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Pesquisa resulta em aulas de tecnologia para mulheres baianas

30 de Junho de 2011, 0:00 , por Software Livre Brasil - 7474 comentários | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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21461_4_Uma pesquisa empírica resultou em aulas de tecnologia voltadas à mulheres de bairros pobres de Salvador. A iniciativa de Karla Brunet e a colaboração de Mônica Paz foi o centro da palestra "Labdebug, experiências femininas na produção de cultura digital" que aconteceu no segundo dia do fisl (30 de junho).

De acordo com as palestrantes a pesquisa ainda está acontecendo. Inicialmente observou-se que no atual cenário tecnológico há poucas mulheres em cargos de decisão em empresas voltadas a essa prática. Um segundo dado levantado foi a pouca inserção de mulheres nos moviemntos de software livre, além de não haver diálogo entre o movimento feminista e o movimento tecnológico. Agora o foco da pesquisa é outro: Quem são as mulheres que lideram grupos de inclusão digital.

Karla e Mônica ao apresentarem os resultados da pesquisa falaram que o objetivo delas com os cursos para as mulheres de baixa-renda é desenvolver metodologias para a inclusão digital. O projeto tem o nome Labdebug, porém Karla disse que o nome "não é tão bom, pois é uma palavra em inglês, não interagindo com o público atendido". A maior parte das oficinas são voltadas para o público feminino, contudo todas as quintas-feiras o projeto é aberto para o público em geral.

As aulas acontecem na Universidade Federal da Bahia (UFBA) em horários específicos, já que a maioria dessa mulheres atendidas trabalham diariamente. "É um público que nunca pensou estar em uma faculdade. Ter um certificado de um curso da UFBA é bastante significativo", lembra Karla Brunet. O foco dos cursos é a produção digital, a cada aula as alunas aprendem algo diferente que vai desde como entrar em sites de serviços até edição de vídeo. Mônica Pax salienta que durante as aulas é preciso mesclar as aulas teóricas com o que chama a atenção delas. "Se o príncipe vai casar temos que ver o vestido da noiva. Elas gostam de ver sites sobre celebridades e também os mais populares, como o Bocão que posta os problemas enfrentados pelos moradores da periferia baiana", conclui a pesquisadora.

O projeto Labdeburg apesar de ocorrer em uma universidade encontrou problemas. A burocracia foi um dos exemplos citados. Hoje o projeto conta com colaboradores que atuam desde a captação de público (atuam em geral os sindicatos), até a ajuda financeira (passagem e lanche para as alunas). Os horários também foram citados como um dos problemas. "Os cursos não podem ser longos ou não teremos público" enfatizaram as pesuisadoras.


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