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Notícias da Comunidade Firefox Brasil

17 de Julho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

BrOffice.org: Mais um depoimento

26 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Para quem não me conhece, meu nome é Luiz Oliveira, jornalista. Estou na comunidade Broffice.org desde 2007. Trabalhava à noite, gostava muito de software livre e broffice e andava pelos nós da rede tal qual um zumbi, sem parar em lugar algum. Uma fase boa de aprendizado.

Havia começado a utilizar Linux e estava conhecendo as principais distribuições: Debian, Slackware e outras. Lembro que o Kurumin Linux me permitiu acessar pela primeira vez a internet discada. Sabe como é. Você começa a aprender, frequenta fóruns, ircs, lê os manuais e daí chega uma fase que você quer contribuir também. É um processo natural. Já contei um pouco disso em outro texto, no meu blog pessoal.

Em algumas comunidades esse processo de acolhida de novos colaboradores é traumático. Estou falando por experiência própria. Bati em algumas portas e achei a recepção muito fria; na verdade eu não estava preparado ainda, para entender como funcionam as coisas no mundo do Software Livre, sobretudo no que diz respeito ao processo de colaboração.

Despedida do Cláudio Filho em São Paulo

Bom, acabei me deparando, em certo momento, com um pedido de ajuda do BrOffice.org. Estavam precisando de colaboradores para se juntar ao time de Grupo de Usuários de São Paulo. Enviei um email e recebi de volta a resposta do Edilson Feitoza, então lider do gubro-sp.

Ele disse que faria uma espécie de teste para provar o meu comprometimento através de tarefas. Tarefas cumpridas dentro dos prazos me dava um pontinho a mais no “ranking” de meritocracia. Como eu estava ávido para colaborar os “meus pontinhos” aumentaram rapidamente. Logo eu era o co-lider do gubro-sp. O Edilson me encorajou a entrar em contato com o Cláudio Filho por causa do Encontro Nacional que estava sendo organizado nessa época porque eu assumiria, aqui em São Paulo o papel de organizador local (acho que era o II EnBro).

Assim, entrei em contato pela primeira vez com Cláudio Filho, evidentemente todo tímido, ressabiado. Mas ele fez questão de quebrar o clima e ainda ficou bravo comigo: “Não sei por que as pessoas tem medo de falar comigo?”.  O II Encontro Nacional aconteceu e depois dele vieram o III e o IV, e eu sempre estive participando na organização, seja localmente, seja nacionalmente.

Só fui conhecer o Cláudio pessoalmente quando ele foi embora para Espanha (Galícia). Passou em São Paulo para se despedir de alguns amigos e então fui até lá (moro no interior de SP). Nos encontramos em um shopping. Estavam algumas pessoas do gubro-sp presentes: Vera, Edgard, o Cristiano (Ubuntu), o Coringão (Ubuntu games), e o Léo. Nada substitui um encontro presencial. Você olha para a pessoa e sabe se ela é do bem ou não. Foi isso que senti quando vi o Cláudio Filho. Tive a certeza que era uma pessoa do bem e estabeleci uma relação de amizade verdadeira com ele. Digo verdadeira porque tivemos severas discussões. Nunca tive medo de discordar dos seus pontos de vista, nem de falar sobre os seus “defeitos”. Até hoje é assim!!

Me encontrei com ele novamente em 2009, aqui em Campinas, em razão do encontro do PostgreeSQL realizado na Unicamp. Nesse dia ele me propôs tirar o projeto Revista BrOffice.org do limbo (oito meses sem nenhuma publicação). Aceitei o desafio, e de lá para cá a Revista nunca mais parou. Certamente, isso aconteceu porque a alma desse projeto está na colaboração. Na primeira tentativa de “profissionalizar” o processo, tivemos problemas que, aliados a outros eventos, num verdadeiro efeito cascata, ocasionou a maior crise da história da comunidade BrOffice, razão pela qual foi criado esse blog.

Não sei qual será o fim disso. Mas posso garantir que algumas coisas são eternas. Amizades sinceras são eternas. Confiança, honestidade, altruísmo são valores eternos. Não é a toa que a comunidade BrOffice, esse ente etéreo, consegue fincar pé nesse momento e defender os seus valores, defender a pessoa do Cláudio Filho e resgatar o seu valor e o seu mérito para todos nós, amantes dos projetos Open-Source, no Brasil, por tudo que ele já fez.

* fonte: blog da Comunidade BrOffice.org



LibreOffice 3.3.1 finalmente chega ao Ubuntu!

26 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

No dia 23/02/2011 foi lançado a  primeira revisão, da suite de escritório LibreOffice,  mas somente no dia 25/02/2011 a mesma ficou disponível no seu repositório.

LibreOffice 3.3.1

Você já deverá ter o PPA do LibreOffice ativo em seu Ubuntu, caso não saiba como instalar o LibreOffice via PPA, leia este artigo. Depois basta verificar seu Gerenciador de Atualizações.

Destaque para o novo conjunto de ícones

Para quem tiver interesse em ver as “Notas da Versão“, basta visitar esse link.

Já que o assunto é LibreOffice!

A Equipe do  The Document Fundation, recentemente apresentou a comunidade a “necessidade” da quantia de 50.000 Euros, para que o projeto fosse legalizado na Alemanha. Hoje pela manhã quando comecei escrever este artigo, recebi a excelente notícia que a quantia de 50.000 Euros, foi alcançada garantindo assim as continuidades da Document Fundation. Mesmo com essa meta alcançada, muitas outras ainda precisam ser batidas, por isso as doações continuaram sendo bem vindas!

Um Forte abraço e até a próxima!

* fonte: Espaço da Liberdade



Sobre os acontecimentos na Associação BrOffice.org

25 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Antes de tudo, a comunidade e o produto BrOffice/LibreOffice SÃO INDEPENDENTES da ONG, pois o desenvolvimento é único e distribuído dentro do projeto internacional, e a comunidade brasileira está cada vez mais presente no seu meio e isso NÃO AFETARÁ a evolução do produto ou a sua adoção no país. Todos continuam podendo usar esta incrível ferramenta livre de escritório, seja no sistema operacional que for, e para todos os usos (institucional, doméstico ou educacional).

Devido às diversas postagens em sites nacionais, blogs e listas sobre a “degradação” do projeto BrOffice no Brasil, cabem aqui meus esclarecimentos como presidente da ONG sobre o desalinhamento entre a visão da comunidade (que também é a minha) com a visão do conselho da organização e para isso faço uma contextualização inicial.

