<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Frederico Gonçalves Guimarães's RSS feed</title><link>http://softwarelivre.org/aracnus</link><description>Frederico Gonçalves Guimarães's content published at Software Livre Brasil</description><item><title>Friendika: liberdade e privacidade levadas à sério</title><description>&lt;p&gt;
    &lt;img src="http://teia.bio.br/files/friendika-128.png" alt="" style="width: 128px; height: 128px; float: right;" /&gt;Nesses tempos em que as redes sociais digitais ocupam um espa&amp;ccedil;o importante n&amp;atilde;o s&amp;oacute; na vida das pessoas como na m&amp;iacute;dia em geral, dever&amp;iacute;amos estar cada vez mais preocupados com a privacidade e a seguran&amp;ccedil;a dos nossos dados. Afinal de contas, ao assinar um servi&amp;ccedil;o oferecido por uma empresa, estamos sujeitos &amp;agrave;s regras dela, em uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tipo &amp;quot;aceite ou saia fora&amp;quot;. Com isso, muitas pessoas abrem m&amp;atilde;o de sua privacidade em troca de um espa&amp;ccedil;o na web. Experimente ler o item 11 dos &lt;a href="http://www.google.com/accounts/TOS?loc=BR&amp;amp;hl=pt"&gt;Termos de Servi&amp;ccedil;o do &lt;em&gt;Google&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; pra entender melhor do que voc&amp;ecirc; abre m&amp;atilde;o ao assinar qualquer servi&amp;ccedil;o dessa empresa, como o &lt;em&gt;Orkut&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Blogger&lt;/em&gt; e agora o &lt;em&gt;Google+&lt;/em&gt; (e aproveite para entrar em p&amp;acirc;nico). &lt;img title="Smile" class="smiley-content" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/smile.png" alt="Smile" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Softwares livres para redes sociais j&amp;aacute; existem h&amp;aacute; um tempo. O &lt;a href="http://elgg.org/"&gt;&lt;em&gt;Elgg&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://noosfero.org/Site/WebHomePtbr"&gt;&lt;em&gt;Noosfero&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; s&amp;atilde;o bons exemplos. Entretanto, eles ainda seguem o modelo padr&amp;atilde;o de uma instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o onde v&amp;aacute;rias pessoas se conectam em uma inst&amp;acirc;ncia &amp;uacute;nica. O &lt;a href="http://status.net/"&gt;&lt;em&gt;StatusNet&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (e a sua rede mais famosa, a &lt;a href="http://identi.ca/"&gt;&lt;em&gt;identi.ca&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;) come&amp;ccedil;a a quebrar com esse modelo, ao usar uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Federation_%28information_technology%29"&gt;rede federada&lt;/a&gt;, ou seja, instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes do &lt;em&gt;StatusNet&lt;/em&gt; conversam entre si. Dessa forma, cada um pode ter a sua pr&amp;oacute;pria inst&amp;acirc;ncia do software, sem perder a conectividade com outras pessoas, que participam de outras inst&amp;acirc;ncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &amp;Eacute; a&amp;iacute; que entra o &lt;a href="http://project.friendika.com/"&gt;&lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Este &amp;eacute; um software livre para estrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes sociais digitais que, inicialmente, n&amp;atilde;o se diferencia muito de outras redes como a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Facebook"&gt;&lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Nele &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel publicar imagens, v&amp;iacute;deos, textos e. atualmente, at&amp;eacute; agendamentos. Al&amp;eacute;m disso, voc&amp;ecirc; pode acrescentar outras pessoas para acompanhar o que elas est&amp;atilde;o publicando. Entretanto, o &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt; tem alguns diferenciais interessantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    O primeiro &amp;eacute; que as redes montadas com ele s&amp;atilde;o federadas. Ou seja, os usu&amp;aacute;rios conseguem procurar (e se conectar) a pessoas de qualquer outra instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt; ou mesmo de outras redes federadas, como a &lt;em&gt;identi.ca&lt;/em&gt;, por exemplo. Isso abre algumas perspectivas bacanas. Uma delas &amp;eacute; que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o precisa confiar seus dados a uma empresa ou outra pessoa. Pode ter a sua instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt; em um servidor pr&amp;oacute;prio (ou em alguma hospedagem), com controle total sobre tudo o que &amp;eacute; seu, mas sem se isolar das outras pessoas, pois voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o fica restrito somente &amp;agrave;s pessoas do seu servidor, ou mesmo de outras redes &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt;, pois &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel se comunicar com integrantes de qualquer outra rede federada. Na pr&amp;aacute;tica ainda existem algumas dificuldades para conex&amp;otilde;es plenas, mas os maiores problemas est&amp;atilde;o sendo resolvidos com o tempo e os resultados j&amp;aacute; s&amp;atilde;o bem promissores. J&amp;aacute; &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel hoje, pelo menos, acompanhar tudo o que as pessoas publicam nas outras redes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    E &amp;eacute; nesse aspecto do software que reside outra caracter&amp;iacute;stica muito interessante, que est&amp;aacute; na pr&amp;oacute;pria ess&amp;ecirc;ncia do software. A abordagem do &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt;, conforme anunciado no &lt;a href="http://project.friendika.com/"&gt;s&amp;iacute;tio do projeto&lt;/a&gt;, &amp;eacute; que a &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt; &amp;eacute; uma rede social e o que o software faz &amp;eacute; agregar v&amp;aacute;rias conex&amp;otilde;es em um lugar s&amp;oacute;. Assim, conforme j&amp;aacute; falei acima, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel, a partir de uma instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt;, acompanhar pesoas em v&amp;aacute;rias outras redes, como &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;identi.ca&lt;/em&gt;. Mais do que isso, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel acompanhar at&amp;eacute; mesmo s&amp;iacute;tios que tenham fontes RSS e listas de discuss&amp;atilde;o. Ou seja, com o &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt;, voc&amp;ecirc; tem n&amp;atilde;o s&amp;oacute; uma rede social, mas tamb&amp;eacute;m um agregador de toda a sua vida social na rede. E uma vez que essas conex&amp;otilde;es s&amp;atilde;o gerenciadas a partir de &lt;em&gt;plugins&lt;/em&gt;, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel, literalmente termos conex&amp;otilde;es com qualquer recurso web que possua alguma interface de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Basta algu&amp;eacute;m produzir o &lt;em&gt;plugin&lt;/em&gt; para isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    O &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt; tamb&amp;eacute;m tem um recurso que &amp;eacute; particularmente interessante pra quem compartilha coisas diferentes entre grupos distintos. Nele, al&amp;eacute;m do perfil p&amp;uacute;blico, vis&amp;iacute;vel para todos, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel criar diversos outros perfis restritos e associ&amp;aacute;-los a contatos espec&amp;iacute;ficos. Dessa forma, cada contato visualiza somente aquilo que foi disponibilizado no perfil ao qual ele faz parte. E o legal &amp;eacute; que os contatos podem fazer parte de mais de um perfil, o que facilita ainda mais o compartilhamento de conte&amp;uacute;dos direcionados. Uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uso direto desse recurso seria para o caso de professores, que querem manter um perfil social na &lt;em&gt;web&lt;/em&gt;, mas gostariam de separar os assuntos entre seus amigos e alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Com todos esses recursos (e v&amp;aacute;rios outros que v&amp;ecirc;m surgindo constantemente na vers&amp;atilde;o em desenvolvimento), o &lt;em&gt;Friendika&lt;/em&gt; &amp;eacute; um software que pode fazer uma grande diferen&amp;ccedil;a na forma como as pessoas se conectam na &lt;em&gt;web&lt;/em&gt;. Resta-nos experiment&amp;aacute;-lo e colaborar com o seu