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Notícias da Comunidade Firefox Brasil

17 de Julho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Dez razões para sua empresa largar o Windows e abraçar o Linux

25 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

O fim do suporte a versões antigas do Windows pode ser uma boa oportunidade para considerar a migração para o sistema que, além de livre, é grátis.

Agora é uma hora particularmente boa para largar o Windows, tanto nas estações de trabalho como em servidores. Um exemplo: agora que a Microsoft parou de oferecer suporte para versões mais antigas do Windows em 13 de julho, você vai precisar de algo diferente para usar em seus servidores.  Esteja você mudando do Windows Server 2003 para o 2008 ou para um servidor Linux – ou trocando o cansado Windows Vista dos desktops pelo alienígena Windows 7 ou algo mais amigável – o Linux lhe dá liberdade e, principalmente, liberdade de escolha.

Você pode acreditar que deixar o Windows e migrar para o Linux é algo difícil, mas a mudança no modo de pensar e a percepção dessa mudança são o que há de mais difícil. Se você já tentou atualizar o Windows XP para o Windows 7, então sabe o que é dor.

Os empresários descobriram que o Linux, que uma dia já foi um sistema operacional de “nicho”, fornece os componentes e os serviços necessários nos quais muitos se apoiam. O Linux continua sua penetração nos maiores data centers do mundo e em centenas de milhares de desktops individuais, e domina quase 100% da indústria de serviços para a nuvem. Por tudo isso, vale a pena dedicar algum tempo para descobrir o Linux e usá-lo em sua empresa. Aqui estão dez razões para que você dê uma segunda olhada no Linux.

1::Suporte comercial

No passado, as empresas usavam a ausência de suporte comercial como a principal razão para agarrarem-se ao Windows. As “três grandes” provedoras de Linux comercial – Red Hat, Novell e Canonical – puseram esse medo a nocaute. Cada uma dessas empresas oferece suporte 24x7x365 para suas aplicações de missão crítica e serviços de negócio.

2::Suporte a .NET

As empresas que padronizaram seu desenvolvimento com tecnologia Microsoft, especificamente com sua tecnologia web .NET, podem confiar no Linux para obter suporte às mesmas aplicações .NET. A Novell é a dona e apoia o projeto Mono, que oferece compatibilidade com .NET. Um dos objetivos do projeto Mono é oferecer às empresas a capacidade de escolha e de resistir à imposição de um único fornecedor. Além disso, o projeto Mono oferece plugins Visual Studio para que os desenvolvedores .NET possam transferir facilmente aplicações .NET baseadas em Windows sem mudar suas ferramentas de desenvolvimento familiares. Por que a Novell e outras empresas iriam querer criar um ambiente .NET para Linux? Para a estabilidade real de aplicações .NET, o Linux é uma escolha melhor que o Windows.

3::Disponibilidade online

A estabilidade do Linux oferece aos donos de empresas a paz de espírito de que suas aplicações não sofrerão panes muito longas causadas por instabilidade do sistema operacional. O Linux oferece os mesmos níveis de disponibilidade (geralmente medidos em anos) que seus primos Unix. Esta estabilidade significa que o Linux pode suportar as exigências de serviços “99,999% disponíveis”. Reboots após cada correção de software, Service Packs e alterações de drivers fazem do Windows uma escolha instável e não confiável para aqueles que precisam suporte ininterrupto para suas aplicações e serviços críticos.

4::Segurança

Nenhum sistema operacional é 100% seguro - e o Linux não é exceção. Mas o Linux oferece segurança excelente a seus usuários. Das atualizações regulares do kernel a uma lista quase diária de atualizações de segurança, os mantenedores do código mantêm os sistemas Linux bastante seguros. Os donos de empresas que se apoiam em sistemas Linux com suporte comercial terão acesso a todas as correções de segurança disponíveis. Com Linux, você tem uma comunidade mundial de provedores de correções de segurança, e não uma única empresa com código fonte fechado. Você está completamente dependente da resposta de uma só empresa para lhe fornecer correções de segurança quando usa Windows.

