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Notícias do FISL

3 de Julho de 2013, 0:00 , por Valessio Brito - | 2 pessoas seguindo este artigo.
O Fórum Internacional de Software Livre (FISL) acontece anualmente na cidade de Porto Alegre, RS, Brasil. O FISL é considerado um dos maiores eventos do mundo na área por proporcionar uma discussão técnica, política e social sobre software livre de forma integrada. Reúne discussões, palestras, personalidades e novidades nacionais e internacionais do mundo do software livre.

Novatec Editora lança o primeiro volume da série Vida de Programador

15 de Julho de 2014, 10:56, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Enviado por Stephanie Milate (smilateΘnovatec·com·br) para o site BR-Linux.org.

Tirinhas bem-humoradas sobre a vida dos programadores vão virar série de livros.

As tirinhas do site Vida de Programador fazem sucesso na internet entre estudantes e profissionais da área de informática que se identificam com as situações engraçadas que acontecem com os personagens: o Programador, o amigo P.A., o estagiário, o chefe, a esposa e outros que fazem parte das histórias sobre o universo dos programadores.

Andre Noel, criador do site conhecido por seu vício em café (por este motivo, a mancha de café na capa do livro), começou a criar as tirinhas em 2011 como uma forma de desestressar e contar as histórias curiosas e engraçadas que viveu e ouviu. O Vida de Programador cresceu, ganhou público fiel na internet e as tirinhas serão lançadas em uma série de livros publicados pela Novatec Editora.

Vida de Programador – Volume 0 é o primeiro da série e contém 136 páginas de tirinhas e outras histórias sobre o dia a dia dos profissionais de TI. Os leitores vão se divertir com o sarcasmo do personagem Programador lidando com o estagiário, as dificuldades ao tentar explicar o que é programação para sua mãe, a falta de paciência com as dúvidas dos usuários e os pedidos inesperados do chefe.

Aproveite e assista a palestra no André Noel no FISL15 com o título: Humor, Arte e Software Livre com o Vida de Programador



Chamada para Colaboração LibreOffice Magazine 12

10 de Julho de 2014, 9:44, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

A próxima edição da revista eletrônica LibreOffice Magazine será lançada no mês de agosto de 2014. Se você tem interesse em escrever para a revista sobre os temas LibreOffice, ODF ou temas relacionados a softwares de código aberto, envie o seu texto por e-mail até o dia 31 de julho de 2014 para o endereço: redacao@libreoffice.org

O formato do arquivo texto a ser enviado deve estar em formato aberto (ODF) e o mesmo deve conter a foto e o minicurrículo do autor. Não aceitaremos o arquivo texto em outro formato.

Se você tem interesse em divulgar algum evento de Software Livre em nossa revista, você deve enviar o arquivo em formato PNG ou JPG com resolução mínima de 100 DPI, até o dia 31 de julho de 2014 para o e-mail: revista@libreoffice.org. Consulte-nos sobre os tamanhos do anúncio.

Onde baixar a LibreOffice Magazine? http://pt-br.libreoffice.org/projetos/revista

Fonte: http://blog.pt-br.libreoffice.org



Festival de Cultura e Economia Colaborativa oferecerá 50 horas de atividades gratuitas

8 de Julho de 2014, 23:52, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Lançada a 1º edição do Festival de Cultura e Economia Colaborativa Sharefest. O evento é uma iniciativa da organização americana Shareable.net, e é organizado de maneira local e independente e tem cunho educativo. Serão oferecidas 50 horas e mais de 500 vagas em atividades gratuitas à comunidade de Porto Alegre tratando de temas como Sustentabilidade, Arte, Empreendedorismo Social, Mobilidade Urbana, entre outros.

Criado para celebrar e promover a colaboração local e o empoderamento social, o Festival trata de temas como compartilhamento de recursos, modelos sustentáveis para criação e distribuição de bens e serviços, educação e cooperação. O ShareFest Porto Alegre acontece no dia 19 de julho, das 10:00 às 21:30 horas, na Casa de Cultura Mario Quintana.

Planejado, organizado e produzido por um grupo heterogêneo de pessoas ligadas às mais diversas áreas de interesse, o Festival angariou colaborações de empresas da iniciativa privada e de coletivos e cooperativas. Sem fins lucrativos, busca criar um dia em que as pessoas colaboram para que mais pessoas aprendam e descubram o poder da colaboração e do compartilhamento de recursos.

