Minha rimas ou desritmias podem ser versos, prosas, poemas ou músicas, mas o importante é que sejam, na forma mais simples e direta, Eu!

Sendo eu mesmo, posso ser exagerado, igual, chato, cotidiano, surpreendemente diferente, porém ainda serei só vivo!

E vivo sendo, vivo estando, vivo para pensar, racionalizar, desconstruir, construir ou só estar. Na verdade, não importa o que eu seja para você, me importa mais saber que você está aqui a me ler. Livremente, inclusive, para poder me copiar, em mim se inspirar, de mim criticar, por mim sorrir, talvez chorar, ou apenas esta página fechar. Você aqui está, para mim, basta!

Nota do autor: todos os versos neste blog são originais, alguns de muitos anos atrás, da minha infância. Em 1997 eu tinha apenas 13 anos, isso já dá uma idéia de que alguns versos mais antigos podem não refletir mais a forma como eu penso atualmente. Mas história é história, aprendemos com ela.


Você você você você...

August 1, 2011, by Amadeu A. Barbosa Júnior - No comments yet

Te explooooro como um adolescenteeeeee
eeeencho minha alma de calmaaaaa
e ainda sem cascaaaa... vejo vocêêêÊ

Não adiaaanta correeeerrrrrrr
nem adiantaria fugiiir
eu vivo aquiiiii
você que não vêêê..
você que não senteeeee

Cooonto o tempo sem percebeeerrrrrr
não adiaaanta medir, 
o tempo não pááraaaaa.. 

Esspeeerro o dia raiaaaarr
vejo você dorrmirrrr
e mesmo sem luaaaarrr
aqui estou a sorrir!!!

 

Autor: Amadeu A. Barbosa Júnior
Data: 01/08/2011
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Reconstrução local

June 5, 2011, by Amadeu A. Barbosa Júnior - No comments yet

Tenho passado noites em claro
Tenho pensado na vida um bocado
Os porquês deixaram de ser um alvo

Todos acreditam e confiam mais
Todos também vivem mais
[Mas] as conexões ainda caem

O global a cada nanosegundo é entonado
O local a cada passo é valorizado
O afeto, portanto, não é mecanizável

Os bons estudos reforçam um velho pensar
Embora a prática se mostre inversa
Um abraço não pode ser twittado!

 

A vida parece ser uma constante reconstrução das localidades!

Dedico minhas palavras àqueles que sentam a uma mesa com amigos e ainda continuam twittando e se atualizando pelos meios virtuais.

Autor: Amadeu A. Barbosa Júnior
Data: 05/06/2011
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Localidades

June 3, 2011, by Amadeu A. Barbosa Júnior - No comments yet

Vejo um mundo onde pessoas deixaram de ser gente.
Pessoas vivem suas vidas reforçando novos instrumentos.
Se conectam às novas modas mais rápido que conseguem vestir.
Se atualizam mais rápido do que podem entender o PORQUÊ...

        o porquê deixa, então, de ser um alvo
        o mundo passa a confiar mais
        o homem passa a viver mais

        o global é entonado a todo nanosegundo
        o local ganha mais valor a cada passo
        o afeto não é mecanizável entretanto

        a prática se mostra inversa
        a conexão cada vez cai mais
        o abraço nunca será twittado!

... não quero me conectar a tudo antes de abraçar quem está ao meu lado.



Flor

May 26, 2011, by Amadeu A. Barbosa Júnior - No comments yet

 

Sua cor se destaca nas águas,
um espelho reflete sua beleza.

As águas lhe fazem pensar na vida,
uma flor estás a admirar,e então começas a pensar..

Ela:
- Ei flor quão bela tu és?
- Por que brotas de um espelho d'agua tão peculiar?

A flor teima em retrucar:
- Porque sou eu, feita à tua semelhança e leveza.
- Sou eu que lhe faz brilhar com tal beleza.

Aqui fico eu a filosofar: será ela uma flor ou uma flor será ela?

Autor: Amadeu A. Barbosa Júnior
Data: 26/05/2011
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De onde Eu RIO

April 17, 2011, by Amadeu A. Barbosa Júnior - No comments yet

RIO por quê te fizeram tão linda?

RIO de Luas que enchem o olhar.
Ó Cristo que de braços abertos reluz na flor d'agua de onde eu rio.

RIO por quê tu és tão cheia de encantos e encontros?

RIO das águas de Março e dos ventos frescos em Abril...
Não deixe a Bahia saber que nosso caso é deveras febril!

Autor: Amadeu A. Barbosa Júnior
Data: 17/04/2011
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