5::Aproveitamento de habilidades

Uma barreira à adoção do Linux foi a ideia que ele não é tanto como o Unix, e por conta disso os administradores deste último não poderiam usar com sucesso seus conhecimentos ao fazer a mudança para o Linux. O layout do sistema de arquivos do Linux parece como qualquer outra versão comercial do Unix. O Linux também usa um conjunto padrão de comandos Unix. Há alguns comandos Linux que não se aplicam ao Unix, mas isso também ocorre entre as diversas versões do Unix.

Os administradores Windows podem descobrir que o uso de um teclado em vez de um mouse é uma parte difícil da transição, mas uma vez que eles descubram o poder da linha de comando, eles nunca mais irão querer dar cliques. Não se preocupe com aqueles que não largam uma interface gráfica: o Linux tem diversos gerenciadores de desktops para escolher – e não apenas um.

6::Hardware de mercado

Os empresários vão gostar do fato de que seus sistemas “ultrapassados” ainda rodarão Linux – e bem. Felizmente para quem adota o Linux, não há aquela loucura de atualização de hardware que segue toda nova versão do software recém-lançado. O Linux roda em x86 com arquiteturas de 32 e 64 bits. Se seu sistema roda Windows, ele rodará Linux.

7::Linux é grátis

Você pode ter ouvido que o Linux é grátis (free, em inglês). O Linux não custa nada, e também é livre no sentido que também é livre de patentes e de outras restrições que impediriam empreendedores mais criativos de editar e melhorar o código fonte. Essa habilidade de inovar com Linux tem ajudado a criar empresas como a Google, que aproveitaram essa oportunidade e a converteram em grandes negócios. O Linux é grátis e livre, no sentido de liberdade.

8::Comunidade mundial

O Linux tem o apoio de uma comunidade global de desenvolvedores que contribuem com o código fonte, atualizações de segurança e melhorias no sistema. Esta comunidade ativa também fornece às empresas o suporte gratuito por meio de fóruns e sites. Esta comunidade dispersa pelo mundo dá paz de espírito aos usuários de Linux, porque não há um ponto único de falha nem uma fonte única para suporte e desenvolvimento Linux.

9::Linux Foundation

A Linux Foundation é um coletivo corporativo de patrocinadores Platinum (Fujitsu, Hitachi, HP, IBM, Intel, NEC, Novell e Oracle) e membros que, por meio de doações e contribuições associativas, patrocinam Linus Torvalds e outros que trabalham em tempo integral no Linux. Seu propósito é “promover, proteger e padronizar o Linux para abastecer seu crescimento pelo mundo”. É a fonte primária para todas as coisas Linux. A Linux Foundation é uma grande adição aos usuários e entusiastas do Linux porque sua existência assegura o desenvolvimento contínuo do sistema.

10::Atualizações regulares

Você está cansado de esperar por um Service Pack do Windows a cada 18 meses? Cansado das dificuldades de atualizar seus sistemas Windows de tempos em tempos porque não há uma rota clara de upgrade? O Ubuntu Linux oferece versões novas e melhoradas a cada seis meses e versões de suporte de longo prazo a cada dois anos. Toda distribuição Linux oferece atualizações regulares de seus pacotes e fontes diversas vezes por ano e atualizações de segurança sempre que necessárias. Você pode deixar qualquer angústia de upgrade para sua cópia oficial licenciada do Windows porque é fácil atualizar o Linux e migrar de uma versão para outra, mais nova. A melhor parte: o Linux não exige reboot.

Se você quiser dar uma olhada no Linux, aqui estão diversas distribuições que podem ser baixadas gratuitamente. Seu uso também não exige qualquer contrato de suporte comercial.

- CentOS – distribuição livre do Red Hat Enterprise Linux

- Ubuntu – distribuição livre corporativa (suporte comercial disponível)

- Fedora – O Projeto Fedora é a versão livre e suportada pela comunidade do Red Hat Linux.

- OpenSUSE – A versão livre e suportada pela comunidade do SUSE Linux da Novell.

- Debian – A distribuição-mãe de muitas distribuições Linux, incluindo Ubuntu e Linux Mint.

