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17 de Julho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Status atual do ODF e OpenXML

30 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Outro dia, almoçava com um amigo que me perguntou:

- Como vão as coisas com o ODF aqui no Brasil? Parece que estão meio paradas...

Realmente, o assunto “padrão aberto de documentos” saiu do noticiário da mídia especializada, embora continue muito importante.

A cada dia, geramos mais e mais documentos eletrônicos. Provavelmente, nos próximos cinco anos geraremos tantos documentos digitais quantos foram gerados nos últimos 25 ou 30 anos. Adotar um padrão aberto para documentos é essencial para governos. Governos precisam compartilhar informações entre os seus diversos órgãos sem ter que se preocupar com incompatibilidades entre os formatos de documentos. Os governos tem que garantir a integridade e perpetuidade dos seus documentos, que são a memória da nação, mesmo após o software que o criou ter desaparecido do mercado. Documentos podem existir por dezenas ou centenas de anos. O mesmo não deverá acontecer com os softwares que compõem uma suíte de escritório. A adoção de um padrão aberto, baseado em XML, garante que mesmo sem o software original, o documento continuará sendo acessado. Além disso, os governos também tem que garantir que uma informação pública seja acessada por qualquer produto de software, sem impor aos cidadãos a obrigatoriedade de uso de um determinado software.

Cezartaurion

Mas o que é um padrão aberto?

É um padrão independente de fornecedor (não pode ser controlado por nenhuma empresa ou pessoa), publicado de forma aberta, sem restrições de licenciamento e pagamentos de royalties, não aprisionando o usuário a uma única plataforma.

Um padrão aberto é fundamental para o nosso mundo globalizado e interligado. Os países, empresas e os cidadãos interoperam uns com os outros e, para que esta interoperabilidade aconteça. é absolutamente necessário que todos estejam de acordo com a forma desta interoperabilidade ocorrer. Ou seja, quanto mais padronizados forem os mecanismos de interoperabilidade, menos esforço vai demandar para criarmos interfaces de interoperação e mais rápida e ágil ocorrerá a comunicação. Simples assim. Aliás, sem padrões abertos simplesmente não teríamos a Internet!

Padrões abertos tornam possível que quaisquer empresas, cidadãos e países se plugem no mundo globalizado.

Neste contexto, muitos governos já adotaram ou estão em via de adotar o ODF (Open Document Format) como seu padrão aberto de documentos. Mas ainda vemos muita confusão e desinformação sobre esta questão, principalmente pelo surgimento de um padrão alternativo, o OpenXML, proposto pela Microsoft.

Este padrão foi proposto inicialmente como uma forma de preservar o espaço criado pelos formatos proprietários da suite Office, diante das demandas dos governos por padrões abertos, que começavam a voltar sua atenção ao ODF. Para tornar o OpenXML aberto, seria fundamental que ele fosse aceito pela ISO (Organização Internacional de Padrões). Depois de muitos debates e discussões, cujo histórico pode ser visto na coletânea de posts sobre o assunto em http://www.smashwords.com/books/view/2969, a Microsoft concordou em criar duas classes de conformidade. Uma delas, chamada de “Transitional”, incluia componentes que dependiam diretamente de recursos disponiveis exclusivamente no sistema Windows, e que seria adotada como meio de facilitar a transição dos documentos legados, em formato proprietário, para o padrão aberto. Esta classe de conformidade deveria ser usada, portanto, apenas para a migração e não para a criação de novos documentos. A outra classe, “Strict”, satisfazia as demandas da ISO e o OpenXML, foi então aprovada como padrão aberto pela entidade, como ISO/IEC 29500, em março de 2008.

Mas como estão as coisas agora, em 2010?