desenvolvimento, seja codificando, traduzindo, testando e informando sobre erros e recursos. Pra quem quiser experimentar, mas n&amp;atilde;o tem hospedagem pr&amp;oacute;pria, j&amp;aacute; existem alguns &lt;a href="http://dir.friendika.com/siteinfo"&gt;servidores p&amp;uacute;blicos&lt;/a&gt; dispon&amp;iacute;veis. Al&amp;eacute;m desses, o grupo &lt;a href="http://sleducacional.org"&gt;Software Livre Educacional&lt;/a&gt; est&amp;aacute; mantendo uma inst&amp;acirc;ncia de testes: o &lt;a href="http://patio.sleducacional.org"&gt;P&amp;aacute;tio&lt;/a&gt;, que ainda est&amp;aacute; aberto a novos cadastros. E quem quiser se conectar comigo, meu perfil p&amp;uacute;blico est&amp;aacute; &lt;a href="http://social.teia.bio.br/profile/aracnus"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Aguardo o contato de voc&amp;ecirc;s. &lt;img title="Smile" class="smiley-content" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/smile.png" alt="Smile" /&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 22:18:30 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/friendika-liberdade-e-privacidade-levadas-a-serio</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/friendika-liberdade-e-privacidade-levadas-a-serio</guid></item><item><title>Como imprimir múltiplas páginas no BrOffice/OpenOffice.org</title><description>&lt;p&gt;
    Deparei-me aqui com um problema aparentemente simples, mas que me deu trabalho pra resolver. Estava precisando imprimir um documento muito grande no &lt;em&gt;BrOffice Writer&lt;/em&gt;, em uma m&amp;aacute;quina com a &lt;em&gt;Debian Squeeze&lt;/em&gt;. Para economizar papel, resolvi imprimir duas p&amp;aacute;ginas do documento por cada face da folha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Acostumado a fazer isso sempre com documentos &lt;em&gt;PDF&lt;/em&gt;, achei que seria o mesmo caminho no &lt;em&gt;Writer&lt;/em&gt;. Mas foi a&amp;iacute; que me dei conta que a janela de impress&amp;atilde;o do &lt;em&gt;BrOffice&lt;/em&gt; &amp;eacute; diferente das outras aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es do sistema (mesmo quando est&amp;atilde;o instalados os pacotes de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o &lt;em&gt;KDE&lt;/em&gt; e com o &lt;em&gt;GNOME&lt;/em&gt;) e ela n&amp;atilde;o tinha a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;uacute;ltiplas p&amp;aacute;ginas por face.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Depois de alguma pesquisa, descobri que tem jeito de fazer isso e nem &amp;eacute; muito complicado, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada intuitivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Para ativar essa op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, v&amp;aacute; at&amp;eacute; o menu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Arquivo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e selecione a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Visualizar p&amp;aacute;gina&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (ou clique no &amp;iacute;cone correspondente, que fica na barra de ferramentas). A tela mudar&amp;aacute; para o modo de visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de p&amp;aacute;ginas, bem como os &amp;iacute;cones da segunda fileira, que se tornam as ferramentas de manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Clique agora no segundo &amp;iacute;cone da direita para a esquerda (&amp;eacute; o &amp;iacute;cone ao lado do escrito &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fechar visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;). Verifique na imagem abaixo. &amp;Eacute; o &amp;iacute;cone marcado com um quadrado vermelho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;img src="http://teia.bio.br/files/imce/artigos/barra_ferramentas_writer-1.jpg" alt="Barra de ferramentas do BrOffice, indicando qual é o ícone correto" style="width: 500px; height: 29px;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Para se certificar que &amp;eacute; o bot&amp;atilde;o correto (pois ele pode estar diferente, dependendo do tema utilizado), pare o cursor do mouse sobre ele e veja se aparece a explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de impress&amp;atilde;o da exibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de p&amp;aacute;ginas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Clique nesse &amp;iacute;cone e, na janela que se abre, selecione em quantas linhas e quantas quantas colunas o texto dever&amp;aacute; ser distribu&amp;iacute;do. O resultado de como ser&amp;aacute; a impress&amp;atilde;o &amp;eacute; exibido do lado direito da janela. Dependendo de efeito esperado, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio deixar a p&amp;aacute;gina como &amp;quot;retrato&amp;quot; ou &amp;quot;paisagem&amp;quot;, o que pode ser alterado nessa mesma janela, na sua parte inferior. &amp;Eacute; importante destacar que todas essas configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es referem-se somente &amp;agrave; &lt;strong&gt;visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; (e, consequentemente, &amp;agrave; impress&amp;atilde;o) do texto. Ou seja, o seu documento ir&amp;aacute; preservar as configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es originais de orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e layout definidas previamente, independente do que voc&amp;ecirc; configurar aqui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Feitas as defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es desejadas, &amp;eacute; hora de mandar imprimir. E aqui tem uma pegadinha. Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o pode usar a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Imprimir&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que fica no menu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Arquivo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, nem o atalho &lt;em&gt;Ctrl+t&lt;/em&gt;, pois dessa forma voc&amp;ecirc; ir&amp;aacute; imprimir o texto original. Para usar as configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es definidas aqui, &amp;eacute; ness&amp;aacute;rio usar o bot&amp;atilde;o que fica ao lado do que voc&amp;ecirc; clicou anteriormente. Ele est&amp;aacute; indicado na imagem abaixo, tamb&amp;eacute;m marcado em vermelho, e a dica que aparece quando se coloca o cursor sobre ele &amp;eacute; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Imprimir exibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de p&amp;aacute;gina&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;img src="http://teia.bio.br/files/imce/artigos/barra_ferramentas_writer-2.jpg" alt="Barra de ferramentas do BrOffice, indicando qual é o ícone correto" style="width: 500px; height: 29px;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Ao clicar nesse bot&amp;atilde;o aparecer&amp;aacute; uma janela id&amp;ecirc;ntica &amp;agrave; janela normal de impress&amp;atilde;o. Entretanto ela ir&amp;aacute; imprimir o texto usando as defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es de layout de p&amp;aacute;ginas que voc&amp;ecirc; efetuou. Configure a impressora com as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es desejadas, clique no bot&amp;atilde;o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ok&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e pronto. Voc&amp;ecirc; estar&amp;aacute; imprimindo mais de uma p&amp;aacute;gina por face do papel.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 13 May 2011 16:33:17 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/como-imprimir-multiplas-paginas-no-brofficeopenoffice.org</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/como-imprimir-multiplas-paginas-no-brofficeopenoffice.org</guid></item><item><title>Biologia, educação, software livre e o Campus Party Brasil 2011</title><description>&lt;p&gt;