O desalinhamento hoje apresentado sobre a condução da ONG não é novo, acontecendo há muitos anos, mas assim mesmo sempre busquei unir forças para ver o projeto crescer, integrando todas as suas partes. Hoje penso que pode ter sido um equívoco de minha parte e poderia ter me esforçado menos para isso.

É importante deixar claro o objetivo da Associação BrOffice.org quando foi constituída: apoiar a comunidade de software livre. Isto está em seu estatuto. A princípio, a condição necessária para ser um associado era de pertencer a uma comunidade de software livre e ter "pontos" dentro dela, através da meritocracia. No entanto, disseminar e divulgar as políticas da associação parece ser de interesse de alguns somente. Os novos associados foram trazidos praticamente por mim, com pessoas de diferentes comunidades, como a do PostgreSQL-BR ou Debian Brasil, além do pessoal do BrOffice e software livre em geral.

Em seguida, é preciso saber quem são as pessoas. O Conselho Administrativo é composto por Carlos Braguini, Gustavo Pacheco, Noelson Duarte, Olivier Hallot e Vera Cavalcante. O Conselho fiscal é composto por David Emmerich, Eliane Domingos e Leonardo Cezar. Todos estes nomes estão no portal do BrOffice.org, na parte da associação[0].

0. http://www.broffice.org/resumo_institucional

Em 2007, o Felipe van de Wiel (faw) começou a cobrar transparência na ONG como associado que é, pois queria ver mais detalhes dos trabalhos que estavam sendo executados pela entidade em nome dela. A muito custo, conseguimos colocar as informações, como balanço e razão, em 2010, com regularidade no nosso wiki. No entanto, todas as demais informações financeiras ou administrativas não se têm os detalhes das mesmas. Isto infelizmente acontece pois a ONG possui associados em todo o país e o administrativo fica no Rio de Janeiro gerenciado pelo Olivier Hallot (conselheiro administrativo e diretor financeiro) e Eliane Domingos (conselheira fiscal e apoio administrativo). Assim, qualquer informação a respeito da saúde da associação, associados, contratos e convênios, e tudo mais fica no escritório compartilhado da ONG, no Rio de Janeiro, além de contador, advogado, banco, notas fiscais, e etc. Dependemos exclusivamente dessas pessoas para obter qualquer informação ou atualização e, nesse ponto, surge um dos primeiros problemas que é a falta de comunicação apresentada por quem gerencia o escritório no Rio e os associados e demais integrantes dos conselhos. Se eles querem, as informações aparecem; se não querem, ninguém sabe. Algumas atualizações soubemos por meios tortos e nada relacionado aos canais da Associação, como renovações de contratos sem que ninguém da associação, incluindo eu, delas tivesse conhecimento.

Mais de dois anos atrás, o Faw, um dos responsáveis pela infraestrutura de TI, percebeu a movimentação dentro da ONG, o desejo de listas fechadas para os conselhos, a relutância em tratar questões de forma aberta e transparente, e pedidos para que a infraestrutura centralizasse acessos e mudasse os responsáveis por alguns e-mails e/ou serviços. Como ele é um voluntário, ele não se submeteu a pressão e não o fez, mantendo o modelo de decisão por consenso, sempre com a minha aprovação (independente de ser ou não o Presidente da ONG) e de mais um representante da área ou comunidade afetada. A partir desse momento, a infraestrutura começou a tornar-se mais lenta e, recentemente, quando o Faw buscou uma parceria com a Hostgator para hospedar nossa infraestrutura, o representante da empresa foi "convidado" a "solucionar a equipe de infraestrutura", já que "os administradores de sistemas não estavam fazendo nada". A HostGator apoia a comunidade e cedeu um equipamento para a mesma, mas o escritório da ONG no Rio tentou "forçar" um contrato com a empresa por conta do apoio.

Aqui reforço a minha visão e da maioria dos associados: nós APOIAMOS a comunidade e ela é autônoma para se auto gerir e organizar. Até hoje, a infraestrutura dos projetos BrOffice, PostgreSQL, FLISOL, entre outros, são frutos das ações de pessoas voluntárias como eu, Faw, Rubens Queiroz e uma infinidade de outros voluntários da comunidade, buscando apoio aos seus respectivos projetos.

Sobre a Associação, sua transparência e ações

Este é um capítulo a parte, principalmente para os próprios associados (eu entre eles). Todas as discussões a respeito da Associação eram tratadas na lista broo-coordenacao@listas.broffice.org, mas agora as reuniões do conselho administrativo são realizadas particularmente entre eles, que se reservam a comentar somente o que lhes convêm, como foi a decisão sobre a gestão do CESLi (em um único email na lista), ou um contrato de prestação de serviços para os SERPROs há alguns meses. Os associados não sabem quem são, valores, duração ou qualquer outro desdobramento deste(s) contrato(s), ou ainda da gestão do CESLi. Assim sendo, os associados têm feito diversos questionamentos sobre vários pontos da gestão da ONG mas não obtêm respostas, alguns há uma semana, outros há alguns meses.

CESLi

Outro ponto importante está relacionado ao projeto do centro de excelência (codinome: CESLi). Na ONG e na comunidade, sempre busquei formar grupos de trabalho, e para o CESLi criamos um grupo específico composto por mim, David Emmerich e Leonardo Cezar. O Leonardo é da comunidade PostgreSQL, e hoje está estudando o Base para ajudar o LibreOffice. Nós fomos da equipe que iniciou o trabalho com a Itaipu Binacional e, dentro de um processo inovador que foi a proposta do CESLi, foi natural termos algum atrito sobre a forma de conduzir o projeto, mas a partir deste momento, David e Olivier começaram a questionar o andamento do CESLi e, por força do Conselho Administrativo, resolveram trocar o grupo de trabalho e simplesmente não houve mais comunicação alguma do Conselho e do grupo de trabalho para com os associados. Somente em 22/02/2011, soubemos que está tudo suspenso, ou seja, após sessenta dias de questionamentos e solicitações ao David e Olivier.

Sobre a marca "BrOffice.org"

Hoje é possível ver dois registros no INPI para a marca BrOffice; um em meu nome e um no nome da ONG. Isto é devido ao meu registro de 2005 e agora em janeiro por meio de notificação do INPI, soubemos que alguém do escritório da ONG no Rio de Janeiro registrou esta mesma marca sem informar a ninguém, sejam associados, conselheiros ou mesmo eu. Por cinco anos, nunca houve problemas sobre a marca porque eu garanti isso. Foram cinco anos de segurança para a comunidade e se existe algum questionamento sobre o por quê disso, uso um exemplo bastante conhecido: "Linux" é marca registrada de Linus Torvalds, e acredito que ninguém tenha dúvidas da boa fé dele em proteger a marca e seu bom uso. O mesmo com a marca BrOffice.

