É um blog pessoal, sem pretensão, que registra, sempre que tenho tempo, algumas atividades que estou envolvido e minhas viajens.

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Projeto Software Livre Brasil ganhará ambiente web de rede social

May 29, 2009, by Marcelo D'Elia Branco - 3 comments

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No IV Festival de Software Livre da Bahia e III Encontro Nordestino de Software Livre, a Associação de Software Livre (ASL.Org), através de seu embaixador, Sady Jacques, lançará o ambiente web para a rede social do Projeto Software Livre Brasil (PSL).

Este ambiente terá como base o software livre Noosfero (www.noosfero.org), desenvolvido pela Cooperativa de Tecnologias Livres da Bahia (Colivre). O Noosfero é uma plataforma web e livre para redes sociais que possui as funcionalidades de blog, e-portfólios, RSS, discussão temática e agenda de eventos em um mesmo sistema.

Segundo Sady Jacques, esta ferramenta inovadora que dará vida a rede social nacional permitirá novos avanços do projeto software livre no país, pois comportará o perfil de seus usuários cadastrados, facilitará a troca de opiniões e informações entre todas as comunidades de PSL que estiverem integradas, viabilizará páginas de internet para pessoas físicas e jurídicas que trabalham com software livre e, no futuro, permitirá apoio ao comércio
eletrônico de bens e serviços ligados ao software livre.

O evento de lançamento da rede social Software Livre Brasil ocorrerá no Sábado (30/05), no auditório principal da UNEB. A partir do lançamento, as comunidades estarão convidadas a participar do uso, divulgação e desenvolvimento do projeto Noosfero, o qual poderá tornar-se uma das maiores redes sociais do mundo, com o foco neste tema.

O IV Festival de Software Livre da Bahia e III Encontro Nordestino de Software Livre, acontecem em Salvador, Bahia, nos dias 28 e 29 de maio, em conjunto com o Free Software Bahia 2009.



Cibercrimes no Brasil: posição do Ministro da Justiça

May 7, 2009, by Marcelo D'Elia Branco - No comments yet

Ministro Tarso Genro critica o projeto Cibercrimes e convoca a sociedade para construir um marco civil de direitos para a Internet brasileira

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Ao Deputado Paulo Teixeira

E aos companheiros José Tavares, Marcelo Branco, Sady Jacques, Juberlei Bacelo, Celso Woyciechowski,

A aprovação, no Senado Federal, do substitutivo apresentado pelo senador Eduardo Azeredo ao Projeto de lei nº 84, de 1999, que dispõe sobre os crimes cometidos na área de informática, intensificou o debate público sobre o tema. Felizmente, vieram em tempo as críticas da sociedade civil à regulamentação penal da Internet e aos problemas trazidos pelos tipos penais e pelos mecanismos de controle do projeto de lei.

Pela carta que recebi, estamos claramente do mesmo lado na discussão sobre a Internet no Brasil. Ao elaborar uma nova proposta, o Ministério da Justiça estabeleceu como premissa o respeito à democratização da Internet e a necessidade de aprofundar a inclusão digital no país. Somos contrários, evidentemente, ao estabelecimento de quaisquer obstáculos à oferta de acesso por meio de redes abertas e à inclusão digital, ao vigilantismo na Internet e a dificuldades para a fruição de bens intelectuais disseminados pela Internet.

A aprovação do projeto de lei no Senado demonstrou o perigo de uma legislação com esses problemas ser aprovada caso não haja reação forte e decidida dos setores democráticos da sociedade. Estamos a serviço desses setores. Por isso mesmo, a proposta que levamos à discussão foi – e ainda vem sendo – debatida no interior do Poder Executivo, em reuniões coordenadas pela Casa Civil com representantes da sociedade civil e empresas que participam da inclusão digital no Brasil (lan houses e provedores), em São Paulo, em Brasília, no Fórum Social Mundial e, esperamos, nas próximas oportunidades em que possamos contribuir. O deputado Paulo Teixeira, presente na maior parte dessas ocasiões, testemunhou nosso empenho em corrigir os graves problemas do projeto de lei aprovado no Senado. Para isso, precisamos sim de auxílio para a construção de um texto alternativo ao que hoje parece estar próximo de ser aprovado.

Com a nova proposta, procuramos clarear nossos posicionamentos: garantir que as iniciativas de inclusão digital não arquem com os altos custos de armazenamento de dados informáticos; excluir o dispositivo que obriga os provedores de acesso a informar à autoridade competente denúncia que tenha recebido e que contenha indícios da prática de crime ocorrido no âmbito da rede de computadores sob sua responsabilidade; estabelecer e melhorar o conceito de provedor de acesso; reformular os crimes de acesso indevido a informações em sistemas informatizados e de inserção e difusão de código malicioso, excluindo-se, ainda, diversos tipos penais desnecessários, porque já previstos na legislação vigente. Ressalte-se, também, que procuramos retirar todas as possibilidades de os crimes previstos no PL atingirem direitos de propriedade intelectual.

Estamos convictos de que essas mudanças foram positivas, embora talvez ainda não tenham solucionado todos os problemas do projeto de lei aprovado no Senado. Na última reunião de que participamos, representantes da sociedade civil se prontificaram a apresentar uma nova redação para o substitutivo, inclusive com o aporte de conhecimentos técnicos de que não dispomos. Recebemos com entusiasmo a idéia de uma regulamentação civil da Internet e a oposição pública aos equívocos do projeto de lei, que tem impedido a aprovação impulsiva do projeto hoje na Câmara dos Deputados.

Acreditamos ser possível chegar a um projeto adequado à realidade brasileira, que contenha garantias para que a população não tenha seus hábitos na Internet analisados sem autorização judicial, e que os esforços para disseminar a Internet sejam encorajados cada vez mais. No entanto, é imprescindível que recebamos contribuições dos representantes da sociedade civil, pois só assim poderemos construir uma regulamentação que não reproduza os problemas do projeto de lei aprovado no Senado.

Mantemos nosso compromisso de participar desse debate, liderado pelo deputado Paulo Teixeira. Permanecemos à disposição para auxiliar nas discussões do projeto de lei, no Congresso Nacional ou fora dele. E reafirmamos nosso apoio às alterações que fortaleçam a inclusão digital e que protejam os usuários da Internet de abusos cometidos por quaisquer autoridades.

Tarso Genro