O ODF está sendo adotado por governos de vários países do mundo, inclusive Brasil. O OpenXML, por sua vez, é implementado por um conjunto de versões diferentes, o que gera incompatibilidade e riscos de preservação  e acessos futuros aos documentos. Vejamos:

a) A versão originalmente proposta do OpenXML, chamada de Ecma 376, foi rejeitada pela ISO. É uma versão que contém muitos componentes altamente dependentes do Windows e portanto não pôde se considerada um padrão aberto. O usuário desta versão está preso ao Office da Microsoft.

b) A versão “Transitional” não deve ser usada para gerar novos documentos e é interessante que nem mesmo os produtos Office 2007 e 2010 da Microsoft conseguiram implementar todas as especificações desta versão. Aliás, o Office 2010 implementa uma versão extendida do “Transitional”, com extensões proprietárias que não estão incluídas nas especificações aprovadas pela ISO.

c) A “Strict” é a que deve ser usada para gerar novos documentos. Mas nem mesmo o Office 2010 consegue gravar arquivos nesta versão. Na prática, ao não implementar a “Strict” e criar extensões proprietárias à “Transitional”, a Microsoft mantém sua estratégia de padrão fechado, embora agora com uma camada de verniz para ser chamado de “aberto”.

Muito bem, voltando à pergunta original, minha recomendação é que as empresas e governos continuem adotando o padrão ODF e fiquem alertas para não adotarem o OpenXML em uma versão que não seja a “Strict”.



Corretor Gramatical - Lançamento do CoGrOO 3.1.0

30 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda
Está disponível a versão 3.1.0 do Corretor Gramatical CoGrOO, para o BrOffice. A principal novidade dessa versão é a integração como o CoGrOO Comunidade, portal colaborativo para o desenvolvimento do CoGrOO.
http://ccsl.ime.usp.br/cogroo/files/garland_logo.png

O portal conta hoje com ferramentas que permitem experimentar o corretor gramatical, visualizar análise gramatical, verificar as regras existentes e reportar problemas do CoGrOO. No futuro, os usuários poderão usar as ferramentas online para desenvolver novas regras e complementar o dicionário do CoGrOO, posteriormente colocando essas contribuições sob avaliação da comunidade, e caso seja positiva, a contribuição passará a fazer parte da versão seguinte do corretor.

A integração disponível no CoGrOO 3.1.0 permite reportar problemas do corretor gramatical direto do BrOffice através de um formulário. Para acessar o formulário, basta selecionar o texto com problema, clicar na frase com o botão direito do mouse e, em seguida, escolher a opção Reportar erro do CoGrOO. É possível acessar o mesmo formulário através de Ferramentas > Corretor Gramatical CoGrOO > Reportar erro.

Menu contexto

Figura 1: Reportar problema pelo menu de contexto

Figura 2: Reportar problema pelo menu ferramentas

Além da integração com o CoGrOO Comunidade, a versão 3.1.0 sofreu grandes mudanças de infraestrutura como parte dos preparativos das próximas revisões.

Faça download do CoGrOO 3.1.0: http://cogroo.sourceforge.net/download/current.html
Visite o portal CoGrOO Comunidade: http://ccsl.ime.usp.br/cogroo/comunidade



Câmara dos Deputados: Ciência e Tecnologia aprova prioridade para Software Livre na administração pública

27 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Comissão de Ciência e Tecnologia aprova proposta que garante preferência para os softwares livres na contratação de produtos e serviços de informática feitas pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios.

A medida, que também vale para as empresas públicas, está prevista no projeto de lei (2269/99) do deputado Walter Pinheiro, do PT da Bahia, e em outras seis propostas que tramitam conjuntamente.

Os governos estaduais, municipais e o governo federal gastam cerca de 2 bilhões de dólares por ano com pagamento de aluguel de licenças de softwares proprietários, como o Microsoft Windows e o Adobe Photoshop. Um dos objetivos do projeto é reduzir os custos para o Estado.

O texto da relatora, deputada Luiza Erundina, do PSB de São Paulo, define que software livre é o que garante a qualquer usuário a execução do programa para qualquer finalidade e a redistribuição de cópias sem custos adicionais.

O software livre também deve garantir às pessoas o estudo de seu funcionamento, permitindo a sua adaptação às necessidades do usuário, seu melhoramento e a publicação dessas melhorias, entre outros pontos.

De acordo com Luiza Erundina, a adoção de software livre possui três objetivos: aumentar a competitividade da indústria nacional de software, oferecer condições de capacitação para o trabalhador do setor, e diminuir o gasto público com o licenciamento de programas de computador.