A Comunidade

Na comunidade temos o seguinte:

Revista BrOffice

Devido a "demora" da infraestrutura, foi criado um domínio externo (revistabroffice.org), mantida pela Eliane Domingos que simplesmente levou o desenvolvimento da revista para este endereço sem comunicação e/ou questionamento na comunidade. O Luiz Oliveira, editor da revista e voluntário no grupo de usuários, tentou questionar o porque da migração sendo que a infraestrutura no BrOffice estava funcional até então. Como vinha sofrendo pressões[1], o mesmo ficou sem saber como proceder. Além disto, na mais recente edição da revista (edição 19), o trabalho de muitos voluntários foi simplesmente descartado e aí o próprio time da revista começou a contestar[2] e cobrar o que estava acontecendo.

1. http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-F...

2. http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-F...

Graças a uma força-tarefa, reerguemos e viramos todos os trabalhos para a infraestrutura da comunidade, despreocupados com a possibilidade de termos pessoas, como eu mesmo, sendo barradas de entrar e participar do projeto. Com isto, as listas de discussão voltaram a serem públicas e acessíveis a todos os interessados.

Ainda dentro da esfera da revista, foi em resposta ao Luiz Oliveira que o Olivier Hallot comentou[3] sobre o pagamento do Luiz e sobre a SOBERANIA DO CONSELHO ADMINISTRATIVO, fato este que me deixou ainda mais preocupado, pois pelo estatuto[4] o órgão máximo da Associação (e não da comunidade) é a Assembleia Geral. Contestei[5] dizendo que a comunidade que é soberana e que o conselho tem gestão sobre a ONG apenas. Logo em seguida houve uma tentativa da Eliane Domingos de mostrar que eu queria usar a comunidade para ganhar dinheiro, o que refutei informando que este assunto já era discutido na comunidade desde 2007[6].

3. http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-F...

4. http://www.broffice.org/estatuto#cap_cinco

5. http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-F...

6. http://listas.broffice.org/pipermail/gubro-br/2011-February/000443.html

Também existem questões relacionadas ao uso do trabalho dos voluntários para a tradução de muito material em inglês. Este material estava sendo publicado apenas por um núcleo de 3 pessoas: Eliane Domingos, Gustavo Pacheco e Olivier Hallot, sem que fosse liberado acesso à qualquer pessoa externa.

Soube do acesso por meio da lista de discussão website@libreoffice.org e consegui o acesso ao pt-br.libreoffice.org (SilverStripe) graças ao Erich Christian, do projeto internacional, pois por parte do grupo dos 3 não houve uma comunicação de abrir o acesso para novos usuários, deixando tudo em absoluto silêncio. O conteúdo postado lá foi obtido através de contatos privados com os voluntários da comunidade brasileira e não usando as listas do projeto, recebendo os textos traduzidos e publicando-os em silêncio, como relatou Rui Ogawa[7], um desses voluntários. Hoje, estes mesmos voluntários que fizeram este incrível trabalho já estão na administração do portal pt-br, podendo publicar e ajudar novos voluntários a participar das comunidades nacional e internacional.

7. http://listas.broffice.org/pipermail/gubro-mt/2011-February/000496.html

Um ponto importante sobre o portal pt-br.libreoffice.org é que até segunda-feira (21/02/2011), quando conseguimos o acesso à administração do portal, não existia referência ao BrOffice. Se navegar, verá que todos os itens do broffice.org estão presentes lá, exceto os créditos. É como se o projeto tivesse "nascido agora", com um volume incrível de conteúdo. É o mesmo conteúdo que está no BrOffice.org.

Também é importante lembrar que a grande maioria dos nossos voluntários *NÃO FALAM* inglês, de forma que são poucas pessoas que interagem com o projeto internacional. Nos últimos anos, tenho feito um esforço *MUITO GRANDE* para termos mais brasileiros participando da conversa com a comunidade internacional, como o próprio Luiz Oliveira (marketing), Carlos Braguini (OOoCon2010), etc., e que neste último mês tem sido exponencial! Muita gente está participando diretamente dentro dos projetos, como o Paulo, Clovis, Helmar, e uma infinidade de outros voluntários. O projeto não é de um grupo, é de quem FAZ! Por isso somos MERITOCRÁTICOS!

Sobre o Encontro Nacional do BrOffice.org

Este ano foi apresentada uma proposta de ter pessoas contratadas para isto, afinal, trabalharam mais de 20h/semana no último encontro, chegando até a 40h/semana na quinzena final. Ao final da reunião com o Conselho de Administração, mais o Luiz Oliveira, foi votada a DESCONTINUIDADE DO EVENTO. Foram 4 votos aprovando a descontinuidade (Olivier, Pacheco, Vera e Noelson) e um contra (Carlos). Não foi recusada a proposta, mas sim, o evento! Neste ponto, é importante entender a autonomia e escopo de cada um. A ONG poderia dizer que não iria apoiar o evento, que por si, já seria muito ruim, mas tentar decidir pela comunidade que ela NÃO FARÁ o evento é algo BEM DIFERENTE!

Grupo de usuários

A ideia dos grupos de usuários foi do Marcus Diogo, que já foi voluntário e associado, e se desvinculou também por problemas de desalinhamento (como muitos outros). O objetivo sempre foi o de promover o produto, apoiando as ações locais nos estados, as universidades dali, e muito mais. Tem gente que acredita nesse processo, como eu e tantas pessoas que fazem os Gubros acontecerem em todo o país. Em 2008, fiz um esforço muito grande para promover um grande encontro dos Gubros no FISL. Como não estava presente, só soube o resultado dele em 2009, quando chegaram relatos, inclusive com relatório, sobre a dita reunião, na qual Gustavo Pacheco apresentou que o BrOffice.org funcionava diferente daquilo tudo. Do relatório:

"A criação dos Gubros é idéia do Cláudio, e se não estou enganado, com aval do Olivier. Mas, os demais não gostam e não apóiam a idéia. Gustavo acha que os Gubros tem como principal meta achar talentos para integrar a ONG. Não para fomentar o BrOffice.org em cada estado".

Isto explica muitas animosidades sobre o projeto Gubro, mas é ver pessoas como Luiz Oliveira, Renata Marques, Rui Ogawa, e tantos outros voluntários (além de mim) que GOSTAM do projeto, para ver a real importância dos Gubros. Quando soube do fato, chamei todos na assembleia geral e questionei se haviam problemas de alinhamentos, pois ali era o momento de discutir. Isto resultou a linha "Estar aqui para defender a comunidade! A base da Associação é a comunidade que desenvolve e promove o software BrOffice.org" (texto presente na ata de 22/06/2009[8], página 9), e não houve contestações.

