<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Cultura Digital's RSS feed</title><link>http://softwarelivre.org/cultura-digital</link><description>Cultura Digital's content published at Software Livre Brasil</description><item><title>Festival CulturaDigital.Br acontece no Rio de Janeiro de 2 a 4 de dezembro</title><description>&lt;div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;"&gt;
			&lt;a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F09%2F02%2Ffestival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional%2F"&gt;&lt;br /&gt;
				&lt;img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F09%2F02%2Ffestival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional%2F&amp;amp;style=compact&amp;amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /&gt;&lt;br /&gt;
			&lt;/a&gt;
		&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://culturadigital.br/blog/2011/09/02/festival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional/flickr-avatar/"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-3428 alignleft" title="Festival CulturaDigital.Br" src="http://culturadigital.br/files/2011/09/flickr-avatar-365x365.jpg" height="292" alt="" width="292" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De 02 a 04 de dezembro, o MAM-Rio e o Cine Odeon, no Rio de Janeiro, serão ocupados por palestras, debates, encontros, laboratórios, exibições e performances artísticas. A proposta do &lt;a href="http://www.culturadigital.org.br"&gt;Festival CulturaDigita.Br&lt;/a&gt; é articular referências mundiais e redes expressivas, a partir de questões relevantes da conjuntura nacional e global – como a função da propriedade intelectual na era do conhecimento e os avanços do movimento software livre, que integram a essência da cultura digital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante o mês de setembro, coletivos, ativistas, produtores, organizações, universidades e interessados nos temas do festival apresentaram 358 propostas para a programação do evento, que está em sua 3a. edição. O êxito da chamada pública confirma o CulturaDigital.Br como arena privilegiada para inovação e troca de ideias entre arte, tecnologia, política pública e cultura livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os palestrantes do Cine Odeon já confirmados são: &lt;strong&gt;Phillippe Aigrain, &lt;/strong&gt;CEO da Sopinspace, Sociedade pelos Espaços de Informação Pública; &lt;strong&gt;Kenneth Goldsmith&lt;/strong&gt;: poeta e professor de poesia da Universidade da Pennsylvania, criador do &lt;a href="http://ubuweb.com/"&gt;UbuWeb&lt;/a&gt;; &lt;strong&gt;Yochai Benkler, &lt;/strong&gt;professor de direito na &lt;a href="http://www.law.harvard.edu/index.html"&gt;universidade de Harvard&lt;/a&gt;; &lt;strong&gt;Hugues Sweeney &lt;/strong&gt;da &lt;a href="http://www.nfb.ca/"&gt;National Film Board of Canada&lt;/a&gt;; &lt;strong&gt;Helloisa Buarque de Hollanda, &lt;/strong&gt; ensaísta e pesquisadora; e P&lt;strong&gt;aulo Coelho &amp;#8211; via teleconferência, &lt;/strong&gt; escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acompanhe novidades da programação no site oficial do Festival: &lt;a href="http://culturadigital.org.br"&gt;www.culturadigital.org.br &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre o Festival&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais do que um evento para exposição de ideias e projetos, o Festival  CulturaDigital.Br é um momento de encontro de agentes da cultura  digital brasileira com seus pares no mundo. São realizadores,  produtores, ativistas que atuam na intersecção entre cultura, política e  tecnologia, promovendo inovações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A terceira edição do Festival CulturaDigital.Br emerge no cenário de  massificação e apropriação das tecnologias por jovens realizadores com  um perfil marcante: eles não se encaixam no que compreendemos sobre  organizações e nem estão ligados a filiações ideológicas rígidas. Também  estão muito mais preocupados com a prática e o processo, descrevendo e  transformando a realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste debate, técnica e política jamais podem ser observadas em  blocos separados. Não se trata de um movimento de negação da política,  mas de confrontação das estruturas caducas. O Festival CulturaDigital.Br  é uma realização da &lt;a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/" target="_blank"&gt;Casa da Cultura Digital&lt;/a&gt;, um cluster criativo na cidade de São Paulo, que abriga mais de 15 instituições.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212;&amp;#8212;&amp;#8211;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outras Edições&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2009, quando o termo Cultura Digital era emergente e nem constava  na Wikipedia, o Ministério da Cultura articulado com a sociedade civil  lançou o Fórum da Cultura Digital, uma plataforma com o objetivo ser um  espaço para a elaboração colaborativa de políticas públicas para o  Século 21, o século das redes, da informação, da produção  pós-industrial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desse diálogo resultaram ações impactantes em defesa da cultura e do  software livre e também o fortalecimento de políticas públicas em favor  do compartilhamento do conhecimento, como a ação cultura digital do  programa Cultura Viva; a defesa da reforma da Lei de Direitos Autorais  (LDA); e a criação do Projeto de lei feito por meio de uma consulta  pública colaborativa, o Marco Civil da Internet, enviado pela Presidente  Dilma Rousseff ao Congresso, no dia 24 de agosto deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas duas edições (2009 e 2010), o público presente foi além do  esperado e o encontro extrapolou suas propostas iniciais. A hashtag  #culturadigitalbr esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter,  figurando na lista dos Trending Topics em 2010. Nesse mesmo ano, o  público online, acompanhando as palestras virtualmente, superou a  audiência presencial. A edição de 2009 contou com 700 pessoas em quatro  dias de evento, em 2010 o número subiu para 3.500 em três dias de  atividades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma grande arena de contatos foi formada e redes representativas do movimento, como o &lt;a href="http://foradoeixo.org.br/" target="_blank"&gt;Fora do Eixo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://thacker.com.br/" target="_blank"&gt;Transparência Hacker&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://redelabs.org/wikka.php?wakka=RedeLabs" target="_blank"&gt;RedeLabs&lt;/a&gt; viram suas propostas serem potencializadas pela conexão entre pessoas e redes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As discussões levantadas ainda ressoam na internet, por meio da rede social &lt;a href="http://culturadigital.br/../" target="_blank"&gt;CulturaDigital.Br&lt;/a&gt;,  um espaço se propõe a