"O software livre não é gratuito, ele é pago. Porém, ele admite uma série de possibilidades que dão uma autonomia, uma liberdade e uma condição de o poder público usá-lo de forma mais adequada, mais útil,e que atenda melhor ao interesse público. Evidente que o administrador público ou o administrador daquela instituição majoritária do poder público pode adquirir o software proprietário, porém ele tem que justificar."

Apesar de considerar o projeto bem intencionado e de ser favorável ao software livre, o deputado Miro Teixeira, do PDT do Rio de Janeiro, votou contra a proposta.

Ele diz que o texto, ao exigir preferência para o software livre, deixa brechas para que o software proprietário seja contratado.

Outro problema do projeto, na opinião de Miro Teixeira, é que não há, no texto, penalidade prevista para o administrador público que não optar pelo software livre nos casos em que deva fazê-lo.

"Eu acho que é o projeto errado. A intenção é ótima. Agora, quando o projeto é autorizativo ou então manda dar preferência a alguma coisa, ele não está mandando fazer nada - essa é a questão. E nós, aqui (na Câmara), fazemos leis. São imposições dentro na nossa ordem jurídica. Finalmente, quando se trata de tecnologia, eu não gosto muito de fazer amarrações em lei. A lei atrapalha a tecnologia. Todo tipo de avanço que você teve não dependeu de lei para ter. A internet que está aí não surgiu de nenhuma lei. É criação das pessoas desse planeta Terra. Então, não vamos imaginar que a lei colabora com a tecnologia. A lei que colabora com a tecnologia é a lei que destina recursos à pesquisa científica e tecnológica."

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Trabalho; e de Constituição e Justiça.

De Brasília, Renata Tôrres.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Reprodução autorizada mediante citação da Rádio

Copiar Arquivos: Arquivo de áudio WMA Arquivo de áudio MP3 estério Arquivo de áudio MP3 mono

* fonte 1: Câmara dos Deputados

* fonte 2: Convergência Digital



Novo Hamburgo - RS: Empresas públicas adotarão formato aberto para documentos digitais

27 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 22 comentários

Novo Hamburgo - Com o objetivo de facilitar o acesso dos contribuintes e dos próprios servidores aos documentos digitais gerados, a Prefeitura de Novo Hamburgo, a secretária de Tecnologia da Informação e Inclusão Digital de Novo Hamburgo, Márcia Schuler, participou na tarde de quinta-feira, 25 de novembro, da sessão da Câmara Municipal.

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Márcia fez a sustentação do Projeto de Lei nº 112, encaminhado pelo Executivo, que garante o uso de um formato de padrão internacional para o armazenamento dos arquivos eletrônicos.

Aprovado por unanimidade em segunda votação, o projeto determina que órgãos e entidades da Administração Pública direta e indireta, além das autarquias adotem, preferencialmente, formatos abertos de arquivos para criação, armazenamento e disponibilização digital de documentos como textos, planilhas e apresentações. Além de facilitar o acesso, a proposta prevê economia aos cofres municipais, já que os softwares são gratuitos.


"Estamos protegendo os documentos do Município e também possibilitando que as pessoas tenham acesso facilitado a eles, uma vez que não precisam adquirir suítes proprietárias. Buscamos também padronizar os formatos e desta forma facilitar os serviços oferecidos aos contribuintes", afirmou Márcia, que aproveitou a oportunidade para apresentar um balanço das atividades realizadas pela SETID durante a atual gestão.

Proposta prevê economia aos cofres municipais, já que os softwares são gratuitos.

* fonte: Jornal NH

Secretária de Tecnologia da Informação e Inclusão Digital de Novo Hamburgo, Márcia Schuler, fez a sustentação do projeto de Lei que determina o uso de um padrão internacional de armazenamento dos arquivos eletrônicos da Prefeitura de Novo Hamburgo.

Foto: Bruna Provenzano

Secretária de Tecnologia da Informação e Inclusão Digital de Novo Hamburgo, Márcia Schuler, fez a sustentação do projeto de Lei que determina o uso de um padrão internacional de armazenamento dos arquivos eletrônicos da Prefeitura de Novo Hamburgo.

Secretária de Tecnologia da Informação e Inclusão Digital de Novo Hamburgo, Márcia Schuler, fez a sustentação do projeto de Lei que determina o uso de um padrão internacional de armazenamento dos arquivos eletrônicos da Prefeitura de Novo Hamburgo.

