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7 de Janeiro de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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'Vamos trazer o criador da web para polemizar’

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Foto:Marcio Fernandes/AE

VELHA DISCUSSÃO - Para Branco, Brasil confunde pirataria com cópia privada

Entrevista com Marcelo Branco, responsável pela edição brasileira da Campus Party

Por: Rodrigo Martins Jornal Estado de São Paulo

Mais politizada, mais velocidade de conexão, mais palestras e oficinas, mais espaço físico, mais baladas... Principal evento tecnológico de 2008, a Campus Party Brasil chega turbinada à sua segunda edição.

O evento, que ocorre entre os dias 19 e 25 em São Paulo, contará com 400 oficinas e palestras, balada todas as noites, com DJs, VJs e bandas, além de espaço aberto ampliado. Neste ano o principal convidado do evento será o norte-americano Tim Berners-Lee, considerado um dos pais da internet.

Para comportar o crescimento previsto, a Campus Party saiu da Bienal, no Ibirapuera, e foi para o Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul. Em entrevista ao Link, o diretor-geral do evento, Marcelo Branco, diz que espera, com a repercussão do ano passado, a consolidação do projeto neste ano. Abaixo, Branco adianta as novidades:

Qual a principal diferença da Campus Party neste ano?

Na área de inclusão digital, teremos um encontro nacional de lan houses, de representantes de 150 telecentros e de 900 pontos de cultura do Brasil. Faremos um grande batismo digital. Teremos 200 computadores para ensinar as pessoas desde a ligar o PC até a criar blogs, perfil no Orkut, etc. A ideia é “batizar” 10 mil pessoas.

Mas a festa continua?

Sim. A Campus Party é uma festa. É um acampamento de férias. É o principal propósito.

Vai ter balada neste ano?

Sim. A ideia é ter uma programação cultural muito grande. Todos os dias, na área aberta, onde mesmo quem não for “campuseiro” poderá participar, teremos DJs, VJs e shows das 22 horas às 2 horas. É para a galera dançar, curtir. No ano passado, essas baladas acabaram rolando de forma espontânea.

Quem vai se apresentar?

Vai ter a galera dos pontos de cultura, o Teatro Mágico, Richard Serraria (um músico do Rio Grande do Sul), o Miranda.

Por que vocês resolveram convidar como principal atração o Tim Berners-Lee? Ele vai estar na abertura e fará uma palestra sobre web 3.0. A vinda dele é também para discutir e polemizar... Ele foi o criador da internet. E agora que a rede existe os governos querem controlar a web. No Brasil há a polêmica do projeto do Azeredo de tentar vigiar as pessoas na web. As opiniões de Berners-Lee abrem espaço para debater de que forma podemos regulamentar a internet no Brasil.

O evento deste ano é mais político?

Não no sentido de político partidário. É bastante social também. A Campus Party é um encontro da web brasileira. Além de ser uma festa, uma diversão, um momento de relaxamento, a Campus Party também precisa contribuir para que o nosso País avance ou aumente a velocidade do uso da web, mesmo que a gente saiba que o Brasil está numa situação muito boa comparada com a de alguns anos atrás.

Aumentou também o número de oficinas e palestras. No ano passado eram 330. Agora são 400. Foi pelo próprio crescimento do evento. Essa é uma das razões da mudança para o Centro Imigrantes. O evento é maior. Temos uma expectativa de 4 mil “campuseiros”.

Como vocês vão lidar com a questão da pirataria?

Não vamos incentivar a pirataria. Mas não vamos punir quem baixar. Isso é dever do Poder Público. Há toda uma discussão sobre pirataria e cópia privada. Pirataria é você comercializar um produto que não é seu. Já se a música está no seu PC, qual é o problema em compartilhar por uma rede de troca de arquivos? Não há lucro. Essa discussão ainda não está clara no Brasil. Pessoalmente sou a favor de uma mudança nesse modelo, que só beneficia as multinacionais.

Em 2009, espera a mesma repercussão do ano passado?

Espero que sim. Não tem mais aquela novidade de “o evento chegou ao Brasil”. Mas é um projeto que se consolida e que esperamos que tenha uma longa vida. É importante um evento que junte as esferas de governo, sociedade civil e empresas para discutir a internet.
Fonte: http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostMarceloBranco20090107084228

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