agregar as pessoas e o fluxo de conteúdos de  forma inteligente, organizando a participação e documentando o debate,  que conta hoje com mais de 8 mil membros ativos e abriga mais de 700  blogs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma série de registros abertos contam esse processo. Entre eles, o &lt;a href="http://culturadigital.br/../blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/" target="_blank"&gt;livro&lt;/a&gt; CulturaDigital.BR, o vídeo &lt;a href="http://vimeo.com/24172300" target="_blank"&gt;Remixofagia&lt;/a&gt;, o site do Fórum de 2009, o de 2010, uma série de entrevistas sobre digitalização de acervos, o projeto &lt;a href="http://flimultimidia.com.br/retalhos/" target="_blank"&gt;Retalhos&lt;/a&gt;, a Linha do Tempo da Cultura Digital, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após duas edições na Cinemateca de São Paulo, o evento chega ao Rio  de Janeiro e pelo caráter múltiplo de sua programação, se assume como um  Festival. Palestras, debates, atividades práticas, encontros,  apresentações artísticas, experimentações, inovações e invenções  diversas estarão presentes. &lt;a href="http://culturadigital.org.br/#%21/o-festival/prepare-se" target="_blank"&gt;Programe&lt;/a&gt; a sua ida ao Rio de Janeiro!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F09%2F02%2Ffestival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional%2F&amp;amp;title=Festival%20CulturaDigital.Br%20acontece%20no%20Rio%20de%20Janeiro%20de%202%20a%204%20de%20dezembro" class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save"&gt;&lt;img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" height="16" alt="Share" width="171" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 01 Nov 2011 17:13:04 -0200</pubDate><link>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/festival-culturadigital.br-acontece-no-rio-de-janeiro-de-2-a-4-de-dezembro</link><guid>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/festival-culturadigital.br-acontece-no-rio-de-janeiro-de-2-a-4-de-dezembro</guid></item><item><title>Festival CulturaDigital.Br seleciona projetos por Chamada Pública Internacional</title><description>&lt;div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;"&gt;
			&lt;a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F09%2F02%2Ffestival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional%2F"&gt;&lt;br /&gt;
				&lt;img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F09%2F02%2Ffestival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional%2F&amp;amp;style=compact&amp;amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /&gt;&lt;br /&gt;
			&lt;/a&gt;
		&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://culturadigital.br/blog/2011/09/02/festival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional/captura-de-tela-2011-09-02-a%cc%80s-13-50-45/"&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-3422" title="Festival CulturaDigital.Br" src="http://culturadigital.br/files/2011/09/Captura-de-tela-2011-09-02-às-13.50.45-365x177.png" height="177" alt="" width="365" /&gt;&lt;/a&gt;O Fórum da Cultura Digital Brasileira chega a sua terceira edição com o nome &lt;a href="http://culturadigital.org.br/"&gt;Festival CulturaDigital.Br&lt;/a&gt;. Seguindo a mesma lógica do &lt;a href="http://culturadigital.br/forum2010"&gt;Fórum 2010&lt;/a&gt;, a programação do encontro será colaborativamente organizada por meio de uma Chamada Pública Internacional de Atividades que está no ar neste endereço: &lt;a href="http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica"&gt;http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As propostas serão aceitas até 30 de setembro e, após a data, avaliadas por um time de curadores. Os selecionados terão a ida ao Festival, que acontece de 02 a 04 de dezembro no Rio de Janeiro, viabilizada pela organização do evento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://culturadigital.org.br/"&gt;http://culturadigital.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212;&amp;#8212;&amp;#8212;-&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Festival&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais do que um evento para exposição de ideias e projetos, o Festival  CulturaDigital.Br é um momento de encontro de agentes da cultura  digital brasileira com seus pares no mundo. São realizadores,  produtores, ativistas que atuam na intersecção entre cultura, política e  tecnologia, promovendo inovações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De 02 a 04 de dezembro, o MAM-Rio e o Cine Odeon, no Rio de Janeiro,  serão ocupados por palestras, debates, encontros, atividades mão na  massa, exibições e performances artísticas. A proposta é articular  referências mundiais e redes expressivas, a partir de questões  relevantes da conjuntura nacional e global – como a função da  propriedade intelectual na era do conhecimento e os avanços do movimento  software livre, que integram a essência da cultura digital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A terceira edição do Festival CulturaDigital.Br emerge no cenário de  massificação e apropriação das tecnologias por jovens realizadores com  um perfil marcante: eles não se encaixam no que compreendemos sobre  organizações e nem estão ligados a filiações ideológicas rígidas. Também  estão muito mais preocupados com a prática e o processo, descrevendo e  transformando a realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste debate, técnica e política jamais podem ser observadas em  blocos separados. Não se trata de um movimento de negação da política,  mas de confrontação das estruturas caducas. O Festival CulturaDigital.Br  é uma realização da &lt;a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/" target="_blank"&gt;Casa da Cultura Digital&lt;/a&gt;, um cluster criativo na cidade de São Paulo, que abriga mais de 15 instituições.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212;&amp;#8212;&amp;#8211;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outras Edições&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2009, quando o termo Cultura Digital era emergente e nem constava  na Wikipedia, o Ministério da Cultura articulado com a sociedade civil  lançou o Fórum da Cultura Digital, uma plataforma com o objetivo ser um  espaço para a elaboração colaborativa de políticas públicas para o  Século 21, o século das redes, da informação, da produção  pós-industrial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desse diálogo resultaram ações impactantes em defesa da cultura e do  software livre e também o fortalecimento de políticas públicas em favor  do compartilhamento do conhecimento, como a ação cultura digital do  programa Cultura Viva; a defesa da reforma da Lei de Direitos Autorais  (LDA); e a criação do Projeto de lei feito por meio de uma consulta  pública colaborativa, o Marco Civil da Internet, enviado pela Presidente  Dilma Rousseff ao Congresso, no dia 