Para a organização do evento, o ShareFest contribui para Porto Alegre se tornar uma capital cada vez mais colaborativa. “O festival está sendo totalmente co-criado a partir da colaboração. Seja o conteúdo, sejam os recursos materiais necessários, tudo está sendo viabilizado e oferecido a partir da colaboração das pessoas, empresas, marcas, projetos, instituições e coletivos que acreditam na colaboração. O objetivo principal do evento é estimular a cultura e o trabalho colaborativo para transformar Porto Alegre em uma cidade inteligente, onde os recursos e espaços são compartilhados e na qual o bem estar das pessoas é a força motriz que se transforma em movimento e dita os rumos dos processos” comenta Philipe Martins que, ao lado de Alessandra Guglieri, são os conectores locais do Shareable e co-organizadores do festival em Porto Alegre.

PROGRAMAÇÃO E INSCRIÇÕES

As inscrições nas atividades poderão ser realizadas através da plataforma de aprendizagem colaborativa NósLab – um dos colaboradores do festival. A partir do dia 23 estarão disponíveis para inscrições as 10 primeiras atividades que compõe o festival, abertas a qualquer pessoa interessada pelos temas abordados. Outras atividades terão inscrições abertas no decorrer das próximas duas semanas.

As inscrições serão gratuitas, entretanto há a opção de colaboração financeira com o festival para custeio de insumos das atividades e dos recursos materiais necessários. Além disso, todos os participantes serão convidados a levar alimentos não perecíveis e roupas para repasse a instituição a ser definida.

A REDE DE CIDADES COLABORATIVAS E O SHAREABLE

A realização do ShareFest marca a entrada da capital gaúcha na Sharing Cities Network (Rede de Cidades Colaborativas), consolidando-a como a primeira cidade da América Latina a ingressar nesta rede composta por dezenas de centros urbanos e que conecta informações, projetos e pessoas espalhadas em por mais de 10 países e 4 continentes com o propósito de estimular a criação de sistemas mais colaborativos.

A SCN é criação pelo Shareable.net, organização criada em 2009 para servir como um hub de cidades colaborativas espalhadas pelo mundo, possibilitando o compartilhamento de dados e iniciativas focadas no desenvolvimento de um mundo melhor a partir da colaboração e empoderamento social.



Lançada a edição número 62 da Revista Espírito Livre - especial FISL15

8 de Julho de 2014, 22:30, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

O calendário de eventos da comunidade de Software Livre no Brasil sofreu uma importante mudança em 2014. O Fórum Internacional de Software Livre – FISL, ocorreu em último mês de maio. Para quem está acostumado com o evento em meados de junho e julho sentiu a diferença. Mas qual o motivo da mudança da data? Simples, a Copa do Mundo da FIFA. Mas nem por isso o evento foi diferente dos anos anteriores. Aliás, houveram algumas mudanças e a principal delas a meu ver foi a nível de debates.

Em 2014, posso dizer que o nível de amadurecimento atingiu um novo patamar. Ah, e sim, sou fã de debates e discussões, mas adianto que gosto de debates proveitosos e inteligentes, aqueles que acrescentam e nos faz crescer. Debates que apresentam novidades e novas perspectivas, novas formas de pensar e analisar temas relevantes. E isso, o FISL15 proporcionou. Claro que nem todos entendem assim. Alguns acham que debates são desnecessários, que é puro blablablá, conversa pra boi dormir. Talvez por que certos debates em nada nos acrescenta. Reconheço que já presenciei alguns assim. Lamentável, mas recorrente em diversos lugares.

Quanto ao FISL15, digo que é o local perfeito para debates inteligentes e análises profundas sobre software livre, código aberto, licenciamentos, desenvolvimento, redes sociais e tantos outros temas que fazem parte de nossas vidas e que não encontramos um local interessante para levantar questionamentos. Na minha opinião, que venham novos momentos de discussão e análise profunda de conceitos, filosofias e aprofundamentos. E que haja respeito de ambas as partes, sem agressões verbais, obviamente.

