-nos.

Ricardo Fritsch
Coordenador geral da Associação Software Livre.org, em nome dos participantes do 13º Fórum Internacional Software Livre

* fonte: Software Livre