24 de agosto deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas duas edições (2009 e 2010), o público presente foi além do  esperado e o encontro extrapolou suas propostas iniciais. A hashtag  #culturadigitalbr esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter,  figurando na lista dos Trending Topics em 2010. Nesse mesmo ano, o  público online, acompanhando as palestras virtualmente, superou a  audiência presencial. A edição de 2009 contou com 700 pessoas em quatro  dias de evento, em 2010 o número subiu para 3.500 em três dias de  atividades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma grande arena de contatos foi formada e redes representativas do movimento, como o &lt;a href="http://foradoeixo.org.br/" target="_blank"&gt;Fora do Eixo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://thacker.com.br/" target="_blank"&gt;Transparência Hacker&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://redelabs.org/wikka.php?wakka=RedeLabs" target="_blank"&gt;RedeLabs&lt;/a&gt; viram suas propostas serem potencializadas pela conexão entre pessoas e redes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As discussões levantadas ainda ressoam na internet, por meio da rede social &lt;a href="http://culturadigital.br/../" target="_blank"&gt;CulturaDigital.Br&lt;/a&gt;,  um espaço se propõe a agregar as pessoas e o fluxo de conteúdos de  forma inteligente, organizando a participação e documentando o debate,  que conta hoje com mais de 8 mil membros ativos e abriga mais de 700  blogs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma série de registros abertos contam esse processo. Entre eles, o &lt;a href="http://culturadigital.br/../blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/" target="_blank"&gt;livro&lt;/a&gt; CulturaDigital.BR, o vídeo &lt;a href="http://vimeo.com/24172300" target="_blank"&gt;Remixofagia&lt;/a&gt;, o site do Fórum de 2009, o de 2010, uma série de entrevistas sobre digitalização de acervos, o projeto &lt;a href="http://flimultimidia.com.br/retalhos/" target="_blank"&gt;Retalhos&lt;/a&gt;, a Linha do Tempo da Cultura Digital, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após duas edições na Cinemateca de São Paulo, o evento chega ao Rio  de Janeiro e pelo caráter múltiplo de sua programação, se assume como um  Festival. Palestras, debates, atividades práticas, encontros,  apresentações artísticas, experimentações, inovações e invenções  diversas estarão presentes. &lt;a href="http://culturadigital.org.br/#%21/o-festival/prepare-se" target="_blank"&gt;Programe&lt;/a&gt; a sua ida ao Rio de Janeiro!&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 02 Sep 2011 16:02:38 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/festival-culturadigital.br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional</link><guid>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/festival-culturadigital.br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional</guid></item><item><title>Festival CulturaDigital.Br seleciona projetos por Chamada Pública Internacional</title><description>&lt;div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;"&gt;
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				&lt;img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F09%2F02%2Ffestival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional%2F&amp;amp;style=compact&amp;amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /&gt;&lt;br /&gt;
			&lt;/a&gt;
		&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://culturadigital.br/blog/2011/09/02/festival-culturadigital-br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional/captura-de-tela-2011-09-02-a%cc%80s-13-50-45/"&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-3422" title="Festival CulturaDigital.Br" src="http://culturadigital.br/files/2011/09/Captura-de-tela-2011-09-02-às-13.50.45-365x177.png" height="177" alt="" width="365" /&gt;&lt;/a&gt;O Fórum da Cultura Digital Brasileira chega a sua terceira edição com o nome &lt;a href="http://culturadigital.org.br/"&gt;Festival CulturaDigital.Br&lt;/a&gt;. Seguindo a mesma lógica do &lt;a href="http://culturadigital.br/forum2010"&gt;Fórum 2010&lt;/a&gt;, a programação do encontro será colaborativamente organizada por meio de uma Chamada Pública Internacional de Atividades que está no ar neste endereço: &lt;a href="http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica"&gt;http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As propostas serão aceitas até 30 de setembro e, após a data, avaliadas por um time de curadores. Os selecionados terão a ida ao Festival, que acontece de 02 a 04 de dezembro no Rio de Janeiro, viabilizada pela organização do evento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://culturadigital.org.br/"&gt;http://culturadigital.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212;&amp;#8212;&amp;#8212;-&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Festival&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais do que um evento para exposição de ideias e projetos, o Festival  CulturaDigital.Br é um momento de encontro de agentes da cultura  digital brasileira com seus pares no mundo. São realizadores,  produtores, ativistas que atuam na intersecção entre cultura, política e  tecnologia, promovendo inovações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De 02 a 04 de dezembro, o MAM-Rio e o Cine Odeon, no Rio de Janeiro,  serão ocupados por palestras, debates, encontros, atividades mão na  massa, exibições e performances artísticas. A proposta é articular  referências mundiais e redes expressivas, a partir de questões  relevantes da conjuntura nacional e global – como a função da  propriedade intelectual na era do conhecimento e os avanços do movimento  software livre, que integram a essência da cultura digital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A terceira edição do Festival CulturaDigital.Br emerge no cenário de  massificação e apropriação das tecnologias por jovens realizadores com  um perfil marcante: eles não se encaixam no que compreendemos sobre  organizações e nem estão ligados a filiações ideológicas rígidas. Também  estão muito mais preocupados com a prática e o processo, descrevendo e  transformando a realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste debate, técnica e política jamais podem ser observadas em  blocos separados. Não se trata de um movimento de negação da política,  mas de confrontação das estruturas caducas. O Festival CulturaDigital.Br  é uma realização da &lt;a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/" target="_blank"&gt;Casa da Cultura Digital&lt;/a&gt;, um cluster criativo na cidade de São Paulo, que abriga mais de 15 instituições.