8. http://people.broffice.org/~filhocf/oscip/20090622_ata_ago.pdf

Assim que, com este universo de desencontros dos associados, como eu, Leonardo Cezar, Felipe van de Wiel, Rubens Queiroz e os demais, não sabemos o que o conselho decide ou delibera.

Desta forma, diante de todos esses fatos que eu e os demais associados não concordam, dei um primeiro passo fazendo a minha carta pública explicando que não estava de acordo com os rumos da Associação e da sua relação com a comunidade BrOffice. Lamentavelmente, quem está ao largo da mesma, não pode colaborar para a solução do problema, sendo que apenas quem participa em maior ou menor grau da comunidade e da associação possuem subsídios para fazê-lo. Isto é tão verdade que vendo (ante) acontecimentos citados a própria comunidade iniciou sua movimentação através da petição online[9] ou se manifestando através de um blog independente[10].

9. http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=BrOffic...

10. http://librecommunity.wordpress.com/2011/02/17/quem-somos-who-are-we/

Como presidente, minha visão é clara sobre o encaminhamento dessa associação; a convocação de uma assembleia geral[11] dos associados para a dissolução dos atuais conselhos, eleição de novos integrantes e auditoria em todos os documentos, contratos, contas e acordos celebrados. Além disso, é necessária a discussão sobre se a ONG continuará a ser uma apoiadora da comunidade ou se ela deverá seguir por outro caminho, seja ele qual for.

11. http://www.broffice.org/convocacao_assembleia_geral_2011



Dilma Rouseff vai arbitrar acordos entre Telebrás, Eletrobrás e Petrobras

24 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Apesar do aparente avanço nas negociações entre Telebrás e Eletrobrás para o uso das fibras óticas do setor elétrico pelo Plano Nacional de Banda Larga, a eventual continuação do impasse sobre o preço a ser pago, ainda que agora com a Petrobras, levará a discussão para o Palácio do Planalto. Se não houver definição até março, a presidenta Dilma Roussef vai arbitrar o acordo.

“Há uma dificuldade com o preço, mas temos expectativa de que isso estará resolvido até março. Falei com a presidenta sobre isso e ela avisou que se não houver uma solução, é ela quem vai arbitrar o resultado”, explicou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Na Telebrás e no Minicom, a expectativa é de que o acordo com a Eletrobrás será assinado ainda nesta semana - talvez ainda nesta quinta-feira, 24/2, segundo um integrante do alto escalão do Ministério. O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, já adiantara que estava próximo de um acerto sobre o valor a ser pago à Eletrobrás e restavam apenas questões burocráticas a serem solucionadas.

O principal impasse estava com a Eletronorte, que, ao que tudo indica, preferia manter o sistema atual de preços cobrados para as teles privadas pelo uso da infraestrutura. Com o avanço com o setor elétrico, no entanto, as dificuldades de acerto passaram a se concentrar com a Petrobras.

Os contratos de uso das fibras são essenciais para o Plano Nacional de Banda Larga. Não somente porque se trata da infraestrutura primeira para a rede pública de dados, mas também porque sem a “posse” das fibras a Telebrás não tem como instalar os equipamentos que vem sendo adquiridos desde o fim do ano passado.

Paulo Bernardo, que participou nesta quinta-feira do seminário Políticas de (Tele)Comunicações, destacou que o PNBL é a maior prioridade do Minicom e voltou a insistir na importância da redução dos preços cobrados pelo acesso à internet no país.

“No ano passado foram vendidos 14 milhões de computadores, mas acredito que poderiam ter sido 20 milhões se tivéssemos condições mais favoráveis de acesso à internet. Hoje um computador pode ser comprado por R$ 800, dividido em várias vezes. Perto disso, R$ 80 por mês pelo acesso é um preço muito alto”, afirmou o ministro.

 



PNBL: É mais do que hora de fazer acontecer

24 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Quando em maio de 2010, o Governo Federal editou o Decreto 7.175, instituindo as diretrizes gerais do Plano Nacional de Banda Larga, podíamos acreditar que sabia quais seriam as estratégias que iria utilizar para democratizar o serviço de comunicações de dados no país. As medidas adotadas foram fortes e definitivas; a reativação da Telebrás ocorrida na mesma época é prova incontestável disto.

É curioso que naquela época, as concessionárias de telefonia fixa reclamaram muito, alegando que pretendiam participar do PNBL e que o papel a ser desempenhado pela Telebrás poderia ser desempenhado por elas, a ponto de ajuizarem ação contra os planos do Governo.

Em resposta, o Governo jogou firme: em agosto de 2010, divulgou a lista das 100 primeiras cidades que passariam a estar interligadas à rede da Telebrás, sendo que destas, em 97, as concessionárias já atuavam. A posição do Governo foi eficiente e se justificava, pois a reação imediata das teles foi reduzir o preço do acesso à internet tanto no varejo quanto no atacado.

Ou seja, ficou evidente que faltava atuação estatal que estimulasse a redução dos preços e melhoria da qualidade do serviço, fator essencial para ampliar o acesso ao serviço de comunicação de dados em condições adequadas. Ocorreu que, estranhamente e na contramão dos movimentos que vinha fazendo, o Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital – CGPID passou a atribuir às metas de backhaul, incluídas na proposta do próximo Plano Geral de Metas de Universalização – PGMU - correspondente aos contratos de concessão da telefonia fixa, cujo decreto está para ser editado, um papel fundamental para o PNBL.

Diante do fato de que as concessionárias reclamavam uma participação no PNBL, poderíamos supor que concordariam com as novas metas de universalização de expansão do backhaul (desde que se chegasse a um consenso sobre os custos para a implantação das metas). Mas não foi o que ocorreu.

Apesar de já terem aceitado implantar backhaul como obrigação relativa aos contratos de concessão de telefonia fixa, nos termos do Decreto 6.424∕2008, que estabeleceu a troca de metas de Postos de Serviços de Telecomunicações – PSTs pela implantação das redes de acesso à internet, agora as teles se insurgiram contra o plano e foram bater às portas da Justiça para questionar a legalidade do PGMU III. E as teles têm razão!

A implantação de redes de acesso à internet nunca poderia ter sido incluída como obrigação vinculada aos contratos de telefonia fixa, na medida em que não são essenciais nem necessárias para a prestação do serviço objeto dos contratos de concessão, gerando por isso custos injustificáveis a serem repassados para tarifa (art. 81, da Lei Geral de Telecomunicações – LGT) tornando a telefonia fixa inacessível para os cidadãos de baixa renda, violando os princípios da modicidade tarifária e universalização dos serviços públicos. Aliás, esta matéria já está judicializada desde maio de 2008 por iniciativa da PROTESTE – Associação de Consumidores, que moveu ação civil pública.