Foto: Bruna Provenzano

Equipe de servidores da SETID acompanhou sessão na Câmara e aprovação do projeto de lei que prevê a utilização de formato aberto para os documentos digitais gerados pela Prefeitura de Novo Hamburgo.

* fonte: Prefeitura de Novo hamburgo

Parabéns Márcia!
Parabéns ao Prefeito de Novo Hamburgo
Parabéns aos vereadores de Novo Hamburgo
Parabéns a Cidade de Novo Hamburgo

Vitorio Furusho -  ODF Alliance Award



LibreOffice, mais de 30 mil linhas retiradas

17 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

E o desenvolvimento do LibreOffice continua, basta observar a lista de discussão dos desenvolvedores que você vai ver mais patches enviados e aceitos do que discussões.

Libo_logo_highres_color_2

E hoje foram lançadas na lista algumas informações interessantes sobre como o projeto estava e como ele está agora em número de linhas. No começo, quando foi feito o fork, eram 5.671.099 linhas e hoje estamos com 5.638.347, isso mostra que os desenvolvedores já retiraram mais de 30 mil linhas de códigos.” [referência: lists.freedesktop.org]

Enviado por Revol (revol·codeΘyahoo·com):



Latinoware 2010: “Contribuir com o Ubuntu é para seres humanos”

15 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Nesta palestra não foi um programador que falou sobre software livre mas, sim, um artista cênico. Kemel Zaidan mostrou com a sua experiência que “Contribuir com o Ubuntu é para seres humanos”, tema que foi ministrado no espaço Paraguai, da Latinoware 2010. “Uso software livre há quatro anos e comecei a contribuir logo que comecei a utilizar”, disse.

Hoje Zaidan cursa Análise e Desenvolvimento de Sistemas, mas explicou de maneira prática como qualquer pessoa com diferentes formações profissionais ou que simplesmente tenha aptidão para um tema específico pode contribuir para que o Ubuntu seja um sistema operacional cada vez mais popular.

O primeiro passo, de acordo com Zaidan, para desmistificar a ideia de que o software livre é difícil, é a divulgação. “É fácil e é muito importante. O Linux era mais complexo e atingia um público mais avançado. O Ubuntu mudou a cara do universo Linux, se aproximando do usuário comum. As pessoas precisam saber que não é difícil ter e utilizar este sistema”, lembrou.

Muitas pessoas que não são da área de informática costumam contribuir com a tradução do Ubuntu. “99,9% dos softwares livres são traduzidos pela comunidade, por pessoas que usam os programas e não são programadores, mas contribuem”, disse Zaidan. Hoje, o Ubuntu tem dezenas de idiomas disponíveis, o que faz com que sua abrangência seja maior.

A acessibilidade na comunidade Ubuntu é uma das características priorizadas. “Perguntas simples raramente são ignoradas, nossos fóruns são monitorados para que isso não aconteça. O desenvolvimento do software livre depende da base de usuários crescente. A partir do momento que temos vários usuários contribuindo, a plataforma fica melhor”, lembrou.

Segundo Zaidan, para participar como colaborador é muito fácil. Basta se registrar no site (wiki.ubuntu-br.org/TimeDeDocumentacao). Todo o desenvolvimento do Ubuntu é centralizado pela ferramenta (launchpad.net).

O artista cênico ainda atenta para o fato de que estas contribuições não se limitam ao Ubuntu, “tudo equivale para outros softwares livres, que têm necessidades iguais ou semelhantes”.

“Cada grupo tem sua logística e filosofia. Vemos usuários avançados que utilizam o Ubuntu. O Ubuntu já vem com enfoque de respeito aos que estão chegando. A força do Ubuntu é a preocupação com os que estão chegando”, complementou.

* fonte: Latinoware 2010



Latinoware 2010: CISL admite dificuldade para implantar softwares livres nos órgãos públicos federais

15 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Representantes do Comitê de Implementação de Software Livre do Governo Federal (CISL), convidados para ministrar palestra no Latinoware 2010, admitiram que a utilização de softwares livres por parte dos órgãos públicos federais apresenta grande variação e restrições para a sua implantação.