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212;&amp;#8212;&amp;#8211;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outras Edições&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2009, quando o termo Cultura Digital era emergente e nem constava  na Wikipedia, o Ministério da Cultura articulado com a sociedade civil  lançou o Fórum da Cultura Digital, uma plataforma com o objetivo ser um  espaço para a elaboração colaborativa de políticas públicas para o  Século 21, o século das redes, da informação, da produção  pós-industrial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desse diálogo resultaram ações impactantes em defesa da cultura e do  software livre e também o fortalecimento de políticas públicas em favor  do compartilhamento do conhecimento, como a ação cultura digital do  programa Cultura Viva; a defesa da reforma da Lei de Direitos Autorais  (LDA); e a criação do Projeto de lei feito por meio de uma consulta  pública colaborativa, o Marco Civil da Internet, enviado pela Presidente  Dilma Rousseff ao Congresso, no dia 24 de agosto deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas duas edições (2009 e 2010), o público presente foi além do  esperado e o encontro extrapolou suas propostas iniciais. A hashtag  #culturadigitalbr esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter,  figurando na lista dos Trending Topics em 2010. Nesse mesmo ano, o  público online, acompanhando as palestras virtualmente, superou a  audiência presencial. A edição de 2009 contou com 700 pessoas em quatro  dias de evento, em 2010 o número subiu para 3.500 em três dias de  atividades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma grande arena de contatos foi formada e redes representativas do movimento, como o &lt;a href="http://foradoeixo.org.br/" target="_blank"&gt;Fora do Eixo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://thacker.com.br/" target="_blank"&gt;Transparência Hacker&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://redelabs.org/wikka.php?wakka=RedeLabs" target="_blank"&gt;RedeLabs&lt;/a&gt; viram suas propostas serem potencializadas pela conexão entre pessoas e redes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As discussões levantadas ainda ressoam na internet, por meio da rede social &lt;a href="http://culturadigital.br/../" target="_blank"&gt;CulturaDigital.Br&lt;/a&gt;,  um espaço se propõe a agregar as pessoas e o fluxo de conteúdos de  forma inteligente, organizando a participação e documentando o debate,  que conta hoje com mais de 8 mil membros ativos e abriga mais de 700  blogs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma série de registros abertos contam esse processo. Entre eles, o &lt;a href="http://culturadigital.br/../blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/" target="_blank"&gt;livro&lt;/a&gt; CulturaDigital.BR, o vídeo &lt;a href="http://vimeo.com/24172300" target="_blank"&gt;Remixofagia&lt;/a&gt;, o site do Fórum de 2009, o de 2010, uma série de entrevistas sobre digitalização de acervos, o projeto &lt;a href="http://flimultimidia.com.br/retalhos/" target="_blank"&gt;Retalhos&lt;/a&gt;, a Linha do Tempo da Cultura Digital, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após duas edições na Cinemateca de São Paulo, o evento chega ao Rio  de Janeiro e pelo caráter múltiplo de sua programação, se assume como um  Festival. Palestras, debates, atividades práticas, encontros,  apresentações artísticas, experimentações, inovações e invenções  diversas estarão presentes. &lt;a href="http://culturadigital.org.br/#%21/o-festival/prepare-se" target="_blank"&gt;Programe&lt;/a&gt; a sua ida ao Rio de Janeiro!&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 02 Sep 2011 16:02:37 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/festival-culturadigital.br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional</link><guid>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/festival-culturadigital.br-seleciona-projetos-por-chamada-publica-internacional</guid></item><item><title>Comunidades P2P irão mudar o mundo? – Entrevista com Michel Bauwens, criador da P2P Foundation</title><description>&lt;div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;"&gt;
			&lt;a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F08%2F24%2Fde-como-as-comunidades-p2p-irao-mudar-o-mundo-entrevista-com-michel-bauwens-criador-da-p2p-foundation%2F"&gt;&lt;br /&gt;
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			&lt;/a&gt;
		&lt;/div&gt;
&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://meedabyte.wordpress.com/2011/07/26/how-peer-to-peer-communities-will-change-the-world-interview-with-michel-bauwens-p2p-foundation-founder/"&gt;link para o original em inglês&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://culturadigital.br/files/2011/08/mbauwens.jpg"&gt;&lt;img class="alignleft size-full wp-image-3407" title="mbauwens" src="http://culturadigital.br/files/2011/08/mbauwens.jpg" height="214" hspace="5" alt="" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Muitos de vocês&lt;/strong&gt;, ao ouvir as palavras &amp;#8220;peer to peer&amp;#8221;, rapidamente se lembram do eMule ou do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Napster"&gt;Napster&lt;/a&gt;, e da variedade de tecnologias e soluções para compartilhamento de arquivos que permitem a livre troca de conteúdos de qualquer tipo, assim como dos problemas associados e das controvérsias relacionadas à proteção dos direitos de autor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade o termo P2P refere-se, desde há muito tempo, a um amplo espectro de soluções, paradigmas e abordagens centradas no co-design (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Collaboration"&gt;design colaborativo&lt;/a&gt;) e na co-criação, na abertura (openness) e na liberdade: ou seja, estamos falando de cada meio (ferramenta) descentralizado, compartilhado e igualitário, utilizado para fornecer soluções livres e abertas para problemas comuns.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tecnologias e plataformas tecnológicas (e o software em particular) são portanto, apenas um dos muitos aspectos desse movimento, o qual não impõe a si qualquer limite em sua abrangência: a meta de longo prazo é facilitar o surgimento e a consolidação de comunidades de pares (p2p) desenhadas para operar um novo papel na sociedade, o qual sempre foi prerrogativa de empresas e indústrias, de acordo com o modelo de produção capitalista de bens e serviços.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peer_production"&gt;modelo de produção entre pares&lt;/a&gt; está completamente em oposição ao neoliberalismo, mas é importante  destacar         que os processos P2P apresentam a capacidade de  transformar, mas também de adaptar-se às estruturas sociais existentes.  