Você pode encontrar informação sobre a migração do Windows para Linux por meio da Linux Foundation ou de quaisquer de seus patrocinadores Platinum. Quando se trata de aumentar sua eficiência, economizar dinheiro e oferecer serviços ininterruptos para seu negócio e seus clientes, de quantas razões você precisa?

(Ken Hess)

* fonte: IDG Now!



NASA desenvolve tecnologia para plataforma de cloud

25 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

NasaObjetivo da agência espacial nortep-americana é sair de uma vez por todas do negócio de data centers.

A NASA, agência espacial norte-americana, aplica soluções de nuvem aberta com um objetivo em longo prazo em mente: sair de uma vez por todas do negócio de data centers.

Segundo o CTO da agência, Chris Kemp, os recursos de computação são um meio e não uma finalidade, igual a energia elétrica. “Nós não temos usinas hidrelétricas atualmente. Aliás, não possuímos nenhum dos serviços que usamos como recurso”, diz. Kemp também questiona por que a NASA deve operar qualquer tipo de infraestrutura. “Nosso negócio é ficar no espaço, desenvolver naves e estar sempre onde quase ninguém vai. É isso que o povo norte-americano quer de nós. Eles não esperam investimentos mais de 1 bilhão de dólares anuais em nossa infraestrutura”.

Kemp falou sobre sua plataforma de computação em nuvem da Nasa durante uma entrevista realizada no evento ITExpo, promovido pela Gartner essa semana. Batizada de Nebula, ela é distribuída no modelo de código aberto em uma licença do servidor Http Apache 2.0.

A partir de informações sobre a utilização do código do Nebula, o provedor de cloud computing e de armazenamento Rackspace, foi capaz de criar o OpenStack, plataforma aberta de nuvem lançada no meio desse ano.

Openstack

“Nosso objetivo é comercializar tecnologia”, afirmou Kemp, que ressalta o fato do código do Nebula agora fazer parte do sistema proprietário OpenStack. “É, possivelmente, uma das transações tecnológicas mais importantes já realizadas pela NASA em um longo espaço de tempo”, diz.

Na visão de Kemp, os benefícios que a NASA tem ao entrar para o segmento de tecnologia de cloud computing são claras. Uma delas é o aumento no número de desenvolvedores que trabalham no código do OpenStack e a influência que a NASA pode exercer no andamento dessa evolução de padrões.

“Isso vem de forma a apoiar nossas intenções de ter um sistema pronto, que venha de encontro às nossas especificações, sem criar custo no desenvolvimento e abdicando do uso de sistemas proprietários (licenças)”, ressalta Kemp.

Em longo prazo, os planos da NASA incluem incrementar a confiabilidade de serviços de cloud computing e possibilitar a migração total de seu sistema para essa plataforma nos próximos dez ou 20 anos.

“Atualmente”, diz Kemp, “a NASA não usa oficialmente qualquer serviço público de cloud, o que não descarta a possibilidade de determinado departamento da organização usar um ou outro recurso de computação em nuvem”.

Mesmo contando com o valioso apoio da NASA, resta ver qual será o futuro do OpenStack e como poderá influenciar o futuro da plataforma de cloud computing.

Na perspectiva do analista da Gartner, Daryl Plummer, “faltam à nuvem padrões unificados e soluções de portabilidade”.

Plummer diz que o OpenStack é um serviço de infraestrutura apenas. “Isso não é uma má ideia. Só que exige um foco e uma compreensão sóbrios a respeito de seus objetivos”.

O OpenStack integra o código que a NASA estava usando no KVM hypervisor. A plataforma da RackSpace possuía suporte a Xen, mas até o momento, isso não ocorre com o VMware. Isso não impede o desenvolvimento de extensões de suporte ao hypervisor, mas, todavia, será necessário a compatibilidade com o VMware para suportar suas ferramentas

(Patrick Thibodeau)

* fonte: IDG Now!