    Esse ano, pela primeira vez, participarei do &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.campus-party.com.br/2011/index.html"&gt;Campus Party Brasil&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Apresentarei duas palestras e participarei de um painel e de uma oficina sobre educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e software livre, juntamente com outros membros do grupo &lt;a href="http://sleducacional.org"&gt;&lt;strong&gt;Software Livre Educacional&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa encontra-se abaixo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;strong&gt;Palestra:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Software livre e a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos dinossauros&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Hor&amp;aacute;rio:&lt;/strong&gt; 20 de janeiro (quinta) - 09:30/10:15&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/strong&gt; Um paralelo entre as caracter&amp;iacute;sticas do movimento de software livre e alguns conceitos da Biologia, indicando alguns interessantes pontos em comum, especialmente no que diz respeito &amp;agrave; evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; ecologia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;strong&gt;Palestra:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Nuvens livres nos c&amp;eacute;us das escolas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Hor&amp;aacute;rio:&lt;/strong&gt; 20 de janeiro (quinta) - 16:30/17:15&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/strong&gt; O atual uso da Internet (e a &amp;quot;computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas nuvens&amp;quot;) nas escolas, apontando-se os riscos muitas vezes ignorados e apresentando alternativas livres para os servi&amp;ccedil;os mais comuns na rede.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;strong&gt;Painel:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Software livre e a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o participativa e de qualidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Hor&amp;aacute;rio:&lt;/strong&gt; 21 de janeiro (sexta) - 09:30/11:15&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/strong&gt; Discuss&amp;atilde;o sobre o uso do software livre nas escolas e outros ambientes educacionais. A ideia &amp;eacute; apresentar diferentes vis&amp;otilde;es de utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses softwares nos diversos n&amp;iacute;veis e ambientes de ensino.&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Participantes:&lt;/strong&gt; Daniervelin Renata Marques Pereira, Frederico Gon&amp;ccedil;alves Guimar&amp;atilde;es (eu!), Marinez Siveris,&amp;nbsp; Simone Gar&amp;oacute;falo Carneiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;strong&gt;Oficina:&lt;/strong&gt; Quem quer usar software livre na escola levante a m&amp;atilde;o!&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Hor&amp;aacute;rio:&lt;/strong&gt; 21 de janeiro (sexta) - 20:30/22:30&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/strong&gt; Uma oficina para apresentar uma s&amp;eacute;rie de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de softwares livres educacionais, apresentando caracter&amp;iacute;sticas gerais e usos pedag&amp;oacute;gicos de cada um deles.&lt;br /&gt;
    &lt;strong&gt;Participantes:&lt;/strong&gt; &lt;span class="event-description"&gt;Ana Cristina Geyer de Moraes&lt;/span&gt;, Frederico Gon&amp;ccedil;alves Guimar&amp;atilde;es (eu de novo!), Marinez Siveris&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    As palestras e o painel ocorrer&amp;atilde;o no &lt;em&gt;Palco Software Livre&lt;/em&gt;. J&amp;aacute; a oficina vai acontecer na &lt;em&gt;Bancada 1 - Software Livre&lt;/em&gt;. Maiores detalhes e informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es podem ser obtidos na &lt;a href="http://www.campus-party.com.br/2011/agenda-geral.html"&gt;p&amp;aacute;gina de agenda&lt;/a&gt; do evento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Ent&amp;atilde;o, quem estiver procurando atividades para participar no &lt;em&gt;Campus Party&lt;/em&gt;, agora j&amp;aacute; tem quatro op&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp; ;-)&amp;nbsp; Aguardo voc&amp;ecirc;s l&amp;aacute;!&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Jan 2011 22:20:18 -0200</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/biologia-educacao-software-livre-e-o-campus-party-brasil-2011</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/biologia-educacao-software-livre-e-o-campus-party-brasil-2011</guid></item><item><title>Como definir grupos padrão para usuários na Debian GNU/Linux</title><description>&lt;p&gt;
    Passei por um problema aqui em que eu precisava criar uma s&amp;eacute;rie de usu&amp;aacute;rios que deveriam pertencer a determinados grupos. Isso porque, quando se cria um usu&amp;aacute;rio novo na &lt;em&gt;Debian&lt;/em&gt; (n&amp;atilde;o sei se &amp;eacute; assim nas outras distros), ele &amp;eacute; inclu&amp;iacute;do somente no seu pr&amp;oacute;prio grupo. E isso &amp;eacute; um problema, por exemplo, quando se quer ouvir m&amp;uacute;sica, pois o usu&amp;aacute;rio, por padr&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o faz parte do grupo &lt;em&gt;audio&lt;/em&gt;. Eu poderia fazer essa inclus&amp;atilde;o nos grupos individualmente (ou usando um &lt;em&gt;script&lt;/em&gt;), mas estava considerando essa solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito pouco funcional. Resolvi dar uma pesquisada e acabei descobrindo um recurso do pr&amp;oacute;prio comando que resolveu o meu problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    O pulo do gato est&amp;aacute; em um par&amp;acirc;metro e no arquivo de configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es do comando &lt;em&gt;adduser&lt;/em&gt;. O nome do arquivo &amp;eacute; &lt;em&gt;adduser.conf&lt;/em&gt; e ele est&amp;aacute; localizado dentro do diret&amp;oacute;rio &lt;em&gt;/etc&lt;/em&gt;. Esse arquivo define todas as configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es padr&amp;atilde;o do &lt;em&gt;adduser&lt;/em&gt; e apresenta v&amp;aacute;rios par&amp;acirc;metros interessantes, como o &lt;em&gt;shell&lt;/em&gt; padr&amp;atilde;o e o diret&amp;oacute;rio dentro do qual dever&amp;atilde;o ser criados os diret&amp;oacute;rios dos usu&amp;aacute;rios, entre (v&amp;aacute;rias) outras coisas. Mas as configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es que interessam para este artigo est&amp;aacute; l&amp;aacute; no finalzinho do arquivo. S&amp;atilde;o elas &lt;em&gt;EXTRA_GROUPS&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;ADD_EXTRA_GROUPS&lt;/em&gt;. &amp;Eacute; sempre bom lembrar que, por ser um arquivo do sistema, o &lt;em&gt;adduser.conf&lt;/em&gt; s&amp;oacute; pode ser alterado com privil&amp;eacute;gios de superusu&amp;aacute;rio, usando a conta &lt;em&gt;root&lt;/em&gt; ou o comando &lt;em&gt;sudo&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;em&gt;EXTRA_GROUPS&lt;/em&gt; define em quais grupos os usu&amp;aacute;rios ser&amp;atilde;o inclu&amp;iacute;dos. Caso voc&amp;ecirc; queira usar os grupos padr&amp;atilde;o, que est&amp;atilde;o definidos na linha de configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do par&amp;acirc;metro, voc&amp;ecirc; pode deix&amp;aacute;-la exatamente como est&amp;aacute;. Agora, se voc&amp;ecirc; quiser alterar esses grupos, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio descomentar a linha (eliminando o sinal #) e alterar o par&amp;acirc;metro para os grupos de seu interesse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    J&amp;aacute; &lt;em&gt;ADD_EXTRA_GROUPS&lt;/em&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;define o comportamento padr&amp;atilde;o do comando &lt;em&gt;adduser&lt;/em&gt;. Caso voc&amp;ecirc; queira que &lt;strong&gt;todos&lt;/strong&gt; os usu&amp;aacute;rios sejam inclu&amp;iacute;dos nos grupos definidos em &lt;em&gt;EXTRA_GROUPS&lt;/em&gt;, descomente a linha &lt;em&gt;ADD_EXTRA_GROUPS&lt;/em&gt; e certifique-se de que o n&amp;uacute;mero ao final dela seja diferente de zero (por exemplo, ela deve ficar &lt;em&gt;ADD_EXTRA_GROUPS=1&lt;/em&gt;). Caso voc&amp;ecirc; queira que somente &lt;strong&gt;alguns&lt;/strong&gt; usu&amp;aacute;rios entrem nos grupos definidos, deixe essa linha comentada (ou com o valor &lt;em&gt;0&lt;/em&gt;) e, quando for criar o usu&amp;aacute;rio que deve pertencer aos grupos, acrescente o par&amp;acirc;metro &lt;em&gt;--add_extra_groups&lt;/em&gt; ao comando &lt;em&gt;adduser&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Exemplificando:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;strong&gt;Situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 1:&lt;/strong&gt; voc&amp;ecirc; quer que &lt;strong&gt;todos&lt;/strong&gt; os usu&amp;aacute;rios criados no seu sistema perten&amp;ccedil;am aos grupos &lt;em&gt;audio&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;video&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;plugdev&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;users&lt;/em&gt;. Voc&amp;ecirc; deve ent&amp;atilde;o editar o arquivo &lt;em&gt;adduser.conf&lt;/em&gt; e alterar a linha do par&amp;acirc;metro &lt;em&gt;EXTRA_GROUPS&lt;/em&gt; para:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;