Esta síntese é talvez a única saída para os problemas históricos que a  humanidade está enfrentando estes dias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Plataformas e paradigmas abertos, igualitários e participativos, capazes  de colocar as pessoas em contato direto entre si, demonstraram um  enorme potencial nos últimos anos: com a missão de ajudar a outras  alternativas p2p emergir e se consolidar, a &amp;#8220;&lt;a href="http://p2pfoundation.net/"&gt;Fundação para Alternativas P2P&lt;/a&gt;&amp;#8221; foi fundada por &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Michel_Bauwens"&gt;Michel Bauwens&lt;/a&gt; anos atrás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Michel é um fantástico orador, pesquisador, analista e escritor: a  pessoa ideal para nos ajudar a investigar os impactos que estas  potenciais mudanças, especialmente as que são apresentadas nesta  entrevista, podem vir a ter no futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[Simone Cicero]: Qual é o papel do movimento p2p no mundo hoje? Qual o nível de adoção esse paradigma alcançou até agora?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[Michel Bauwens]: A minha resposta é  que o movimento p2p tem um papel histórico muito importante a  desempenhar, mas que é bastante difícil quantificar isso. Primeiro, o  que queremos dizer quando falamos de um movimento p2p? O conjunto de  causas subjacentes está ligado à horizontalização das relações humanas  que é viabilizada pelas tecnologias p2p, entendida no sentido amplo de  permitir a agregação de indivíduos livres em torno de valores  compartilhados ou na criação de valor comum. Este é, naturalmente, uma  grande mudança social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Poderíamos  argumentar que uma emergente vanguarda sócio-cultural está ativamente  construindo novas formas de vida, novas práticas sociais e novas  instituições humanas, algumas das quais eu tentei &lt;a href="http://www.mindmeister.com/28717702/everything-open-and-free"&gt;mapear aqui&lt;/a&gt;.  Em todo o mundo estamos vendo emergir comunidades que estão  desenvolvendo novas práticas sociais que são informadas pelo paradigma  p2p. Em um outro nível esta é também uma revolução ética, que registra  (1) o crescimento de valores fundamentais tais como abertura (openness, a  qualidade de ser aberto) e liberdade em relação às &amp;#8216;entradas&amp;#8217; (inputs)  compartilhadas em processos de produção entre pares; (2) participação e  inclusividade como elementos básicos do processo de cooperação; e (3)  uma orientação ao &amp;#8216;commons&amp;#8217; (distribuição universal) na gestão das  saídas (outputs) do processo. Economicamente, por exemplo, um estudo  recente estimou que o setor de conteúdo aberto nos EUA iria alcançar &lt;a href="http://blog.p2pfoundation.net/the-open-content-economy-now-reaches-one-sixth-of-u-s-gdp/2011/07/19"&gt;um sexto do PIB&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente,  existem as novas expressões políticas. Eu considero as praças ocupadas  na Europa como expressões desta emergente mentalidade p2p. Você poderia  dizer que o movimento tem duas alas, uma ala construtiva de pessoas  desenvolvendo novos instrumentos e práticas, como por exemplo descrito  no livro de Chris Carlsson, &amp;#8216;&lt;a href="http://www.processedworld.com/carlsson/nowtopia_web/index.shtml"&gt;Nowtopia&lt;/a&gt;&amp;#8216;,  e uma ala mais ativa de resistência ao neoliberalismo, que está  buscando formular novas maneiras de conceber as mudanças sociais, e que  não são cópias carbono das abordagens da velha esquerda. No entanto, é  importante ressaltar que este movimento está ainda em uma fase precoce  de emergência, e não em nível de paridade com o mundo neoliberal  mainstream.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]:  Como a produção p2p (colaborativa) é diferente do consumo colaborativo?  Deveriam esses dois lados, produção e consumo, coexistir?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]:  É uma boa pergunta. A diferença está relacionada com a dificuldade de  se implementar soluções p2p completas no atual sistema dominante. O  arranjo para o consumo colaborativo é mais simples, e pode ser  organizado por empresas que se encarregam da infra-estrutura do sistema  que gerencia a aquisição coletiva do produto-serviço, que podem então  investir em uma infra-estrutura compartilhada ou desenvolver uma  plataforma para compartilhar o que já está disponível &amp;#8212; o que poderia  ser feito por comunidades ou organizações sem fins lucrativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No  caso da produção, a colaboração pode acontecer sem muita dificuldade na  esfera imaterial do conhecimento, do código e do design, mas encontra  muitos problemas no momento que tentamos traduzir em produção física, o  que é caro. Nesta etapa, há uma co-dependência entre os pares produtores  que estão &lt;strong&gt;criando valor&lt;/strong&gt;, e as empresas com fins lucrativos que estão &amp;#8216;&lt;strong&gt;capturando esse valor&lt;/strong&gt;&amp;#8216;,  mas ambos precisam um do outro. Pares produtores precisam de uma  ecologia de negócios para assegurar a reprodução social do seu sistema e  a sustentabilidade financeira de seus participantes, e o capital  precisa das externalidades positivas e da cooperação social que fluem da  colaboração p2p.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A  minha proposta é de que as comunidades de pares produtores devem criar  seus próprios empreendimentos sociais com &amp;#8220;missão orientada&amp;#8221;, de forma  que a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Surplus_value"&gt;mais-valia&lt;/a&gt; possa permanecer com os criadores de valor, isto é, com os plebeus  (&amp;#8216;commoners&amp;#8217;) em si &amp;#8212; mas isso dificilmente aconteceria agora. Em vez  disso o que vemos é uma adaptação mútua entre o capital netárquico (&lt;a href="http://p2pfoundation.net/Netarchical_Capitalism"&gt;netarchical capital&lt;/a&gt;)  de um lado, e as comunidades de pares produtores do outro. Onde o  horizontal encontra o vertical, surgem muitas adaptações diagonais  híbridas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A  questão crucial se torna então: &amp;#8220;como é que vamos adaptar&amp;#8221;, quando é  que a adaptação pode se tornar cooptação, se não pior, exploração pura.  Pode-se dizer que esta é a luta de classes do século 21, entre as duas  classes emergentes, que na minha opinião, serão os principais fatores na  transição para um novo tipo de sociedade. Para os pares produtores a  questão torna-se, se não podemos criar nossas próprias instituições  totalmente autônomas, então como podemos adaptar, mantendo o máximo de  autonomia e sustentabilidade como um bem comum, e como uma comunidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]:  Por que o paradigma p2p foi incapaz de criar alternativas bem sucedidas  em algumas áreas? Por exemplo, no caso das redes sociais, iniciativas  como o diáspora têm sido marginais até agora, e quedamos contando com  entidades comerciais, por vezes corporações multinacionais, para  empoderar a comunidade de pares a realizar grandes coisas (por exemplo,  os movimentos no oriente médio). Existe um problema aqui? Quero dizer,  em terceiro lugar: as entidades comerciais operando enormes comunidades  de pares que criam valor, não lhes permite realizar lucros enormes?