Assim como nos anos anteriores, o encontro com amigos, a oportunidade de aprendizado e novos conhecimentos, as parcerias e caminhos que se abrem, são os ingredientes que tornam o FISL, um evento único. A organização novamente conseguiu em tempo recorde colocar a disposição dos mais de 4000 inscritos uma estrutura digna de nota com ótimos palestrantes e todo um ecossistema em torno deste imponente evento.

E como a própria organização do evento já disse: nos vemos em 2015!

Fonte: Revista Espírito Livre



Retrospectiva FISL15: Assista o Encontro Comunitário dos Estudantes de Computação do Brasil

7 de Julho de 2014, 9:13, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Resumo:

Estudantes de Computação dos cursos de graduação, pós-graduação e tecnicos do Brasil via Executiva Nacional dos Estudantes de Computação (ENEC).

Proposta:

Apresentação da Executiva Nacional dos Estudantes de Computação, formas de possiveis formas de atuação do Brasil e como contribuir com a comunidade.

Apresentação da importância do Software e Hardware Livre e discussão de maneiras a disseminar esses assuntos nas Universidades brasileiras via ações da ENEC, ou mesmo dos estudantes de computação organizados.

Propostas de atividades

  • Como contribuir com a ENEC e com o ENECOMP
  • Mulheres na Tecnologia e nas Comunidades de Software Livre
  • Regulamentação da Profissão em TI, vale a pena regulamentar?

Coordenadores:

  • Cleiton Galvão Santana (cleitongalvao@uesb.edu.br / cleitonpib@gmail.com)
  • Michelle Borges Miranda (biamichelle@usp.br)
  • Ramon Gonçalves (ramonbhb@farmacia.ufmg.br)
  • Yuri Rodrigues Santos Silva (yurirs.silva@gmail.com)

Gravação:

* Observação: o resumo, a proposta e os coordenadores foram retirados do texto original enviado no papers. A atividade pode ter sofrido alterações durante a sua realização.



Aracele Torres apresentou sua pesquisa de mestrado sobre a história do projeto GNU

6 de Julho de 2014, 23:31, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Aracele Torres é historiadora da Ciência e da Tecnologia, Doutoranda e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Produziu sua dissertação de mestrado sobre o Projeto GNU, cujo o título é "A tecnoutopia do software livre: uma história do projeto técnico e político do GNU". Conhecida na comunidade de Software Livre por sua colaboração ao projeto KDE onde atua nas áreas de tradução de software e promoção. 

Com o título "A história do GNU: 30 anos de criação do software livre" a palestra aconteceu no FISL15 às 14h do dia 09 de maio, na sala 41B. Aracele fez um relato histórico mostrando desde a criação da indústria do software, passando pela criação do projeto GNU, o nascimento da GPL, a chegada do Linux, a importância dos anos 2000 para o crescimento do Software Livre.

No final da sua apresentação, a palestrante comentou sobre a recente polêmica envolvendo a suposta morte do movimento software livre no Brasil e participação do Ubuntu neste processo. Baseada em seus estudos sobre os movimentos software livre e open source, ela disse:

"Na minha opinião eu acho que o Ubutu não é causa,  se tem um enfraquecimento deste movimento do software livre no Brasil ou em qualquer lugar, o Ubuntu é consequencia porque eu acho que é consequencia de um esforço do open source de deslegitimar o movimento free software, e o ubuntu é só uma consequencia disso, uma coisa muito maior, se é que o Ubuntu tem ou não tem a ver com isso. E como o próprio Stallman fala, depois de 98 se tornou mais difícil falar ou tentar fazer com que as pessoas usassem software livre justamente por esse esforço do movimento open source. Você tem uma série de empresas enormes investindo dinheiro pesado no pessoal, no Linux, no pessoal que defende open source, você tem pessoal batendo direto nessa tecla do open source e tudo mais. Então depois de 98 realmente ficou difícil falar."

Não deixe de assitir a gravação da palestra para conhecer a história rica destes 30 anos do GNU!

Vídeo



Retrospectiva FISL15: Assista Envolva-se: Como você pode contribuir com a Mozilla Brasil.

6 de Julho de 2014, 22:01, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Resumo:

Esta palestra tem como objetivo principal mostrar às pessoas que qualquer um pode colaborar com uma comunidade de software livre. Pessoas não precisam saber escrever código para contribuir com a Mozilla, basta gostar e querer defender a web.