    EXTRA_GROUPS=&amp;quot;audio video plugdev users&amp;quot;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
    e a linha do &lt;em&gt;ADD_EXTRA_GROUPS&lt;/em&gt; para:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;
    ADD_EXTRA_GROUPS=1&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
    (repare que, em ambas as linhas, n&amp;atilde;o existe mais o sinal # no in&amp;iacute;cio delas) e, para criar novos usu&amp;aacute;rios, execute o tradicional:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;
    adduser nome_do_usuario&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
    Todos os usu&amp;aacute;rios criados dessa forma far&amp;atilde;o parte dos grupos &lt;em&gt;audio&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;video&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;plugdev&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;users&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;strong&gt;Situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2:&lt;/strong&gt; voc&amp;ecirc; quer que &lt;strong&gt;alguns&lt;/strong&gt; os usu&amp;aacute;rios perten&amp;ccedil;am aos grupos padr&amp;atilde;o do sistema (aqui na minha instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o eles s&amp;atilde;o: &lt;em&gt;dialout&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;cdrom&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;floppy&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;audio&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;video&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;plugdev&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;users&lt;/em&gt;). Nesse caso os par&amp;acirc;metros ficam com a configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o padr&amp;atilde;o do sistema, ou seja, as linhas permanecem como:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;
    #EXTRA_GROUPS=&amp;quot;dialout cdrom floppy audio video plugdev users&amp;quot;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
    e:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;
    #ADD_EXTRA_GROUPS=1&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
    (repare na marca de coment&amp;aacute;rio no in&amp;iacute;cio de cada linha). Agora, toda vez que voc&amp;ecirc; quiser criar um usu&amp;aacute;rio pertentecente aos grupos padr&amp;atilde;o, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio acrescentar o par&amp;acirc;metro &lt;em&gt;--add_extra_groups&lt;/em&gt; ao comando, dessa forma:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;
    adduser nome_do_usuario --add_extra_groups&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
    &lt;em&gt;Assim, &lt;strong&gt;somentes esses usu&amp;aacute;rios&lt;/strong&gt; far&amp;atilde;o parte desses grupos. Os outros, criados sem o par&amp;acirc;metro, continuar&amp;atilde;o somente com seus grupos pessoais.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 09 Dec 2010 08:45:31 -0200</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/como-definir-grupos-padrao-para-usuarios-na-debian-gnulinux</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/como-definir-grupos-padrao-para-usuarios-na-debian-gnulinux</guid></item><item><title>Confusão, desinformação e superficialidade em defesa do software proprietário</title><description>&lt;p&gt;
    Por indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="http://under-linux.org/blogs/acris/"&gt;acris&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://textolivre.org/"&gt;Texto Livre&lt;/a&gt;, eu cheguei &lt;a href="http://www.textolivre.pro.br/blog/?p=346"&gt;nessa publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; do blog do evento&lt;em&gt; Universidade, EaD e Software Livre&lt;/em&gt;, relativa a um artigo chamado &amp;quot;&lt;a href="http://www.textolivre.pro.br/blog/UEADSL/2010_2/artigosPDF/SoftwareLivreumaVisaoCapitalistaeSensata.pdf"&gt;&lt;em&gt;Software Livre: uma vis&amp;atilde;o capitalista e sensata&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&amp;quot;. Claro que, com um t&amp;iacute;tulo desses, eu tinha que dar uma olhada.&amp;nbsp; &lt;img title="Smile" class="smiley-content" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/smile.png" alt="Smile" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Comecei a ler o artigo e a cada par&amp;aacute;grafo ficava mais estarrecido com a confus&amp;atilde;o de conceitos e desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ia escrever um coment&amp;aacute;rio l&amp;aacute; no blog mesmo. Mas o texto acabou ficando t&amp;atilde;o grande que resolvi publicar aqui na &lt;strong&gt;teia&lt;/strong&gt; minha resposta e indicar o link nos coment&amp;aacute;rios l&amp;aacute; no blog. Pe&amp;ccedil;o desculpas caso ele tenha ficado ma&amp;ccedil;ante. Mas n&amp;atilde;o queria deixar de argumentar os pontos colocados pelos autores. Para entender essa publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, recomendo, primeiro, a leitura do artigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Em primeiro lugar, os autores afirmam que os defensores do software livre s&amp;atilde;o &amp;quot;fan&amp;aacute;ticos&amp;quot; e afirmam que v&amp;atilde;o abordar as &amp;quot;vantagens e desvantagens&amp;quot; dos modelos livre e propriet&amp;aacute;rio. Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; isso o que acontece. Ao contr&amp;aacute;rio, assumem o mesmo papel que criticam e apontam somente as desvantagens do software livre (isso soa levemente como fanatismo pra mim).&amp;nbsp; :-)&amp;nbsp; Assim, logo de cara, o artigo peca pela contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Os autores erram tamb&amp;eacute;m no contexto hist&amp;oacute;rico. Em primeiro lugar, dos &amp;quot;antigos nerds&amp;quot; que s&amp;atilde;o citados no texto, somente Bill Gates, Steve Ballmer e Steve Jobs ficaram bilion&amp;aacute;rios. Ser&amp;aacute; que n&amp;atilde;o tinha nenhum outro nerd na &amp;eacute;poca? Ou (mais logicamente) os outros milhares de nerds foram exclu&amp;iacute;dos pelo sistema capitalista? Esse argumento de que basta ser nerd e ter uma boa ideia para virar um milion&amp;aacute;rio &amp;eacute; mesma vis&amp;atilde;o rom&amp;acirc;ntica de milh&amp;otilde;es de jovens brasileiros que sonham em jogar futebol para ganhar muito dinheiro. Mas quantos realmente se d&amp;atilde;o bem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Outro erro hist&amp;oacute;rico, Richard Stallman n&amp;atilde;o &lt;strong&gt;criou&lt;/strong&gt; &amp;quot;outra maneira de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de software&amp;quot;. O que ele fez foi resgatar a forma como as coisas funcionavam &lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; de se iniciar o com&amp;eacute;rcio de softwares. Pois &amp;eacute;. Se os autores tivesse pesquisado um pouquinho mais, teriam visto que, nos prim&amp;oacute;rdios da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os softwares eram, normalmente, trocados livremente entre as pessoas, justamente porque, como &amp;eacute; inclusive falado no artigo, o que importava era o hardware. Logo, o que Stallman fez foi um resgate do modelo original de desenvolvimento de softwares, onde a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fluia mais livremente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    A&amp;iacute; os autores caem na mesma armadilha de v&amp;aacute;rias pessoas, ao afirmar que o software livre n&amp;atilde;o tem mecanismos que &amp;quot;defendam o interesse do autor&amp;quot;. Ao contr&amp;aacute;rio, o software livre garante muito mais esse direito, ao assegurar que caso qualquer peda&amp;ccedil;o de c&amp;oacute;digo de um software livre utilizado na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer outro software n&amp;atilde;o s&amp;oacute; torne o novo software livre, como tamb&amp;eacute;m indique a origem daquele c&amp;oacute;digo. N&amp;atilde;o entendi muito bem o que voc&amp;ecirc;s quiseram dizer com &amp;quot;interesses do distribuidor&amp;quot;, mas por que algu&amp;eacute;m que n&amp;atilde;o teve nenhum