O impasse se colocou e o Governo condicionou a negociação relativa às obrigações de universalização da telefonia fixa à desistência pelas teles das ações que tinham na Justiça contra a Telebrás e o PGMU III. Ora, como poderia o Governo fazer queda de braços com as concessionárias utilizando algo ilegal?

A ameaça feita às concessionárias de edição do decreto com o novo PGMU III da telefonia fixa mantendo as metas de expansão do backhaul é inócua, não tem força, devido a precariedade decorrente de sua evidente ilegalidade, discutida há pelo menos dois anos pela sociedade.

E o que espera o Governo como contrapartida à rendição quanto às metas de expansão do backhaul? Pasmem: que as teles “sejam generosas” e façam propostas para a prestação do serviço de comunicação de dados, denominado de banda larga, em condições melhores de velocidade e preço no atacado e no varejo, levando o serviço à localidades que não lhes despertam interesse econômico, como vem sendo amplamente noticiado!

Pior, utilizando uma rede pública de alta capacidade, de âmbito nacional e internacional, também conhecida como rede de troncos que, segundo o artigo 207 da LGT, deveria estar sendo operada por uma concessionária específica desde 1998 (modelo “open reach”).

Cabe, então, perguntarmos: mas, quando o Governo lançou o PNBL, não pretendia justamente fazer frente ao poder significativo de mercado das concessionárias no provimento de acesso ao serviço de comunicação de dados?

Como agora quer colocar as redes essenciais para o provimento do serviço de acesso à internet nas mãos destas mesmas operadoras, sendo que este fator é preponderante para o sucesso do PNBL? Como pode o Governo, com a urgência que se impõem para a democratização dos serviços de telecomunicações, inclusive a comunicação de dados, estar ESPERANDO uma oferta melhor das teles?

O PNBL já foi editado e está em vigor. Agora, cabe ao Governo editar o regulamento geral dos serviços de telecomunicações, como determinam a Constituição Federal e a Lei 9.649∕1998, definindo, entre os demais serviços, o serviço de comunicação de dados (leia-se banda larga) e, em seguida, publicando o regulamento específico para sua exploração comercial, com parâmetros claros de qualidade e preço (ou tarifa, caso este serviço venha a ser incluído no regime público, como defendemos que seja feito, tendo em vista o que dispõe o § 2º, do art. 65, da LGT).

Esperar de empresas privadas, que já dominam os mercados e devem respostas aos seus acionistas a respeito de lucros, a iniciativa de compartilharem espontaneamente as redes públicas, que hoje detêm por força dos contratos de concessão, e as que estão por ser implantadas a preços módicos pode ser considerado, no mínimo, ingenuidade.

As chances de o Governo conseguir expandir a penetração do serviço de comunicação de dados para as regiões mais pobres do país em condições adequadas pelas mãos das concessionárias são mínimas por uma razão muito simples: não há instrumento de pressão.

Se o Governo pretende de fato levar adiante com algum sucesso o PNBL, vai ter de fazer a lição sozinho: fortalecer a Telebrás, criando uma subsidiária específica para operar as redes de troncos públicas, apropriadas indevidamente pelas concessionárias que as exploram em descompasso com o interesse público e regulamentar os serviços de comunicação de dados para então licitá-los, respeitando os princípios da moralidade, eficiência e da impessoalidade, a fim de estabelecer condições equilibradas para todos os agentes de mercado que se interessarem (não faltarão interessados, tenho certeza) pela sua exploração comercial, de acordo com o art. 37 da Constituição Federal.

Vamos lá companheiros! Como já nos dizia Geraldo Vandré: quem sabe faz a hora não espera acontecer!

por Por Flávia Lefèvre*
* fonte: Convergência Digital

* Flávia Lefèvre Guimarães é advogada e coordenadora da Frente dos Consumidores de Telecomunicações e consultora da associação Pro Teste




Provedores de Internet querem regras mais flexíveis da Telebrás

24 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Para sustentar os pleitos apresentados ao Ministério das Comunicações há um mês, pequenos provedores de acesso à internet produziram um estudo em que pedem mudanças nos critérios propostos pela Telebrás para a operacionalização do Plano Nacional de Banda Larga. De forma resumida, os provedores querem maior flexibilidade no limite de clientes por megabite e na margem de utilização da capacidade adquirida.

O trabalho foi realizado pela Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid) e ouviu 65 pequenos provedores – considerados como tais aqueles com menos de 20 mil clientes, divididos em grupos de até 500, de 500 a 3 mil e de 3 mil a 20 mil clientes – nas cinco regiões do país, embora com certo destaque para o Nordeste, onde atuam 42% dos pesquisados.

O estudo, que a Anid já entregou ao Ministério das Comunicações, revela duas preocupações dos provedores em relação à forma como a Telebrás pretende atuar. Uma delas é a “regra” pela qual não será possível exceder 75% do circuito adquirido. Ou seja, caso um provedor compre link de 100 Mbps, ele precisa ampliar essa capacidade quando a utilização chegar a 75 Mbps.

A outra diz respeito ao número de clientes para cada megabit adquirido. A Telebrás defende que a proporção seja de 1 para 10 – portanto, 10 clientes para cada megabit – para garantir a qualidade das conexões. Os provedores gostariam que essa relação mudasse para algo como 1 para 20.

“A Telebrás propôs vender o Mbps por R$ 230, mas com a regra dos 75%, na prática é como se esse valor fosse de R$ 306. Já a proporção de 1 para 10 é muito relativa, porque a utilização varia muito e cresce à medida em que aumenta o número de consumidores. Entendemos que é possível fazer algo mais próximo de 1 para 20 sem que isso implique em perda de qualidade”, diz o presidente da Anid, Percival Henriques de Souza.

Essas e outras “regras” fazem parte da proposta da Telebrás para o relacionamento com os provedores e foi submetida a uma consulta pública, encerrada em 31 de janeiro – a estatal ainda está analisando as sugestões recebidas. Segundo o presidente da empresa, Rogério Santanna, elas tem o objetivo de preservar a qualidade do serviço aos usuários finais.

“São pontos que podem ser discutidos, mas que foram colocados por uma questão de qualidade. O que não queremos é que os consumidores passem pela mesma situação das ofertas das teles, que vendem uma determinada velocidade, mas nas letras miúdas só garantem 10% do que foi contratado”, explica Santanna.

Mas se o estudo pede algumas mudanças, também é verdade que em grande parte ele sustenta as premissas que justificaram a definição de um Plano Nacional de Banda Larga. A mais importante delas é que 56,25% dos provedores pesquisados indicam o preço do link como a maior dificuldade para a oferta do serviço.

