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“Estamos vivendo uma mudança cultural revolucionária”, diz Léa Fagundes no aniversário da ASL.Org

15 de Setembro de 2014, 15:59 , por Gabriel Galli - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Aniversário de 11 anos da Associação Software Livre.Org é marcado por homenagem a professora Léa Fagundes por sua militância pela inserção de tecnologias livres na educação.

 Professora Léa Fagundes recebe homenagem da ASL.Org. (Foto: Camila Hermes)

Uma esperançosa. Assim se define a pioneira no uso da informática educacional no Brasil. A psicóloga, pedagoga e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Léa Fagundes abriu seu discurso durante o aniversário de 11 anos da Associação Software Livre.Org (ASL.Org) agradecendo por ter vivido em um século marcado por mudanças sociais fortes. Aos 84 anos, a voz calma e o olhar doce se transformam em imãs quando começa a encadear uma ideia na outra e usar a vida para dar sentido aos conceitos tão repetidos em sala de aula.

Léa foi homenageada na noite da última quinta-feira (11) com o título de conselheira honorária da ASL.Org, em reconhecimento por seus esforços para a popularização do uso de tecnologias livres na educação. Em seu discurso, afirmou que o planeta está abrindo as portas para uma nova civilização, que tem como valores centrais a troca de conhecimento e a liberdade. “Estamos passando por uma mudança cultural revolucionária. Tenho certeza que vivemos algo novo. O mundo ainda não tinha experimentado essa civilização de criação contínua”, disse.

A professora conta que no início de sua vida profissional o padrão era trabalhar apenas com programas proprietários. Ela argumenta que a partir do momento em que se começa a trabalhar com ferramentas livres na educação, abre-se a oportunidade de dar a escolha ao aluno de entender como algo funciona, mais do que apenas entregar algo pronto. “Podemos fazer de toda criança um novo cidadão de fato. Não é apenas uma tecnologia. Tudo muda com a liberdade”, complementa.

 

Professora Léa Fagundes recebeu o título de conselheira honorária da ASL.Org. (Foto: Camila Hermes)

Léa recordou em sua fala que participa do Fórum Internacional Software Livre (FISL), organizado pela ASL.Org, desde a sua primeira edição. Segundo ela, é uma honra que um evento com o tamanho e importância do FISL aconteça na Capital do Rio Grande do Sul. Um dos momentos que mais a marcou foi quando viu filas de crianças em um estande da feira do evento para aprender a programar. “São essas pequenas vivências que fazem o ser humano ir se transformando”, conta.

Para a professora, o ensino deve acompanhar a filosofia do Software Livre e estimular o trabalho colaborativo. “A educação tem que mudar. Quando vejo que hoje nas escolas as crianças estão criando coisas novas junto com seus professores e familiares, consigo perceber que as mudanças estão acontecendo aos poucos. Estamos criando uma sociedade nova que sabe que viver é ser livre”, finaliza.

 Professora recebeu placa em homenagem ao seu trabalho. (Foto: Camila Hermes) 

A homenagem aconteceu durante o coquetel de aniversário da ASL.Org, último evento da Semana do Software Livre no Tecnopuc. A atividade marcou os 11 anos da associação e a entrada da entidade no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS. O coquetel contou com a presença de sócios da ASL.Org e convidados que fizeram parte dos 11 anos da instituição. Na terça-feira (9), aconteceu uma apresentação da instituição aos alunos e funcionários da universidade. Já na quarta-feira (10), foi realizada a atividade “Startup Livre Dojo”, voltada a futuros empreendedores interessados em desenvolver soluções livres.

Sobre Léa Fagundes

Léa da Cruz Fagundes é graduada em Pedagogia e Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em Educação pela mesma instituição e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). É assessora do Ministério da Educação e professora dos programas de pós-graduação em Psicologia Social e Institucional e Informática na Educação da UFRGS, além de coordenadora de pesquisa do Laboratório de Estudos Cognitivos da universidade. Nasceu em Pelotas, no ano de 1930, e é considerada pioneira no uso de ferramentas computacionais no ensino. Em 2006, recebeu um prêmio da Unesco por seus conhecimentos em Informação e Comunicação.


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