papel na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do software deveria ter algum direito sobre ele? Essa &amp;eacute; a l&amp;oacute;gica do software e da cultura propriet&amp;aacute;ria, onde os &amp;quot;atravessadores&amp;quot; muitas vezes ganham mais dinheiro que os autores. E isso est&amp;aacute; errado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Ocorre tamb&amp;eacute;m uma confus&amp;atilde;o em determinado trecho do artigo, ao afirmar que &amp;quot;vers&amp;otilde;es do UNIX que possuem seu c&amp;oacute;digo-fonte fechado e deve-se pagar para adquiri-las&amp;quot;. Por que isso est&amp;aacute; sendo usado como refer&amp;ecirc;ncia de software livre? Se o c&amp;oacute;digo &amp;eacute; &amp;quot;fechado&amp;quot;, ent&amp;atilde;o ele n&amp;atilde;o &amp;eacute; livre. &amp;Eacute; propriet&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Tamb&amp;eacute;m utilizam um argumento que eu acho muito divertido, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao custo. Afirmam que um dos &amp;quot;custos ocultos&amp;quot; do software livre &amp;eacute; o treinamento de pessoal. Ora, por acaso as pessoas nascem sabendo como utilizar software propriet&amp;aacute;rio? Ser&amp;aacute; que nunca &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio capacitar ningu&amp;eacute;m no uso desses softwares? E, por favor, n&amp;atilde;o me venham com o argumento rid&amp;iacute;culo de que o software propriet&amp;aacute;rio &amp;eacute; mais simples. Se assim o fosse, eu, que trabalho com computadores desde 1988, n&amp;atilde;o gastaria quase 5 minutos pra descobrir onde a Microsoft escondeu a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;quot;Salvar como...&amp;quot; no Microsoft Office 2007. Isso deveria ser algo intuitivo. Portanto, treinamento &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio para ambos os tipos de software. E ao afirmar que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio &amp;quot;manter uma equipe de programadores que adapte, desenvolva e atualize os softwares&amp;quot; fica bem claro que voc&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o tem a menor ideia de como funcionam os softwares livres. Voc&amp;ecirc; s&amp;oacute; adapta programas se quiser. A maioria deles atende muito bem &amp;agrave;s demandas das pessoas. E a atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses softwares, ao contr&amp;aacute;rio do softwares propriet&amp;aacute;rios, n&amp;atilde;o precisa de nenhum t&amp;eacute;cnico para ser feita. Usando o GNU/Linux como exemplo, o pr&amp;oacute;prio sistema avisa, com um &amp;iacute;cone na &amp;aacute;rea de notifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, toda vez que aparecer uma atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para &lt;strong&gt;qualquer&lt;/strong&gt; software instalado no sistema (ao contr&amp;aacute;rio do &lt;em&gt;Windows&lt;/em&gt;, que s&amp;oacute; avisa sobre as atualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos softwares da &lt;em&gt;Microsoft&lt;/em&gt;). A&amp;iacute;, basta voc&amp;ecirc; clicar nesse &amp;iacute;cone, digitar a senha de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e clicar em um bot&amp;atilde;o autorizando a atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O software conecta-se &amp;agrave; Internet, baixa os pacotes necess&amp;aacute;rios, instala e configura, sem te fazer &lt;strong&gt;nenhuma&lt;/strong&gt; pergunta (a n&amp;atilde;o ser em pacotes usados em m&amp;aacute;quinas servidoras). Ah, e sabe o mais legal? A n&amp;atilde;o ser que voc&amp;ecirc; atualize o kernel do sistema ou o ambiente gr&amp;aacute;fico (que &amp;eacute; coisa rara de acontecer) voc&amp;ecirc; nem precisa reiniciar a m&amp;aacute;quina. Pra que t&amp;eacute;cnico? N&amp;atilde;o &amp;eacute; bem mais simples que no Windows?&amp;nbsp; &lt;img title="Wink" class="smiley-content" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/wink.png" alt="Wink" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    No item seguran&amp;ccedil;a, os argumentos s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o divertidos que fica at&amp;eacute; dif&amp;iacute;cil contra-argumentar. Beiram o bizarro. Em primeiro lugar, a cl&amp;aacute;ssica frase de que o software propriet&amp;aacute;rio &amp;eacute; &amp;quot;mais visado por hackers&amp;quot;? De onde vem essa afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Existe alguma pesquisa sobre o assunto? Inclusive aqui cabe um par&amp;ecirc;nteses. Os autores tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o sabem o que &amp;eacute; um &amp;quot;hacker&amp;quot;. Hackers n&amp;atilde;o invadem sites nem atacam softwares. Hackers s&amp;atilde;o pessoas com um grande conhecimento sobre determinado assunto e que est&amp;atilde;o sempre interessadas em aprender e compartilhar seu conhecimento. Quem provoca ataques s&amp;atilde;o &amp;quot;crackers&amp;quot; e confundir os dois termos indica uma profunda ignor&amp;acirc;ncia da chamada &amp;quot;cultura digital&amp;quot;. Inclusive, ser considerado um hacker &amp;eacute; um dos maiores elogios que uma pessoa da &amp;aacute;rea de tecnologia pode receber. Mas voltando ao ponto, se o argumento de que o software propriet&amp;aacute;rio &amp;eacute; mais visado est&amp;aacute; ligado &amp;agrave; ideia de que &amp;eacute; mais utilizado, &amp;eacute; sempre bom lembrar que o servidor web mais utilizado no mundo &amp;eacute; o &lt;em&gt;Apache&lt;/em&gt;, um software livre. Se ele &amp;eacute; o mais utilizado (e, portanto, deveria ser o mais visado) porque tem menos brechas de seguran&amp;ccedil;a que os softwares propriet&amp;aacute;rios equivalentes?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    E nesse ponto surge um dos meus argumentos prediletos, de que, como o software livre tem o c&amp;oacute;digo aberto, fica mais f&amp;aacute;cil encontrar erros. E, nesse ponto, eu concordo com os autores. Fica t&amp;atilde;o mais f&amp;aacute;cil que ele s&amp;atilde;o corrigidos muito mais rapidamente do que no software propriet&amp;aacute;rio. Al&amp;eacute;m disso, quando um erro &amp;eacute; detectado, n&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio esperar sair a nova vers&amp;atilde;o do software (que &amp;eacute; o que obrigatoriamente acontece no software propriet&amp;aacute;rio). Voc&amp;ecirc; mesmo pode fazer a corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o, caso queira. E aqui os autores caem em contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novo. Se &amp;eacute; mais dif&amp;iacute;cil encontrar os erros no software propriet&amp;aacute;rio, ent&amp;atilde;o porque eles s&amp;atilde;o mais visados? N&amp;atilde;o seria mais inteligente acertar um alvo mais f&amp;aacute;cil? E, como citado no artigo, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s extens&amp;otilde;es, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel fazer algum c&amp;oacute;digo malicioso? Sim, com certeza. Mas a&amp;iacute; voltamos ao argumento anterior de que esse c&amp;oacute;digo poder&amp;aacute; ser detectado mais rapidamente. Isso, na verdade, j&amp;aacute; aconteceu, quando tentaram fazer um descanso de tela para o Gnome que tinha c&amp;oacute;digo malicioso. Mas o problema foi descoberto e destru&amp;iacute;do no mesmo dia. Enquanto isso, a Microsoft &lt;a href="http://www.guiadopc.com.br/noticias/5467/microsoft-leva-7-anos-para-corrigir-uma-brecha-no-windows.html"&gt;demora 7 anos pra corrigir uma brecha de seguran&amp;ccedil;a s&amp;eacute;ria no Windows&lt;/a&gt; (isso pra citar somente &lt;strong&gt;um&lt;/strong&gt; problema de &lt;strong&gt;uma&lt;/strong&gt; empresa de software propriet&amp;aacute;rio)...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s vantagens, de onde os autores tiraram a ideia absurda de que n&amp;atilde;o existem empresas e pessoas que prestam assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica? Existem v&amp;aacute;rias empresas e pessoas f&amp;iacute;sicas que prestam esse tipo de servi&amp;ccedil;o. A diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; que, no caso da assist&amp;ecirc;ncia ao software livre, o dinheiro, ao inv&amp;eacute;s de ser repassado para empresas multinacionais, fica no pr&amp;oacute;prio pa&amp;iacute;s, alimentando a economia local. Portanto, uma boa pesquisa antes de fazer afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es desse tipo &amp;eacute; sempre muito saud&amp;aacute;vel.