Proposta:

A Mozilla é uma fundação sem fins lucrativos que visa manter a web aberta para todos. Ela é feita de voluntários ao redor do mundo e aqui no Brasil nós fazemos a nossa parte.
Queremos mostrar para as pessoas como é fácil fazer parte de uma comunidade de software livre, independente da área de atuação. Mais do que isso, mostrar o quanto voluntários ganham fazendo parte de uma comunidade, tendo a oportunidade de aprender, conseguir experiência prática, ensinar e conhecer pessoas de diferentes culturas, mas que compartilham o mesmo espírito colaborativo.

As possibilidades de contribuição são variadas e permitem a atuação em áreas que vão de ciências humanas a exatas, com ou sem experiência de trabalho ou tempo para se dedicar.

Quem deseja atuar dentro da área de comunicação pode ajudar a divulgar produtos e fortalecer a Mozilla em diferentes meios (redes sociais, lojas, eventos, campanhas de marketing, etc.). Muitos desses meios atingem diariamente milhares de pessoas. Aqueles que gostam de ensinar e ajudar outras pessoas, há oportunidades para atuar em canais de suporte. Aos que têm habilidades de síntese e de escrita, pode-se participar na elaboração de manuais e guias. Quem possui conhecimento de inglês ou outros idiomas pode ajudar na tradução de textos. Educadores podem adotar as ferramentas de criação na web ou de colaboração cinetífica (Science Labs) para disseminar conteúdo e refinar a ferramenta. Desenvolvedores e estudantes de ciências exatas têm oportunidades variadas que vão da análise crítica de software e falhas, criação de testes manuais ou automatizados, registro e correção de bugs e desenvolvimento de código.

Em cada uma dessas oportunidades, voluntários têm a oportunidade ver suas contribuições influenciando outras pessoas, de colaborar com outras pessoas, participar de uma grande organização e aprender dentro de um ambiente que compartilha a visão de milhares de pessoas em todo mundo

Autores:

  • Andre Alves Garzia (andre@andregarzia.com)
  • Luigui Delyer (luigui@s1x.com.br)
  • Qaiq Alves (qaiqalves@gmail.com)
  • Ricardo Pontes (chuck.info@gmail.com)

Gravação:

* Observação: o resumo, a proposta e os autores foram retirados do texto original enviado no papers. A atividade pode ter sofrido alterações durante a sua realização.



LaKademy 2014: nova chamada de trabalhos e primeiras apresentações confirmadas

4 de Julho de 2014, 13:26, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

O LaKademy 2014 - Conferência Latino-Americana do KDE, ocorrerá de 27 à 30 de agosto em São Paulo, nas dependências do CCSL - Centro de Competência em Software Livre do IME-USP [1].

Ainda temos alguns slots de palestras/mini-cursos disponíveis, então estamos realizando uma segunda chamada de trabalhos que ficará aberta até *10 de julho* [2].

E aproveitando, divulgamos as primeiras palestras/mini-cursos submetidas e confirmadas para o evento:

  • KDE Sysadmin Team (Rafael Brito Gomes/Presentation)
  • Eduroam: Facilitando Acesso à Internet em Instituições de Ensino (Lamarque Vieira Souza/Presentation)
  • Mini-Curso de Introdução ao Qt (Sandro Andrade/Short Course)
  • Qt e KDE no Android: o caso GCompris (Filipe Saraiva/Presentation)
  • Do GTK ao Qt, como Linus Torvalds abraçou o C++ (Tomaz Canabrava/Presentation)

Logo mais em julho teremos a abertura das inscrições para participantes.

Fiquem ligados!

[1] Sobre o LaKademy 2014 - http://br.kde.org/lakademy-2014

[2] Chamada de Trabalhos - http://br.kde.org/lakademy-2014-CfP



Retrospectiva FISL15: Assista o Encontro Comunitário do PHPRS

4 de Julho de 2014, 9:09, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Proposta:

Encontro comunitário do Grupo de Programadores PHP do Rio Grande do Sul, destinado a apresentação do grupo, lightning talks e confraternização.

Autor:

  • Rafael Jaques (rafael@phpit.com.br)

Gravação:

* Observação: a proposta e o autor foram retirados do texto original enviado no papers. A atividade pode ter sofrido alterações durante a sua realização.