VIII Jornada Acadêmica de Computação e Informática das Faculdades UnBrasil

25 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Furusho_consegi_2009_640x480A VIII Jornada Acadêmica de Computação e Informática das Faculdades Integradas do Brasil que iniciou nesta terça-feira, 19, segue até o dia 21. As palestras buscam traçar um panorama do que está sendo discutido, desenvolvido e pesquisado atualmente na área de Sistemas de Informação.

Segundo a coordenadora do curso Sistemas de Informação das Faculdades Integradas do Brasil, professora Andreia de Jesus, as palestras foram uma abertura para a Mostra Científica que acontece nesta quarta-feira, 20.

A palestra sobre Cidades Digitais – Novas Perspectivas foi ministrada pelo assessor da Diretoria de Tecnologia da Informação da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), Vitorio Furusho. Segundo ele, uma cidade digital é aquela que tem uso maciço de tecnologia da informação. “Onde, por um lado, o governo ofereça serviços públicos para a população por meio de tais tecnologias, nas áreas de educação, tributos, segurança e saúde, por exemplo e, por outro lado, a população tenha acesso aos serviços”, conta.

Além disso, toda infraestrutura deve possibilitar o acesso do cidadão a estes serviços em sua própria casa, sem que ele tenha que ir até a casa de vizinhos ou lan houses. Dentro desta perspectiva, o governo federal lançou, no início deste ano, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) quando reativou a Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebrás). No Paraná, foi lançado em agosto, o Plano Estadual de Banda Larga.

O plano de inclusão digital paranaense utiliza-se dos mais de 16 mil quilômetros de fibras óticas da Copel Telecomunicações, para oferecer banda larga para acesso à internet. Segundo Furusho, 231 municípios já têm fibra ótica instaladas em todas as ruas. O acesso custa R$ 15 pela velocidade 256 kbps e R$ 30 pela velocidade de 512kbps. “Pretende-se que a infraestrutura de telecomunicações seja totalmente concluída em 2013”, conta.

De acordo com Furusho, mais de 2 mil escolas da rede estadual já estão conectadas, com 1,22 milhão de alunos cadastrados. Segundo ele, é preciso que as prefeituras tenham contrapartida. Ele lembra do programa federal que visa democratizar a compra de computadores, mas ressalta que é preciso ampliar o acesso das classes B e C, o que há vem ocorrendo. Ele citou a iniciativa da Finlândia, onde o acesso à internet é garantida por lei como os serviços públicos de água, luz e telefone.

“A palestra teve como principal objetivo trazer o conceito de cidades digitais e o que está precisando ser desenvolvido em termos de Sistemas de Informação para que as cidades digitais possam acontecer na prática. A ideia foi mostrar para os alunos que uma nova área está se ‘abrindo’ para o desenvolvimento e pesquisa de novos sistemas de informação”, comenta a coordenadora.

Novas tecnologias

A palestra Uma Abordagem em Métricas de Roteamento para Redes Wireless Mesh com Tráfego VoIP foi ministrada pelo egresso do curso de Licenciatura em Computação das Faculdades Integradas do Brasil, Cleverton Juliano Alves Vicentini. Ele, que é mestre em Informática Aplicada, apresentou sua pesquisa de dissertação em abordou Métricas de Roteamento para Redes Wireless Mesh com Tráfego VoIP. Segundo Vicentini, o constante avanço tecnológico desencadeia o desenvolvimento de tecnologias de ponta como as redes sem fio do tipo Mesh, que permitem que usuários tenham acesso à Internet e outras redes (celular, Wi-Fi, etc.) através de ondas de rádio via roteadores sem fio Mesh.

“Desta forma não necessita-se de uma infraestrutura de rede com cabos, reduzindo significativamente o custo final deste tipo de rede. Reduzir o custo com a implementação da rede e ainda fornecer comunicação VoIP (Voz sobre IP) aos usuários da rede torna-se um assunto desafiador. É neste ponto que entram as métricas de roteamento trabalhando para que a rede tenha o melhor desempenho possível”, explica.

Segundo Andreia, a segunda palestra teve como objetivo principal mostrar para os alunos a importância na dedicação dos estudos, pois o palestrante conseguiu bolsa para cursar o mestrado. “Além disso, o Cleverton deu o seu depoimento sobre essa experiência e sobre a sua formação na UniBrasil”, destaca.