&amp;nbsp; :-)&amp;nbsp;&amp;nbsp; Al&amp;eacute;m disso, os autores tamb&amp;eacute;m defendem a ideia de que software propriet&amp;aacute;rio tem &amp;quot;garantia&amp;quot;? Isso s&amp;oacute; vale para aqueles que voc&amp;ecirc; paga para ser desenvolvido (e olhe l&amp;aacute;!). Os softwares de &amp;quot;caixinha&amp;quot;, como o &lt;em&gt;Windows&lt;/em&gt;, inclusive, s&amp;atilde;o bem claros na &lt;em&gt;EULA&lt;/em&gt; (sabe aquele contrato que um monte de gente concorda sem ler? pois &amp;eacute;, &amp;eacute; ele), afirmando que n&amp;atilde;o se responsabilizam por &lt;strong&gt;nenhum&lt;/strong&gt; problema que o software possa gerar. Portanto, o software propriet&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o oferece &lt;strong&gt;nenhuma&lt;/strong&gt; garantia de que tudo vai funcionar corretamente. Chocante isso, n&amp;eacute;? E eu estou rindo muito aqui da afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que &amp;quot;na maioria das vezes, o software propriet&amp;aacute;rio traz consigo manuais detalhados que explicam como configurar e utilizar o software&amp;quot;. Na boa, se os autores realmente acreditam nisso, ent&amp;atilde;o eu acho que eles &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; leram um manual de software original. Al&amp;eacute;m dos manuais geralmente serem ruins e pouco explicativos, na maioria das vezes eles nem v&amp;ecirc;m impressos mais: est&amp;atilde;o digitalizados, na pr&amp;oacute;pria m&amp;iacute;dia do software.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    E a conclus&amp;atilde;o do artigo &amp;eacute; a cereja do bolo. Em primeiro lugar, comparar software com &lt;em&gt;Coca-Cola&lt;/em&gt; &amp;eacute; assustador, especialmente se considerarmos que os autores s&amp;atilde;o do Departamento de Computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;em&gt;Coca-Cola&lt;/em&gt; &amp;eacute; um produto consum&amp;iacute;vel. Se voc&amp;ecirc; bebe o refrigerante ele acaba. Software n&amp;atilde;o. Ele n&amp;atilde;o acaba se voc&amp;ecirc; ficar usando. E voc&amp;ecirc; pode fazer quantas c&amp;oacute;pias quiser sem prejudicar o original. A l&amp;oacute;gica &amp;eacute; completamente inversa. Quanto &amp;agrave; receita da &lt;em&gt;Coca-Cola&lt;/em&gt;, meus amigos, se a gente consegue saber a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma estrela que est&amp;aacute; a anos-luz da Terra, voc&amp;ecirc;s acham que n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel saber os componentes de um refrigerante? Saber a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;iacute;mica da &lt;em&gt;Coca-Cola&lt;/em&gt; n&amp;atilde;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil. A quest&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; a receita (supostamente) secreta. Mas o fato de direitos autorais. Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o pode simplesmente fabricar &lt;em&gt;Coca-Cola&lt;/em&gt; e vender, por infra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos. S&amp;oacute; isso. E em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao &amp;quot;brilhantimo&amp;quot; do Bill Gates, s&amp;oacute; se for relativo &amp;agrave; sua habilidade em vender coisas (nisso ele realmente &amp;eacute; muito bom). Uma boa pesquisada na &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt; mostra que a Microsoft comprou praticamente todos os produtos que recebem a sua marca (inclusive a primeira vers&amp;atilde;o do &lt;em&gt;MS-DOS&lt;/em&gt;, que era o &lt;em&gt;QDOS&lt;/em&gt; renomeado). Portanto, muito mais &amp;quot;geniais&amp;quot; s&amp;atilde;o os desenvolvedores de software livre que, al&amp;eacute;m de trabalharem pessoalmente em seus projetos (lembre-se de que Bill Gates era um executivo e n&amp;atilde;o um programador da &lt;em&gt;Microsoft&lt;/em&gt;), ainda dedicam o tempo livre para disponibilizar aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que todos n&amp;oacute;s podemos utilizar. Isso sim, &amp;eacute; genialidade. &amp;Eacute; pensar coletivamente. &amp;Eacute; colaborar para o avan&amp;ccedil;o do conhecimento mundial como um todo (lembre-se de que &lt;strong&gt;todo&lt;/strong&gt; o conhecimento produzido com software livre pertence ao mundo inteiro). Portanto, n&amp;atilde;o vejo nenhuma genialidade em pessoas como o Bill. Vejo apenas algu&amp;eacute;m ganhando a fama em cima do trabalho dos programadores da Microsoft.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    E pra fechar com chave de ouro, uma afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o terrorista de que para manter a &amp;quot;ordem social&amp;quot; precisamos ter os dois tipos de software. Como assim? O que significa essa tal &amp;quot;ordem social&amp;quot;? Ou perguntando mais al&amp;eacute;m, ser&amp;aacute; que tanto o modelo capitalista como a chamada &amp;quot;ordem social&amp;quot; atendem a todas as pessoas do planeta? Ou o que os autores defendem &amp;eacute; um sistema excludente que permite que pessoas vivam em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es miser&amp;aacute;veis porque alguns devem ser &amp;quot;melhores que os outros&amp;quot;? Eu, sinceramente, prefiro pensar em um cen&amp;aacute;rio melhor para o mundo, onde valores como liberdade e igualdade de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es sejam mais valorizados que o dinheiro que elas carregam consigo.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 17 Nov 2010 12:28:55 -0200</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/confusao-desinformacao-e-superficialidade-em-defesa-do-software-proprietario</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/confusao-desinformacao-e-superficialidade-em-defesa-do-software-proprietario</guid></item><item><title>Como extrair o arquivo PDF original de arquivos .pdb gerados para o Palm</title><description>&lt;p&gt;
    Uma das coisas chatas do computador de m&amp;atilde;o da &lt;em&gt;Palm&lt;/em&gt; (o famoso &lt;em&gt;Palm Pilots&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;handheld&lt;/em&gt;) era que pra poder ler arquivos &lt;em&gt;PDF&lt;/em&gt; nele era necess&amp;aacute;rio rodar uma vers&amp;atilde;o especial do &lt;em&gt;Adobe Acrobat&lt;/em&gt; para que o arquivo original fosse convertido para um formato reconhecido pelo dispositivo. Esse arquivo ganhava a extens&amp;atilde;o gen&amp;eacute;rica de documentos do &lt;em&gt;Palm&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;.pdb&lt;/em&gt;) e, aparentemente, n&amp;atilde;o poderia ser &amp;quot;revertida&amp;quot; para o arquivo &lt;em&gt;PDF&lt;/em&gt; original. Eu nunca consegui entender muito bem a necessidade dessa convers&amp;atilde;o, especialmente porque existe uma vers&amp;atilde;o do &lt;a href="http://www.foolabs.com/xpdf/"&gt;&lt;em&gt;Xpdf&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; feita exatamente para abrir esse formato de arquivo no Palm (chamada de &lt;a href="http://www.metaviewsoft.de/en/Software/PalmOS/Freeware/PDFmob/index.html"&gt;&lt;em&gt;PDFmob&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;), sem a necessidade de nenhuma convers&amp;atilde;o. Coisas da &lt;em&gt;Palm&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;Adobe&lt;/em&gt;...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Pois eu me deparei justamente com o problema de ter que recuperar um arquivo &lt;em&gt;PDF&lt;/em&gt; que estava encapsulado em um &lt;em&gt;.pdb&lt;/em&gt;. Depois de alguma pesquisa, descobri que alguns programas poderiam fazer isso, mas nenhum deles era para &lt;em&gt;GNU/Linux&lt;/em&gt;. Ent&amp;atilde;o eu encontrei, &lt;a href="http://forum.brighthand.com/applications-utilities-palm-os/274990-extract-pdf-text-palm-pdb-file.html#post1797396"&gt;nesta publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de f&amp;oacute;rum&lt;/a&gt;, uma forma simples e f&amp;aacute;cil de fazer o trabalho. Uma vez que o arquivo &lt;em&gt;.pdb&lt;/em&gt; &amp;eacute; o &lt;em&gt;PDF&lt;/em&gt; encapsulado com algumas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es extras, basta abrir o arquivo em um editor hexadecimal e extrair somente a &amp;quot;parte PDF&amp;quot; dele, ignorando todo o resto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    Para fazer isso, voc&amp;ecirc; vai precisar de um editor hexadecimal (eu usei, no &lt;em&gt;KDE&lt;/em&gt;, o &lt;a href="http://utils.kde.org/projects/okteta/"&gt;&lt;em&gt;Okteta&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;). Abra o arquivo &lt;em&gt;.pdb&lt;/em&gt; nesse editor e procure pela seguinte sequ&amp;ecirc;ncia (em hexadecimal): &lt;strong&gt;25 50 44 46 2D&lt;/strong&gt;. Essa &amp;eacute; a sinaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de in&amp;iacute;cio do arquivo, que, traduzida para caracteres, significa &amp;quot;&lt;em&gt;%PDF-&lt;/em&gt;&amp;quot; (no &lt;em&gt;Okteta&lt;/em&gt; &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel procurar tanto pela sequ&amp;ecirc;ncia hexadecimal quanto pelo seu correspondente em caracteres). Feito isso, localize a sequ&amp;ecirc;ncia de finaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do arquivo: &lt;strong&gt;25 25 45 4F 46&lt;/strong&gt; (que, traduzido, &amp;eacute; &amp;quot;&lt;em&gt;%%EOF&lt;/em&gt;&amp;quot;). Agora marque todo o conte&amp;uacute;do da sequ&amp;ecirc;ncia inicial &amp;agrave; final (incluindo ambas), copie-o e cole-o em um novo documento. E, pra fechar, salve-o com a extens&amp;atilde;o &lt;em&gt;.pdf&lt;/em&gt;. Pronto! O seu &lt;em&gt;PDF&lt;/em&gt; acaba de ser recuperado.&amp;nbsp; &lt;img class="smiley-content" title="Smile" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/smile.png" alt="Smile" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
