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Experiências com Sistemas Operacionais Livres II: Os Ambientes Gráficos

26 de Junho de 2014, 8:42 , por Thiago Zoroastro - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Licenciado sob GNU FDL

Considerando ser muito importante que as pessoas conheçam a diversidade em Ambientes Desktop disponíveis em GNU/Linux, então a segunda postagem da série "Experiências com Sistemas Operacionais Livres" trata exclusivamente dos principais ambientes gráficos disponíveis e para quê eles se encaixam.

Neste sentido, o objeto de estudo são os ambientes gráficos disponíveis em software livre, que torna GNU/Linux em um sistema operacioal de computadores repleto de opções para agradar aos usuários, além deles poderem acessar o Central de Aplicativos para poderem instalar programas para suas necessidades sem qualquer empecilho.

 

1. O Ambiente Gráfico GNOME

É preciso começar abordando o Ambiente Gráfico que o Brasil utiliza como Sistema Operacional padrão para as escolas públicas, o Linux Educacional 5 com o Gnome3:

Linux Educacional 5

 

O nosso Linux Educacional 5 é tanto derivado de Debian quanto por ser uma das distribuições que utiliza o novo Gnome, o Gnome3:

Debian 7

Debian 7

 

O Debian é muito importante, de fato. Mas como neste artigo não trata das distribuições de GNU/Linux, então vou comentar as questões que envolvem o Ambiente Gráfico.

Pontos Positivos do Gnome3: É inovador, tem uma interface que compete com o Windows 8 nesse quesito. Tem ícones grandes e apresentáveis quando passa o mouse no canto superior esquerdo. A interface não permite que o usuário desconfigure seu Ambiente da Área de Trabalho. Aqueles que estavam instalados eram mais fáceis de se desconfigurarem se o usuário gostar de fuçar, só que transformar o Ambiente da Área de Trabalho não é recomendável em computadores públicos.

Pontos Negativos do Gnome3: É mais pesado que a versão anterior Gnome2, que foi rebatizado de Mate, e tem como modelo os antigos Ubuntu. Foi comentado comigo em uma escola que eles tem certa dificuldade com o LE5 , porque eles não estão acostumados com inovações no Ambiente Gráfico do Sistema Operacional. Algumas pessoas que compram computadores com Windows 8 pedem para instalar o Windows 7, como exemplo de que nem sempre a inovação mais recente é a que mais agrada.

O antigo Ubuntu chegou a ser instalado em algumas Universidades. Ele não é diferente de outros como Debian 6 e Point Linux, que usam gnome 2 e mate, respectivamente:

Antigo Ubuntu

Debian 6

Point Linux

BrDesktop é outro que utilizava Gnome2 por ser derivado de Debian:

BrDesktop

Resumindo para quem não sabe e quer se informar: o que era chamado de Gnome2 virou Mate, e o atual Gnome tem também uma versão alternativa:

Debian 7

Minha avaliação sobre a utilização do Gnome3 com o Linux Educacional e/ou outras distribuições de GNU/Linux: é promissora no sentido de estar fornecendo algo que compete em inovação tecnológica com o sistema operacional proprietário, apesar de que nem sempre agrada por questão de insegurança das pessoas que não conhecem. Podemos mostrar que ele compete com o Windows 8, mas é preciso que o professor tenha a interpretação de que, se disponibilizaram algo diferente para eles, foi para que eles mesmos não ficassem "na mesma coisa de sempre".

 

2. O Ambiente Gráfico KDE

Este parece ter a proposta de competir pelo Ambiente da Área de Trabalho mais avançada em termos de customização. O antigo KDE parecia que queria ser mais bonito que o Windows XP, vide o nosso glorioso e inesquecível distribuição brasileira Kurumin:

Kurumin 7

Daí segue-se como ele era antigamente no Debian:

Debian 6 KDE

E como ele está hoje:

Debian 7 KDE

A letra K você encontra para outras distribuições com KDE, derivadas ou não de Debian. Alguns exemplos são Kubuntu, KOS, KaOS, Kaiana, e também distribuições que podem KDE mas não incluem o K no início do nome.

 

3. O Ambiente Gráfico Cinnamon

O Cinnamon é um ambiente gráfico que também tem a proposta de proporcionar ao usuário a experiência comum de ter uma "barra de ferramentas com menu Iniciar normal", uma vez que ele é derivado do Gnome, que já não tem a mesma proposta e não era tão customizado:

Linux Mint

O Linux Mint é o maior exemplo de utilização do Cinnamon, e foi com ele que o conheci:

Linux Mint

Existem outras distribuições que também disponibilizam o Cinnamon como Ambiente Padrão, como o JuntaDados de Produção Cultural que está ligado aos Pontos de Cultura como exemplo brasileiro e outras.

 

4. Os Ambientes Gráficos Leves: XFCE e LXDE

Computadores antigos com hardwares defasados, ou seja, menos 1 GB RAM, estão impedidos de utilizarem os Ambiente Gráficos acima descritos. Os exemplos com Debian são meramenta ilustrativos, sendo que você pode encontrá-los como Xubuntu e Lubuntu, respectivamente.

O XFCE tem a proposta de ser diferente do que estamos acostumados a lidar, mas ele é tão facilmente configurável quanto o Gnome2 e Mate para novos ambientes gráficos, às vezes, nada parecidos com a proposta original:

Debian 7 XFCE

Já o LXDE precisa de menos ainda para rodar, e é o mais simples que todos, roda muito bem em 256 MB RAM, tem uma excelente barra de trabalho e opções fáceis de configurar, apenas não tem, ainda, um navegador de pastas e arquivos que funcione tão bem quanto os outros:

Debian LXDE

Estes são os Ambientes de Trabalho para computadores que precisarem de Distribuições GNU/Linux leves para rodarem normalmente. Acredite: eles são melhores que você imagina! Salvo pela simplicidade, que não proporciona todas as facilidades, com boa configuração os usuários podem fazer tudo que precisam sem precisarem de saber comandos no Terminal.

 

Portanto, são estes os Ambientes Gráficos em Sistemas Operacionais Livres GNU/Linux que são reconhecidamente candidatos a serem alternativas ao Windows: Gnome3, Gnome2/Mate, KDE, Cinnamon, XFCE, LXDE. A aplicação deles dependerá, primeiramente, do interesse do usuário de utilizar um ou outro, mas que a disponibilidade de hardware no computador provavelmente definirá o que é ou não disponível para utilizar adequadamente.


Fonte: Thiago Zoroastro

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