I Mostra Científica da UniBrasil

Na quarta-feira, 20, o curso integra a I Mostra Científica da UniBrasil, em que serão apresentadas as pesquisas desenvolvidas por professores do curso e propostas de projetos de pesquisa de alunos, além das pesquisas em Sistemas de Informação resultantes do Trabalho de Conclusão de Curso I.

Na quinta-feira, 21, o curso, que integra a Escola de Negócios, realiza sua IV Jornada Acadêmica da Escola de Negócios com o tema Reciclagem: negócio ou problema?. Inscrições pelo site. Acesse a programação da VIII Jornada Acadêmica de Computação e Informática.

Jenifer Magri

A palestra sobre Cidades Digitais – Novas Perspectivas foi ministrada pelo assessor da Diretoria de Tecnologia da Informação da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), Vitorio Furusho

Jenifer Magri

As palestras buscam traçar um panorama do que está sendo discutido, desenvolvido e pesquisado atualmente na área de Sistemas de Informação

* fonte: UniBrasil

* Copel

* Ag. Estadual de Notícias do Paraná

* O PEBL



Multimídia e gráficos livres na Latinoware 2010

22 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

http://www.latinoware.org/sites/all/files/images/lourenco%20(2).jpgMais uma vez, a Latinoware abre espaço para sessões de produção gráfica com softwares livres, ampliando também para a produção multimídia. Além do tradicional foco de apresentar as mais recentes novidades tecnológicas, a trilha de softwares gráficos irá privilegiar o usuário não especializado e também abordar, em suas várias atividades, a viabilidade do uso exclusivo de software livre para a publicidade, propaganda, gráficas e outras atividades. Confira um pouco mais sobre o tema nesta entrevista com Luciano Lourenço.

Latinoware: Luciano, a Latinoware tem se constituído em um fórum para a apresentação, discussão e até capacitação no uso de ferramentas para a produção gráfica em software livre. Neste ano, inclusive, teremos a presença do Igor Novikov como um de nossos keynotes, falando sobre o sK1 e o uniconverter, ferramentas que auxiliam na migração de ambientes proprietários, como o Corel e o PhotoShop. Como profissional de artes gráficas, você consegue usar exclusivamente ferramentas de software livre para tudo? Inclusive para a troca de informações com gráficas?

Luciano: A Latinoware vem incentivado muito a discussão sobre esse assunto, sobre a produção de material gráfico com software livre, inclusive no ano passado a Latinoware sediou a LGM Brasil, onde esse assunto foi amplamente abordado, com palestras, minicursos e discussões em torno desse tema.

Sobre a possibilidade de trabalhar exclusivamente com software livre, o grande obstáculo que encontramos hoje para que a possibilidade de um artista gráfico possa trabalhar somente com Software Livre está exatamente na troca de arquivos com as gráfica, pois hoje é perfeitamente possível a criação de materiais para campanhas e eventos, usando apenas Software Livre. Prova disso é o Encontro Nacional do BrOffice.org, em que, inicialmente, toda a produção de material gráfico e impresso foi feito em Software Livre, 100% feito nessa ferramenta.

O grande problema é que, em alguns casos, a gráfica simplesmente se negou a aceitar o material que não fosse em CDR, o que fez com que eu tivesse que converter certos arquivos para o formato do Corel. Se pensarmos bem, tudo foi feito em software livre, apenas alguns tiveram que ser convertidos e, em casos que a conversão não ficou 100%, alguma revisões tiveram que ser executadas. Portanto, eu acho que é ai que nós temos que trabalhar fortemente para mudar essa postura eom relação a esses serviços. Eu acho que devemos apresentar também esse software não só aos artistas gráficos e sim às gráficas. Assim, num futuro muito próximo, poderemos ter a possibilidade de trabalhar 100% com programas como o Inkscape e o Gimp sem nenhum contratempo.

LW: Você participa ativamente da organização dos temas relativos às aplicações gráficas tanto na Latinoware como em outros eventos. O que podemos esperar de mais novo na Latinoware deste ano?