A pesquisa realizada pela Anid identificou que o preço médio pago por Mbps é de R$ 530 para aqueles provedores que contratam até 30 Mbps, R$ 350 para conexões de 30 a 100 Mbps e R$ 290 para links acima de 100 Mbps. Mas se esses são valores médios, também existem realidades desanimadoras.

“É relevante destacar que provedores da região Norte pagam, em média, acima dos R$ 4 mil pelo Mbps contratado e comercializam um plano de acesso de 512 kbps acima de R$ 600”, destaca o estudo. Como consequência, alguns provedores cobram até R$ 100 por 512 kbps, “muito acima da faixa entre R$ 30 e R$ 35 que o governo federal quer atingir com o PNBL”.

Além do valor dos links, o estudo elenca outros componentes de custos dos provedores para a oferta de acesso à internet, como as despesas com boletos bancários – entre R$ 1 e R$ 3 para a maioria das empresas – a licença de SCM (R$ 9 mil) e as taxas anuais (Fistel).

A relação de pedidos também envolve a redução de impostos e taxas, acordos que facilitem aluguel de dutos e postes municipais para passagem de fibra ótica e linhas de crédito para infraestrutura com juros baixos e carência mínima de dois anos – com vistas a substituição das conexões de rádio por fibra.

As medidas são entendidas como instrumentos para garantir maior competitividade no mercado de oferta à internet – especialmente diante da disputa com as grandes operadoras. Não é por menos que o estudo destaca “a tendência à concentração dos mercados, mesmo no interior” e descreve a disparidade nas ofertas.

“Na medida em que avança a oferta de banda larga pelos provedores de telecom agregando valor ao seu serviço, mesmo através da prática de “venda casada”, com denominado triple play, os provedores SCM se sentem ameaçados e não podem competir em iguais condições essencialmente pela falta de capacidade de investimento em ativos estruturantes como torres, rádios de alta capacidade no backhaul e redes de fibra ótica para a última milha.”

por Luís Osvaldo Grossmann
* fonte: Convergência Digital



Brasil tem 70 mil vagas de TI em aberto

24 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Garantir o funcionamento dos sistemas de informática; gerenciar a manutenção e segurança das informações, dos servidores e dos equipamentos da rede; realizar a atualização do site, de softwares; assessorar no processo de aquisição dos equipamentos de informática; desenvolver softwares que sejam identificados como necessários para a empresa; controlar e avaliar os equipamentos e o desempenho da equipe, nos diversos níveis, por sistema, programa, turno de operação e tipo de equipamento e dar consultoria e treinamento são apenas algumas das funções do profissional de Tecnologia da Informação.

Apesar do bom salário, este profissional tem se tornado artigo raro no Brasil, o que explica as vagas neste setor estarem entre as dez mais difíceis de serem preenchidas. E os dados não param por aí. Segundo a Right Managment Consultoria, neste exato momento, mais de setenta mil brasileiros estariam empregados se tivessem formação em TI. E mais, em 2013, seriam duzentos mil.

Para Rodrigo Losina, diretor da Alfamídia Treinamentos, empresa especializada em capacitação profissional, o problema começa na extinção dos profissionais que se interessam por matemática, lógica, cálculo e exatas. “O Ministério da Educação divulgou que 70% dos jovens brasileiros preferem as humanas. Isso explica, em um primeiro momento, a raiz de toda a problemática”, explica.

Perguntado sobre o profissional ideal, Rodrigo diz ser difícil traçar um perfil, mas garante que, para trabalhar na área, o inglês é fundamental. “Preferencialmente, um domínio tanto de leitura quanto conversação. Além disso, o diploma é importante. Tendo condições de realizar uma faculdade na área, é recomendável. Pode não ser indispensável para conseguir um emprego, mas tende a ter um forte impacto em quanto você vai crescer na área ao longo do tempo. Entretanto, é bom estar bem seguro que esta é a área que você deseja atuar, antes de investir 2 ou 4 anos de estudo na mesma”, conta.

O empresário alerta também para a importância das certificações, “esses exames de fabricantes de software são relevantes para se destacar como um bom profissional. O domínio de determinadas ferramentas ou linguagens em um processo seletivo é, da mesma forma, importante e isto muitas vezes está mais vinculado à experiência prévia ou a cursos de especialização que a um diploma em si”, explica.

Finalizando, na área de TI provavelmente a continuidade dos estudos pesa mais que um currículo baseado em um elemento isolado. “Um profissional que demonstra, em seu portfólio, que está continuamente se reciclando e buscando novos aprendizados é um profissional que não se tornará ultrapassado no futuro, e, portanto, naturalmente será o mais cobiçado pelas empresas”, argumenta.

* fonte: Convergência Digital



Brasília será cidade digital com interligação das redes federal e local

24 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

http://softwarelivre.org/image_uploads/0003/1761/CidadesDigitais_big.png?1278417633O Ministério das Comunicações e o governo do Distrito Federal começaram a discutir a implantação de infraestrutura para fazer de Brasília uma cidade digital, com redes de fibras óticas cobrindo todo o DF e equipamentos sem fio para garantir acesso gratuito à internet em espaços públicos.

O primeiro passo será a interligação entre as redes já existentes dos governos federal – a Infovia Brasília, sob gestão da Telebrás e do Serpro – e a local, especialmente com fibras da Companhia Energética de Brasília, que já conecta órgãos da administração do DF.

“Vamos interligar as redes e, a partir daí, ver onde é necessário instalar mais fibras. Depois se verá a viabilidade da instalação de equipamentos Wi-Fi”, disse o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, que participou da reunião com o ministro Paulo Bernardo e o governador Agnelo Queiroz – a estatal será responsável por encaminhar o processo de interligação das redes.

Ainda não está definido como será o compartilhamento dos custos envolvidos, mas o governador ouviu o exemplo do que foi feito na administração federal. “Lembramos que no caso da rede federal, o custo foi coberto, com sobras, pela economia nos contratos de telefonia”, disse Santanna. “O Distrito Federal pode fazer a mesma coisa”, completou.

Isso porque o governo federal utiliza a rede de fibras também para comunicação de voz, o que resultou em uma redução anual de aproximadamente R$ 18 milhões nos gastos com telefonia. Valor superior, portanto, ao que foi investido para a construção da Infovia, calculado em R$ 11 milhões.

No caso do DF, a redução de gastos pode ser ainda mais relevante. Só com a Brasil Telecom o governo da capital possui dois contratos de R$ 27,7 milhões – cada um. Ainda que não se tratem de contratos exclusivamente de voz, o impacto do uso de tecnologias como o VoIP nas ligações dos órgãos públicos seria relevante.