“Alguns órgãos ainda não seguem as diretrizes do Governo Federal”, relatou Paulo F. Pastore, do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO). “Existem órgãos que nem sequer têm conhecimento (do software livre). Mas nas universidades essa adesão está bastante apurada, pois é um público bastante avançado para a mudança”, completou.

Em um levantamento realizado pelo CISL com 233 órgãos, apenas 129 responderam ao questionário sobre as ferramentas e soluções desenvolvidas em software livre, cujo resultado tem como objetivo subsidiar novas ações do Governo. O mapeamento realizado junto aos órgãos da administração pública mostrou, por exemplo, que apenas 50% utilizam sistemas de correio eletrônico livre. O resultado foi classificado por tópicos (Inexistente; Inicial; Em Andamento; e Uso Majoritário) e está disponível para consulta no www.softwarelivre.gov.br/levantamento.

O documento mostra que a adesão por parte das agências nacionais como a Anatel, Ancine, Anac, ANTT e a Anvisa, entre outras, ainda é muito baixa. Já nos bancos, institutos, universidades e ministérios federais a utilização vem acontecendo gradativamente. “Nosso objetivo, nos próximos quatro anos, é chegar num momento irreversível, quando os próprios servidores passem a defender e a utilizar naturalmente o software livre. Chegar a uma adesão 100% é quase impossível”, disse Júlio Neves, da coordenação do CISL.

Uma instrução normativa (IN04/2009), em vigência obrigatória a partir deste ano, estabeleceu que ao se adquirir uma tecnologia proprietária, primeiro o órgão deve verificar a não existência de uma alternativa livre. Esse instrumento foi considerada a primeira ação normativa no Brasil. “Em 2008, apenas, o Governo Federal economizou em torno de R$ 380 milhões com a utilização de software livre”, revelou Julio Neves. Para finalizar a palestra ele fez um convite aos participantes: “Junte-se a nós, contribua e desfrute deste ambiente colaborativo”.

Saiba mais sobre o CISL no www.softwarelivre.gov.br

* fonte: latinoware 2010



Latinoware 2010: PTI tem cerca de 90% da infraestrutura de TI baseada em software livre

15 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

O Parque Tecnológico Itaipu (PTI) dá exemplo quando o assunto é software livre. Desde que foi inaugurado, em 2003, o Parque tem suas atividades na área de informática baseadas na utilização do software livre. Hoje, nas estações de trabalho, 90% utilizam Linux e BrOficce e 91% dos servidores corporativos utilizando software livre tanto para trabalhos diários como para projetos.

A infraestrutura do PTI é baseada em software livre. “Só quando é comprovadamente impossível a utilização do software livre que utilizamos o software proprietário”, destaca o gerente de TI, Silvio Mendes. De acordo com Mendes, entre as vantagens do software livre estão a oportunidade de negócios, a economia e a independência.

A Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) é uma das signatárias do Protocolo Brasília, documento elaborado para firmar compromisso entre organizações para utilização do Open Document Format - Formato Aberto de Documentos (ODF) como padrão para o armazenamento de documentos internos e para a troca de documentos com as demais organizações signatárias do protocolo.

Exemplos da utilização do software livre no Parque não faltam. No Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) toda a plataforma de geoprocessamento é feita em software livre. Assim como no Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (ITAI), que desenvolve sistemas em tempo real de automação baseados em software livre. Além disso, empresas incubadas são especializadas nas melhorias de sistemas em código aberto.

“A utilização do software livre permite que novas empresas se desenvolvam como é o caso do PTI, temos diversas empresas que trabalham com plataformas livres, seja ela na questão de gerência de rede, de infraestrutura, sistemas operacionais como também aplicações baseadas em software livre”, disse o superintendente do PTI, Juan Carlos Sotuyo.

Protocolo Brasília

O Protocolo Brasília ODF é um documento elaborado para firmar compromisso entre organizações para utilização do ODF como padrão para o armazenamento e troca de documentos com as organizações signatárias do protocolo.

Após a assinatura, o ODF deve ser divulgado internamente na organização, que também deve promover a utilização de programas compatíveis ao formato. Além disso, para compartilhar as experiências de sucesso, agilizando e simplificando a migração para ODF, as organizações signatárias assumem o compromisso de compartilhar as soluções que possam acelerar a adoção do ODF.