Luciano: Esse ano nós pretendemos abordar o lado profissional, a parte da produção com o uso do Software livre. Queremos abordar as soluções e desafios para quem está pronto a migrar para alguma ferramenta livre. Esse ano, queremos palestras que reflitam mais uma visão de mercado e não tanto a questão do desenvolvimento. Lógico que em alguns momentos o desenvolvimento e o apoio serão abordados, pois eles são essenciais ao nosso trabalho, mas queremos focar no produto final, aquele que faz o software ser útil, e no porquê das barreiras que a indústria tanto impõe à utilização dos formatos vindos desses softwares.

Vamos focar no que já foi criado e o que pode ser criado com a utilização desses softwares. Queremos apoiar e incentivar aqueles que queiram migrar e oferecer assistência a quem tenta e não consegue se libertar dos velhos padrões da indústria gráfica. Isso é o que queremos trazer para a Latinoware 2010, explicar as vantagens na utilização e ver quais os motivos de tanta dificuldade em se adequar a o que vem sendo uma tendência mundial em vários setores.

LW: Com alguma frequência ouvimos notícias de grandes estúdios como a Pixar e a ILM utilizando softwares livres. Essas empresas contribuem também para o desenvolvimento desses softwares?

Luciano: O caso dessas empresas é um impulso para que o Software Livre seja notado nesse setor e possa, em um futuro mais próximo do que imaginamos, ser uma alternativa concreta aos softwares proprietários. Por outro lado, não se vê notícias de que a ILM, a Pixar ou a Dreamworks contribuem efetivamente para o desenvolvimento de qualquer software que utilizamos atualmente, o que, vendo por esse ângulo, é meio que frustrante, pois o nosso maior trunfo realmente utiliza ferramentas livres com “receita à moda da casa”, e essa receita, pelo que eu sei, nunca chega de volta para a comunidade.

O que eu sei de fato é que empresas como a Dreamworks, por exemplo, se interessam pela plataforma e não diretamente pelo software. Recentemente eles firmaram mais um contrato com a Red Hat, sem contar que sabemos muito bem que empresas como a Autodesk Alias já portaram softwares como o Maya para o Linux. Portanto, a concorrência nesse caso é fortíssima, mas, por outro lado, isso acaba por direcionar melhor vários recursos dentro do Linux e seus gerenciadores de janelas, que visam melhorar o gerenciamento de cores, performance de vídeo e outras funções que precisamos, e muito, quando formos “peitar” as soluções proprietárias. Temos também casos de softwares que são pouco citados, mas que foram melhorados para que essas empresas pudessem utilizar o sistema, como o Cine Paint e alguns recursos de gestão de perfis de cores para o Linux, como o Argyll e o ICC Examin.

A utilização de recursos do Software Livre por essas empresas vem para criar uma ótima e bem-vinda tendência nesse setor e, por consequência, fortalece a necessidade de melhorar os recursos que temos para que um dia, quem sabe, tenhamos produções cinematográficas totalmente feitas em Software Livre.

LW: Uma das preocupações da Latinoware é sempre mostrar a viabilidade de negócios com software livre. É possível, hoje, operar um estúdio de produção gráfica com softwares livres e ganhar dinheiro com isso?

Luciano: Sim, eu tenho certeza absoluta que é possível, pois temos ferramentas tão boas e algumas superiores às soluções proprietárias. Algumas vezes temos problemas, não com o resultado do trabalho que fazemos, e sim com a outra parte da produção gráfica, que é exatamente as empresas que irão finalizar o trabalho, que irão imprimir tudo o que criamos.

A indústria gráfica, atualmente, é muito dependente de um ou dois formatos, que já se consolidaram dentro dessa indústria, que é um tanto resistente a mudanças nesse sentido. Atualmente eu consigo produzir um trabalho de altíssimo nível, usando apenas softwares livres. Em algumas situações temos que usar algum recurso extra para fechar o arquivo para impressão, mas esse tempo perdido na utilização desse subterfúgio acaba sendo compensado pela maior agilidade e flexibilidade que é trabalhar com uma ferramenta como o Inkscape, por exemplo. Sabemos que ele não gera ainda saída no espaço de cores CMYK, mas podemos exportar para a imagem abrir no Krita, indexar o perfil e fica perfeito.