O próximo passo: Desenvolvimento Econômico Nacional com Software Livre

2 de Julho de 2014, 10:53, por Sady Jacques - 0sem comentários ainda

A primeira década: promovendo o uso, o desenvolvimento e a difusão do software livre

Desde a organização do núcleo PSL-RS (Projeto Software Livre RS), em 1999, o qual viria a estimular a formação de núcleos PSL por praticamente todos os estados brasileiros e vertebraria o que conhecemos hoje por Projeto Software Livre Brasil, muito se fez. Criou-se a Associação Software Livre.Org, realizadora do fisl – Fórum Internacional Software Livre, um evento de referência mundial (é considerado o maior evento de comunidades de software livre do mundo); criou-se o Latinoware; criou-se o CONSEGI – Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico e mais uma grande lista de excelentes eventos de software livre pelo país (Criou-se também um Portal de Rede Social, veja a lista aqui: link dos eventos!!!). Todo este esforço de milhares de pessoas, com o objetivo principal de promover o uso, o desenvolvimento e a difusão desta idéia na sociedade, entre governantes, empresários, acadêmicos, estudantes e população em geral, integrando um imenso ecossistema. Estamos em 2013 e após 14 anos, com numerosas corporações fazendo uso massivo de softwares livres, com a internet (construída graças aos softwares e padrões livres) sendo notícia mundial e com milhões de celulares funcionando a base de um sistema operacional baseado em software livre, queremos crer que esta etapa foi alcançada, o ecossistema sobreviveu (e cresceu) e nos cabe dar agora, um próximo passo.

Transição: do computador de mesa, para o celular e para a nuvem.

Ainda neste período, algumas transformações mudaram radicalmente nossos conceitos: a mobilidade e a nuvem reorientaram ferramentas e serviços, de modo que “smartphones” e “tablets”, turbinados por “APP’s”, permitem comunicação, produtividade e interação em tempo real. E vem mais por aí: óculos e pulseiras “espertas” já não são novidade, mesas e murais digitalizados estão se tornando comuns. Neste mundo complexo, heterogeneo e de muita velocidade, é preciso cada vez mais padrões, colaboração, compartilhamento… e este é o ambiente por natureza do software livre.

A próxima década: do ecossistema para os arranjos produtivos nacionais.

Na verdade, desde 2009 há preocupações manifestas no sentido de dar um passo adiante neste processo. No primeiro CONSEGI, conversas internacionais com os membros de organizações do terceiro setor de países como Cuba, Equador, Argentina e Índia, já apontavam a necessidade de novos graus de organização. Em 2009, durante o fisl10, foi assinado acordo de cooperação com Moçambique, África do Sul. Em 2010, a primeira rodada de negócios com software livre, ocorre com quarenta participantes no CONSEGI em Brasília. Também em 2010, assinado o Tratado Atlânticocom entidades de Portugal e Galicia e Catalunha, Espanha. Em 2011, criada a Rede Internacional do Software Livre – RISoL e em 2013, realizado o I Parlamento das Américas, promovido pela Rede. Em todos os fóruns, locais ou internacionais, a preocupação crescente é a mesma: é preciso dar um passo adiante na articulação do mercado para o software livre, pois o nível de maturidade de produtos, serviços e redes já foi alcançado. Deste momento em diante, a tarefa fundamental consiste em elaborar uma estratégia com a envergadura necessária para viabilizar o nascimento institucional do software livre como uma possibilidade concreta para a geração de trabalho, conhecimento, renda e riqueza, numa contribuição efetiva ao desenvolvimento da nação.

Elementos fundamentais da cadeia produtiva do Software Livre: demandas, soluções, comunidades, clientes, serviços e mão de obra, articulados em um modelo de negócios específico.

Demandas

O mundo moderno é indissociável das tecnologias da computação em rede. Todos os processos podem ser agilizados, gerando economia e resultados surpreendentes, quando são suportados por sistemas inteligentes e integrados. Cada vez mais o empreendedor, o cliente e o cidadão reivindicam agilidade, precisão e confiança no trato da informação. Somos 7 bilhões de pessoas no mundo, mais de 200 milhões no Brasil. A maior parte desta população começa a ter acesso à internet e, portanto, a potenciais serviços por toda a parte. São XXX mil empresas de micro, pequeno e médio porte, as PME’s, que representam um mercado imenso de serviços informáticos, de redes, a sistemas locais e serviços em nuvem.