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]:  Na produção por pares orientada ao commons, onde as pessoas se agregam  em torno de um objeto comum (o que requer uma profunda cooperação), eles  costumam ter as suas próprias infra-estruturas de colaboração,  contemplando uma ecologia que integra uma comunidade, uma associação com  missão-orientada (&lt;a href="http://www.fourthsector.net/learn/for-benefit-corporations"&gt;for-benefit&lt;/a&gt;)  para a gestão da infra-estrutura, e empresas orientadas ao lucro que  operam diretamente no mercado; na economia de partilha, onde os  indivíduos simplesmente compartilham suas próprias expressões, ser  hospedado em plataformas de terceiros é a norma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É  claro que empresas com fins lucrativos têm prioridades diferentes, e  desejam capturar o valor gerado para que este possa ser vendido no  mercado. Esta é, na verdade, a luta de classes da era p2p, a luta entre  comunidades e corporações em torno de questões diversas, em parte por  causa de diferentes interesses. Assim, esta tensão é certamente um  problema, mas como o exemplo colocado por você indica, não se trata de  um obstáculo crucial. Mesmo plataformas comercialmente controladas estão  sendo usadas   para promover uma grande horizontalização e  auto-agregação das relações humanas, e as comunidades, incluindo grupos  políticos radicais, estão utilizando-as efetivamente para se organizar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O  importante é não se concentrar apenas sobre as limitações e as  intenções dos donos da plataforma, mas usar o que pudermos para reforçar  a autonomia das comunidades de pares. Às vezes, isso requer uma  adaptação inteligente a seja lá o que for que o status quo já está  produzindo. Questões importantes: quais meios &amp;#8216;imperfeitos&amp;#8217; podemos usar  para nosso próprio benefício; quais infra-estruturas precisam de fato  tornar-se independentes de controle, e o que precisamos exigir dos  proprietários das plataformas que &amp;#8216;exploram&amp;#8217; o trabalho livre sem dar  nada em troca. Por exemplo, o &lt;a href="http://fcforum.net/"&gt;Fórum da Cultura Livre&lt;/a&gt; exige uma participação de 15% na receita gerada, a fim de sustentar os seus plebeus criativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O  fato hoje é que o capital ainda é capaz de agregar vastos recursos  financeiros e materiais, o que o torna capaz de gerar coisas como o  Google, o YouTube, o Facebook, etc &amp;#8230; plataformas que podem facilmente e  rapidamente oferecer serviços, criando efeitos de rede que são muito  difíceis, embora não teoricamente impossíveis, de serem emulados por  arranjos p2p &amp;#8220;puros&amp;#8221;, que podem não ter a mesma facilidade de acesso aos  recursos atraídos de forma rápida e eficiente pela mecânica do capital.  O problema com o diáspora é que, sem os efeitos de rede, não há nenhum  &amp;#8220;lá&amp;#8221; lá, apenas uma vazia plataforma em potencial. Se você quiser  alcançar as pessoas, você ainda precisa estar onde eles efetivamente  estão, ou seja, nas plataformas mainstream.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, ativistas p2p devem funcionar em ambas as frentes, ou seja, utilizando  plataformas mainstream para espalhar suas idéias e sua cultura de forma a  atingir um maior número de pessoas, e ao mesmo tempo, desenvolvendo  suas próprias ecologias de mídia autônoma, que podem operar de forma  independente. O importante é manter um compromisso com o longo prazo, ou  seja, com a construção lenta e cuidadosa de uma infra-estrutura  alternativa para a vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]:  O bem comum (commons) é o real campo de aplicação do paradigma p2p, ou  podemos pensar no p2p também sendo usado como um modelo potencial para  aplicações de lucro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]:  O commons e o p2p são apenas aspectos diferentes do mesmo fenômeno, o  commons é o objeto que a dinâmica p2p está construindo, e o p2p ocorre  onde há bens comuns. Lembre-se, eu não uso o termo p2p em um sentido  puramente tecnológico, mas em um sentido sociológico, como um tipo de  relacionamento. Portanto, tanto o p2p como o commons, como eles criam  valor abundante (digital) ou suficiente (material) para os &amp;#8216;commoners&amp;#8217;  (os pares), estão em condições de, ao mesmo tempo, gerar oportunidades  para criação de valor agregado para o mercado. Não há nenhum domínio que  esteja excluído do p2p, nenhum campo que possa afirmar que &amp;#8220;não seria  mais forte através da abertura para a dinâmica da participação e da  comunidade&amp;#8221;. E não há nenhuma comunidade p2p que hoje possa dizer:  &amp;#8220;estamos a longo prazo totalmente sustentável dentro do atual sistema,  sem necessidade de recursos extras provenientes do mercado&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]:  Poderia a adoção de moedas p2p como Bitcoin facilitar a fusão de  sistemas de produção de valor p2p com esquemas comerciais / do mercado?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]:  Temos que ter cuidado aqui. Uma tendência identificável é a difusão  atual de infra-estruturas e arranjos, ou seja, a introdução de  crowdsourcing, crowdfunding, empréstimo social, moedas digitais,  ferramentas que promovem uma participação mais ampla do paradigma p2p  nas práticas atuais. Isso é uma coisa boa, mas não suficiente. Todas as  coisas que eu mencionei acima imprimem um movimento em direção de uma  infra-estrutura distribuída, mas não alteram a lógica fundamental de que  eles estão fazendo. No caso do bitcoin, trata-se de uma moeda que  funciona com base em escassez, sujeita às mesmas forças especulativas  que operam nos metais raros, e portanto totalmente sintonizada na lógica  do capital, assim como os sites de empréstimos sociais etc&amp;#8230; O que  realmente precisamos é de uma segunda onda de infra-estruturas de  distribuição, que também possam incorporar novos valores éticos. Bitcoin  poderia funcionar com &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Demurrage_%28currency%29"&gt;demurrage&lt;/a&gt; por exemplo, ou no contexto de um crédito do commons. Empréstimos  sociais poderiam ser usados   para investimento de &amp;#8220;dinheiro lento&amp;#8221; em  empreendimentos éticas ou comunidades. Sem isso, nós estamos falando da  distribuição do capitalismo, e não sobre uma mudança mais profunda na  lógica da nossa economia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]:  Nós, mais e mais vezes, vemos soluções p2p criar atalhos onde os  sistemas comerciais não funcionam ou não são suficientemente eficientes  ou, simplesmente, são caro (às vezes exageradamente): como empresas à  moda antiga poderiam adaptar-se ao p2p para evitar a sua desatualização,  e a sua superação por alternativas baseadas em p2p?