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Passado, presente e futuro da plataforma Android

3 de Julho de 2011, 0:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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RodrigoO sistema operacional móvel Android, usado em smartphones e tablets e desenvolvido pela Google, tem feito sucesso. Hoje mais aparelhos com ele são ativados do que iPhones, o que demonstra o poder de fogo da plataforma. O entusiasta de software livre Rodrigo Carvalho, na palestra Android, catedral de sucessos, veio ao fisl explicar a trajetória do sistema e o que devemos esperar para o seu futuro.

O Android surge como primeiro sistema operacional móvel de sucesso a incorporar código aberto. “Meu sonho era ter um celular que tivesse Linux, que eu pudesse modificar. O Android foi o primeiro a trazer o Linux móvel para as massas”, explica. Ele surgiu em 2008 e o primeiro aparelho a ser baseado nele foi o HTC G1. O código do programa, no entanto, só viria a ser aberto em 2009. Hoje, ele está nas versões 2.3, para celulares, e 3.0, para tablets.

Há muitas controvérsias, no entanto, em torno do Android. Ele é um sistema aberto que recebe críticas. “O seu desenvolvimento acontece dentro do Google, a portas fechadas. Ninguém externo consegue contribuir, nem os planos da plataforma são divulgados”, afirma Rodrigo. O caso do hacker Cyanogen é conhecido. Ele fazia modificações no sistema para que rodasse no seu HTC G1. O Google descobriu e alegou que ele estava infringindo códigos proprietários. O hacker começou então um movimento para criar substitutos livres a esses códigos.

A versão Honeycomb do Android, específica para tablets, ainda não teve o código liberado. A Google afirma que não o divulgará, porque esperam o lançamento da versão Ice Cream Sandwich, que vai ser unificada entre smartphones e tablets e, aí sim, teria o código aberto.

Assim, o Android usa, conforme Rodrigo, o sistema de desenvolvimento catedral, fechado, ao invés do sistema bazar, colaborativo, do qual o Linux é um bom exemplo. “Eles não usam bazar porque a concorrência no mercado móvel é muito grande. O mundo está numa transição do desktop pra mobilidade, e todos querem uma fatia desse mercado. A Open Handset Alliance, [união de empresas que apóia o Android], quer uma vantagem, quer ter o código antes”, relata o programador.

Mas mesmo com todas estas polêmicas, a fórmula tem feito sucesso. Os motivos são vários. Primeiramente, segundo Rodrigo, ele veio no momento certo. “Os fabricantes precisavam de um competidor para o iPhone, estavam perdendo mercado, assim como as operadoras. O Android era viável e chegou na hora certa”, constata. Por outro lado, mesmo que a Open Handset Alliance mantenha controle sobre o sistema, ela representa um grande respaldo a ele. Além disso, o fato de ter o Java como linguagem também facilitou sua difusão: “muitos criticam o Java, mas é a plataforma mais usada no mundo. Os desenvolvedores acham muito natural, conseguem fazer mais aplicativos. A plataforma é madura”, demonstra ele.

Mas o que esperar para o futuro do Android? A concorrência é muito acirrada no mundo mobile e tanto ele como os adversários tem vários pontos fortes e fracos. Os próximos Androids deverão enfrentar a próxima geração do iPhone (tratada atualmente como iPhone 5 ou iPhone 4S), o Windows Phone 7 unido com os aparelhos da Nokia, a plataforma MeeGo (que não se sabe se decolará ou não) e o webOS, no qual a HP tem investido muito. De acordo com Rodrigo, os defensores do software livre esperam principalmente que ele fique mais aberto. Além disso, pela sua forte capacidade de adaptação, o Android é o que tem mais capacidade de estar em modelos para todos os gostos, incluindo os populares. "A concorrência é forte, mas o sucesso do Android tem dado novos horizontes ao Linux e ao software livre no mundo mobile", concluiu.


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