Também temos outras soluções, como o SK1 para converter para CDR se não tiver jeito. Temos o Gimp, que também já separa as cores usando o plugin Separate2, e, por fim, o Scribus, que tanto serve para converter SVG em PDF com CMYK, como também é uma ótima ferramentas para diagramação.

Posso te garantir que um estúdio poderia trabalhar exclusivamente com SL e ganhar dinheiro. Digo isso porque tanto eu, como outras pessoas, muitas nem tão ligadas à divulgação desses softwares, utilizam se não 100%, pelo menos 90% dos softwares livres. E isso tende a aumentar, pois esses software já são muito usados por artistas plásticos e web-designers e, no setor gráfico, só depende de algumas mudanças de hábitos.

* fonte: Latinoware 2010



Beto Richa: Governador eleito prometer continuar com tudo que é bom

22 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Betoricha01

Em entrevista coletiva na Band, o governador eleito, Beto Richa, afirmou que tudo que é bom, dará continuidade e vai melhorar ainda mais, tais como: Luz Fraterna, Leite das Crianças, Trator Solidário, Incentivos de redução do ICMS, Tarifa Social da Água. Afirmou que será um governo com austeridade nos gastos.

Beto Richa diz ainda: "Nós conversamos superficialmente, os técnicos designados por mim e pelo Pessuti vão tratar com mais tranquilidade", afirmou. Richa ressaltou que os programas que vêm dando certo, como o Luz Fraterna, a Tarifa Social da Água e o Trator Solidário, continuam e serão ampliados. "Não tenho dificuldades em manter o que há de bom e muito menos a necessidade de desmerecer ou eliminar avanços conquistados por governos anteriores."

Esse posicionamento é excelente, pois acreditamos que ele dará continuidade na aplicação das leis de Software Livre no Governo do Paraná, Leis 14058/2003, 14195/2003 e 15742/2007.

Na inauguração do novo prédio da Celepar (22/09/2009), Governador Requião falou sobre a importância do Software Livre e a economia que trouxe para o cofre público, na ordem de mais R$ 1 bilhão.

* fontes: Paraná Online - Jormal Opinião - Cens@net - Ag.Est.Notícias do PR

* por Vitorio Furusho, Ativista de Software e ODF - ODF Alliance Award



LibreOffice 3.3.0 Beta 2 já está disponível para você testar

14 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

10 anos depois da abertura de código do StarOffice e o surgimento do OpenOffice.org, a Document Foundation anuncia o LibreOffice beta 2, disponível para testes no portal do TDF, somente em inglês, por enquanto. Para aquelas pessoas que queiram ajudar a testar o produto, as falhas encontradas podem ser reportadas em: https://bugs.freedesktop.org/

LibreOffice

De acordo com o beta release, antes de instalar a nova versão, em sistemas operacionais Windows e Linux que utilizam pacotes rpms, deve-se remover completamente a versão anterior do LibreOffice.

Qualquer desenvolvedor que queira contribuir com a TDF e LibreOffice poderá fazê-lo. Para isso é só acessar a página da internet com as informações necessárias:

http://www.documentfoundation.org/develop/

Mais informações:

The Document Foundation - download

The Document Foundation - Wiki

C3SL.UFPR.BR



"BrOffice.org sente-se orgulhosa de ser parte integrante da The Document Foundation"

14 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

... Os usuários brasileiros continuarão utilizando o produto e a marca BrOffice. Ao integrar-se no esforço de desenvolvimento da The Document Foundation, o projeto brasileiro continuará com o mesmo foco: desenvolver o melhor pacote de aplicativos livre para o Brasil.

Na opinião do coordenador geral da BrOffice.org, Claudio Ferreira Filho, a novidade é animadora. "A BrOffice.org - Projeto Brasil em nome da comunidade BrOffice.org sente-se orgulhosa de ser parte integrante da The Document Foundation. Nosso país já possui importantes investimentos no Open Document Format e nas ferramentas de software que o suportam. Apoiamos a The Document Foundation em sua missão e visão e estamos prontos para juntar forças ao processo de desenvolvimento do LibreOffice e BrOffice.org", afirma.