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]:  Não importa o quanto você é bom, não importa o quanto de capital você  tem para contratar as melhores pessoas, você não pode competir com o  potencial de inovação das comunidades abertas globais. É isso que  impulsiona todos os negócios a se adaptarem, de uma forma ou de outra, à  dinâmica p2p. Como uma empresa, você tem &lt;strong&gt;mais inovação&lt;/strong&gt;, uma &lt;strong&gt;articulação mais profunda nas redes&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;estruturas de custo mais baixo&lt;/strong&gt;, e muitas outras vantagens competitivas. Mas tudo isso vem com um preço, ou seja, a &lt;strong&gt;necessária adaptação às regras e normas da nova cultura em rede&lt;/strong&gt;,  e às comunidades em particular nas quais você está trabalhando. E o  oposto também está acontecendo, como descrevemos acima, mais e mais  comunidades orientadas para o bem comum (commons-oriented) estão criando  suas próprias coligações empresariais. É claro, certo tipo de empresas,  por causa de suas posições de monopólio e de seus sistemas legados,  terão um período muito difícil nesta adaptação, o que cria o cenário  para que novos players apareçam em condições de responder de forma mais  efetiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]:  É necessário um &amp;#8220;novo tipo de empresa&amp;#8221; para incorporar o modelo de  produção p2p, ou um novo tipo de &amp;#8220;comunidade&amp;#8221; para incorporar os  aspectos comerciais, o lucro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]:  Com certeza, o modelo corporativo é incapaz de lidar com as questões  ecológicas e de sustentabilidade, porque o seu próprio DNA, a obrigação  de legal de enriquecer os acionistas, o faz se esforçar para reduzir os  custos de entrada, e ignorar as externalidades. Para uma empresa com  fins lucrativos, o que é legal é ético, e a regulação externa pode  apenas moderar tais comportamentos. Isto significa que &amp;#8220;regulação&amp;#8221;  também deve ser interna, e para isso, precisamos de novas estruturas  corporativas, um novo tipo de entidade do mercado para o qual o lucro é  um meio, mas não um fim, dedicado a um &amp;#8220;benefício&amp;#8221;, uma missão, ou ao  sustento de uma determinada comunidade e / ou commons. Seguindo  lasindias.net, eu uso o conceito de &lt;a href="http://p2pfoundation.net/Phyles"&gt;phyles&lt;/a&gt;.  e a própria Fundação P2P criou como que uma cooperativa global que visa  tornar o trabalho no commons do conhecimento P2P sustentável. Estas  novas entidades devem se tornar o núcleo de um novo setor privado, e que  são estruturalmente inerentemente sustentável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]:  Há uma ligação especial entre a crise de recursos, a alta do petróleo, e  os temas de sustentabilidade em geral, com o movimento p2p?  Sustentabilidade seria um atributo substancial dos sistemas p2p,  coletivos, descentralizados?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]:  Eu costumo argumentar fortemente sobre este link. Na minha opinião,  empresas com fins lucrativos são inerentemente não-sustentáveis em seu  DNA, porque dependem de escassez, ou seja, a abundância destrói a  escassez e, portanto, abala os mercados; um exemplo de prática  perniciosa em particular é a obsolescência planejada. Mas uma comunidade  aberta de design, por exemplo, não funciona com base nesses incentivos  perversos, e naturalmente desenvolverá projetos voltados para a  sustentabilidade. Tais coletivos irão desenvolver projetos voltados para  a inclusão, de forma a permitir que outros possam adicionar novos  elementos ao projeto e, finalmente, também irão desenvolver formas mais  distribuídas de fabricação, que não necessitem de centralização  financeira e geográfica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &lt;a href="http://ecars-now.wikidot.com/"&gt;E-cars&lt;/a&gt; por exemplo, produz projetos abertos para carros híbridos, de modo que  qualquer mecânico no mundo pode fazer o download do projeto e trabalho  em seu carro localmente. O &amp;#8216;Common Car&amp;#8217; é projetado modularmente, com  uma pele biodegradável que pode ser trocada sem a necessidade de um  carro novo completo. Isto significa que os empresários, agregando-se  para abrir projetos de design colaborativo, começariam a trabalhar a  partir de um espaço totalmente diferente, mesmo que eles ainda utilizem a  forma clássica de empresa. Evitar o compartilhamento de projetos de  sustentabilidade por meio de monopólios de propriedade intelectual  também é, na minha opinião, antiético, e a existência de tais patentes  deveria ser pautada por uma perspectiva minimalista, jamais por uma  lógica maximalista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]: Como é o seu sentimento hoje sobre as perspectivas &amp;#8220;high road&amp;#8221; e &amp;#8220;low road&amp;#8221;?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]:  O cenário &amp;#8220;high road&amp;#8221; propõe um governo esclarecido, que &amp;#8220;promove e  empodera&amp;#8221; a produção social e a criação de valor, e permite uma  transição mais suave para os modelos p2p; o cenário &amp;#8220;low road&amp;#8221; é aquele  em que nenhuma reformas estrutural acontece, a situação global desemboca  em diferentes formas de caos, e o p2p torna-se uma tática de  sobrevivência e resistência para enfrentar as extremamente difíceis  circunstâncias sociais, políticas e econômicas que virão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema  hoje é que os movimentos sociais são demasiado fracos para impor  reformas estruturais, apesar de que esta situação poderia mudar e está  mudando enquanto nós falamos aqui, veja as mobilizações nas praças  europeias. O outro aspecto importante é que o clássico ciclo econômico  de 60 anos, conhecido como &amp;#8220;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kondratiev_wave"&gt;onda Kondratieff&lt;/a&gt;&amp;#8220;, se encerra com o colapso de 2008, o que é agravado pela crise da biosfera e outros (alterações climáticas, a &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2009/jul/28/species-extinction-hotspots-australia"&gt;sexta grande extinção&lt;/a&gt;,  o pico do petróleo), que na minha opinião configuram sinais do declínio  acelerado do capitalismo. Apesar de estar confiante de que o modelo de  crescimento infinito está se aproximando do fim, isso não significa,  naturalmente, que o que vai substitui-lo será melhor. Trabalhar para  construir uma alternativa melhor é realmente a tarefa histórica do  movimento p2p. Em outras palavras, depende de nós!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[SC]: Quais são as próximos aplicações potencialmente revolucionárias do modelo P2P?