    S&amp;oacute; tem um por&amp;eacute;m (claro, sempre tem um). Isso s&amp;oacute; funciona 100% com documentos que sejam somente texto ou tenham imagens pequenas. Isso porque, quando se tem documentos com formata&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais complexa ou imagens grandes, o conversor para &lt;em&gt;Palm&lt;/em&gt; diminui a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das imagens para caber na tela do aparelho e pode, tamb&amp;eacute;m, mudar alguns detalhes na diagrama&amp;ccedil;&amp;atilde;o do documento. Mas sempre vale a pena testar e ver se n&amp;atilde;o atende ao que desejamos recuperar, ok?&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 30 Aug 2010 04:04:26 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/como-extrair-o-arquivo-pdf-original-de-arquivos-.pdb-gerados-para-o-palm</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/como-extrair-o-arquivo-pdf-original-de-arquivos-.pdb-gerados-para-o-palm</guid></item><item><title>E se a mancha de petróleo estivesse na minha casa?</title><description>&lt;p&gt;Um dos maiores problemas que temos para avaliar o impacto de cat&amp;aacute;strofes ambientais &amp;eacute; a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua abrang&amp;ecirc;ncia. Por exemplo, quando ouvimos que &amp;quot;quatro est&amp;aacute;dios de futebol s&amp;atilde;o cortados por dia na Amaz&amp;ocirc;nia&amp;quot;, at&amp;eacute; temos uma no&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral do que &amp;eacute; isso, mas, ainda assim, a ideia acaba ficando meio vaga. Se considerarmos eventos de propor&amp;ccedil;&amp;otilde;es maiores, como o &lt;a href="http://www.google.com/search?q=bp+vazamento+petr%C3%B3leo&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;client=iceweasel-a&amp;amp;rls=org.mozilla:pt-BR:unofficial&amp;amp;prmd=n&amp;amp;source=univ&amp;amp;tbs=nws:1&amp;amp;tbo=u&amp;amp;ei=7zIGTKPXAsWAlAeq8_SICw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=news_group&amp;amp;ct=title&amp;amp;resnum=1&amp;amp;ved=0CCMQsQQwAA"&gt;grande vazamento de petr&amp;oacute;leo da British Petroleum no Golfo do M&amp;eacute;xico&lt;/a&gt;, isso fica ainda mais complicado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi pensando especificamente nesse caso que o s&amp;iacute;tio &lt;a href="http://www.ifitwasmyhome.com/"&gt;&lt;em&gt;If it was my home&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (algo como &amp;quot;E se fosse a minha casa&amp;quot;) foi criado. Ele utiliza a tecnologia do &lt;em&gt;Google Maps&lt;/em&gt; para colocar a mancha de petr&amp;oacute;leo sobreposta a um mapa da sua cidade (que o s&amp;iacute;tio descobre baseado no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Endere%C3%A7o_IP"&gt;endere&amp;ccedil;o &lt;em&gt;IP&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; da sua conex&amp;atilde;o). Um recurso interessante &amp;eacute; que voc&amp;ecirc; pode deslocar a mancha para outros locais, o que ajuda ainda mais na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;oacute; agora, depois de ver no mapa, eu tive real dimens&amp;atilde;o da trag&amp;eacute;dia. E fiquei mais horrorizado do que j&amp;aacute; estava.&amp;nbsp; &lt;img class="smiley-content" title="Sad" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/aw.png" alt="Sad" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;em&gt;If it was my home&lt;/em&gt; &amp;eacute; uma ideia simples, mas bastante eficiente no que se prop&amp;otilde;e. Algo a ser considerado em outras campanhas e divulga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de not&amp;iacute;cias que envolvam eventos de dimens&amp;otilde;es maiores.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 03 Jun 2010 04:00:56 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/e-se-a-mancha-de-petroleo-estivesse-na-minha-casa</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/e-se-a-mancha-de-petroleo-estivesse-na-minha-casa</guid></item><item><title>Mais um bug no Twitter</title><description>&lt;p&gt;E acharam mais um &lt;em&gt;bug&lt;/em&gt; no &lt;a href="http://twitter.com"&gt;&lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Ontem (10 de maio de 2010) v&amp;aacute;rios usu&amp;aacute;rios come&amp;ccedil;aram a reclamar que suas listas de seguidores e seguidos estavam zeradas. Detalhe, esse n&amp;atilde;o era o &lt;em&gt;bug&lt;/em&gt;, mas a corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o dele.  &lt;img class="smiley-content" title="Smile" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/smile.png" alt="Smile" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://teia.bio.br/files/Dead_Twitter.jpg" height="116" align="right" alt="Twitter morto" width="150" /&gt;O que aconteceu &amp;eacute; que foi divulgada uma falha no &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt; que permitia que voc&amp;ecirc; acrescentasse qualquer pessoa &amp;agrave; sua lista de seguidores. Bastava digitar &lt;strong&gt;&lt;tt&gt;accept nome_do_usu&amp;aacute;rio&lt;/tt&gt;&lt;/strong&gt; e esse usu&amp;aacute;rio automaticamente se tornava seu seguidor, sem nenhuma necessidade de confirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte dele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora o mais divertido foi a forma como o erro foi descoberto: por puro acidente. Isso mesmo. Segundo o s&amp;iacute;tio &lt;a href="http://mashable.com/2010/05/10/twitocalypse-heavy-metal/"&gt;Mashable&lt;/a&gt;, um usu&amp;aacute;rio turco, f&amp;atilde; da banda de heavy metal &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Accept"&gt;Accept&lt;/a&gt;, publicou em seu &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt; a mensagem &amp;quot;&lt;em&gt;Accept pwnz&lt;/em&gt;&amp;quot;, como uma homenagem &amp;agrave; banda (&lt;em&gt;pwnz&lt;/em&gt; &amp;eacute; uma express&amp;atilde;o de exalta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, maiores detalhes no &lt;a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=pwnz"&gt;Urban Dictionary&lt;/a&gt;). Ent&amp;atilde;o ele percebeu que o usu&amp;aacute;rio &lt;em&gt;@pwnz&lt;/em&gt; passou a fazer parte da sua lista de seguidores. O descobridor do problema &lt;a href="http://inci.sozlukspot.com/e/4266098/"&gt;publicou em seu blog&lt;/a&gt; (em turco) o feito e a&amp;iacute; um monte de gente passou a colecionar seguidores. Foi a&amp;iacute; que a equipe do &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt; interviu, corrigiu o erro e zerou todas as contas, para poder restaurar ao estado anterior. Nesse momento come&amp;ccedil;ou caos entre as pessoas, que achavam que tinham perdido seus contatos. Mas tudo est&amp;aacute; bem agora (at&amp;eacute; o pr&amp;oacute;ximo problema, claro).&amp;nbsp; &lt;img class="smiley-content" title="Wink" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/wink.png" alt="Wink" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando uma rede social do porte do &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt; deixa passar um &lt;em&gt;bug&lt;/em&gt;, no m&amp;iacute;nimo prim&amp;aacute;rio, como esse, &amp;eacute; sinal que alguma coisa n&amp;atilde;o est&amp;aacute; muito certa. Pelo jeito o pessoal anda bem relaxado l&amp;aacute; no viveiro do passarinho azul...