* fonte: Latinoware 2010



Programa de capacitação do Governo Federal é apresentado na Latinoware

15 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Uma iniciativa do Governo Federal, por intermédio do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), da Casa Civil, desenvolve o aprendizado de sistemas de softwares abertos para interessados em conhecer a plataforma. Durante a palestra no Latinoware 2010, o assessor do Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento (CDTC), Djalma Valois, explicou como funciona o programa, criado em 2004.

Os cursos - à distância, em parceria com universidades - podem ser feito como forma de aprimoramento profissional, atendendo empresas públicas ou pessoas físicas. “O programa estimula o conhecimento a ser aplicado tanto na qualificação profissional, quanto no uso com as comunidades”, exemplifica Valois. Ao todo, o projeto se estende a 2.600 cidades. O Paraná é o estado com mais alunos matriculados, com treze mil pessoas.

Cursos – O programa oferece 78 cursos, com duração de uma a nove semanas, de acordo com a formação pretendida. As formações são divididas em Básico, com introdução à microinformática, Técnico, Programador, Administradores de Redes Livres e Agente de Registro. No endereço http://cursos.cdtc.org.br estão disponíveis a relação do conteúdo das aulas e agendamento das turmas, além de informações de como participar.

Segundo o assessor, o projeto gera impacto social, pois amplia as liberdades individuais com o acesso da tecnologia. Além disso, estimula o estudo e o desenvolvimento desse mercado emergente. “A ideia é o Estado prover certificação profissional para o mercado de trabalho, fazendo com que o cidadão tenha, pelo menos, o conhecimento básico dessa ferramenta, e, a partir daí desenvolver seu conhecimento técnico”, argumentou.

Itaipu – Segundo Valois, já está sendo estudada a implantação de um polo do CDTC no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), possivelmente no próximo ano. “O Paraná apresenta uma postura mais avançada em relação aos sistemas livres. Itaipu e o PTI já aderiram a migração total à plataforma, por isso a implantação de um polo aqui é importante”, disse.

* fonte: Latinoware 2010



IWEEE 2010: Software livre como instrumento para salvar vidas

15 de Novembro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

A Latinoware 2010 sediou, pela primeira vez, o IWEEE – Internacional Workshop on e-Health in Emerging Economies (Workshop Internacional sobre e-Saúde em economias emergentes), com a participação de especialistas e representantes dos governos do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Nigéria e Espanha.

Durante todo o dia, das 10 às 16h, no Espaço Brasil, os palestrantes convidados exibiram ao público presente cases de sucesso e perspectivas sobre os projetos desenvolvidos na área de saúde em seus países de origem. Todos os programas apresentados são softwares livres voltados, exclusivamente, para a área de medicina.

“A gente percebeu que países que ainda estão em desenvolvimento já se utilizam de excelentes ferramentas que conciliam tecnologia com saúde, com o objetivo de salvar vidas e contribuir com o trabalho de médicos e da administração hospitalar. E, como são softwares livres, é gratificante saber que podem ser compartilhados e integrados por outros países. É muito edificante ter a oportunidade de trabalhar com algo que diretamente está salvando vidas”, destacou Tatiana Al-Chueyr, criadora do InVesalius, um software aberto que visa auxiliar o diagnóstico e o planejamento cirúrgico e está disponível para download no Portal do Software Público Brasileiro.

Luis Simes, da Faculdade de Medicina H.A. Barceló, da Argentina, defendeu o software público como um ativista social. “Temos que pensar em um ecossistema e não num 'egossistema'. Temos que incorporar mais e pensar no coletivo e não só no lado pessoal”. Ainda, segundo ele, os profissionais ou servidores públicos que atuam na confecção de softwares livres voltados à saúde precisam ter consciência e ética para saber que o tempo e o dinheiro investidos na criação de um sistema novo estará, de alguma maneira, ajudando a sociedade.

Para o representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, Corinto Maffe, salvar vidas é sempre a prioridade e, por conta disso, a tecnologia acaba ficando em segundo plano. “A solidariedade do código aberto deve ser a mesma para a área de saúde. O software livre na área da medicina é um tema muito importante e estou muito feliz pelo Latinoware ter abraçado essa causa.”, completou.

* fonte: Latinoware 2010



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