Soluções

Já existem softwares livres de boa qualidade para a maior parte das demandas usuais. Além deles, há uma infinidade de ótimas soluções em código aberto que podem servir de base para um conjunto maior ainda de respostas eficientes em tecnologia para a sociedade, em todas as áreas de atuação humana. Além disso, pela possibilidade de modificação do código dos programas, aplicações e sistemas livres, é possível qualificá-los ainda mais, corrigindo e complementando suas funcionalidades, de maneira coletiva para o compartilhamento de todos. Bancas de revistas, chaveiros, padarias, cafés, confeitarias, farmácias, bares, restaurantes, livrarias, escolas, petshops, lojas, salões de beleza, estéticas, cabeleireiros, miscelâneas em geral, são potenciais usuários de soluções livres, com custos competitivos de serviços e mão de obra potencialmente abundante.

Comunidades

São elas as responsáveis pelas principais soluções livres disponíveis. Muitas vezes, programadores habilidosos mantém aplicações em pequenos grupos, os quais podem ser ampliados. Esperam, via de regra, pelo interesse de outros programadores, mas também as comunidades maiores precisam e desejam parceiros voluntários que as ajudem a traduzir, testar, desenvolver, documentar, integrar, publicar e comunicar as melhorias evolutivas que acontecem de maneira dinâmica o tempo todo. Serão estes mesmos parceiros que irão se utilizar de todas estas soluções aperfeiçoadas para a prestação de serviços a quem quer que precise deles, remunerando desta forma, o esforço coletivo.

Clientes

Toda e qualquer pessoa física ou jurídica é potencial usuária de serviços de informática livre, mesmo que já faça uso de produtos proprietários. As soluções livres são estáveis, escaláveis, seguras e adaptáveis. Toda a eventual dificuldade conhecida no uso delas, decorre da multiplicidade de padrões existentes em um mundo hegemonizado por soluções proprietárias. Quando a maior parte da população estiver utilizando soluções livres, a integração ocorrerá de modo muito natural, pois o respeito a padrões e a natureza aberta do código, permitirão isso. Este processo pode iniciar por grandes clientes como o movimento sindical, movimentos sociais e esferas de governo, desde que esclarecidos da importância do uso de softwares livres para a ampliação da base de conhecimento da sociedade. O uso intensivo na educação, saúde e no trabalho, certamente impactará de modo decisivo na formação de um novo mercado.

Serviços

Lançar mão de ferramentas de software pode ser trivial, como quando instalamos com alguns cliques, alguma aplicação em nosso celular. Pode exigir pontualmente algum conhecimento, para substituir o sistema operacional proprietário de nossas máquinas por sistemas livres. E pode precisar de conhecimento técnico avançado, para a instalação, configuração ou parametrização de sistemas mais complexos. Além disso, este mesmo nível de conhecimento será necessário para ofertar manutenção e suporte por longo período ou de modo permanente a novos clientes. Estes serviços já existem, mas ainda sem a articulação empresarial necessária, sem a divulgação adequada, portanto sem constituir-se como um portfólio ou menu disponível, que facilite e promova sua contratação imediata.

Mão de Obra

Segundo o IBGE, estima-se meio milhão de PME’s no Brasil, atuando com TIC, com 1,5 milhões de profissionais com média e alta capacidade para a execução deste conjunto de serviços. A esmagadora maioria deste conjunto, ocupa-se hoje apenas com a venda de licenças (ou produtos), representados por “caixinhas” cujo conteúdoé, via de regra, uma mídia (um DVD, uma pendrive ou um cartão de memória). Jovens, em sua maioria, com formação técnica ou superior (no mínimo em curso), desempenham quase sempre o papel de vendedores, e raramente o de analistas ou programadores para os quais foram vocacionados… e instruídos. A opção pelosoftware livre permitiria animar um novo e inovador mercado nacional e projetar o Brasil no mercado internacional, em uma década, como o maior país desenvolvedor de softwares no mundo. Mesmo que todo esse código fosse livre, teríamos a inteligência sobre milhares de processos, sistemas e ferramentas, o que nos permitiria inclusive prestar serviços a outros países, modificando nossa participação na balança de exportação deste segmento, sem a obrigatoriedade de perdermos nossos profissionais para o mercado exterior, de modo similar ao que a Índia utiliza para atender boa parte dos “call centers” do mundo.