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[MB]: Eu realmente não penso em termos de avanços ou revoluções tecnológicas, porque a platafroma fundamental, a &lt;strong&gt;rede global de inteligência coletiva&lt;/strong&gt; viabilizada pela internet, já existe entre nós. Esta é a grande  mudança, e todos os outros avanços tecnológicos serão informados por  esta nova realidade social caracterizada pela horizontalização de nossa  civilização. O importante agora é defender e ampliar nossos direitos de  comunicação e organização, mobilizando-nos contra as tentativas  concertadas para voltar o relógio. Enquanto posso afirmar que voltar no  tempo é realmente uma impossibilidade, isso não significa que as  tentativas de governos e grandes corporações sejam incapazes de criar  grandes danos e dificuldades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Precisamos  de tecnologia p2p para viabilizar o desenvolvimento de soluções globais  para as crises sistêmicas que estamos enfrentando. Retardar este  processo, de fato, põe em risco o futuro da Terra e da humanidade.  Estamos vivendo em um sistema bio-pático, que literalmente destrói a  base da vida humana e natural; e o p2p é necessário para assegurar a  transição para uma civilização biofílica, o que pode garante a  continuidade do nosso habitat natural e de suas dádivas para a  humanidade. A tecnologia é apenas uma ferramenta, embora muito  importante, para a transformação, mas devemos evitar qualquer  determinismo tecnológico, bem como as utopias equivocadas que ficam a  depender do próximo grande avanço mágico da tecnologia.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 24 Aug 2011 22:55:01 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/comunidades-p2p-irao-mudar-o-mundo-%E2%80%93-entrevista-com-michel-bauwens-criador-da-p2p-foundation</link><guid>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/comunidades-p2p-irao-mudar-o-mundo-%E2%80%93-entrevista-com-michel-bauwens-criador-da-p2p-foundation</guid></item><item><title>Software livre é política do governo de Tarso Genro</title><description>&lt;div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;"&gt;
			&lt;a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F07%2F18%2Fsoftware-livre-e-politica-do-governo-de-tarso-genro%2F"&gt;&lt;br /&gt;
				&lt;img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2011%2F07%2F18%2Fsoftware-livre-e-politica-do-governo-de-tarso-genro%2F&amp;amp;style=compact&amp;amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /&gt;&lt;br /&gt;
			&lt;/a&gt;
		&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;!-- p { margin-bottom: 0.21cm; }a:link {  } --&gt;O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, respondeu a duas perguntas na edição de julho do Governador Responde. A primeira, sobre a convocação de aprovados no concurso para agente do tesouro do Estado, cumpre o compromisso de, todo mês, responder a pergunta mais votada pelos gaúchos. A segunda pergunta respondida foi uma escolha do próprio governador: &lt;strong&gt;qual a política estabelecida pelo governo sobre a utilização de softwares livres?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“O nosso governo é adepto ao software livre, é uma política que está vinculada no programa de governo”, destacou Tarso Genro. Para o governador, a utilização destes conceitos tecnológicos é importante para a democratização não só da relação do Estado com a sociedade, mas também para que cada vez um &lt;em&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;número&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; maior de pessoas possa ter acesso aos benefícios da internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo do RS vem adotando um conjunto de políticas relacionadas ao software livre, o que motivou a escolha da pergunta pelo governador:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. O Gabinete Digital (&lt;a href="http://www.gabdigital.rs.gov.br/"&gt;http://www.gabdigital.rs.gov.br/&lt;/a&gt;) é fundamentado no software livre;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. O Diário Oficial do Estado utiliza software livre na conversão de documentos;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. A secretaria estadual de Segurança Pública é referência nacional no uso de formatos de dados abertos (&lt;a href="http://www.ssp.rs.gov.br/portal/principal.php?action=servicos&amp;amp;cod_dinamico=28"&gt;http://www.ssp.rs.gov.br/portal/principal.php?action=servicos&amp;amp;cod_dinamico=28&lt;/a&gt;);&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. A Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) (&lt;a href="http://www.procergs.rs.gov.br/"&gt;http://www.procergs.rs.gov.br/&lt;/a&gt;) está criando um laboratório de inovação baseado nos princípios do software livre;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5. No 12 Fórum Internacional do Software Livre (FISL), o governo tornou-se signatário do Protocolo de Brasília (&lt;a href="http://www.softwarelivre.gov.br/protocolo-brasilia-1/protocolo-brasilia-protocolo-brasilia"&gt;http://www.softwarelivre.gov.br/protocolo-brasilia-1/protocolo-brasilia-protocolo-brasilia&lt;/a&gt;), que trata da adoção de documentação aberta como forma de garantir a comunicação de forma transparente com outro sistema;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6. Ainda no 12 FISL, o governador Tarso Genro realizou a terceira edição do Governo Escuta, no qual foi abordado o tema &amp;#8220;Cultura Digital, Democracia e Governos no Século XXI&amp;#8221;;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7. Existência de um grupo permanente de governança e cultura digital que busca unificar as políticas de adoção dos princípios do software livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No vídeo, Tarso Genro ressaltou que as grandes conquistas científicas e tecnológicas não devem estar atadas em princípios de lucratividade. “Esta revolução tem que ser socializada, aberta, gratuita e disponível”, afirmou o governador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;O Governador Responde é uma ferramenta do Gabinete Digital por meio da qual o chefe do Poder Executivo estadual responde todo mês, em vídeo, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt; pergunta mais votada dentre aquelas enviadas pelos cidadãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assista e divulgue o vídeo nos seus blogs, sites e redes sociais. Para inserir o vídeo utilize o código: &amp;#8220;&amp;lt;iframe src=&amp;#8221;&lt;a href="http://www.governoescuta.rs.gov.br/video/2/embed/" target="_blank"&gt;http://www.governoescuta.rs.gov.br/video/2/embed/&lt;/a&gt;&amp;#8221; width=&amp;#8221;490&amp;#8243; height=&amp;#8221;290&amp;#8243; frameborder=&amp;#8221;0&amp;#8243;&amp;gt;&amp;lt;/iframe&amp;gt;&amp;#8221;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 18:38:22 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/software-livre-e-politica-do-governo-de-tarso-genro</link><guid>http://softwarelivre.org/cultura-digital/blog/software-livre-e-politica-do-governo-de-tarso-genro</guid></item></channel></rss>