Como a infraestrutura existente será aproveitada, o governo do DF acredita que o resultado pode ser atingido rapidamente. “Temos condições de em dois anos ter um avanço extraordinário para fazer da capital do Brasil uma cidade digital”, afirmou o governador do Distrito Federal.

Paralelamente, DF e a administração federal querem que essa infraestrutura seja utilizada para a oferta de serviços de governo eletrônico. Para isso, outros ministérios serão convidados a participar das discussões sobre o uso da rede, assim como o governo da capital quer aproveitar os serviços de matrículas na rede de ensino ou de consultas na saúde pública.

:: Luís Osvaldo Grossmann
* fonte: Convergência Digital



Na The Document Foundation: Vocês são nossas verdadeiras estrelas!

24 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Sim, essas são palavras emocionadas, mas só queremos dizer: Vocês são nossas verdadeiras estrelas!

Em apenas uma semana, milhares de doadores de todo o mundo fizeram o inacreditável: Vocês todos doaram mais de 40.000 € para a criação da The Document Foundation como entidade jurídica. Honestamente, nós nunca sequer sonhamos que, em um período tão curto de tempo conseguiríamos - o que aconteceu é incrível, incrível e além da imaginação. Obrigado, obrigado, muito obrigado! Você contribuíram para o sonho de uma Fundação e com mais 10.000 € teremos o capital necessário, estamos perto de tornar isso uma realidade.

Está sendo fantástico, e vocês estão entre os heróis desta comunidade!

Talvez a coisa mais fascinante dessa aproximação de nossa meta de capital seja a diversidade de doadores individuais, cada um fazendo uma pequena doação, mas muito significativa para um futuro estável para o LibreOffice. Sem vocês, nós não poderíamos estar onde estamos agora, e o melhor é que não estamos dependentes de qualquer empresa ou doador único, que é uma grande força para a nossa comunidade.
Nosso empenho para os fundos irá até 21 de março, e esperamos por muito mais doações, que não só nos ajudarão a obter o capital social exigido de 50.000 €, mas também um orçamento inicial para a futura fundação. Nós gostaríamos de compartilhar algumas reflexões sobre os próximos passos com todos, bem como responder a algumas das perguntas mais freqeentes sobre a corrida para a obtenção de fundos e a criação da Fundação.

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Qual o valor que a The Document Foundation precisa?

São necessários 50.000 € são necessários para o capital social de uma Fundação com sede alemã. Todas as doações que recebemos serão utilizadas diretamente para o futuro orçamento da The Document Foundation.

O que você será feito com o dinheiro?

Criação e gestão de custos de uma Fundação. Agora, todo o trabalho é feito numa base de voluntariado, as pessoas gastam seu tempo livre e finais de semana para colaborar na Comunidade. No entanto, o trabalho voluntário não paga os custos recorrentes:

  • nomes de domínio (várias centenas de € por ano),
  • marcas (aproximadamente 10.000 €)
  • infraestrutura (cerca de € 400 por mês)

são apenas alguns exemplos de coisas que a Comunidade paga. Além disso, temos:

  • ausência de orçamento de marketing,
  • ausência de financiamento de viagens para os voluntários,
  • nenhuma opção de pré-financiamento de merchandising, DVDs ou folhetos,
  • ausência de orçamento para realização de feiras.

Algumas despesas administrativas, como questões legais e de impostos envolvendo profissionais são tão almejados quanto a obtenção de hardware e máquinas de teste para os desenvolvedores. Por exemplo, para compilar a versão para Mac, é usado um Mac de pequena capacidade ao invés de um computador rápido, porém mais caro. Também são necessários valores de para assegurar o futuro da Fundação.

Quais são os próximos passos?

Assim que tivermos disponível o capital social exigido - graças à nossas verdadeiras estrelas! - esperamos que muito brevemente, iremos trabalhar a criação legal da Fundação. Agora, os Estatutos da Comunidade estão sendo são traduzidos e ligeiramente adaptados para o direito alemão, para que possam ser controlados pelas autoridades locais. Além disso, iremos muito em breve começar a eleição formal dos órgãos e representantes.

Em que lugar da Alemanha a Fundação estará localizada?

Estamos atualmente investigando que estado alemão ("Bundesland") se encaixa melhor às estruturas da Fundação. Vários estados têm regulamentos diferentes para os diferentes tipos de fundação, por isso, queremos encontrar o local ideal para as nossas necessidades.

Quem realmente criou a Fundação?

No momento, nós encaramos OpenOffice.org Deutschland eV (mais tarde falaremos sobre essa associação) como o fundador da Fundação. Isto tem principalmente razões práticas, como todos os fundadores têm de cumprir com um cartório e assinar os documentos necessários junto. Ter um único fundador torna este processo muito mais fácil, mais rápido e menos dispendioso.

Quanto dinheiro possuímos, além do esforço para levantar fundos?

Desde o primeiro dia, a The Document Foundation teve abertura e transparência, por isso temos publicado o nosso orçamento e, claro, continuaremos fazendo isso no futuro. Os números atuais a partir do final de janeiro, a parte da corrida para os fundos, podem ser encontrados na lista de e-mail pública de marketing. Aproximadamente, recebemos cerca de 1.000 € em doações por mês antes da corrida pública para obtenção de fundos.

Posso pagar com cartão de crédito? Por que eu preciso PayPal?

Muitas pessoas perguntaram sobre como poderiam pagar a partir de países estrangeiros, ou como poderiam utilizar outros serviços. Agora, as doações são aceitas ou via PayPal ou através de transferência bancária para uma conta alemã. Estamos trabalhando para facilitar as doações. Agora, estamos trabalhando para estabelecer uma opção de pagamento para os EUA, e também estamos procurando alternativas, como pagamento via Amazon, Google Checkout, Flattr e outros. Serviços dedicados como Kickstart não estão disponíveis para nós no momento, por não termos nenhum representante legal dos EUA, mas também estamos trabalhando nisso. Em qualquer caso, não hesite em entrar em contato se você quiser fazer uma doação, e nenhuma das opções disponíveis lhe servir.

E a respeito do "OpenOffice.org Deutschland eV"?

O OpenOffice.org Deutschland e.V. é uma associação alemã sem fins lucrativos fundada em 2004, e é composto por membros do projeto a longo prazo. Em seus estatutos, afirma apoio ao software livre e open source, e especialmente a softwares livre e open source de produtividade de escritório. Ela suporta a The Document Foundation atuando como entidade jurídica provisória, recebendo doações e apoio financeiro. Vários membros do comitê diretor são também membros da diretoria do OpenOffice.org Deutschland eV. A associação, cujo nome pode mudar em breve, não deve ser confundida com outras associações alemãs que apoiam somente o OpenOffice.org.