Modelo de Negócios

Um modelo baseado na prestação de serviços com softwares livres nas áreas de sistemas, banco de dados, aplicativos e redes, dentro do mercado nacional, pode ser organizado em médio prazo através de algumas iniciativas estratégicas:

1. diálogo com as instituições de classe (FENAINFO e sindicatos filiados; ASSESPRO e regionais; FENADADOS e sindicatos filiados; SOFTEX e afiliadas), mostrando a importância de constituição de um Arranjo Produtivo Nacional, com apoio do Governo Federal, para fortalecimento da “indústria de software local”, com base em softwares livres. A participação de centenas de empresas filiadas a estas instituições de classe permitirá ativar rapidamente o APN do Software Livre, com vantagem para todos: empreendedores, cidadãos e governos.

2. envolvimento das instituições de negócio (ASL.Org, Propus, Solis, Colivre, 4Linux, etc.), com o mesmo propósito anterior, convocando a todas e às comunidades desenvolvedoras, a um processo de inserção produtiva formal, através de: filiação às entidades de classe; estabelecimento de articulações empresariais; definição de padrões de qualidade na prestação dos serviços; elaboração de mecanismos de certificação; constituição de redes de qualificação técnica e de redes de qualificação para o empreendedorismo.

3. diálogo com SEBRAE, SENAC e SOFTEX nacionais, para estruturar os aspectos formacionais necessários à visão empreendedora e à ação técnica, primeiramente com foco no mercado nacional e posteriormente vislumbrando o mercado externo.

4. diálogo com MCTI, MIC e MDS, apresentando números iniciais que corroboram a existência latente das condições de possibilidade deste Arranjo Produtivo Nacional, para o qual é preciso constituir uma estratégia e uma política específica, capazes de serem agregadas ao Programa TI MAIOR. É preciso também apresentar o cenário econômico futuro, projetando investimentos moderados, receitas expressivas, aumento quantitativo e qualitativo da empregabilidade e recolhimentos de impostos potencializados, com natureza distributiva altamente favorável à microeconomia.

5. criação de uma empresa âncora capaz de concentrar profissionais e PME’s em torno de um portfólio de aplicações e serviços relacionados, articulados de modo colaborativo para oferecer este menu em qualquer estado da federação. Isto permitirá a rápida popularização e atendimento dos serviços e também o atendimento imediato de demandas governamentais, através de editais que se aplicam a um conjunto de municípios, a Estados inteiros, a vários Estados ou a toda a extensão doterritório nacional.

6. diálogo com grandes comunidades internacionais (Canonical, Mozilla, Suse, CloudStack, Pentaho, PostgreSQL, Linux, KDE, Gnome, etc.) e estabelecimento de parcerias de negócios, cujo braço nacional será impulsionado por esta empresa.

7. diálogo com BNDES, Bancos regionais e estaduais de desenvolvimento, bem como com fundos de pensão e de participações, buscando investidores parceiros, públicos e privados, para a viabilização de uma rede nacional de serviços em softwares livres.

Conclusão

Todas as condições de possibilidade estão dadas. Todos os atores são conhecidos. E todos os interesses legítimos da sociedade brasileira são contemplados e beneficiados nesta ambiciosa e necessária iniciativa. Necessária, porque o desenvolvimento econômico alavancado nesta última década já dá sinais de esgotamento… O mercado de massas interno ganhou vigor, reduziu a pobreza extrema e estabilizou a economia no pior cenário mundial do século. Mas é preciso crescer mais e mais rápido. O Brasil continental talvez nunca venha a perder sua condição de país agrícola, produtor de alimentos. No entanto, é preciso agregar valor muitas vezes a cada real que temos, e a única forma de conseguirmos isso, é trabalhando com inteligência, nos dois sentidos da palavra. Para cada real de investimento em softwares, outros 7 ou 8 retornam, sendo que a relação custo-benefício deste setor é baixa e o retorno, alto. Desenvolvimento de código é uma arte que requer conhecimento, mas que pode alcançar padrões impensáveis com colaboração e compartilhamento. E é essa capacidade técnica que pode tornar o desenvolvedor brasileiro, a indústria de software nacional e o Brasil, uma referência mundial, ao custo de algumas boas políticas, um pouco de coragem e doses decisivas de inovação e ousadia.