Olivier Hallot, integrante do Conselho Diretor da TDF e Diretor da BrOffice.org Projeto Brasil, acrescenta que o objetivo maior da BrOffice.org é preservar a qualidade do produto, honrando o compromisso firmado com instituições e usuários que utilizam a suíte. Na sua opinião, a criação da TDF e a associação da BrOffice.org a ela é também uma garantia de continuidade e inovação para gestores que planejam adotar o aplicativo e o formato ODF para documentos. ...

* fonte: IDG Now!



The Document Foundation apoia o ODF

14 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

... Segundo Charles Schulz, a The Document Foundation apoia o ODF (Open Document Format), e está disposta a trabalhar junto com a OASIS para a próxima evolução da norma ISO.

The Document Foundation traz para mesa o ponto de vista dos desenvolvedores, apoiadores e usuários, e isso pode acelerar o processo de adoção do ODF nas diversas instâncias governamentais e empresariais", disse ele.

...

* fonte: IDG Now!



Cloud Computing será boa oportunidade de carreira em TI já em 2011

14 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Profissionais de Tecnologia da Informação (TI) prevêem que as plataformas móveis e de cloud computing surgirão como as mais procuradas para o desenvolvimento de software e entrega de TI nos próximos cinco anos, segundo pesquisa divulgada pela IBM. Intitulada "2010 IBM Tech Trends Survey", o estudo analisa as tendências do setor e foi conduzida online pela IBM DeveloperWorks com 2.000 desenvolvedores de 87 países.

De acordo com a análise, 55% dos profissionais de TI esperam que o desenvolvimento de aplicativos de software para dispositivos móveis, como o iPhone e celulares com Android, bem como para iPad e PlayBook, ultrapassarão o desenvolvimento de aplicativos em todas as demais plataformas tradicionais até 2015.

Com a proliferação desses equipamentos portáteis, os analistas prevêem que as vendas de aplicativos móveis terão expressivo crescimento nos próximos três anos. Eles estimam que a receita gerada por esses aplicativos passarão de US$ 6,2 bilhões este ano para US$ 30 bilhões em 2013. A pesquisa da IBM descobriu ainda que:

• 91% acreditam que a cloud computing assumirá o lugar da computação convencional (instalada nas empresas) como a principal forma de aquisição de tecnologias pelas empresas nos próximos cinco anos

• Tecnologias móveis e cloud computing vêm seguidas de mídias sociais, análises de negócios e tecnologias de indústrias específicas como as melhores oportunidades para a carreira de TI em 2011

• 90% acreditam que é importante possuir experiências em indústrias específicas para os seus empregos, e 63% admitem a falta do conhecimento necessário para continuarem competitivos

• Serviços financeiros, telecomunicações, saúde e energia e utilities são as quatro principais indústrias identificadas pelos entrevistados como aquelas com as melhores oportunidades para expandir suas carreiras.

* fonte: Convergência Digital



Revista BrOffice.org n. 15 - The Document Fountation

13 de Outubro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

No mês em que comemora-se 10 anos do Projeto OpenOffice.org nossa Revista traz, com exclusividade, tudo o que aconteceu antes do anúncio oficial da The Document Foundation que vai cuidar do desenvolvimento do LibreOffice a partir de agora. Você poderá conferir uma entrevista reveladora do Diretor voluntário da Broffice.org e membro fundador da The Document Foundation, Olivier Hallot.

https://www.broffice.org/files/caparevista15.jpg

Vários depoimentos saudando a chegada da TDF; artigos relatando a histórico do Vero e Cogroo nesses 10 anos de caminhada, além de uma dica de instalação do LibreOffice.

A Revista foi feita integralmente usando o BrOffice.org.

Boa leitura!

Participe: envie críticas e sugestões para contato(a)revistabroffice.org.

Vale a pena baixar e ler, clique aqui!!

* fonte: BrOffice.org



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