Por que escolheu a Alemanha? Não há países com melhores condições?

Muitas pessoas perguntaram porque era necessário fundar a The Document Foundation na Alemanha, já que é exigido um valor de dinheiro tão alto. Ao contrário, países como o Reino Unido ou os Estados Unidos oferecem condições legais similares para iniciar uma fundação, sem exigir grandes investimentos em dinheiro. O comitê diretor, após uma completa investigação, decidiu em uma conferência pública via telefone que o local ideal da futura Fundação deveria ser preferenciamente na Alemanha, e somente se não for possível (que é provável que não ocorra problemas, graças à ajuda de nossas verdadeiras estrelas!), o Reino Unido seria uma alternativa. A Alemanha é a melhor escolha para a futura Fundação por causa de várias razões: não apenas por ser uma Fundação Alemã (“Stiftungen ") provendo segurança, estabilidade e confiabilidade, mas também a Alemanha tem um grande uso de software software livre e open source. As raízes do produto são desde os anos 1980; além da Alemanha fornecer benefícios quanto a impostos, impostos dedutíveis para doadores, e nos termos de atividade da Fundação, que não são limitados a um país específico. Mais importante, muitos dos membros da Comunidade que que estão dispostos a conduzir a Fundação são da Alemanha. Mesmo que outros países exigiram menos fundos para criar a entidade, se as pessoas do país em questão capazes da conduzir se ausentarem, haveria um custo mais elevado para constituir representantes e advogados. Apesar de tudo, mesmo em outros países, um aporte financeiro é exigido.

Se quer ficar na Alemanha, por que não uma associação ou entidade sem fins lucrativos?

Com certeza, a lei alemã prevê várias alternativas para entidades, como uma associação ou uma entidade sem fins lucrativos, como tantas que existem. No entanto, elas são menos seguras em termos de estabilidade: Em ambos os casos, a maioria dos sócios ou proprietários podem mudar a razão e a dedicação da entidade, em alguns casos, é até mesmo possível deixar de ser filantrópica. Em contrapartida, uma Fundação ("Stiftung") não pode alterar a sua razão e dedicação, proporcionando assim a estabilidade que estamos buscando não só para a nossa Comunidade, mas também para os nossos usuários.

E a respeito do apoio de grandes corporações?

Muitas das grandes corporações são a favor do LibreOffice e da The Document Foundation e emitiram declarações públicas de apoio. Algumas delas, como a Novell e a Red Hat, estão oferecendo uma grande quantidade de recursos na forma de desenvolvedores. Até agora, porém, a quantidade de grandes doações por grandes patrocinadores corporativos é bastante baixa. Para algumas empresas, investir no capital social da Fundação não é tão fácil como apoiar atividades diárias da Fundação, então esperamos um maior apoio em doações, assim que o capital social for levantado e a Fundação for criada.

Qual é o modelo de negócio?

Estamos investigando várias opções que devem nos ajudar a continuar a arrecadar dinheiro para a Fundação, para que possamos estabelecer um fundo para futuros desenvolvimentos e novos projetos. Detalhes sobre esse modelo de negócios serão disponibilizado em breve, mas primeiro precisamos nos aproximar de nosso objetivo de criar a Fundação.

Com quem posso falar em caso de dúvidas?

Fique à vontade para entrar em contato se você tiver alguma dúvida.
Obrigado por seu apoio e doação! É um prazer tê-lo conosco nesta emocionante viagem!

Texto original: http://blog.documentfoundation.org/2011/02/23/you-are-our-rockstars/

* Tradução por Eduardo Alexandre Gula

* fonte: www.broffice.org



Lançado o LibreOffice 3.3.1, com novos ícones

24 de Fevereiro de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

The Document Foundation anuncia o LibreOffice 3.3.1, o primeiro micro-lançamento do pacote de escritório livre para produtividade pessoal, para melhorar a estabilidade do software e eliminar vários problemas que afetam as versões para Windows, Linux e MacOS X. O LibreOffice 3.3.1 também traz novos ícones coloridos baseados nas diretrizes da marca The Document Foundation, and inclui atualizações de vários pacotes de idiomas.

"O LibreOffice 3.3 foi nossa primeira versão estável, e o retorno dos usuários tem sido extremamente positivo," disse Thorsten Behrens, um dos desenvolvedores com um assento no Comitê Gestor. "Conseguimos solucionar um grande número de erros em um espaço muito curto de tempo, de forma a manter nosso cronograma de lançamentos. Haverá um outro lançamento dentro de um mês, antes da nossa segunda versão principal, no início de Maio."

Broffice

O LibreOffice 3.3.1 foi lançado apenas uma semana após o lançamento da campanha para arrecadar fundos para um capital de 50 mil Euros destinado ao estabelecimento da The Document Foundation na Alemanha. Um portal de notícias foi colocado na Internet em http://challenge.documentfoundation.org, onde você pode doar através do PayPal ou por transferência bancária.

Apenas uma semana após o lançamento, mais de 40 mil Euros já foram doados, chegando muito perto do objetivo final. Todos os fundos coletados a mais, antes da data final estabelecida em 21 de Março serão utilizados em despesas operacionais, como custos de infraestrutura e de registro de domínios e marcas, assim como despesas com marketing como fundos para viagens para palestras dos representantes da TDF em eventos, taxas para feiras de comércio, e financiamento de itens de propaganda, DVDs e material impresso.

No próximo fim de semana, voluntários da TDF nos EUA participarão, neste ano, do Festival do linux do Sul da California (SCALE) em Long Beach, CA, apresentando o LibreOffice 3.3.1 tanto para para Linux, Windows e MacOS no estande número 4 no Salão Internacional.

The Document Foundation está em http://documentfoundation.org, enquanto o LibreOffice está em http://www.libreoffice.org. O LibreOffice 3.3.1 está disponível já, para download na página: http://www.libreoffice.org/download/.

* Sobre The Document Foundation

The Document Foundation tem a missão de facilitar a evolução da Comunidade OOo para uma organização meritocrática nova, aberta e independente nos próximos meses. Como uma Fundação independente, ela representará melhor os valores de nossos membros, usuários e apoiadores, e permitirá uma comunidade mais efetiva, eficiente e transparente. TDF protegerá os investimentos já feitos pelas conquistas da última década, incentivará a participação maciça dentro da comunidade, e coordenará as atividades da comunidade.

* fonte: BrOffice.org

* Faça download da versão brasileira, BrOffice, clique aqui ...



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