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, nem preciso comentar que o &lt;a href="http://identi.ca"&gt;identi.ca&lt;/a&gt;, n&amp;atilde;o possui esse problema, al&amp;eacute;m de ter mais recursos que o &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt; e estar traduzido pro nosso (e v&amp;aacute;rios outros) idioma, n&amp;eacute;? Ent&amp;atilde;o, o que voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; esperando pra experimentar um microblog que funciona de verdade? E que tal &lt;a href="http://identi.ca/aracnus"&gt;me acompanhar&lt;/a&gt; l&amp;aacute;?&amp;nbsp; &lt;img class="smiley-content" title="Wink" src="http://teia.bio.br/sites/all/modules/smileys/packs/Roving/wink.png" alt="Wink" /&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 12 May 2010 04:00:59 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/mais-um-bug-no-twitter</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/mais-um-bug-no-twitter</guid></item><item><title>Chamada de trabalhos para o FLISoL-BH 2010</title><description>&lt;p&gt;Quer apresentar um estudo de caso de migração para software livre? Ou contar a sua experiência de como o utiliza na sua escola? Que tal um mini-curso ensinando a editar imagens usando aplicações livres? Está aberta a chamada de trabalhos para o &lt;em&gt;FLISoL-2010&lt;/em&gt; e esses e outros temas podem fazer parte da grade do evento. Depende somente de vocês.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se você tem alguma proposta de palestra ou minicurso sobre softwares livres está convidado a enviá-la para nós. As melhores propostas serão selecionadas para serem apresentadas ao longo do dia 24 de abril, data em que acontecerá o &lt;em&gt;FLISoL&lt;/em&gt; em BH (e várias outras cidades da América Latina).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale a pena destacar que software livre não está presente somente no sistema operacional &lt;em&gt;GNU/Linux&lt;/em&gt;. Também é possível falar sobre o uso e o desenvolvimento dessas aplicações nos sistemas operacionais proprietários. O que importa é falar sobre o software livre, independente de onde ele está sendo utilizado. O único ponto importante é planejar palestras para um público leigo ou iniciante, que é o foco principal do evento. Além de palestras, podem também ser propostos minicursos e oficinas, já que teremos laboratórios com computadores à nossa disposição. Os minicursos podem ter um caráter mais técnico e ter como público-alvo usuários avançados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para enviar a sua proposta, por favor utilize o &lt;a href="http://www.flisol-bh.slparaleigos.org/2010/entre-em-contato/"&gt;formulário de contato&lt;/a&gt; e informe os seguintes dados:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Nome completo&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Endereço de e-mail&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Escreva no assunto “Proposta de palestra” ou “Proposta de mini-curso”, de acordo com o tipo de proposta&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;No campo “Sua mensagem”, escreva o nome da palestra ou mini-curso/oficina com um resumo detalhando a atividade. No caso de mini-cursos/oficinas, especifique também a quantidade máxima de participantes. Por fim, escreva sua disponibilidade de horário.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Dúvidas também podem ser enviadas pelo &lt;a href="http://www.flisol-bh.slparaleigos.org/2010/entre-em-contato/"&gt;formulário de contato&lt;/a&gt;. Contamos com a participação de todos os interessados em divulgar o software livre ou aprender mais sobre o assunto.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 04:00:33 -0300</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/chamada-de-trabalhos-para-o-flisol-bh-2010</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/chamada-de-trabalhos-para-o-flisol-bh-2010</guid></item><item><title>Como o contágio pode salvar vidas</title><description>&lt;p&gt;Sempre que a palavra &amp;quot;cont&amp;aacute;gio&amp;quot; &amp;eacute; mencionada, imediatamente a associamos a coisas ruins: doen&amp;ccedil;as, morte, invalidez.... Mas e se o sentido dessa palavra fosse subvertido para passar uma mensagem positiva? E se fosse poss&amp;iacute;vel contaminar pessoas com um &amp;quot;v&amp;iacute;rus&amp;quot; capaz de melhorar suas vidas? Essa &amp;eacute; a mensagem que a indiana &lt;em&gt;Kiran Bir Sethi&lt;/em&gt; nos transmite em &lt;a href="http://www.ted.com/talks/kiran_bir_sethi_teaches_kids_to_take_charge.html"&gt;sua fala no &lt;em&gt;TED&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;
&lt;object height="326" width="446"&gt;
&lt;param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /&gt;
&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;
&lt;param name="wmode" value="transparent" /&gt;
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&lt;p&gt;&amp;Eacute; uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o valiosa pois nos mostra como iniciativas simples podem fazer uma grande diferen&amp;ccedil;a. E o detalhe mais importante dessa hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; que n&amp;atilde;o estamos falando de pa&amp;iacute;ses como a Fran&amp;ccedil;a, Alemanha, Reino Unido ou Estados Unidos, mas sim da &amp;Iacute;ndia, um pa&amp;iacute;s cheio de contrastes (e bem mais pr&amp;oacute;ximo da nossa realidade). Com a segunda maior popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do planeta, eles s&amp;atilde;o, segundo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndia"&gt;dados da &lt;em&gt;Wikip&amp;eacute;dia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, o 134&amp;ordm; pa&amp;iacute;s do mundo na classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano"&gt;IDH&lt;/a&gt;, 139&amp;ordm; em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_esperan%C3%A7a_m%C3%A9dia_de_vida_%C3%A0_nascen%C3%A7a"&gt;esperan&amp;ccedil;a de vida&lt;/a&gt;, 143&amp;ordm; em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%ADndice_de_mortalidade_infantil"&gt;mortalidade infantil&lt;/a&gt; e 147&amp;ordm; em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%ADndice_de_alfabetiza%C3%A7%C3%A3o"&gt;alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;. A t&amp;iacute;tulo de compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, esses n&amp;uacute;meros s&amp;atilde;o: 75&amp;ordm; no IDH, 92&amp;ordm; em esperan&amp;ccedil;a de vida, 106&amp;ordm; em mortalidade infantil e 95&amp;ordm; em alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Al&amp;eacute;m disso, existem 23 idiomas nacionais (os mais importantes s&amp;atilde;o o hindu e o ingl&amp;ecirc;s) e mais de 1600 (!!!) dialetos locais. E mesmo com todos essa diversidade e dificuldades, a Kiran conseguiu realizar um trabalho maravilhoso de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das crian&amp;ccedil;as em um pa&amp;iacute;s reconhecido mundialmente pelos seus problemas com trabalho infantil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a&amp;iacute; vem as perguntas fatais. E no Brasil? Por que n&amp;atilde;o fazemos algo desse tipo? Por que ao inv&amp;eacute;s de esperar um novo projeto do governo n&amp;atilde;o fazemos, n&amp;oacute;s mesmo esse trabalho de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das crian&amp;ccedil;as? Por que ao inv&amp;eacute;s de campanhas anuais de mega-arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dinheiro n&amp;atilde;o trabalhos propostas simples, mas que durar&amp;atilde;o para sempre? Como diz a palestrante, foi preciso somente um homem (o Gandhi) para mudar toda uma na&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ser&amp;aacute; que n&amp;atilde;o podemos mudar nem ao menos a realidade que nos cerca? Ficam os questionamentos (e o inc&amp;ocirc;modo)...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(a dica do v&amp;iacute;deo veio &lt;a href="http://fprudente.blogspot.com/2010/02/educacao-100000-criancas-infectadas-na.html"&gt;dessa publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, do &lt;a href="http://fprudente.blogspot.com/"&gt;blog do F&amp;aacute;bio Prudente&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 12 Feb 2010 04:03:56 -0200</pubDate><link>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/como-o-contagio-pode-salvar-vidas</link><guid>http://softwarelivre.org/aracnus/blog/como-o-contagio-pode-salvar-vidas</guid></item></channel></rss>
